mar
29
Parábolas de Gestão II

vaquinha-precipicio

Um sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita.

Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos.

Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar. A casa era de madeira, faltava calçamento e os moradores, um casal e três filhos, trajavam roupas rasgadas e sujas.

Ele se aproximou do pai daquela família e lhe perguntou:

“Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Então, como o senhor e a sua família sobrevivem aqui?”

O senhor calmamente lhe respondeu:

“Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e com a outra parte nós produzimos queijo, coalhada e outros produtos para nosso consumo. Assim, vamos sobrevivendo”.

O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por alguns momentos, despediu-se e partiu. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:

“Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e a empurre, jogando-a lá embaixo”.

O jovem arregalou os olhos espantando e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer.

Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los.

Assim fez e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela pobre família tivera que vender o sítio para sobreviver.

Chegando no local, foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava há uns quatro anos, ao que o caseiro respondeu:

“Continuam morando aqui”.

Espantado, ao encontrar os familiares, viu que se tratava das mesmas pessoas que visitara com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao dono:

“Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida?”

E o senhor entusiasmado lhe respondeu:

“Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daquele dia em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora”.

 Autor Desconhecido

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mar
28
Parábolas de Gestão I

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Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas. No caminho ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram suas terras. Ao se aproximar lentamente, observa várias belas garotas nuas se banhando na lagoa, quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:
- Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
- Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!
Conclusão: A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos mais rapidamente.

(Autor Desconhecido)

Fonte: Suyen Miranda  

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mar
28
A Verdade

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Fonte: Aventuras na História e Uol Mais – adaptado em 28/03/10

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mar
26
Visão bem-humorada…um paralelo com mundo animal

Por Francisco Renaldo e colaboração Licia Maria

Somos diferentes! Esta premissa é verdadeira e aceita por todos, além do mais, gostamos de acentuá-la em determinadas situações. Agora, quando o assunto é gestão de pessoas, ela torna-se um desafio, pois nem sempre estamos preparados para lidar com o diferente. Grupo homogêneo é mais fácil de liderar, contudo, ficamos na mesmice, já a heterogeneidade   é como um “mapa do tesouro”, nem sempre conseguimos interpretá-lo, ou então não acreditamos.

 Penso   que para um bom gestor duas características são fundamentais: a sensibilidade e o discernimento. Já que o foco principal de sua ação são as pessoas e estas demasiadamente complexas e imprevisíveis. São humanas!  

 Em todo grupo há papéis diferentes entre os integrantes. Quando pensamos no Gestor de RH, seu papel é conhecer cada um destes para melhor gerenciar.

 Sem este conhecimento prévio corre-se o risco de atribuir tarefas inadequadas para pessoas  sem  perfil, prejudicando o bom andamento do projeto.

 Estratégias são importantes… no momento basta-nos  uma visão bem-humorada, um paralelo com o mundo animal… no mais qualquer semelhança é coincidência!

leão

 Leão: Busca liderança, fala alto, intimida com olhares e gestos, assume o mérito por ações de outros.

macaco

 Macaco: puxa o rabo do leão, pula de um lado para outro, corta conversas, dispersa o grupo e cruza assuntos, enfim, faz macaquices

a pregiça

 Preguiça: normalmente está dormindo nas reuniões, não desperta muito interesse, é arrastado pelo grupo.

coruja

 Coruja: extremamente observador, participa pouco, prefere ficar no anonimato, observa muito  e fala pouco.

cobra

 Cobra: perigoso, silencioso e letal. Normalmente se prepara por algum tempo para dar o bote, opositor velado.

 

cachorro-limpar-coco-boxer

 Cão: fiel, dificilmente muda de lado, protege seu território, busca um líder.

camaleão

 Camaleão: indeciso, não toma lados ou ocupa os dois, facilmente manipulado, se adapta ao local onde está.

gato

 Gato: independente, não precisa de líder, decidido, pula de um muro para outro sem nenhum problema de consciência.

cachorro enfeite de carrovaquinha

 Finalmente o cachorrinho (enfeite de carro) ou vaquinha de presépio: sempre concorda com todos independente de sua posição!

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mar
21
Empresas X Pílulas Filosóficas

 

filosofiaempresas

Por Jacqueline Sobral

“Filosofia para a empresa pode ajudar a encontrar o melhor de cada um” segundo Jerry Walls

“Nada é mais valiosque este dia”. Então, curta o dia o máximo que você conseguir”. Goethe

Algumas dicas baseadas em lições filosóficas para um profissional que está em busca de sucesso:

-Estabeleça objetivos claros enraizados no autoconhecimento e na compreensão do que é bom para os outros e para você próprio.

- Construa uma forte autoconfiança no que você está fazendo, baseada em competências pessoais verdadeiras.

- Foque sua concentração no (leia mais…)

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mar
15
Jesus e Sócrates

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Conexão Filosófica

 Um paralelo interessante pode ser feito entre a filosofia grega e a religião cristã. Ambas têm como momento decisivo um martírio: o de Sócrates e o de Jesus Cristo.

Jesus e Sócrates eram considerados pessoas surpreendentes; tinham autoconfiança e poder de linguagem suficientes tanto para arrebatar quanto para irritar seus ouvintes. Nada deixaram registrado por escrito e a seus discípulos coube a tarefa de divulgar suas idéias. Ambos acreditavam falar em nome de algo que era maior do que eles mesmos. Não abriam mão de seus princípios morais, questionaram o poder vigente na época e a aceitação pacífica das injustiças. De certa forma, no processo de acusação, ambos poderiam ter pedido clemência e, com isso, ter salvo suas vidas. Mas, ao contrário, morreram para não deixar morrer a missão que abraçaram. No entender deles, era melhor morrer do que permitir que as idéias de amor e de felicidade que divulgavam morressem. Dessa maneira morreria uma geração.

Essa relação não significa uma relação direta entre os dois, separados por vários séculos. O que os aproxima é a crença de que se deve lutar pelos ideais nos quais se acredita. E isso com toda a coragem e paixão que marcaram a vida de Sócrates e Jesus Cristo.

 Fonte: do Livro Vivendo a Filosofia de Gabriel Chalita

 

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mar
14
Por que o Sapo não lava o Pé?

Os filósofos respondem…

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Olavo de Carvalho: O sapo não lava o pé. Não lava porque não quer. Ele mora lá na lagoa, não lava o pé porque não quer e ainda culpa o sistema, quando a culpa é da PREGUIÇA. Este tipo de atitude é que infesta o Brasil e o Mundo, um tipo de atitude oriundo de uma complexa conspiração moscovita contra a livre-iniciativa e os valores humanos da educação e da higiene!

Karl Marx: A lavagem do pé, enquanto atividade vital do anfíbio, encontra-se profundamente alterada no panorama capitalista. O sapo, obviamente um proletário, tendo que vender sua força de trabalho para um sistema de produção baseado na detenção da propriedade privada pelas classes dominantes, gasta em atividade produtiva alienada o tempo que deveria ter para si próprio. Em conseqüência, a miséria domina os campos, e o (leia mais…)

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mar
12
A árvore dos problemas

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Eu contratei um carpinteiro para me ajudar a restaurar uma velha casa de fazenda. Ele teve um dia de trabalho muito pesado. Um pneu furado fez com que ele perdesse uma hora de trabalho, sua serra elétrica pifou e, no fim do dia, o motor de sua velha camionete se recusou a funcionar. Ele permaneceu totalmente em silêncio, enquanto eu lhe dava uma carona até sua casa. Ao chegarmos, ele me convidou para conhecer sua família. Quando nos dirigíamos para a entrada da casa ele parou frente a uma pequena árvore e tocou as pontas de alguns galhos com ambas as mãos. Assim que a porta abriu, ele mudou seu semblante totalmente. Sorrindo ele abraçou com alegria seus dois filhos pequenos e beijou sua esposa. Quando ele me acompanhava até o carro, eu não resisti e perguntei qual o significado do que ele tinha feito quando passamos pela árvore antes de entrar em casa. “Oh, esta é a minha árvore dos problemas”, ele respondeu. “Eu sei que não há como evitar alguns problemas no trabalho, mas de uma coisa estou certo, problemas não devem entrar em minha casa, onde estão minha esposa e filhos. Então, eu simplesmente penduro os problemas na árvore antes de entrar em casa. De manhã eu os pego de volta” Ele sorriu e disse: “Uma coisa engraçada, quando eu os pego de manhã, eles são menos numerosos e menos graves do que eram quando eu os pendurei na noite anterior”.

Autor Desconhecido

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mar
10
A caixa de brinquedos

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A idéia de que o corpo carrega duas caixas, uma caixa de ferramentas, na mão direita, e uma caixa de brinquedos, na mão esquerda, ela me apareceu enquanto me dedicava a mastigar, ruminar e digerir Santo Agostinho. Como vocês devem saber, eu leio antropofagicamente. Porque os livros são feitos com a carne e o sangue daqueles que os escrevem. Dos livros se pode dizer o que os sacerdotes dizem da eucaristia: “Isso é o meu corpo; isso é a minha carne”. Ele não disse como eu digo. O que digo é o que ele disse depois de passado pelos meus processos digestivos. A diferença é que ele disse na grave linguagem dos teólogos e filósofos. E eu digo a mesma coisa na leve linguagem dos bufões e do riso. Pois ele, resumindo o seu pensamento, disse que todas as coisas que existem se dividem em duas ordens distintas. A ordem do “uti” ( ele escrevia em Latim ) e a ordem do “frui”. “Uti” = o que é útil, utilizável, utensílio. Usar uma coisa é utilizá-la para se obter uma outra coisa. “Frui” = fruir, usufruir, desfrutar, amar uma coisa por causa dela mesma. A ordem do “uti” é o lugar do poder.Todos os utensílios, ferramentas, são inventados para aumentar o poder do corpo. A ordem do “frui”, ao contrário, é a ordem do amor – coisas que (leia mais…)

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mar
7
Nossas relações

Vocês já pararam para pensar… como nossos relacionamentos  estão mudando?? E em muitos os casos não percebemos!

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mar
6
Conversa com Empresários

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Por Rubem Alves

A filosofia das empresas passou por três fases. A primeira é representada pelo filme Tempos Modernos, de Chaplin – em que a única coisa que interessava às empresas era o lucro: nenhuma preocupação com a vida dos empregados, que eram tratados como engrenagens de uma máquina; nenhuma preocupação com o meio ambiente, que podia ser degradado impunemente. É a empresa “máquina”.

A segunda fase está descrita no livro The Organization-Man, de Whyte Jr. – em que a empresa descobre a importância de que seus empregados se sintam bem dentro dela. Fazem-se todos os esforços no sentido de que eles tenham relações harmoniosas entre si e se identifiquem afetivamente com os interesses da empresa. A empresa deve ser o mundo do empregado e a imaginação do empregado deve estar restrita ao mundo da empresa. É a empresa “família”, auto-suficiente e fechada em si mesma.

A terceira fase, que é a que estamos vivendo no momento, se caracteriza por uma revolução de valores. Se, na primeira e na segunda fases a empresa olhava para o mundo exterior apenas como “mercado”, isto é, lugar do lucro, agora ela olha para o mundo exterior como um espaço de vida de que é preciso cuidar. Às relações comerciais agrega-se agora uma dimensão ética: o cuidado com o meio ambiente, a cultura, a educação, o bem-estar, não só dos empregados mas de toda a comunidade que a cerca.

A empresa se descobre como companheira, junto com outros homens, de um espaço comum que deve ser objeto de cuidado, pois o que está em jogo é a qualidade de vida. É a empresa “cuidadora” ou, se quiserem, numa linguagem poética, empresa “jardineira”… Gosto da imagem da jardinagem como metáfora para essa relação de cuidado com o meio ambiente e com as relações entre as pessoas. Isso quer dizer que, ao lado do motivo financeiro “lucro” as empresas estão trabalhando sob motivos éticos.

Penso que os empresários, como “regentes de orquestra”, poderiam pensar um programa educativo para os seus “músicos” em três movimentos:

Primeiro movimento: “A empresa: lugar bom de se viver”.

Segundo movimento: “A empresa: lugar bom de se pensar…”

Terceiro movimento: “A empresa: cuidadora do mundo”

Fonte: A Casa de Rubem Alves

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