abr
30
Filosofia – Aula 1 Parte 1 – É o espanto!

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abr
25
Edith Stein – Parte I

edith stein

Por Francisco Renaldo Costa

Como sabem, sou formado em filosofia pela PUC de Belo Horizonte. No ano de 2001, apresentei um trabalho científico, onde abordei o pensamento de uma filósofa não  muito conhecida no mundo acadêmico, contudo, aos poucos ganha seu espaço.

Na verdade sou apaixonado pela biografia e obras dessa mulher fantástica, coragem imensurável.

Hoje em dia é mais conhecida como Santa Benecdita da Cruz (mulher hebréia, monja carmelita, filósofa e santa) da Ordem dos Frades Carmelitas Descalços.

A vida desta grande mulher hebréia não é somente de relevância ad intra, mas também, ad extra. Em outras palavras, a mensagem de  Edith Stein não só tem importância para a Igreja e os membros de   sua Ordem Religiosa,   o Carmelo Descalço  , mas tornou-se patrimônio da Humanidade inteira. Oferece uma mensagem atual para as relações entre fé e ciência; diálogo ecumênico; posição da mulher na sociedade; vida consagrada e formação da pessoa humana.

Neste post publico uma parte do  segundo capítulo.

Aos poucos e conforme o interesse de vocês leitores, publicarei alguns capítulos dessa monografia, que tem como título:

O  Homem na visão de Edith Stein: ser racional, livre e espiritual

CAPÍULO 2

EDITH STEIN E AS CORRENTES FILOSÓFICAS DE SUA ÉPOCA

      Para uma melhor compreensão do pensamento de Edith Stein, neste primeiro capítulo procuraremos situá-la em seu tempo. Desde suas primeiras investigações filosóficas, vemos de forma explícita ou velada, que a pessoa humana encontra seu espaço privilegiado.

     É próprio da filosofia indagar a verdade, aceitando que nenhum sistema a possuí em sua perfeição; daí a necessidade de escutar novos horizontes e de servir-se de quanto se oferece a reflexão. Neste sentido encaixam-se perfeitamente com planejamento filosófico de Edith Stein uma multiplicidade de fontes, influências, referências e projeções.

     Passemos a resenhar aquelas escolas e tendências dominantes em centro-europa e, que contribuíram  na construção da figura de Edith Stein. As idéias e os princípios não só se aprendem nas aulas; com freqüência estas modelam aos indivíduos pelos simples fato de formar parte de uma sociedade em que estão vigentes tácita ou abertamente.

   2.1. O ATEÍSMO

 O século XX se abre com a morte de Nietzsche, um dos pensadores mais influentes nas gerações dos tempos modernos. Se propõe levar adiante uma autêntica revolução filosófica, invertendo os valores e princípios vigentes até então. Tal ação tem sua expressão máxima na proclamação da morte de Deus. O século XX entra ateu na história. Na realidade o que aquele louco se atreveu a gritar na praça pública, era já desde séculos verdade implícita tanto do saber científico como filosófico.

     Tanto na vida como na obra de Edith Stein fazem ato de presença e atitudes agnósticas de ausência de Deus. Suas decisões pessoais são tomadas sem a inervenção de uma força superior; a razão basta-lhe. São os ecos do Niilismo nietzscheano presentes em boa parte da juventude alemã. Algo disto se deixa traduzir em sua autobiografia. Narrando certos momentos acontecidos em torno dos seus 15 anos, quando a liberdade punha para tomar assento na personalidade , todavia ainda imatura, escreve: “Já é contudo como perdi a minha fé infantil e como, que se ao mesmo tempo comecei a me estranhar, como pessoa independente a toda tutela de minha mãe e irmãos”[1]. À mãe julga o papel da substância divina.


[1] STEIN, Edith. Estrellas Amarillas. Madrid,  Ed. Espiritualidad, 1973 , p. 201.

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abr
24
Epicteto: um caminho para a felicidade

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Ultimamente minhas energias estão focadas na produção do meu artigo científico, este necessário para a conclusão do MBA em Gestão de Pessoas. É claro que não poderia deixar a oportunidade de aproximar o universo da filosofia com o corporativo. Um dos fios norteadores deste trabalho cientifico é a liderança e motivação. Nesta semana debrucei-me com os escritos de Epicteto e resolvi partilhar com vocês alguns de seus pensamentos, para que assim possamos re-pensar nossos atos e nos posicionarmos diante do ambiente em que vivemos e descobrirmos talvez que o único responsável pelo sucesso e fracasso de nossa vida, pode ser nós mesmos. Contudo insistimos em jogar a responsabilidade para outros, ficando assim ilesos e temporariamente felizes.

Mas o que é mesmo a felicidade?

Acredito que quando entendermos que felicidade se conquista no coletivo – na sua família, no seu emprego, na sua religião, com seus amigos… – e não exclusivamente no poder de sua vontade e desejos individuais seremos mais humanos, construiremos uma verdadeira gestão de pessoas, pautada na passagem do eu ao nós. Onde o “eu” não perde-se no “nós”, mas pelo contrário, entra em um processo dialético, entendendo a si mesmo a partir do olhar crítico do outro.

Ladies and Gentlemen, (Senhoras e Senhores) com a palavra Epicteto:

Existe apenas um caminho para a felicidade: deixar de se preocupar com as coisas que estão além do poder de nossa vontade.

Todos os acontecimentos contêm algo vantajoso para você – se você quiser procurar!

A autêntica felicidade é sempre independente de condições externas.

A liberdade é o único objetivo que tem valor na vida.

As pessoas ficam perturbadas, não pelas coisas, mas pela imagem que formam delas.

É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.

Nada de grande se cria de repente.

Perturbam aos homens não as coisas, senão a opinião que delas têm.

Não busque a felicidade fora, mas, sim, dentro de você; caso contrário nunca a encontrará.

Qualquer pessoa capaz de irritá-lo se torna seu mestre; ela consegue exasperá-lo somente quando você se permite ser perturbado por ela.

Aprenda sobre a vontade da Natureza. Estude-a, preste atenção a ela e, então, torne-a sua.

A vida não é uma série de episódios aleatórios e sem sentido, mas um todo ordenado e refinado que segue leis, em última análise, compreensíveis [e justas, ainda que essa justiça não possa ser compreendida pela maioria dos seres humanos].

A felicidade e a liberdade começam com a clara compreensão de um princípio: algumas coisas estão sob nosso controle, outras não. Só depois de lidar com essa questão fundamental e aprender a distinguir entre o que você pode e o que você não pode controlar, é que a tranqüilidade interna e a eficácia externa se tornam possíveis.

Dedique ao menos metade de suas energias para se livrar de desejos ocos, e muito breve verá que ao fazê-lo há de receber maior realização e mais felicidade.

Desconfie das convenções sociais. Assuma a sua própria maneira de pensar. Desperte do entorpecimento causado pelos hábitos adotados sem reflexão.

* Procure, pesquise, leia mais sobre Epicteto.

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abr
21
Dica de livro (apostila): Filosofia para adolescentes

Filosofia Para Adolescentes

Nota do autor (Prof. Antonio Jaques de Matos) : Na função de professor de adolescentes, procurei organizar um conjunto de aulas mais próximas da curiosidade deles e da necessidade que o professor tem de transmitir noções de filosofia, a partir de algumas experiências já vividas em sala de aula.

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abr
18
O Galo Cantor

galo

Havia um galo que cantava para fazer o Sol nascer. O galo acordava bem cedo. E dizia a toda a bicharada:

– Vou cantar para fazer o Sol nascer.

Subia no telhado, estufava o peito, olhava para o nascente e soltava seu tradicional canto. Ficava olhando para aquela bola vermelha que começava a aparecer. Voltava para junto da bicharada e dizia orgulhoso:

– Viu, eu falei.

Ninguém duvidava de seu poder. Em cada galinheiro havia um galo que pensava e fazia do mesmo jeito.

Havia um certo terror por causa do poder do galo.Todos deviam obedecer-lhe e segui-lo cegamente. Ninguém podia questionar o poder do galo-rei. Dizia-se:

– Se ele não cantar, não veremos o dia amanhecer.

E todos corriam para fazer o que o galo-chefão mandava.

No entanto, numa certa madrugada o galo-chefão não acordou. Não cantou. O Sol nasceu sem o canto do galo-rei.

Com o rebuliço do galinheiro o galo acordou. E o vivente não sabia o que fazer. Os bichos ao seu redor davam gargalhadas e riam do imbecil e prepotente galo.

O Sol nascia de qualquer forma, com ou sem galo.

Fonte: Dom Itamar Vian. ”Bebendo nas Fontes do Povo”.  Paulus editora, 1997 , no site Salve Maria

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abr
17
A influência dos filósofos na administração

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   Por Charlyton Vasconcelos

Os filósofos buscam constantemente soluções para os problemas que o correm em seu meio podendo ser externo ou até mesmo interno. Eles buscaram em sua época o que as organizações buscam constantemente: planejamento, organização das tarefas, direção e controle, porém vemos que em um período tão desglobalizado, houve mais resultados positivos do que muitas empresas que existem hoje em dia.

Merece referências a influência dos filósofos gregos, como Platão (429 a.C. 347 a.C.) discípulo de Sócrates, e Aristóteles (384 a.C. 322 a.C.), discípulo de Platão. Ambos deixaram contribuições para o pensamento administrativo do Século XX. Platão preocupou-se com os problemas de natureza política e social relacionados ao desenvolvimento do povo grego. Aristóteles impulsionou o pensamento da Filosofia e no seu livro Política estudou a organização do Estado.

Outros filósofos deixaram importantes contribuições para a formação do pensamento administrativo: Nicolau Maquiavel (1469 – 1527) historiador e filósofo político italiano, seu livro mais famoso, O Príncipe (escrito em 1513 e publicado em 1532) refere-se à forma de como um governante deve se comportar. Segundo Maximiano (2000, p.146), Maquiavel pode ser entendido “como um analista do poder e do comportamento dos dirigentes em organizações complexas”. Certos princípios simplificados que sofreram popularização estão associados a Maquiavel (observa-se o adjetivo maquiavélico):

- “Se tiver que fazer o mal, o príncipe deve fazê-lo de uma só vez. O bem deve fazê-lo aos poucos”.

- “O príncipe terá uma só palavra. No entanto, deverá mudá-la sempre que for necessário”.

- “O príncipe deve preferir ser temido do que amado.”

Francis Bacon (1561 – 1626) filósofo e estadista inglês, considerado um dos pioneiros do pensamento científico moderno, fundador da Lógica Moderna baseada no método experimental e indutivo (do específico para o geral). Segundo Chiavenato (1983, p.22) com Bacon é que encontra-se a preocupação com a separação experimental do que é essencial em relação ao que é acidental. Antecipou-se ao princípio da Administração “prevalência do principal sobre o acessório”.

René Descartes (1596 – 1650) filósofo, matemático e físico francês, considerado fundador da Filosofia Moderna, celebrizado pela sua obra “O Discurso do Método”, em que descreve os principais preceitos do seu método filosófico, hoje denominado “método cartesiano” cujos princípios são:

- Princípio da Dúvida Sistemática ou da Evidência – não é verdadeiro até que se saiba com evidência, ou seja, como realmente verdadeiro.

- Princípio da Análise ou da Decomposição – dividir e decompor cada parte de um problema para analisar as suas partes separadamente.

- Princípio da Síntese ou da Composição – processo racional que consiste no ordenamento dos pensamentos, dos mais fáceis e simples para os mais difíceis e complexos.

- Princípio da Enumeração ou da Verificação – em tudo fazer recontagens, verificações e revisões de modo a tornar-se seguro de não ter havido qualquer omissão durante o processo de raciocínio (checklist).

Thomas Hobes (1588 – 1679) filósofo e teórico político inglês, segundo o qual o homem primitivo era um ser anti-social por definição, atirando-se uns contra os outros pelo desejo de poder, riquezas e propriedades – “o homem é o lobo do próprio homem”. O Estado surge como a resultante da questão, que, de forma absoluta, impõe a ordem e organiza a vida social.

Karl Marx (1818 – 1883) e Friedrich Engels (1820 – 1895) propuseram uma teoria da origem econômica do Estado. Chiavenato (1983, p.23) escreve que, de acordo com Marx e Engels a dominação econômica do homem pelo homem é a geradora do poder político do Estado, que vem a ser uma ordem coativa imposta por uma classe social exploradora. No Manifesto Comunista, ainda segundo Chiavenato, Marx e Engels afirmam que a história da humanidade sempre foi a história da luta de classes, resumidamente, entre exploradores e explorados.

Adam Smith (1723 – 1790) filósofo e economista escocês, considerado como criador da Escola Clássica da Economia, em 1776 publica a sua obra “Uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações”, mais conhecido como A Riqueza das Nações, já abordava o princípio da especialização dos operários e o princípio da divisão do trabalho em uma manufatura de agulhas para destacar a necessidade da racionalização da produção. Conforme Chiavenato (1983, p.30), para Adam Smith, a origem da riqueza das nações reside na divisão do trabalho e na especialização das tarefas, preconizando o estudo dos tempos e movimentos, pensamento que, mais tarde, Frederick Winslow Taylor e o casal Frank e Lilian Gilbreth viriam a desenvolver, fundamentando a Administração Científica.

Todo indivíduo necessariamente trabalha no sentido de fazer com que o rendimento anual da sociedade seja o maior possível. Na verdade, ele geralmente não tem intenção de promover o interesse público, nem sabe o quanto o promove. Ao preferir dar sustento mais à atividade doméstica que à exterior, ele tem em vista apenas sua própria segurança; e, ao dirigir essa atividade de maneira que sua produção seja de maior valor possível, ele tem em vista apenas seu próprio lucro, e neste caso, como em muitos outros, ele é guiado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte de sua intenção. E o fato de este fim não fazer parte de sua intenção nem sempre é o pior para a sociedade. Ao buscar seu próprio interesse, freqüentemente ele promove o da sociedade de maneira mais eficiente do que quando realmente tem a intenção de promovê-lo. (“Adam Smith, A Riqueza das Nações, Livro IV, capítulo 2”).

David Ricardo (1772 – 1823) economista britânico, em sua obra “Princípios de Economia Política e Tributação”, publicada em 1817, tratava de teorias cujas bases residiam nos seus estudos sobre a distribuição da riqueza a longo prazo. Segundo David Ricardo o crescimento da população tenderia a provocar a escassez de terras produtivas. Tal Como Adam Smith, Ricardo admitia que a qualidade do trabalho contribuía para o valor de um bem. O trabalho era visto como uma mercadoria. Uma importante contribuição sua foi o princípio dos rendimentos decrescentes, devido à renda das terras. Tentou deduzir uma teoria do valor a partir da aplicação do trabalho. Ricardo tornou-se o clássico por excelência da Economia, apesar de se inspirar em grande parte da sua análise na obra de Adam Smith acabou por criticá-lo. Alterou o conceito de valor de uso de Adam Smith definindo-o como a Utilidade, ou seja, a capacidade do produto satisfazer as nossas necessidades. Como contribuições para a formação do pensamento administrativo, resumidamente, é possível destacar: suas posições a respeito do custo do trabalho e sobre os preços e mercados.

John Stuart Mill (1806 – 1873) filósofo e economista britânico publicou “Princípios de Economia Política” onde, segundo Chiavenato (1983, p.31) apresenta um conceito de controle objetivando evitar furtos nas empresas. Acrescenta duas qualidades importantes, a fidelidade e o zelo.

A partir do Séc. XX poderemos verificar no pensamento de Peter Drucker a crescente preocupação com as novas formas de atuação do administrador enquanto individuo e da administração enquanto prática para que tal indivíduo alcance e desenvolva a felicidade, zelo, controle do trabalho, utilidade do valor, a ordem, a organização, e outros aspectos já evidenciados pelos filósofos clássicos diante de um mundo tão complexo como o que vivenciamos hoje, chamado de mundo globalizado.

Fonte:  Administradores.com - Acesso em 17/04/10

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abr
17
O que é gestão de talentos?

Por Francisco Renaldo Costa

Gestão de Talentos é um conjunto complexo de processos integrados que fornecem um benefício “óbvio” e fundamental para qualquer organização: o desenvolvimento  das potencialidades de seus colaboradores.

Será que os colaboradores de sua empresa estão no auge de seu desenvolvimento, ou pelo menos, em curso? Aliás, eles conhecem suas potencialidades?

Toda equipe deseja contar com as melhores pessoas para executar em um nível mais elevado seu papel. Organizações e líderes sabem que o nível de desempenho dos negócios é impulsionado pelo talento.

A Gestão de Talentos justifica-se porque o fator essencial de qualquer organização é o talento. A qualidade de seus colaboradores é o seu verdadeiro diferencial competitivo. Onde as pessoas são a diferença a Gestão de Talentos é a estratégia.

A Era do Talento

guerra do talento

Em 1997, um estudo ( que transformou-se em livro, veja acima) da McKinsey cunhou o termo: a guerra por talentos.

Agora, no novo milênio, nós nos encontramos na era do talento. Durante a época agrícola, a economia era baseada na terra, em bens verdadeiramente físicos e tangíveis. A idade industrial seguiu com uma economia de produção orientada. Desempenho de negócios foi obtido através da utilização mais eficaz das fábricas e redes de distribuição.

modelos de gestão

A era do conhecimento mudou a base do valor econômico de ativos de informação através de comunicação integrada e tecnologia da informação. Agora, a batalha competitiva é a busca pelas melhores pessoas, porque eles são os criadores do verdadeiro valor.

Neste novo modelo, o RH passa a ser o facilitador estratégico dos processos de gestão de talentos que capacitam gestores e trabalhadores, criando valor aos negócios.

Com essa visão, Gestão de Talentos pode ser definida como a implementação de estratégias integradas ou sistemas destinados a melhorar os processos de recrutamento, desenvolver e reter pessoas com as habilidades necessárias e a aptidão para satisfazer necessidades atuais e futuras da organização.

Curiosamente  é definida como a gestão de desempenho, remuneração variável, ou aquisição de talentos. Sendo também muitas vezes confundido com o desenvolvimento da liderança. Embora o desenvolvimento da liderança seja função crucial de sua organização, focalizando-a exclusivamente é um legado do século passado. Na era do talento requer uma visão ampla e holística. Um negócio de alto desempenho depende de uma ampla gama de talentos.

Porque Gestão de Talentos?

O custo da força de trabalho é a maior categoria de gasto para a maioria das organizações. Automação e análise de processos de recrutamento e contratação de trabalhadores prevê a visibilidade imediata e insights que você precisa para melhorar significativamente sua linha de fundo.

O futuro deste novo modelo de gestão está vinculado em soluções concebidas a partir do “solo” para fornecer funcionalidade de negócios centrada em uma plataforma unificada de gestão de talentos. Decisões que são tomadas verticalmente, sem prévia consulta do “chão de fábrica/empresa” estão fadadas ao fracasso, pois é evidente que não correspoderão à realidade. Cabe aqui ressaltar a interação  dos diversos setores de sua empresa.

Como quase todos os fatores competitivos de negócio tornaram-se commodities, o talento é o que conduz finalmente o sucesso do negócio e cria valor. As organizações dependem de soluções e serviços  para avaliar, adquirir, desenvolver e alinhar talento com os objetivos de negócio, reduzindo significativamente os custos do processo, melhorando a qualidade de contratar, reduzindo riscos e alcançar níveis mais elevados de desempenho.

Hoje em dia, corremos o risco de transformar a Gestão de Talentos exclusivamente em estratégias de mensuração de talentos. Vale lembrar que estamos falando de seres humanos. A visão, por sua vez, fundamenta-se nas habilidades e competências de seus colabores.

 Conheça-os, converse, partilhe, aproxime-se. Desenvolva um processo empático. Ser humano só desenvolve-se quando é visto como ser humano e não apenas como mais uma engrenagem do processo.

A Gestão de Talentos é capaz de gerir talentos quando se desenvolve na empresa uma Gestão de Relacionamentos! Este por sua vez, é construído no cotidiano da organização.

*Crédito da figura Cenário Ambiental dos Modelos de Gestão:  Serpro

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abr
15
Palestra Sobre Ética – Uma Proposta Pedagógica

 Por Breno de Magalhães Bastos

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Há um ano e meio, ministrei uma série de palestras numa escola pública de ensino médio no Rio de Janeiro, segundo o convite de sua direção. A proposta era ética e cidadania. Depois de muito pensar em como eu poderia fazer a discurssão e montar o plano de aula, o trabalho foi desenvolvido com sucesso.

Tomei por base o mito platônico Anel de Giges, encontrado no diálogo República. Trata-se de um mito pequeno, mas de fecunda reflexão sobre o bem e o mal. Sentamos em círculo, lemos e discutimos o texto com o auxílio de algumas perguntas para reflexão que havia preparado com antecedência.

Também executei o episódio 10 da quarta temporada do seriado One Tree Hill, que aqui no Brasil é chamado Lances da Vida. O episódio, em português, se chama Canções Para Amar e Morrer. Surpreendentemente, esse espisódio se adequa às propostas do Anel de Giges, conduzindo a reflexão para os motivos geradores da moralidade. Nesse sentido, também usei, como subsídio, a interpretação que Comte-Sponville faz do mito platônico no livro Viver, sempre articulando com o recurso áudio-visual do seriado.

Forneço os links para download do episódio de One Tree Hill, do Anel de Giges e o texto de Comte-Sponville:

One Tree Hill 04 X 10 – Canções Para Amar e Morrer

Mito do Anel de Giges

Anel de Giges: Interpretação de Comte-Sponville

Colaborador Breno de Magalhães Bastos

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abr
11
Cícero e a Ética

Por Breno de Magalhães Bastos

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A parte da filosofia que mais interessa a Cícero, como já observamos mais de uma vez, é a ética (e não é, pois, sem razão que as suas obras mais vivas são Sobre o Fim dos Bens e dos Males e, sobretudo, a Sobre os Deveres): mais do que nunca é verdade que, para Cícero, que, não a aristotélica atividade contemplativa pura, mas a atividade social prática é a rainha. Eis uma passagem muito eloquente:

“Considero que sejam mais conformes à natureza os deveres que emanam do sentimento social, não os que emanam da sabedoria, e isso pode ser afirmado pelo seguinte argumento: se a um homem sábio coubesse uma condição de vida tal que, afluindo-lhe as mais variadas riquezas, ele pudesse dedicar-se com plena tranquilidade ao estudo e à contemplação de todas as coisas dignas de serem conhecidas, todavia, se a solidão fosse tão grande que a ninguém pudesse ver, ele preferiria morrer [...]. Efetivamente, o conhecimento e a contemplação (da natureza) seriam de certo modo inacabados e imperfeitos, se não lhes seguisse alguma atividade concreta; e essa atividade manifesta-se especialmente em assegurar a utilidade dos homens; refere-se, pois, à sociedade do gênero humano; por isso ela deve ser anteposta à ciência.” 1

Mas, mesmo nesse âmbito específico, busca-se em vão novidades em Cícero. Ele discute as éticas dos sistemas epicuristas, estóico, acadêmico e peripatético; rejeita em bloco a moral epicurista e procede a ecléticos acomodamentos entre as outras. De um lado, ele é levado a admirar sobretudo a moral estóica, de outro, faz concessões à moral acadêmica e à peripatética (por ele consideradas substancialmente idênticas). Cícero não pode, com efeito, aceitar o princípio estóico de que só o sábio é bom e todos os outros são viciosos, porque, observa ele, a sabedoria do sábio estóico é tal, que “nenhum mortal ainda a alcançou”, e, por isso, ele propõe que se considere o que existe no costume e na vida comum, não o que existe nas puras aspirações e nos puros desejos. 2

Também para ele o princípio fundamental da moral é seguir a nossa natureza individual no respeito pela grande natureza humana. 3

Essa remissão à natureza do homem, que é alma e corpo, permite-lhe temperar a moral estóica e reinvindicar também os direitos do corpo, pois é necessário viver biologiclamente, isto é, satisfazer as exigências do corpo, justamente para poder ulteriormente satisfazer as da razão. E, assim, por este aspecto, ele se alinha da parte dos peripatéticos, como já Panécio e Posidônio em parte faziam.

Mas, depois, volta aos estóicos, ao remeter a virtude inteiramente à razão, discordando da típica acepção aristotélica da virtude ética como via intermediária entre paixões opostas. E como os estóicos, considera a virtude autárquica e bastante para a vida feliz. Ele parece aliar-se aos estóicos também na concepção do sábio como isento de paixões e imperturbável.

 Enfim, também as reinvindicada humana liberdade, na obra Sobre o Destino, vão muito pouco além da pura afirmação de uma liberdade intuitivamente captada: os movimentos voluntários da alma não têm causas externas, mas dependem de nós, no sentido de que a própria natureza da nossa alma é a sua causa.

 E quando Cícero desce dos princípios à análise dos deveres intermediários (os kathékonta dos estóicos), então revela todo o seu senso prático; mas aqui não estamos mais no cmapo da filosofia em slentido estrito, mas, antes, no da fenomenologia moral. Assim, é inevitável que todas as notações e observações originais encontradas em Cícero, no âmbito das análises morais, não ultrpassem o plano fenomenológico e fiquem teoricamente informes. As ambíguas respostas aos problemas ontológicos e antropológicos do ecletismo não lhe permitem, por razões estruturais, lançar-lhe mais além.

 Como justamente disse Marchesi 4, “Cícero não deu novas idéias ao mundo [...]. O seu mundo interior é pobre porque dá abriga a todas as vozes”. A sua maior contribuição está, pois, na difusão e divulgação da cultura antiga e, nesse âmbito, ele é verdadeiramente uma figura essencial na história espiritual do Ocidente. “Mesmo aqui – escreve ainda Marchesi – manifesta-se a força divulgadora e animadora do gênio latino: porque nenhum grego teria sido capaz de difundir, como fez Cícero, o pensamento grego pelo mundo”. 5
Notas: 

1. De Officiis, I, 43

2. De Amicitia, 5, 18

 3. Cf. De Officiis, I, 31, 110

 4. C. Marchesi, Storia della latteratura latina, Milão 1978, I, p. 317

 REALE, Giovanni. História da Filosofia Antiga. Vol. III. Edição Loyola. p. 462-464

Colaborador Breno de Magalhães Bastos

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abr
11
O sentido da vida

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abr
11
Portal Véritas

A  partir de hoje o Blog Filosofia  e Vida estabelece uma parceria com o Portal Veritas.com. Blog esse que tem como tema: Filosofia e História Antiga a serviço de todos. Breno  Bastos Magalhães é o gerente do Portal.

Um pouco de história:

“O que hoje conhecemos como Portal Veritas surgiu em etapas sucessivas, a partir de 17 de dezembro de 2005. Naquela época, eu havia retornado do Seminário São Francisco de Assis há apenas alguns meses, depois de ter desistido – pelo menos temporariamente – de ser um frade franciscano. Decidi, a partir daí, retomar um longo e áspero estudo, iniciado alguns anos antes. Assim, nasceu tal projeto, tendo primordialmente dois objetos de estudo: Marco Aurélio e São Francisco de Assis.”

Assim, nosso Blog não perde sua origem e continua fiel  à filosofia.

Aproveitem e visitem o Portal Veritas!

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abr
11
Tudo Flui…

Por Francisco Renaldo

“Nada do que foi será/De novo do jeito que já foi um dia/Tudo passa/Tudo sempre passará…” (Lulu Santos)

 Como afirma Heráclito (filósofo pré-socrático aprox. 540 a.C. – 470 a.C.) “O homem não entra duas vezes no mesmo rio, da segunda vez á não é o mesmo homem e nem o mesmo rio” , na verdade “tudo flui”. Significa então que tudo é devir, movimento, mudança. E nós… cidadãos do século XXI estamos preparados para estas mudanças? Ou melhor, entendemos o que se passa em nossa sociedade veementemente tecnológica? 

 Precisamos adaptar-nos, mudar nossos paradigmas, compreender  o devir tecnológico  para  elaborarmos estratégias  (diga-se aqui, em todas as áreas do ser humano: profissional, familiar, espiritual, relações…) que melhor nos realize como pessoas e não como máquinas, auxiliando-nos na busca da felicidade que é tornar-se cada vez mais humano!

Quando  olhamos para a história da humanidade e  comparamos a sociedade contemporânea com a tradicional, percebemos que a mudança é um eixo norteador. A primeira, muda lentamente, o que permite às novas gerações a adaptação segura à herança recebida. A nossa,  a extrema rapidez das mudanças, ultimamente tem nos deixados atordoados.

As crenças  antes  solidificadas perderam sua força. Por sua vez, as decisões importantes encontram o caminho das possibilidades, outrora não conhecido por nós. A “verdade absoluta” deu lugar ao relativo.

Vivemos em um  período privilegiado:  de quebra de paradigma ( parâmetros que orientam a compreensão de mundo e de nós mesmos, estruturando assim uma “visão de mundo”). De uma maneira simples podemos afirmar que os paradigmas são como os nossos óculos… é a forma que enxergamos.

Se ontem as empresas eram máquinas e as pessoas engrenagens, hoje, as empresas são um sistema dinâmico/integrado e as pessoas seu principal patrimônio. Ontem não se mexia em time que está ganhando, hoje, devemos estar sempre abertos e rever nossos produtos, serviços e formas de agir. 

É o momento de perguntar: que óculos você usa como ferramenta para alcançar seus objetivos?

Você está preparado para as mudanças que ocorrem a todo instante? 

Você escolhe a Gabriela que  diz  ”eu nasci assim, eu vivi assim“… ou Heráclito :tudo flui, tudo muda.

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