fev
28
A Verdade e a Parábola

Por Francisco Renaldo

torá

Um dia, a Verdade decidiu visitar os homens, sem roupas e sem adornos, tão nua como seu próprio nome.

 E todos que a viam lhe viravam as costas de vergonha ou de medo, e ninguém lhe dava as boas-vindas.

 Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, criticada, rejeitada e desprezada.

 Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, trajando um belo vestido e muito elegante.

 — Verdade, por que você está tão abatida? — perguntou a Parábola.

 — Porque devo ser muito feia e antipática, já que os homens me evitam tanto! — respondeu a amargurada Parábola.

 — Que disparate! — Sorriu a Parábola. — Não é por isso que os homens evitam você. Tome. Vista algumas das minhas roupas e veja o que acontece.

Então, a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola, e, de repente, por toda parte onde passava era bem-vinda e festejada.

(Conto Judaico)

Um comentário: As palavras transformam vidas. O ser humano no decorrer de sua história sempre procurou dar conta da realidade, somos assim, queremos o mundo em que vivemos bem organizado, seja dentro ou fora de nós.  Parábolas pertencem ao   imaginário, residem precisamente onde precisam estar! A Verdade e a Parábola é útil ( se é que precisa ser)  em nossas reuniões corporativas, sala de aula e quem sabe até familiar, pois trata-se de valores e, este deve marcar presença na vida do ser humano como num todo, “pois os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada.”

 

 

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9 Comentários


     Fernanda Lym
     domingo, 28 de fevereiro de 2010
     1:52 pm
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    Seu blog, pra mim, foi um achado,viu? Não só adicionei aos favoritos, como lerei ele com atenção e o terei como fonte de consulta.







     marli soares borges
     domingo, 28 de fevereiro de 2010
     9:39 pm
     Internet Explorer 8.0 on Windows NT

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    Oi, passei aqui só pra avisar que lá no meu blog tem dois selinhos para você. Bjssss







     Gabú
     domingo, 28 de fevereiro de 2010
     10:23 pm
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    É professor Eliphas Levi é um autor que sempre que leio aprendo alguma coisa. Ele tem muitos ensinamentos em seus livros e ainda mais nas suas entre-linhas.
    Gostei muito desse conto judaico aqui postado, tenho refletido bastante baseado nele. Ótima escolha!

    Abraços







     Francisco
     domingo, 28 de fevereiro de 2010
     2:10 pm
     Internet Explorer 8.0 on Windows XP

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    Paulo rssss, sem ter essa sintonia que você coloca, a verdade vira pe-conceito! Um abraço!







     Francisco
     domingo, 28 de fevereiro de 2010
     2:09 pm
     Internet Explorer 8.0 on Windows XP

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    Obrigado Gisele por mais uma visita! Parábolas são fantásticam, falam sobre nós, cotidiano… Jesus entendia o valor delas!







     Francisco
     domingo, 28 de fevereiro de 2010
     2:07 pm
     Internet Explorer 8.0 on Windows XP

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    Mrli é sso mesmo, Parábolas nos fzem fazem do que já somos… uma forma simples de afirmar algo complexo por vezes! UM abraço!







     Paulo Braccini
     domingo, 28 de fevereiro de 2010
     11:23 am
     Safari 532.5 on Mac OS X

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    perfeito isto … a verdade para ser entendida e aceita tem que se mostrar travestida …

    bjux

    ;-)







     marli soares borges
     domingo, 28 de fevereiro de 2010
     10:39 am
     Internet Explorer 8.0 on Windows NT

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    Bom Dia, Francisco!
    Interessante esse conto, e é bem assim, em certas situações torna-se mesmo necessário usarmos algum artifício para que possamos chegar à verdade e/ou facilitar o entendimento daqueles que nos ouvem. A Bíblia está recheada de parábolas, todas elas buscando a verdade, os valores perenes… , etc. A propósito, esse conto é também uma parábola, digamos, “comportamental” para que a gente reflita mais e utilize melhor nosso discernimento para alcanças nossos objetivos. Pelo mesno é assim que penso.
    Um beijo grande. grin







     Gisele
     domingo, 28 de fevereiro de 2010
     9:26 am
     Internet Explorer 8.0 on Windows XP

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    Olá Francisco,

    é verdade… A verdade ,muitas vezes, nua também não é entendível. Levando a várias interpretações a quem muitas vezes não está pronto a ouvir.
    Gostei muito do conto!
    Bom domingo,

    abraços fraternos
    Gisele





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