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Ser o que somos

“Ser o que somos, e tornarmo-nos o que somos capazes de ser, é a única finalidade da vida.” (Baruch Spinoza)

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Disciplina Cínica

Por Breno de Magalhães Bastos do Portal Veritas

 

O cinismo definia-se – ou antes, era definido1 – como “um atalho para a virtude”, em oposição à estrada longa que passava por estudo textual laborioso e aquisição de conhecimento teórico. Mas esse “atalho” era árduo e difícil, porque requeria a aplicação de um método rigoroso: a askésis (“exercício”, “prática”, “treino”, “disciplina”).2

Entendida no sentido cínico do termo, a askesis tinha o intuito de ser um método preventivo. A cada dia, o cínico treina a si mesmo fisicamente nas artes da perseverança e da resistência; o exercício diário da vontade faz com que o medo se dissipe, já que o cínico praticante está constantemente se fortificando contra infortúnios imprevistos.

O conceito de “disciplina” (askesis), emprestado do vocabulário do atletismo, não era usado pelos cínicos apenas no sentido metafórico. Como a do atleta, a disciplina (askesis) do filósofo era totalmente concreta. A única diferença estava no telos de seu treinamento: enquanto o atleta treinava o seu corpo com vista à vitória no estádio, o cínico o treinava para fortalecer a sua vontade e assegurar a sua capacidade de resistência.

O treinamento (askesis) cínico dá-se na preparação para uma disputa, e o agonista precisa estar seguro de não perder de vista o sentido de seu esforço. Diógenes alertava que qualquer sofrimento inútil exigido por costume social, família, negócios ou política não valia a pena: “ele elogiava aqueles que estavam prestes a se casar mas não o faziam, os que estavam prestes a sair do barco mas não o faziam, os que estavam prestes a entrar na política mas não o faziam, os que estavam prestes a criar filhos mas não o faziam, os que estavam prestes a viver no tribunal mas não o faziam” (D.L. 6,29) Em vez de tais atividades vãs, Diógenes treinava-se para lutar contra adversários existenciais como exílio, pobreza, fome e morte. Para ele, esta era a única batalha que valia a pena ser vencida. Embora a existência civilizada representasse essas provações (ponoi) como más, o cínico procurava suportá-las precisamente recusando-se a considerá-las más. Para adquirir esse estado mental, os cínicos exortavam a si mesmos e aos outros a praticar uma vida de acordo com a natureza (kata physin). Alguém “treinado” para beber água, dormir no chão, comer e se vestir com simplicidade quando a Fortuna atacar. A lei da askesis cínica era simples: consistia em viver na pobreza e satisfazer apenas as necesssidades naturais – “o modo de aprender filosofia livre de instrução”.3 Desta forma, o cínico buscava liberdade da agitação emocional (apatheia) e independencia do mundo exterior. No cinismo de Diógenes não há autonegação por si só ou a serviço de uma meta transcendente. Embora seja verdade que muito do que tornou Diógenes influente na Antiguidade será perdido se caracterizarmos o seu cinismo apenas como uma moralidade prática, o elemento prático era, ainda assim, fundamental para a atração que ele exercia.

Diógenes gostava de proclamar-se:

“Sem cidade, sem casa, desprovido de pátria,
Um mendigo e vagabundo, vivendo de um dia para o outro.”4
 
Os sinais tangíveis de sua “disciplina” (askesis) eram os apetrechos que o filósofo carregava consigo: sua sacola contendo tudo o que ele possuía, um bastão e uma túnica grosseira e curta, sua única vestimenta no inverno e verão, que ele também usava como cobertor. O cínico, missionário e “doutor de almas”5, saía pela estrada para difundir a sua mensagem. A terapia que ele recomendava era bastante incomum: baseava-se, em primeira instância, em franqueza e liberdade de discurso (parrhesia), o que com frequência levava a réplicas e reprimendas devastadoras, e no riso – riso destemido que abalava o interlocutor e o forçava a reagir. Por fim, baseava-se em provocação, particularmente na forma de “despudor”, que Diógenes não usava como fim em si, mas como um instrumento pedagógico destinado – também neste caso – a chocar seus interlocutores e tirá-los de sua atitude complacente. A prática de Diógenes buscava fazer que os outros tomassem consciência das incoerências da vida civilizada em comparação com a “vida natural” e levá-los a abandonar sua falsa vergonha. Estas eram as preliminares indispensáveis a qualquer pretensão de praticar filosofia.

 Notas:

1. Essa definição dificilmente poderia se dever aos primeiros cínicos; ela deve antes ser atribuída aos estóicos e, mais especificamente, a Apolodoro de Selêucia.

2. D.L. 70-71 conserva um trecho de uma obra de Diógenes em que o filósofo apresenta a sua concepção de askesis.

3. ESTOBEU 4.2, 32, 19 = V B 223 G.

4. D.L. 6,38 = V B 263 G.

5. Para a aplicação filosófica dessa metáfora em outras escolas helenísticas, ver M. Nussbaum, The Therapy of Desire: Theory and Practice in hellenistic Ethics, Princeton, 1994.

GOULET-CAZÉ, Marie-Odile & BRANHAM, R. Bracht, Orgs. Os Cínicos: O Movimento Cínico na Antiguidade e o seu Legado. Edições Loyola: São Paulo, 2007. p. 36-38

 

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Bem-te-quero
“Somos formados e moldados pelos nossos pensamentos. Aqueles cujas mentes são construídas sobre pensamentos altruístas espalham alegria através de suas palavras e ações. A alegria os segue como uma sombra e nunca os abandona.” Buda

 

Ações altruístas enchem o universo de energia positiva. Lance um bom desejo ao vento, doe-se um pouco todo dia, e veja o que acontece. Abaixo você pode ver algumas sugestões, mas crie a sua própria lista, olhe para dentro de si próprio por algum tempo e descubra o que pode doar para os outros.

Algumas maneiras de doar-se um pouco todo dia
 
 • Coloque-se no lugar do outro 

• Elogie 

• Conte uma estória 

• Escute o que os outros têm a dizer

• Diga às pessoas o quanto você as ama e estima

• Pratique reciclagem 

• Grave um CD e presenteie um amigo

• Olhe nos olhos das pessoas

• Diga bom-dia

• Dê um presente que você mesmo tenha feito  

• Admita que você nem sempre tem razão

• Mande e-mails exclusivos

• Distribua abraços

• Perdoe-se

• Segure a porta para alguém

• Aceite um elogio

• Divida bons pensamentos e boas notícias

• Dê um beijo

• Empreste seus livros

• Sorria

(imagem via Ginny Hogan)

Kenia Cris Kenia Cris é mineira de Belo Horizonte, pedagoga , amiga da filosofia e professora.

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Quem sou?

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Muitas vezes os meios de comunicação, principalmente a web, torna-nos formais demais. Falamos, discutimos, comentamos… e na verdade não sabemos com quem. Tudo fica na virtualidade, é bem verdade que nesse campo, nem tudo pode ser desvelado, por razões óbvias.

Esse post pretende desvelar ( Quem Sou, faz parte do menu suspenso, e pelas as estatísticas do blog é uma das páginas  que não é muito procurada) o permitido.  Ser uma pitada de humanidade. Afinal, o que penso, escrevo, discuto…  não surge do nada, existe uma pessoa:

Leciono Filosofia (Fundamental II e Ensino Médio) desde 2004, acredito que escola é lugar privilegiado para crescermos intelectualmente, mas sobretudo pensarmos e elaborarmos um Projeto de Vida mais Humano!

Sou formado em Filosofia pela PUC, Bacharel e Licenciado.

Atualmente faço MBA em Gestão de Pessoas.

Sou casado.

Com minha esposa entendi que felicidade é estar e sonhar juntos. Passagem do eu ao nós!

Sou pai.

Meu filho me ensina a rir da vida, a encará-la sempre sorrindo. Faz com que eu entenda que o mundo não é tão normal como parece ser, isso significa que minha atitude deve ser sempre de admiração e espanto!

Sou espiritual.

O ser humano é racional, livre e espiritual, ou seja, aberto ao infinito, às possibilidades, nunca fechado em si mesmo. Daí então o motivo de nossas crenças. Seu papel é unir a humanidade e não separá-la.

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Mexa-se com criatividade

O papel do profissional de Educação Física contemporâneo é estimular a mudança de comportamento por meio da prática de exercícios físicos regulares, para elevar a auto-estima e melhorar o bem-estar das pessoas. O vídeo abaixo é um belo exemplo de estímulo à mudança de comportamento para combater o sedentarismo na cidade de Estocolmo na Suécia. Com a nova proposta, 66% das pessoas trocaram a escada rolante pela escada “tradicional”. Brilhante idéia!

Prof. Lene D´Avelly Rechanberg
Twitter: http://twitter.com/proflene
Blog: http://transpiracao.com

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O Bobo

bobo da corte

Para cada rei com sorte existe um bobo. Para cada bobo bem sucedido existe um rei. Um não existe sem o outro, cada um justifica o trabalho do outro. O bobo precisa do rei para ter assunto. O rei precisa do bobo para saber a verdade. Embora o bobo finja que viveria melhor sem o rei, secretamente sabe que não existiria sem ele. Embora o rei finja que aprecia o bobo, secretamente anseia viver sem ele.

Amarrados nessa desigualdade, um deles é mais forte que o outro. Porquê?

Fonte: Ricardo Vargas

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