jul
30
Águia ou galinha?
“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei / rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
– Este pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
– De fato, – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
– Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
– Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
– Já que de fato você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!

A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.

No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.

No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra as suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento…”

Esta parábola evoca dimensões profundas do espírito, indispensáveis para o processo de realização humana: o sentimento de auto-estima, a capacidade de dar a volta por cima das dificuldades quase insuperáveis.
Cada pessoa tem dentro de si uma águia. Ela quer nascer. Sente o chamado das alturas. Busca o sol.
Uma águia tem dentro de si o chamado do infinito. Seu coração sente os picos mais altos das montanhas. Por mais que seja submetida a condições de escravidão, ela nunca deixará de ouvir sua própria natureza de águia que a convoca para as alturas sublimes.

As pessoas que alçam vôo sublime são as que se recusam a deitar-se, a suspirar e desejar que as coisas mudem! Tais pessoas não reclamam sua sorte e tampouco sonham, passivamente, com algum navio longínquo que vai chegando para levá-la pra bem longe. Em vez disso, visualizam em suas mentes que não são desistentes; não permitirão que as circunstâncias da vida as empurrem lá para baixo, e as mantenham subjugadas como galinhas.

Vamos, voe… Voe e vença, ocupe o lugar a que é seu no alto do penhasco.

“A águia gosta de pairar nas alturas, acima do mundo, não para ver as pessoas de cima, mas para estimulá-las a olhar para cima” (Elisabeth Kübler – Ross)

(Parábola citada em livro de Leonardo Boff)
Fonte: Trecho do livro “Insight”, de Daniel de Carvalho Luz – Programa Nova Manhã (Nova FM)

 

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jul
28
Professor explica por que ler o pensador Nietzsche hoje

da Folha Online
Um breve e abrangente livro sobre Nietzsche, pensador que refletiu sobre todos os problemas cruciais da cultura moderna, sobre as perplexidades, os desafios, as vertigens do fim do século 19. É o que o leitor encontra no volume da coleção “Folha Explica” sobre o autor –o primeiro capítulo de “Nietzsche” pode ser lido abaixo.

No livro, Oswaldo Giacóia Junior mostra porque é impossível se colocar à altura dos principais temas e questões do nosso tempo sem entender o pensamento de Nietzsche, um dos pensadores mais provocativos da filosofia moderna.

Para Giacóia Junior, o impacto da filosofia de Nietzsche “advém de sua extraordinária clarividência”. “Ele pressentiu, em estado de gestação, as ameaças mais fatais de nosso tempo. Anteviu o panorama sombrio que poderia advir do projeto sociopolítico de uma sociedade de massas. Nietzsche profetizou que a sociedade ocidental caminhava, desde então, para um nivelamento por baixo”, explica o autor.

Oswaldo Giacóia Júnior é professor de filosofia na Unicamp. Formado em Direito pela USP, Giacóia é mestre em Filosofia pela PUC-SP e doutor em Filosofia pela Freie Universität Berlin (Alemanha). Além de “Nietzsche”, Giacóia é autor de “Pequeno Dicionário de Filosofia Contemporânea”, “Os Labirintos da Alma” (1997), “Nietzsche & Para Além de Bem e Mal” (2002) e “Sonhos e Pesadelos da Razão Esclarecida” (2005).

Como o nome indica, a série “Folha Explica” ambiciona explicar os assuntos tratados e fazê-lo em um contexto brasileiro: cada livro oferece ao leitor condições não só para que fique bem informado, mas para que possa refletir sobre o tema, de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país.

Leia um acapítulo do livro:

POR QUE LER NIETZSCHE HOJE

Dentre os clássicos da filosofia moderna, Nietzsche talvez seja o pensador mais incômodo e provocativo. Sua vocação crítica cortante o levou ao submundo de nossa civilização, sua inflexível honestidade intelectual denunciou a mesquinhez e a trapaça ocultas em nossos valores mais elevados, dissimuladas em nossas convicções mais firmes, renegadas em nossas mais sublimes esperanças. Essa atitude deriva do que Nietzsche entendia por filosofia.

Para ele, filosofar é um ato que se enraíza na vida e um exercício de liberdade. O compromisso com a autenticidade da reflexão exige vigilância crítica permanente, que denuncia como impostura qualquer forma de mistificação intelectual. Por isso, Nietzsche não poupou de exame nenhum de nossos mais acalentados artigos de fé. O destino da cultura, o futuro do ser humano na história, sempre foi sua obsessiva preocupação. Por causa dela, submeteu à crítica todos os domínios vitais de nossa civilização ocidental: científicos, éticos, religiosos e políticos.

Nietzsche é um dos grandes mestres da suspeita, que denuncia a moralidade e a política moderna como transformação vulgarizada de antigos valores metafísicos e religiosos, numa conjuração subterrânea que conduz ao amesquinhamento das condições nas quais se desenvolve a vida social. Nesse sentido, ele é um dos mais intransigentes críticos do nivelamento e da massificação da humanidade. Para ele, isso era uma conseqüência funesta da extensão global da sociedade civil burguesa, tal como esta se configurou a partir da Revolução Industrial.

Nietzsche se opõe à supressão das diferenças, à padronização de valores que, sob o pretexto de universalidade, encobre, de fato, a imposição totalitária de interesses particulares; por isso, ele é também um opositor da igualdade entendida como uniformidade. Assim, denunciou a transformação de pessoas em peças anônimas da engrenagem global de interesses e a manipulação de corações e mentes pelos grandes dispositivos formadores de opinião.

O esforço filosófico de Nietzsche o levou a se confrontar com as grandes correntes históricas responsáveis pela formação do Ocidente: a tradição pagã greco-romana e a judaico-cristã; e o que resultou da fusão entre as duas.

Ao longo desse seu confronto com o conjunto da herança cultural de nossa tradição, Nietzsche forjou conceitos e figuras do pensamento que até hoje impregnam nosso vocabulário e povoam nosso imaginário político e artístico. Tais são, por exemplo, as noções de Apolo e Dionísio, transformadas em categorias estéticas, os conceitos de vontade de poder, além-do-homem (Übermensch), eterno retorno e niilismo e a figura da morte de Deus.

É impossível se colocar à altura dos principais temas e questões de nosso tempo sem entender o pensamento de Nietzsche. Ateísta radical, ele atribui ao homem a tarefa de se reapropriar de sua essência e definir as metas de seu destino. Dele afirma o filósofo Martin Heidegger: “Nietzsche é o primeiro pensador que, perante a história universal pela primeira vez aflorada em seu conjunto, coloca a pergunta decisiva e a reflete internamente em toda a sua extensão metafísica. Essa pergunta reza: como homem, em sua essência até aqui, está o homem preparado para assumir o domínio da terra?”1

Nesse sentido, Nietzsche é o pensador de nossas angústias, que não poupou nenhuma certeza estabelecida –sobretudo as suas próprias convicções– e desvendou os mais sinistros labirintos da alma moderna. Com a paixão que liga a vida ao pensamento, Nietzsche refletiu sobre todos os problemas cruciais da cultura moderna, sobre as perplexidades, os desafios, as vertigens no fim do século 19. Dessa sua condição, postado entre o final e o início de duas eras, Nietzsche esboçou um quadro que, em todos os seus matizes, nos concerne ainda, na passagem a um novo milênio, em direção a um destino que ainda não se pode discernir.

A despeito de sua visão sombria, Nietzsche tentou ser, ao mesmo tempo, um arauto de novas esperanças. Sua mensagem definitiva –a criação de novos valores, a instituição de novas metas para a aventura humana na história– é também um cântico de alegria. Essa é uma das razões pelas quais o estilo de Nietzsche resulta da combinação paradoxal de elementos antagônicos: sombra e luz, agonia e êxtase, gravidade e leveza.

Isso explica por que, para ele, o riso e a paródia são operadores filosóficos inigualáveis: eles permitem reverter perspectivas fossilizadas. Nietzsche, o impiedoso crítico das crenças canônicas, é também um mestre da ironia. Sua ambição consiste em tornar superfície o que é profundidade, restituir a graça ao peso da seriedade filosófica.

Opositor ferrenho da dialética socrática, Nietzsche reedita, no mundo moderno, o gesto irônico do pai fundador da filosofia ocidental. Decisivo adversário de Platão, sua filosofia talvez possa ser caracterizada como uma inversão paródica do platonismo. Definindo-se como o mais intransigente anticristão, dá, no entanto, à sua autobiografia intelectual, escrita no final de sua vida, o título Ecce Homo (“Eis o Homem”) –expressão empregada por Pilatos ao apresentar Jesus a seus algozes, pouco antes da Paixão

Nietzsche, o filósofo-artista, um poeta que só acreditava numa filosofia que fosse expressão das vivências genuínas e pessoais, vendo na experiência estética uma espécie de êxtase e redenção, é, por isso mesmo, um precursor da crítica a um tipo de racionalidade meramente técnica, fria e planificadora. A despeito da profundidade e da gravidade das questões com que se ocupa, sempre as tratou em estilo artístico, poeticamente sugestivo; só acreditava na autenticidade de um pensamento que nos motivasse a dançar. Ele mesmo imagina sobre sua porta a inscrição:

Moro em minha própria casaNada imitei de ninguémE ainda ri de todo mestreQue não riu de si também.2

Sem extravasar os limites dos livros desta série, Folha Explica Nietzsche se propõe a ser uma apresentação geral do homem e do filósofo Friedrich Nietzsche. Seu objetivo é fazer com que o leitor se familiarize com os conceitos, as figuras e o estilo de Nietzsche –não para depois encerrá-los em qualquer câmara da memória, mas sim para despertar seu interesse e estimulá-lo a seguir adiante. Aceitar o desafio de Nietzsche implica, sobretudo, pensar independentemente; e por isso, às vezes, também contra Nietzsche.

1 Heidegger, “Wer ist Nietzsches Zarathustra?”; em: Vorträge und Aufsätze. Pfullingen: Neske Verlag, 1954; p. 102.
2 Epígrafe de A Gaia Ciência; em: Nietzsche, Obra Incompleta. Trad. Rubens Rodrigues Torres Filho. Col. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1974; p. 195.

Dados do livro:

“Nietzsche”Autor: Oswaldo Giacóia JúniorEditora: PublifolhaPáginas: 96Quanto: R$ 18,90

Fonte do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/folha/publifolha/ult10037u352101.shtml

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jul
28
Filosofia no Mêtro de Londres
Turistas e moradores que utilizam o metrô de Londres estão escutando frases célebres de filósofos como Jean-Paul Sartre, Mahatma Ghandi e Albert Einstein. O objetivo é fazer os passageiros lembrarem que o mais importante na vida não é chegar o quanto antes à estação de destino.

A ideia partiu do Serviço de Transportes londrino, que encarregou o vencedor do prêmio Turner de Arte Contemporânea Jeremy Deller a compilar as melhores reflexões filosóficas para “humanizar” o muitas vezes longo e agoniante trajeto de metrô.
“A vida é mais do que aumentar a velocidade”, de Mahatma Ghandi, ou “um tropeço previne a queda”, do escritor britânico Thomas Fuller, são algumas das frases que os passageiros irão ouvir.

Em um primeiro momento, a ideia de Deller era substituir os tradicionais anúncios sobre a situação das linhas e substituí-los por essas “lições de filosofia”. No entanto, ficou decidido que os dois tipos de mensagens serão alternados.

Segundo a responsável pelo projeto, Sally Shaw, o objetivo é “melhorar a interação” entre os usuários e “fazer fluir os pensamentos que cada um tem durante a viagem”.
Os próprios condutores dos trens que fazem os anúncios que escolherão as melhores frases, adequadas a cada tipo de situação.
Assim, por exemplo, Deller afirmou que a frase de Jean-Paul Sartre “o inferno são os outros” não deve ser usada se o trem estiver parado em um túnel, momento em que seria bom pensar que “um tropeço previne a queda”.
“Espero que essa iniciativa introduza um pouco de senso de humor”, disse o artista.

Edição: Ronney Aires Fonte: Folha 30/06/09

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jul
27
Ariano Suassuna e sua conversão!

Um jovem tenta converter Ariano Suassuna musicalmente. Resultado? Virou uma pérola!!! Em redor do buraco tudo é bera!

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jul
26
Entrevista com George Soros

George Soros é investidor de bolsas de valores e dono de uma das maiores fortunas do mundo. Ele fala sobre etanol , biocombustiveis , insvestimento , políticas e filantropia .
Prefere falar mais de política e de idéias do que de economia. Hoje gasta meio milhão de dólares por ano tentando mudar o mundo…. as pessoas segundo ele, buscam o sucesso no lugar da verdade… hoje a razão é utilizada apenas para a manipulação política.
No final comenta que gostaria de ser um filósofo e de deixar para a humanidade mais idéias.

Confira… é só clicar!

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jul
25
Carpe Diem
                                                                                                                                                                                   Por Francisco Renaldo Costa                                                
Expressão que vem do latim (colha o dia / aproveite o dia)
Meu primeiro contato com essa espressão foi com o poeta romano Horácio (65-8 AC ):
“Carpe diem quam minimum credula postero”. (colha o dia, confia o mínimo no amanhã).

No filme A sociedade dos Poetas Mortos (1989), o novato professor de poesia ( Robin Williams), em sua aula inaugural utiliza essa expressão:

“Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? – Carpe – ouve? – Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas.”

A expressão fala por si! Carpe Diem…

O vídeo abaixo pode nos ajudar nesta reflexão, é só clicar!
 

 

 

 

 

HTPP:Envelhecendo em um minuto

 

 

 

 

 

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jul
23
Filosofando…

“A maior descoberta da minha geração é que qualquer ser humano pode mudar de vida, mudando de atitude”

William James

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jul
23
Filosofia…
A palavra filosofia é de origem grega. É composta por duas outras: philo e sophia. Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais. Sophia quer dizer sabedoria e dela vem à palavra sophos, sábio.

Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber. Assim a filosofia indica um estado de espírito da pessoa que ama, isto é, daquela que deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita.

O filósofo Pitágoras de Samos teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mas que os homens podem desejá-la ou amá-la, tornando-se filósofos. “Quem quiser ser filósofo necessitara infantilizar-se, transformar-se em menino”. (M. Garcia Morente).

Fonte: Brasil Escola

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jul
15
Paradigma

Por Francisco Renaldo Costa

O conceito…

Paradigma (do grego Parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.

São os parâmetros que orientam a compreensão de mundo e de nós mesmos, estruturando assim uma “visão de mundo”. De uma maneira simples podemos afirmar que os paradigmas são como os nossos óculos… é a forma que enxergamos.

É interessante observarmos que os paradigmas estão presentes na sociedade como um todo: escola, religião, família, valores, moral, ética, estado, tecnologia…

Para o filósofo Thomas Kuhn um paradigma “é aquilo que os membros de uma comunidade partilham e, inversamente , uma comunidade científica consiste em indivíduos que partilham um paradigma”. Apresentou assim a Teoria da Evolução da Ciência, por meio de revoluções, geradas pela mudança de paradigmas. Identificando dois momentos dessa revolução: a) as ações dos cientistas orientam-se por paradigmas aceitos; b) uma crise leva à ruptura e busca novos paradigmas que orientem mudanças.

Para entender melhor…

 

  

A ruptura de paradigma? Nem sempre queremos…

As civilizações já sofreram diversas “crises de paradigma”. Por exemplo, quando as tribos deixaram o nomadismo para se fixar em um lugar, iniciando a agricultura; ou quando, na Grécia Antiga, apareceram as primeiras póleis (cidade), evento que, aliado a outros, como a escrita, acelerou a passagem da predominância da compreensão mítica do mundo para uma inteligibilidade mais crítica e reflexiva.
Também a partir dos séculos XVI e XVII, a visão tradicional cristã — teocêntrica —, herdada da Idade Média, começou a entrar em crise com o desenvolvimento do capitalismo, o processo de urbanização e a ascensão da burguesia. Inúmeros outros acontecimentos ajudaram a gestação do período conhecido como modernidade, tais como a descoberta e a colonização do Novo Mundo, o sistema heliocêntrico de Copérnico, a revolução ciêntífica de Galileu e a filosofia racionalista de Descartes no século XVII.

A adaptação não é fácil… é passar da teoria para a prática…

E vocês o que pensam sobre os paradigmas?

 

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jul
13
O que é a filosofia?

Para o filósofo francês Deleuze, “a filosofia é criação de conceitos”. O ofício do filósofo é inventar conceitos. Vale a pena ler uma de suas principais obras: O que é Filosofia?

Este livro foi escrito com a colaboração do filósofo também francês, Félix Guattari, dotado por sua vez de um estilo literário incomparável, é, de longe, um dos maiores inventores conceituais do final do século XX.

Fica mais uma dica de leitura!

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