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28
Jogos de Lógica – Salvo por uma vírgula

Material: Caneta e papel.

Dificuldade: Difícil.

Objetivos:

• Conhecer nosso idioma.

• Melhorar a capacidade de observação.

• Desenvolver a compreensão de leitura.

Desenvolvimento: Dê três ou quatro minutos de tempo (de acordo com a idade) para tentar encontrar a solução. Deve-se dar duas soluções: uma escrevendo o telegrama tal como foi recebido, com sua vírgula correspondente, e a outra escrevendo o mesmo telegrama, mas com a vírgula em outro lugar.

 A um condenado à prisão perpétua foi enviado o seguinte telegrama, infor­mando sobre a pena.

O telegrama tinha 7 palavras fora de ordem e uma vírgula. E o ponto final, claro:

 ”SENTENÇA SEJA PERDÃO A CUMPRIDA QUE IMPOSSÍVEL”

 O condenado tinha que devolvê-lo ao Governador para que ele desse a ordem de execução da sentença. Percebeu, então, que mudando uma vírgula de lu­gar o sentido da frase lhe seria favorável e não contrário. O que dizia o telegrama e qual foi a mudança da tal vírgula? Primeiro, você deve ordenar as palavras do telegrama, colocando a vírgula em seu lugar. Depois, mudando a vírgula de lugar, mude o sentido do tal comunicado.

* E aí?  Vamos exercitar o cérebro?

Do Livro Jogos para Treinar o Cérebro. Ed. Madras. Autor: Jorge Batllori.

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mai
22
O Boletim Albert Einstein

 

Foto:  Berna, Suiça

Foto: Berna, Suiça

Suas notas:  

1. Alemão e Literatura = 5
2. Francês = 3
3. Inglês = sem nota
4. Italiano = 5
5. História = 6
6. Geografia = 4
7. Álgebra = 6
8. Geometria = 6
9. Geometria Descritiva = 6
10. Física = 6
11. Química = 5
12. História Natural = 5
13. Desenho Artístico = 4
14. Desenho Técnico = 4   

Para refletir:

“Existe uma crença infundada generalizada que se criou à volta do sucesso escolar de Albert Einstein, que é de que ele seria um mau aluno nos primeiros anos. Existe alguma confusão entre as ansiedades sentidas pelos familiares e alguns episódios de natureza disciplinar e o real sucesso escolar de Einstein.

Clark, (1980, p.27) refere neste aspecto que

“os familiares até acreditavam que ele poderia ter algum tipo de dislexia”.

No entanto, Pais (1995, p.45) refere que

“O menino inicialmente lento tornou-se o melhor aluno na escola (a crença generalizada de que era um aluno fraco é infundada) (…)”.

A prova que a educação formal de Albert correu bem desde cedo é patente na carta escrita por Pauline Einstein a 1 de Agosto de 1886 à mãe (Jette Koch) em que dizia:

“Ontem Albert recebeu as notas; foi novamente o melhor, o boletim é brilhante” (Pais, 1995, p.43).

Se para a Matemática e para as ciências naturais ele era mais do que bem dotado, possuidor de grande intuição e habilidade lógica, para as disciplinas que exigiam capacidade de memória as suas aptidões escolares não eram tão grandes. Geografia, História e Francês constituíam obstáculos quase intransponíveis. As áreas que tinham um caráter mais físico como a ginástica e o desporto eram-lhe naturalmente antipáticas.

 ”Sim, é verdade. Mas sentas-te na última fila e sorris, o que contraria o sentimento de respeito que um professor deve incutir nas suas aulas”

De acordo com Fölsing (1997, p. 28) a sua atitude na vida ter-lhe-á provocado problemas precisamente com o diretor da escola, que o terá convocado para uma reunião e terá declarado, entre outras coisas, que o seu desinteresse pela sua disciplina e a sua forma de estar na aula era uma falta de respeito pelo professor da disciplina, e que a sua presença era um péssimo exemplo para os outros alunos. Encerrando a reunião, o professor disse que a Albert que nunca chegaria a servir para o que quer que fosse.

Independentemente do sucesso ou insucesso escolar que tenha tido uma questão é certa: Albert não gostou da escola. Sobre esses tempos costumava dizer que (Frank, 1953, p.11):

“Os professores da escola primária pareciam sargentos, e os do Gymnasium pareciam tenentes”.

Aos quinze anos Einstein abandona o Gymnasium e parte para Milão, onde os pais se encontram agora a viver. Um ano depois o pai comunica-lhe que não lhe pode dar mais dinheiro, pois a fábrica que agora possuía estava, mais uma vez, à beira da falência. O pai ter-lhe-á dito:

“É preciso que escolhas uma profissão qualquer, o mais rápido possível” (Levy, 1980, p.24)

Foi então que Albert decidiu ser físico, mas não tendo o diploma do Gymnasium completo, não podia entrar na universidade. Podia, no entanto, freqüentar um instituto técnico e Einstein escolheu o de maior renome da Europa Central, a Escola Politécnica Federal (Eidgenössische Technische Hochschule) , a ainda hoje famosa ETH, em Zurique (Suiça).

 Apesar de estar dois anos adiantado em relação à idade regulamentar e não tendo concluído o secundário teve que pedir uma admissão à instituição para a qual foi apadrinhado por Gustav Mayer, um amigo da família Einstein. A 25 de Setembro, Mayer recebeu uma resposta de Albin Herzog que dizia o seguinte (Carvalho, 2002, p.31):

“Em resposta ao seu requerimento do dia 24 do presente mês, desejo informá-lo de que: de acordo com a minha experiência, não é recomendável retirar um estudante da instituição onde ele iniciou os seus estudos, mesmo que seja aquilo vulgarmente se designa como uma “criança prodígio”. Neste caso particular, o meu conselho é que persuada a pessoa em questão a completar o curso de estudos na sua instituição atual e a realizar os exames de matura. Se o senhor, ou os familiares do jovem em causa, não partilharem da minha opinião, eu permito – sob dispensa excepcional da idade estipulada – que realize o exame de admissão à nossa instituição (…)”

Nessa primeira tentativa de admissão (Stachel, 1987, p.10-11) reprovou na componente de conhecimento geral (provas orais de História Política, História da Literatura, Ciências Naturais e Alemão). Conseguiu no entanto impressionar o júri da componente de conhecimento específico (provas orais de Aritmética, Álgebra, Geometria, Geometria Descritiva, Física, Química e Desenho Técnico) em particular pelo seu desempenho a Física. Relativamente à sua reprovação Einstein diria mais tarde (Carvalho, 2002, p.31):

“ (…) Este exame deu-me a prova dolorosa do caráter lacunar da minha formação anterior, apesar de o júri se ter mostrado benevolente e paciente.”

Não deixa de ser impressionante que o jovem admitido a exame como “criança prodígio” em função das prestações ao longo do percurso escolar (Carvalho, 2002, p.31) tenha impressionado Heinrich Friedrich Weber de tal modo que este o tenha convidado a assistir às suas aulas de Física independentemente da sua admissão, o que era algo interdito à data (Stachel, 1987, p.11). Einstein, no entanto, não o viria a fazer a não ser quando já era aluno do ETH.

O director da ETH aconselhou Albert a freqüentar uma escola cantonal em Aarau, próxima a Zurique, para concluir o ensino secundário, o que lhe daria o direito de freqüentar a ETH, ou a universidade.

Em 1895, tendo ido para Aarau estudar, um Einstein de dezesseis anos encontrou a felicidade no ambiente livre e motivador da escola cantonal.

Pela primeira vez surgiu-lhe uma questão recorrente para a qual nem ele, nem o professor de Física tinham resposta: queria saber o aspecto que teria uma onda luminosa para alguém que a observasse viajando com a mesma velocidade! Este problema voltaria à baila quando Einstein formulou a teoria da relatividade.”  Esse texto  foi extraído na íntegra do artigo O Jovem Einstein de  Luiz Carlos .

 Com a palavra Albert Einstein:  

“Não quero ser um gênio, já tenho problemas suficientes ao tentar ser um homem.”  

“Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor…Lembre-se.Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor com ele você conquistará o mundo.”  

Nem tudo que se enfrenta pode ser modificado, mas nada pode ser modificado até que seja enfrentado.”  

“A percepção do desconhecido é a mais fascinante das experiências. O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada.”

 

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mai
22
O Bambu Chinês

Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada, por aproximadamente cinco anos, exceto lento desabrochar de um diminuto broto, a partir do bulbo.

Durante cinco anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu, mas maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende verticalmente e horizontalmente pela terra está sendo construída.

Então, no final do quinto ano, o bambu chinês, cresce até atingir a altura de vinte e cinco metros.

Um escritor de nome Covey escreveu:

“Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês. Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará, e, com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava…”

O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos, de nossos sonhos…

Em nosso trabalho, especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças… de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização.

Para ações devemos sempre lembrar o bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.

Tenha sempre dois hábitos: persistência e paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos!

É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.

Do Livro   Causos, Café & Filosofia. José Carlos Pereira (Org). Ed. Navegar. 2004

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mai
20
Alice no País das Maravilhas – Conselho de uma lagarta

     

 A Lagarta e Alice olharam-se uma para outra por algum tempo em silêncio: por fim, a Lagarta tirou o narguilé da boca, e dirigiu-se à menina com uma voz lânguida, sonolenta.
     “Quem é você?”, perguntou a Lagarta.
     Não era uma maneira encorajadora de iniciar uma conversa. Alice retrucou, bastante timidamente: “Eu — eu não sei muito bem, Senhora, no presente momento — pelo menos eu sei quem eu era quando levantei esta manhã, mas acho que tenho mudado muitas vezes desde então.
     “O que você quer dizer com isso?”, perguntou a Lagarta severamente. “Explique-se!”
     “Eu não posso explicar-me, eu receio, Senhora”, respondeu Alice, “porque eu não sou eu mesma, vê?”
     “Eu não vejo”, retomou a Lagarta.
     “Eu receio que não posso colocar isso mais claramente”, Alice replicou bem polidamente, “porque eu mesma não consigo entender, para começo de conversa, e ter tantos tamanhos diferentes em um dia é muito confuso.”
     “Não é”, discordou a Lagarta.
     “Bem, talvez você não ache isso ainda”, Alice afirmou, “mas quando você transformar-se em uma crisálida — você irá algum dia, sabe — e então depois disso em uma borboleta, eu acredito que você irá sentir-se um pouco estranha, não irá?”
     “Nem um pouco”, disse a Lagarta.
     “Bem, talvez seus sentimentos possam ser diferentes”, finalizou Alice, “tudo o que eu sei é: é muito estranho para mim.”
     “Você!”, disse a Lagarta desdenhosamente. “Quem é você?”
     O que as trouxe novamente para o início da conversação. Alice sentia-se um pouco irritada com a Lagarta fazendo tão pequenas observações e, empertigando-se, disse bem gravemente: “Eu acho que você deveria me dizer quem você é primeiro.”
     “Por quê?”, perguntou a Lagarta.
     Aqui estava outra questão enigmática, e, como Alice não conseguia pensar nenhuma boa razão, e a Lagarta parecia estar muito chateada, a menina despediu-se.

Fonte: Livro  Alice no Pais das Maravilhas

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mai
17
República Islâmica do Irã e armas nucleares

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mai
17
O Pequeno Príncipe – Cativa-me

E foi então que apareceu a raposa.

__ Bom dia – disse a raposa.

__ Bom dia – respondeu educadamente o pequeno príncipe, que , olhando a

 sua volta, nada viu.

__ Eu estou aqui – disse a voz, debaixo da macieira…

__ Quem és tu? – perguntou o principezinho. __ Tu es bem bonita…

__ Sou uma raposa – disse a raposa.

__ Vem brincar comigo – propôs ele. __ Estou tão triste…

__ Eu não posso brincar contigo – disse a raposa. __ Não me cativaram ainda.

__ Ah! desculpa – disse o principezinho.

Mas após refletir, acrescentou:

__ O que quer dizer “cativar”?

__ Tu não és daqui – disse a raposa. __ Que procuras?

__ Procuro homens – disse o pequeno príncipe. __ Que quer dizer “cativar”?

__ Os homens – disse a raposa – têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas

também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?

__ Não – disse o príncipe. __ Eu procuro amigos. __ Que quer dizer “cativar”?

__ É algo quase sempre esquecido – disse a raposa. __ Significa “criar laços”…

__ Criar laços?

__ Exatamente – disse a raposa. __ Tu não és nada para mim senão um garoto

 inteiramente igual a cem mil outros garotos. E Não tenho necessidade de ti. E tu também

não tem necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras

raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para

mim único no mundo. Eu serei para ti única no mundo…

__ Começo a compreender – disse o pequeno príncipe. __ Existe uma flôr…

eu creio que ela me cativou…

__ É possível – disse a raposa. __ Vê-se tanta coisa na Terra…

__ Oh! não foi na Terra – disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

__ Num outro planeta?

__ Sim.

__ Há caçadores nesse outro planeta?

__ Não.

__ Que bom! E galinhas?

__ Também não

__ Nada é perfeito – suspirou a raposa.

Do Livro O Pequeno Príncipe

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mai
16
Karl Marx – filosofia para a vida

Karl Marx (1818-1883)

 • Filósofo de ação.

• Revolucionou nosso modo de pensar com relação à sociedade.

• História como “luta  de classes”.

 Karl Marx é o filósofo com uma missão. Quando pensamos em Karl Marx, pensamos em revolução, poder e sofrimento humano. A imagem de um elitista acadê­mico, zumbindo sobre coisas absolutamente irrelevantes, não vem à mente quando pensamos em Marx. Pensamos em um homem cuja filosofia tinha sido posta em ação, e cuja relevância permanece até hoje.

 Marx é o terceiro a vir a este mundo de uma família de nove filhos em Trier, Alemanha. Seus pais eram de descendência judaica, mas eles se haviam convertido ao Protestantismo para proteger o emprego do seu pai como advogado do governo. Marx, o filósofo atípico, não era um estudante modelo. Gastava a maior parte de seu tempo bebendo, enquanto estava na Universidade de Bonn. Ele acabou com esse costume e começou a concentrar-se nos estudos, finalmente chegando ao doutorado em Filoso­fia na Universidade de Jena.

 Sua política esquerdista dificultou-lhe a obtenção de um emprego como profes­sor. Mudou-se para Cologne, onde se tornou editor de jornal de muito sucesso; depois foi para Paris, onde se uniu a outros socialistas da época. Lá encontrou seu amigo de longa data, colaborador e patrocinador, Frederick Engels. Marx finalmente se mudou para Londres, onde se esforçou para ganhar a vida devido à sua pobre condição finan­ceira. Posteriormente, quando já estava mais estabilizado, sofreu, entretanto, com bo­lhas por todo corpo, tratando-as em vão com arsênico e ópio. Ele morreu de bronquite em 1883.

 A grande ideia de Marx: estamos vivendo em um mundo material

 Como Hegel, Marx pensava que a história deveria ser um processo dial ético. Entretanto, de acordo com Marx, esse processo não era guiado por um Espírito Abso­luto, mas pelas forças económicas e pelas lutas de classes da humanidade. Marx é um materialista – assim como Aristóteles colocou abaixo as formas platônicas do céu e as colocou nas próprias coisas, Marx toma a dialética histórica de Hegel e a põe abai­xo no mundo material.

 Marx afirma que fora do conflito entre a classe mais alta e a classe mais baixa surge um novo sistema econômico e uma nova classe: a burguesia. Os proprietários capitalistas exploravam e alienavam o proletariado (classe de trabalho), provocando então o que Marx considera o conflito final de classes.

 A alienação dos trabalhadores no período industrial devia-se à natureza do pró­prio labor, de acordo com Marx. Os trabalhadores não tinham ligação com o produto (em oposição aos fazendeiros e camponeses, que tinham uma conexão com a terra em que trabalhavam). Além disso, os interesses de uma das classes sempre contradizem os interesses de outra. Essa intensificação da dialética, de acordo com Marx, era urna indicação do que era a batalha final.

 Marx é geralmente mal-interpretado como pensador político que propôs o co­munismo como “a sociedade ideal”. É verdade que Marx acreditava que o comunis­mo, uma sociedade sem classes, sem propriedade privada, seria uma sociedade melhor. Mas sua alegação era mais forte que essa. Marx afirmava que era historicamente inevitável que o capitalismo destruísse a si mesmo e que o proletariado aumentaria. Além disso, em sua visão dialética, cada período de história era necessário e inevitá­vel, mesmo o sistema capitalista de que ele não gostava.

 O capitalismo forneceu os meios e o método para o crescimento da quantidade da produção. Era uma fase necessária, porque seu oposto completo, o comunismo, poderia surgir, e esta riqueza e capacidade produtiva poderiam ser igualmente distri­buídas e apropriadas publicamente. Marx diz que o Estado comunista seria o oposto do capitalista, um oposto que ele achava que seria a época final da dialética histórica, uma época final que beneficiaria toda a humanidade.

  A  con­tribuição que Marx faz ao pensamento filosófico é que, enquanto outros filósofos e historiadores tinham daí em diante olhado para a filosofia, religião e literatura passada para entender a sociedade, Marx considerou que a base da organização social eram as forças econômicas de troca, distribuição e consumo. O legado de seu pensamento está hoje em todo lugar, como muitos pensadores modernos olham para essas forças para explicar o passado, o presente, assim como as estruturas econômicas alternativas que podem melhorar nossas vidas.

Adaptado do livro Filosofia de Banheiro. Autor: Gregory Bergman. Editora Madras.

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mai
11
A busca da felicidade… Dalai Lama

Recebi essa mensagem por e-mail… é uma mensagem que merece ser publicada. Trata da busca do ser humano pela felicidade. Penso que nesta busca ficamos como que perdidos… sem saber o que desejar. Eu já a conhecia com o título: Entrevista com Deus. Aqui o importante não é o autor, mas a reflexão que a mesma nos leva.

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mai
10
Gestão de Pessoas: os tempos mudaram

Os tempos mudaram. Se ontem, falava-se em chefe, hoje, temos líder. Outrora Departamento Pessoal, o famoso DP; passamos para o Recursos Humanos, usual RH; tudo isso é passado quando percebemos que progredimos para  Gestão de Pessoas. E por falar nisso, haja gestão, para todos os gostos: gestão de talentos, competências, conflitos e por ai vai. Hoje não falarei sobre nenhuma delas. Contarei uma  piada  história que pode-nos ser útil, quando estivermos conversando sobre  este tema, seja em reunião, palestra, treinamento… Pesquisei  a autoria, porém, não encontrei, é mais um achado da web que entra como Autor Desconhecido, aparecendo o autor, darei os devidos créditos.

Vamos lá:

Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo.
Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um Gênio. O Gênio diz:
- Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês!
- Eu primeiro, eu primeiro.’ grita um dos funcionários… Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida ‘ ..
Pufff e ele foi ….
O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:
- Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de piñas coladas!
Puff e ele se foi ….
- Agora você – diz o gênio para o gerente.
- Eu quero aqueles dois palhaços de volta ao escritório logo depois do almoço para uma reunião!
Conclusão:
Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.

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mai
10
A Arte de Viver I – Epicteto

Saiba distinguir entre o que você pode controlar e o que não pode

A felicidade e a liberdade começam com a clara compreensão de um princípio: algumas coisas estão sob nosso controle e outras não estão. Só depois de aceitar esta regra fundamental e aprender a dis­tinguir entre o que podemos e o que não podemos controlar é que a tranquilidade interior e a eficácia exterior tornam-se possíveis.

 Sob nosso controle estão as nossas opiniões, aspirações, desejos e as coisas que nos causam repulsa ou nos desagradam. Essas áreas são justificadamente da nossa conta porque estão sujeitas à nossa influência direta. Temos sempre a possibilidade de escolha quando se trata do conteúdo e da natureza de nossa vida interior.

 Fora de nosso controle, entretanto, estão coisas como o tipo de corpo que temos, se nascemos ricos ou se tiramos a sorte grande e enriquecemos de repente, a maneira como somos vistos pelos outros ou qual é a nossa posição na sociedade. Devemos lembrar que estas coisas são externas e, portanto, não dependem de nós. Tentar con­trolar ou mudar o que não podemos só resulta em aflição e angústia.

 Lembre-se: as coisas sob nosso poder estão naturalmente à nossa disposição, livres de qualquer restrição ou impedimento. As que não estão, porém, são frágeis, sujeitas a dependência ou deter­minadas pelos caprichos ou ações dos outros. Lembre-se também do seguinte: se você achar que tem domínio total sobre coisas que estão naturalmente fora de seu controle, ou se tentar assumir as questões de outros como se fossem suas, sua busca será distorcida e você se tornará uma pessoa frustrada, ansiosa e com tendência para criticar os outros.

Do livro: A Arte de Viver, o manual da virtude, felicidade e sabedoria . Editora Sextante.

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mai
9
Felicidade

“Felicidade é uma viagem, não um destino”.
“Quem tem um porquê viver, encontrará, quase sempre o como.”

Nietzche

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mai
8
Edith Stein – Parte II

Por Francisco Renaldo Costa

A FENOMENOLOGIA DE EDMUND  HUSSERL

De maneira consciente se incorpora Edith Stein à corrente fenomenológica. Ela estava convencida de que Husserl  era o filósofo de seu tempo. Em parte, desemboca neste movimento pelo desencanto que provou ao estudar a psicologia. É na fenomenologia e na sombra de seu fundador, onde Edith Stein se forma como filósofa.[1] Muitas são as vezes que saltam à vista nos relatos autobiográficos a simpatia e a satisfação da jovem universitária frente este novo modo de ver o mundo e as coisas que ele contêm. O atrativo foi grande, e o enriquecimento não será menor. Se identifica plenamente, até cair configurando seu pensamento  pelo espírito fenomenológico. Se converterá em reprodução inapagável por mais que assimile com o passar do tempo outras escolas. A conversão ao catolicismo não supõe  renúncia à fenomenologia. Quando em 1936, redige sua obra filosófica Endliches Und Ewiges Sein (Ser finito e Ser eterno) da cela de carmelita, recordará que sua pátria filosófica é a escola de Husserl e que sua língua materna continua sendo a dos fenomenólogos.

Dentro do movimento fenomenológico, a empatia de Edith Stein vai coincidir as contribuições sobre o mundo intersubjetivo, questão básica para superar o eterno problema do solipsismo. Sua primeira produção filosófica[2] está centrada em aplicar a redução fenomenológica a esse momento em que dois sujeitos são capazes de convergir tanto, que a vivência de um é integrada na experiência do outro. Não se trata senão do fenômeno da empatia, fenômeno que vai mais além do que o simples acordo em sintonia de criaturas – este seria o nível da simpatia -, enquanto que aquele afeta o núcleo mais íntimo da pessoa, sem querer e sentir. Esta capacidade de compreensão da experiência alheia estaria a base da sociabilidade humana. Porque podemos compreender, conviver e estabelecer relações intra-pessoais. O elemento que vincula esta experiência é a capacidade; não é o   Körper, senão  Leib[3].

 


[1] STEIN, Edith. Ser Finito y Ser Eterno. México, Fondo de Cultura Económica, 1994,  p. 30.

[2] Aos três de agosto de 1916 defende sua Tese Doutoral em Filosofia na Universidade de Friburgo, tendo como orientador Edmund Husserl. Escolhera um tema exigente e não muito explorado: “ Zum Problem der Einfuhrung”( Sobre o Problema da Empatia).

[3] Na língua alemã Körper se refere ao corpo material e Leib ao corpo animado.

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