nov
28
Edith Stein e Neotomismo

Por Francisco Renaldo da Costa

Digno de ter em conta, para compreender o pensamento centro-europeu nas primeiras décadas do século presente, e o movimento neo-escolástico, forte e animado entre outros documentos por duas encíclicas: Aeterni Patris (1897) de Leão XIII e Pascendi (1907) de Pio X. Ambos documentos exortam a recorrer sobre tudo a Santo Tomas. Com ele se pretendia salvaguardar o pensar católico dos perigos do modernismo; sem parar, esta postura trará como conseqüência uma ruptura mais profunda entre cultura e Igreja. O ressurgir do neotomismo alcançou um forte florescimento em algumas nações centro-européias.

Estava atenta Edith Stein ao movimento neo-escolástico em sinal da Igreja católica segundo confissão própria, considera que sua posição principal há de ser a de servir de ponte entre os dois mundos: o mundo tomista e o pensar moderno. Um primeiro instante seria o estudo Husserls Phanomelogie Und die Philosopie des heiligenl Thomas von Aquino ( A fenomenologia de Husserl e a filosofia de Santo Tomas de Aquino), de 1929; um segundo é a tradução levada a frente do tratado De Veritate de Santo Tomas nos anos 1931 – 1932; o terceiro constituiria sua participação no Congresso Tomista de Juvisy, em 1932, em que se perseguia um aproximar-se da fenomenologia; o quarto é sua grande obra “Ser finito e Ser eterno”, escrita em 1936. A aproximação destas duas cosmovições não estava motivada exclusivamente por motivos de coincidência cronológica; pesam também semelhanças temáticas e influxos mútuos.

No debate sobre a existência ou não de uma filosofia cristã, reativada nos anos 30 de nosso século, Edith Stein defende pelo recurso a quantas fontes contribuem dados. Razão e Fé, longe de excluir-se, muito bem está chamadas a colaborar, são meios legítimos de conhecer humano. O princípio que adapta Edith Stein cai formulado da seguinte maneira: “O filosofo que não quer ser infiel a sua finalidade de compreender o ente até suas últimas causas, se vê obrigado a estender suas reflexões no campo da fé, mais além do que lhe é acessível naturalmente”[1]. Dito de outro modo: “Uma compreensão racional do mundo, é dizer, uma metafísica … só pode ser alcançada pela razão natural e sobrenatural conjuntamente”. O resultado desta colaboração seria o perfectum opus rationis[2].


[1] STEIN. Ser Finito…, op. cit., p. 40.

[2] Id., Ibid., p. 44.

Popularity: 8% [?]

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

nov
25
Teste de lógica: tente cercar o gato


Este teste recebi por e-mail, vale a pena repassá-lo!
Vá clicando nos círculos mais claros, eles ficarão mais escuros.
O objetivo é cercar o gato; Não deixá-lo sair das bolinhas.
Para começar, clique no desenho acima.
Boa sorte mas muita percepção!

Popularity: 18% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

nov
22
Pedras pequenas

“A gente tropeça sempre em pedras pequenas,porque as grandes a gente logo enxerga”

Alexandre Rangel, do livro O sábio e o executivo

Popularity: 3% [?]

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

nov
19
Aprendendo Filosofia com Jogos

Por Francisco Renaldo Costa

A filosofia para encantar e alcançar seus objetivos propostos pela LDB deve conduzir os educandos aprender a aprender para pensar por si mesmos. Não um simples pensar, afinal todos pensam, filosofia trabalha com o pensamento crítico. Acredito que esse pensar por si mesmo passa pela autonomia do educando. O desafio está em acreditar e deixar nossos alunos  serem co-autores nas aulas de filosofia.

Durante alguns anos a experiência está provando que nossos jovens são criativos. A ponte entre a filosofia e criatividade  se encontra numa verdade explicita: partir da realidade, unir a filosofia com a vida.

Relato algumas experiências que estão dando certo, todas partindo do conteúdo proposto pelo plano de ensino:

Jogos de tabuleiro: em grupo e no final todos jogam.

Super Trunfo: o tradicional jogo de cartas pode ser confeccionado em grupo. Por exemplo, Super Trunfo Mitológico.

Gincana: a produção das perguntas pode ser feita pelos alunos, ou se viável, pelo professor. Perguntas nos envelopes, criatividade para elaborar as etapas (corrida de bastão, bexigas etc) organiza-se as equipes e é só começar.

Hotpotatoes: programa que contém um pacote de seis ferramentas educacionais: Quiz, Palavra Cruzada… configura-se e com opção de salvar como página da web, coloca-se em um blog ou site da escola e resolve-se on-line.

Quiz Your Friends: On-line. As respostas vão direto para o e-mail do professor.

Blog: Recurso que aproxima professores e alunos. Espaço para reflexão e resolução de atividades on-line.

São dicas simples que fazem a diferença em sala de aula!

Popularity: 10% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

nov
17
Aristóteles, Ética a Nicômaco e… sucesso é um ato de coragem!

Por Francisco Renaldo da Costa

Ontem à tarde, depois de duas semanas sem impressora, resolvi levá-la para o conserto e aproveitei para iniciar a realização de um sonho, matricular-me em uma escola de teatro. Como professor, percebo que devo agregar diferencial, senão fico obsoleto no mercado, além do mais, fora da sala de aula, sou tímido, numa sociedade onde o QI (Quem Interage) é fundamental, a dificuldade na comunicação pode ser um entrave. Mas essa é outra conversa…

Objetivo cumprido, impressora entregue para o orçamento, matrícula efetuada com início no dia seguinte… ansiedade, expectativa, curiosidade e um “pouquinho” de vergonha já começaram. Mas essa é outra conversa…

Voltando para casa, garoa, trânsito complicado, filho e esposa esperando o retorno do papai e maridão, avaliações bimestrais para corrigir, artigo científico da pós para começar. Mas essa é outra conversa…

Paro no semáforo e à frente do carro um garoto apresenta um número de malabares como um exímio artista. Na calçada outro sentado esperando a sua vez. Chamo este:

- Boa noite, tudo bom, vem cá por favor.

- Tudo bom, senhor?

- Tudo.

- Você também sabe malabares?

- (com um sorriso contagiante no semblante) Sei, por quê?

- É que sempre tive vontade de aprender e nunca consegui.

- Senhor, eu também não sabia, comecei sozinho e quase optei por outra coisa, meu irmão me ensinou, tentei e consegui.

- É só tentar senhor!

Agradeci pela breve conversa e cheguei a uma conclusão: sucesso é um ato de coragem!

Quantas vezes sonhamos, elaboramos projetos de vida, colocamos no papel e desistimos porque estava difícil?

Pense nas propostas, objetivos do início do ano. Empolgados coletivamente nos projetamos como vencedores,  meses passaram-se, estamos em novembro e já não lembramos mais, ficaram no papelzinho colocado na carteira ou em um canto qualquer da casa.  Os quilinhos continuam os mesmos, o mau humor também, nossa timidez, a vontade de mudar não deu em nada e continuamos na mesmice de sempre, em nosso mundinho bonitinho e organizado, zona de conforto é o que interessa.

Fica a pergunta: como transformar sonhos em realidade?  Passar do “mundo ideal” para o “mundo concreto”?  Aristóteles, amigo e discípulo de Platão, pode nos auxiliar. Não que tenha escrito diretamente para o mundo corporativo, proponho uma breve interpretação a partir de alguns trechos  de sua obra Ética a Nicômaco.

Admite-se geralmente que toda arte e toda investigação, assim como toda ação e toda escolha, têm em mira um bem qualquer, e por isso foi dito, com muito acerto, que o bem é aquilo a que todas as coisas tendem. (Ética a Nicômaco)

A vida está repleta de desafios, estes por sua vez, antes de enfrentados, devem ser entendidos. Em primeiro lugar compreender que nossas ações sempre visam um fim. Falo das minhas opções, como também das suas. Independente das minhas opções, todas visam um único alvo. Acontece é que agimos como verdadeiros perdidos, não temos foco na vida, sendo assim, nossas ações perdem sentido, conseqüentemente os resultados não aparecem, apenas frustrações.

“Se, pois para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; e se é verdade que nem toda coisa que desejamos com vistas em outra (porque, então, o processo se repetiria ao infinito, e inútil e vão seria nossos desejos, evidentemente tal fim seria o bem, ou antes o sumo bem [...]

Mas não terá o seu conhecimento, por ventura grande influência sobre a nossa vida?” (Ética a Nicômaco)

Conhecer nossos desejos , já que nem todos possuem condições de serem realizados, torna-se fator essencial na busca da realização de nossos sonhos.  Mais do que conhecer, saber direcioná-los para um fim. Chamem esse fim do que quiserem, eu o chamo de projeto de vida.

“A felicidade é, portanto, algo absoluto e auto-suficiente, sendo também a finalidade da ação” (Ética a Nicômaco)

Sou feliz, logo sou. Essa seria a máxima  de Aristóteles nos dias atuais. O sentido da existência está na busca da felicidade. Ser feliz para ele é  realizar-se dentro da polis (comunidade). Diferente  pensamos nós, acreditamos que felicidade é uma busca individual, meramente solitária. Aliás, sejamos honestos, o outro é nosso inimigo público número um, ameaça constante.

Aristóteles nos ensina que somos felizes juntos. Quando você colabora no grupo com o que você tem de melhor, sem reservas, todos alcançam o sucesso, seu líder e inclusive você. Lembremos da história do início desse artigo, o garoto tentava aprender malabrares sozinho, só aprendeu quando recebeu ajuda do irmão, antes pensava em desistir.

A felicidade é uma atividade na visão aristotélica, somos felizes enquanto vivemos. Significa escolher levando em conta o outro. A polis é o palco para o sucesso.

Se felicidade é atividade, pode-se afirmar com segurança que sonhar significa agir. Impulsionados pelos desejos que merecem ser realizados, tendo como partida a ação racional pautada na coletividade estamos preparados para o sucesso profissional.

Notem que a chave para o sucesso apontado por Aristóteles requer uma mudança de paradigma. Já que a sociedade atual prega justamente o inverso.  No lugar do individualismo Aristóteles chama a atenção para   virtude,  torna-se por sua vez,  a chave para a felicidade.

Como adquiri-las? Basta habituarmos a conviver com elas! Este é o legado de Aristóteles para nós, homens e mulheres do século XXI.

No cotidiano as virtudes estão presentes em nossos discursos. Não é preciso irmos longe para entendermos, voltemos o olhar para nós mesmos e, perceberemos que nossas atitudes, pelo menos em grande parte tendem para o individual. Pensemos nas empresas que sonham em unir  competitividade e cooperação. São competitivas entre si, está é a lógica do mercado, todavia, para transformarem grupos em equipes necessitam da cooperação.

Somos admitidos nas empresas pelo nosso QI e demitidos pelo QE; a consultora Waleska Farias, afirma que 80% das demissões no mundo corporativo são por causa do QE (comportamentais). Veja o vídeo.

O sucesso passa pela ordem comportamental. Não estamos habituados com a ética, pensar no outro. A moral foi a nossa preocupação. Desde pequenos somos preparados para o mercado de trabalho, passamos pela escola, onde adquirimos mais conhecimentos necessários para tal empreendimento e quando chegamos na empresa, onde deveríamos colocar tudo o que aprendemos para sermos felizes, pessoas de sucesso; entendemos que falta-nos o essencial: aprender a conviver, pensar no outro, partilhar… em suma, virtudes que nos levem a aventurar no caminho do sucesso.

A resposta está no hábito, para Aristóteles o  prazer aperfeiçoa a atividade. É mais um ato racional do que sentimental.  Toda a sua filosofia foca a educação do caráter humano, orientando suas ações  para o bem, adequando o indivíduo para a comunidade. As virtudes do indivíduo deveria ser um reflexo das virtudes da comunidade. As empresas hoje em dia aproximam-se dessa realidade quando organizam-se e trazem a público sua missão, visão e valores.

“A Virtude não é um dom e pode ser adquirida mediante o ensino[...] a natureza nos dá a capacidade de recebê-la, e esta capacidade se aperfeiçoa com o hábito” (Ética a Nicômaco).

A virtude é um hábito, essa á chave para chegarmos ao sucesso profissional. Sendo um hábito, vai exigir de nossa parte um ato de coragem, pois vimos, que  começaremos a navegar contra ao que é proposto. Por outro lado, percebo que já existe grande movimentação por aqueles que pensam o mundo corporativo.  A nossa cultura organizacional deve com urgência criar ferramentas para que empresa torne-se lugar de realização de sonhos, partilha, convivência. Empresa deve propor para o funcionário algo mais do que seu salário, a felicidade. Se não for assim, continuaremos com uma visão totalmente fragmentada. Podemos ser felizes sim no ambiente de trabalho. Está na hora de sermos a mesma pessoa em casa, no trabalho e com os amigos. E isso somente será viável, quando construirmos uma cultura organizacional pautada em virtudes. Não podemos esquivar-nos desse desafio.

“As coisas que temos que aprender antes de fazer, aprendemo-las fazendo-as – por exemplo, os homens tornam-se construtores construindo…” (Ética a Nicômaco), como o garoto do semáforo propôs:

- É só tentar senhor!

 

Popularity: 7% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

nov
15
Geração Y: Novos profissionais mudam a cara do mercado de trabalho

A Geração Y é imediatista e gosta de tecnologia. Os jovens, entre 20 e 30 anos, também não dispensam um bom ambiente no trabalho. A empresa precisa oferecer mais do que um bom salário.

Veja a reportagem no Jornal Hoje (15/11/10)

Popularity: 4% [?]

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

nov
13
Parábolas de Gestão V

O PACOTE DE BOLACHAS

“Uma moça estava à espera de seu vôo, na sala de embarque de um aeroporto. Como ela iria esperar muito, resolve comprar  um livro. Comprou, também, um pacote de bolachas. Sentou-se numa poltrona na sala VIP do aeroporto, para descansar e ler em paz. Ao seu lado sentou-se um homem. Quando ela pegou a primeira bolacha do pacote, o homem também pegou uma.

Ela indignou-se, mas não disse nada. Apenas pensou:
- Mas que descarado!

A cada bolacha que ela pegava, o homem também pegava uma. Aquilo a indignava ….
Quando restava apenas uma bolacha, ela pensou:
- O que será que este abusado vai fazer agora?

Então, o homem dividiu a última bolacha ao meio, deixando a outra metade para ela. Ah… Aquilo era demais!!!

Então, ela pegou suas coisas, e se dirigiu ao local de embarque; mas antes, olhando para o homem, disse em tom irônico:
- Mas você é muito cara-de-pau mesmo!

E saiu sem olhar para trás, e sem esperar uma resposta.

Quando ela já estava no interior do avião, olhou dentro da bolsa para pegar uma bala, e, para sua surpresa, o pacote de bolachas estava lá, ainda intacto, fechadinho! Só então ela percebeu que a errada era ela, sempre tão distraída! Ela havia esquecido que suas bolachas estavam guardadas dentro da sua bolsa…

O homem havia dividido as bolachas dele sem ficar indignado ou nervoso, enquanto ela tinha ficado transtornada, pensando estar dividindo as dela com ele. E já não havia mais tempo para se explicar e para pedir desculpas!

Quantas vezes em nossa vida, nós é que estamos comendo as bolachas dos outros e não temos a consciência disso?

Por isso, antes de tirar qualquer conclusão, observe melhor.

Talvez as coisas não sejam exatamente como você pensa.

Popularity: 9% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

nov
8
Gestão de Pessoas: Você é importante na equipe

Por Francisco Renaldo da Costa

Para começar nossa conversa, um breve depoimento:

Xu txnho uma máquina dx xscrxvxr qux apxsar dx sxr antiga funciona muito bxm, com xxcxção dx uma única txcla. Das 42 txclas qux xla txm, apxnas uma não funciona bxm, x como vocx podx vxr, isso faz uma xnormx difxrxnça.

Muitas xmprxsas x xquipxs são como xsta minha máquina dx xscrxvxr; nxm todas as pxssoas “funcionam bxm”, nxm todos dão o mxlhor dx si, x com isso prxjudicam x compromxtxm o rxsultado do trabalho dx todos. Alguns atx pxnsam: “Minha participação não x tão importantx assim”, mas como vocx podx notar, isso não x vxrdadx; uma única “pxça” faz muita difxrxnça.

Para qux uma xquipx possa trabalhar dx manxira xficixntx, x prxciso qux todos participxm dx manxira ativa, xquilibrada, conscixntx x rxsponsávxl, dando o mxlhor dx si para, comxçando pxlo lídxr.

Por isso, sx por algum motivo vocx um dia pxnsar qux sxu trabalho não x importantx para  xquipx, ou mxsmo qux vocx x mais importantx do qux todas as outras pxssoas, lxmbrx-sx da minha vxlha máquina dx xscrxvxr.

Um dos grandes desafios do mundo corporativo é transformar grupos em equipes de excelência. Mais do que isso, unir competitividade e  cooperação. Para sobreviver a empresa deve ser competitiva no mercado sem deixar de ser cooperativa. É um dos paradoxos das equipes da atualidade. Evidentemente a resposta está na cultura organizacional da empresa. A competição no mundo dos negócios  é intergrupal, dentro da empresa esta competição é interpessoal. Sem ferramentas que favoreçam a cooperação,a relação pode tornar-se conflituosa.

Grupo é diferente de equipe! O primeiro é reunião de pessoas com atividades pré-definidas, onde as funções são claras: definição e divisão de tarefas; na equipe as pessoas são comprometidas e partilham da mesma missão,  possuem objetivos comuns. A excelência chega quando as pessoas dessa equipe atuam em conjunto, gerando sinergia  e aprendizado contínuo.

O trabalho para o  empregado passa a ser importante quando  ele compreende que faz parte de uma equipe. Se isso não ocorre, é trabalho alienado – alien (outro) + ação= alienado é aquele não age por si mesmo, segue o fluxo, sua consciência pertence ao outro – não faz parte do processo, sente-se apenas uma peça na engrenagem.  Um bom exemplo é o clássico filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin.

Nesse processo o líder é fundamental. Através do exemplo, de ações simples, deve reconhecer que precisa da ajuda de sua equipe , envolver-se com seus liderados, liderar com a alma.  A liderança vertical apenas instrumentaliza a gestão e desvaloriza os que dela faz parte; já a liderança horizontal permite debater propostas,   ir ao encontro, estender a mão, ser mais humana.

Falamos muito de gestão de pessoas, acontece que cada vez mais imergimos nos processos e distanciamo-nos das pessoas. Trabalhar e ser equipe  possui uma única exigência: gostar de gente! Parece óbvio, mas não é, acontece que geralmente fazemos parte de uma equipe… o desafio é ser equipe. Lembra-se da definição de equipe: partilhar da mesma missão! É isso. Ressalto que tudo começa com o líder. Já notaram que na maioria das vezes as equipes possuem as mesmas características do líder. Ele tem esse “poder”. Líder alterado, equipe alterada. Líder confuso, equipe perdida. Líder nervozinho, equipe com nervos à flor da pele… Líder humano, equipe humana. Não existe fórmula mágica. Ser líder, significa entender da alma humana,  por isso, deve liderar com a alma. Líder deve gostar de gente, conversar, trocar idéias, saber que por trás de cada liderado existe uma pessoa, gente, uma história. Líder deve em primeiro lugar liderar suas emoções – lembrando Augusto Cury – para compreender as  atitudes da equipe.

Para o líder verdadeiro, não o pela metade, cada membro da equipe é único. Sabe como ninguém captar os sentimentos dos outros. São três as atitudes de um líder autêntico: ouvir, aprender e saber elogiar. Os líderes elogiam,  sabem animar, dar confiança e elevar o espírito dos outros. Faz tudo com gosto, fala e age com sinceridade. Li  certa vez que para mover a cabeça, ativamos 72 músculos, ao passo que, para sorrir, basta-nos 14. Quando o líder sorri motiva, é como dizer para seus colaboradores: vocês são importantes!

Popularity: 6% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

nov
3
Palavra Cruzada de Filosofia

Ótima dica para deixar as aulas de filosofia mais atrativas, sem deixar de lado o conteúdo, é o programa Hot Potatoes ( podem baixar é gratuito).  Logo de início você pode escolher o idioma do programa, detalhe que facilita. É um pacote de ferramentas  onde o professor escolhe a forma de trabalhar: Quiz, Palavra Cruzada, entre outros. No final é só configurar – estilo, cores, tempo para resolução… -  salvar como página da web  e pronto.  Pode-se usar para revisão de conteúdo, por exemplo. Os alunos  interagem bastante, visto que, é uma construção deles; quando todas as questões estão prontas é só começar a brincadeira. O importante é sempre desafiar e motivá-los,  faça uma espécie de mini-gincana com o material produzido. Deixe o material on-line no site da escola ou em seu blog para estudo. Fica a dica!

Fiz uma palavra cruzada utilizando o programa. Para vocês testarem seus conhecimentos em filosofia. Em breve postarei alguns  trabalhos dos meus alunos.

Para solucionar  é só clicar na imagem abaixo.

Popularity: 7% [?]

PDF    Enviar artigo em PDF   

nov
2
Gestão de Pessoas: Quanto vale o seu conhecimento?

Por Francisco Renaldo da Costa

Começo com uma recordação da infância. Tempos do ginásio, minha professora de matemática criava um clima de solenidade e declamava: “Na vida, meus lindos, podem tirar tudo de vocês, menos o conhecimento. Por isso, estudem”. Confesso que essas palavras ficaram gravadas, talvez nem tanto pela importância, na ocasião, mas pelas vezes que ouvi. O tempo passou, decidi seguir um campo de conhecimento diferente daquele de minha professora de matemática, fui pelas trilhas das humanidades.

“Quanto mais existe sapiência, mais existe paciência”, nos adverte o provérbio chinês. Conhecer exige planejamento, nada acontece ou se adquire de uma hora para outra, a não ser a contingência que sempre chega sem nos avisar. A história pede um mínimo de planejamento, para os que desejam sobreviver, já para os que almejam o sucesso, a ordem é planejar, planejar e planejar.

Para os gregos, o mundo em que nos situamos está em constante devir, podemos traduzir esse conceito por movimento, mudança ou transformação. Tudo flui, o cenário é de constante mutação. Observe abaixo:

Século XIX – Era da Industrialização

Século XX – Era do Gerenciamento

Século XXI – Era do Capital Humano / Era do Conhecimento / Era do Ser

Onde as mudanças são constantes, velocidades são crescentes.

Lembremos que desde a década de 1990 a sociedade ficou conhecida como a Era da Informação, situação vivida até os dias atuais e, a principal característica dessa nova era são as mudanças, que se tornam rápidas, imprevistas, turbulentas e inesperadas (CHIAVENATO, 2004). Isto fica claro quando me dou conta que celular, hoje em dia, serve para tudo, até mesmo para efetuar e receber ligações. E que até alguns anos atrás, para escrever um texto, utilizava minha velha amiga máquina de escrever Olivett Tropical – que guardo como relíquia para meu filho conhecer – e hoje estou na sala com um computador portátil, pequenino, até parece mágica comparando com poucas décadas passadas.

Preocupamos-nos com tudo que está ao nosso redor e, esquecemos de conhecer tudo o que está ao nosso redor. Nos dias atuais, temos informações que estão presentes em todo lugar, aliás, em excesso, e pouca formação. E no final das contas desejamos acompanhar a velocidade das mudanças, o que humanamente é impossível, ficar por dentro de tudo o que acontece é loucura intelectual, já que tudo é muito rápido. Temos a tendência de nos conectar com tudo e deixamos de lado o essencial: nós mesmos. Perdemo-nos naquilo que deveria ser uma ferramenta para nos tornarmos mais humanos e estreitar as distâncias e diferenças na sociedade.

O erro está na visão que temos de nós mesmos e da sociedade. Uma visão fragmentada da realidade, ainda tecnicista e pautada meramente no ter. É através desse paradigma que filtramos a realidade. Imagine uma empresa onde vigora o ter exclusivamente. Não existem colaboradores e sim funcionários e, os líderes são denominados chefes. Nesse conceito de empresa o trabalho é totalmente alienado. As equipes dão lugar a simplesmente grupos. A lei que vigora é a do mais forte, a ética cede vez ao individualismo. Tudo se torna provisório e imediatista.

Empresas fundamentadas no ter estão fadadas ao fracasso e a criar empregados descontentes, descompromissados e desligados de si mesmos e da visão, missão e valores que os levarão a realização, aliás, estes últimos, tudo indica que existem apenas no papel.

O século XXI inaugurou a Era do Ser. O que é necessário para sermos felizes?

Na Era do Ter o esquema seria assim:

Faço – Tenho – Sou

O que proponho é:

Sou – Faço – Tenho

É caminho inverso. O papel da filosofia segundo Merleau-Ponty é “re-aprender a ver o mundo”. Este é o nosso desafio! Está na hora de revermos nossos conceitos, reeducarmos para reler o nosso papel no mercado de trabalho.

Se analisarmos as publicações atuais na área de Gestão de Pessoas, perceberemos que tudo indica para uma Gestão pautada na Era do Ser. Toda mudança exige um começo. Precisamos dar o primeiro passo, alguns diriam. No entanto, o primeiro passo damos, a vontade de mudar possuímos, falta-nos o segundo passo. O segundo passo é que nos colocará no caminho acertado da determinação.

A partir do segundo passo, voltamos à pergunta inicial: quanto vale o seu conhecimento?

O conhecimento na Era do Ser terá sentido quando estiver agregado aos valores. Ressalto que esses valores em primeiro lugar não são os valores da empresa que você está, mas os seus valores e a sua ética. Entenda-se aqui valor como faculdades que possibilitam viver bem em sociedade; já a ética é a capacidade de refletirmos sobre nossas ações, como nos lembra Humberto Eco: “a ética surge quando o outro entra em cena”. Na entrada do Templo de Delfos estava inscrito: “Conhece-te a ti mesmo”. Sócrates, o pai da Filosofia ocidental, compreendeu como ninguém esta inscrição e acrescentou: “Uma vida que não examinada, não vale a pena ser vivida”. Vivemos e não conhecemos a nós mesmos. Conhecemos todos e tudo, porém esquecemos de voltar o olhar para nossos atos. Imagine uma empresa onde seus colaboradores não sejam capazes de pensar na equipe, agem seguindo apenas seus princípios. Um dos princípios fundamentais da Era do Ser é a passagem do eu ao nós. O convite que faço é agirmos e pensarmos horizontalmente, a verticalização não conduz ao encontro do outro.

Quando entramos numa empresa o diploma sem dúvida possui seu valor, porém, a partir do instante que você faz parte da empresa ela exigirá algo mais de você: postura, valores, coletividade, ética, liderar suas emoções, capacidade de sonhar e, sobretudo, você deve estar em sintonia com a missão, visão e valores da mesma, ou se preferirem, adequação de perfil profissional.

Penso que não dá mais para imaginarmos o ser humano como um predador, lutando sozinho… olhando apenas para si mesmo, com uma certa dose de egoísmo, temos a necessidade de re-pensarmos nossas atitudes. Ninguém é feliz sozinho… sucesso não ocorre por acaso, sempre trazemos alguém conosco. É como a carreira profissional, crescemos quando levamos em consideração o outro. Está na hora de re-educarmos nossas atitudes… educar para a sensibilidade. Uma educação que nos mostre que além de nós existe o outro com quem aprendemos a ser o que somos!

Popularity: 1% [?]

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

nov
1
Mercado de trabalho: demissões por QE

A consultora Waleska Farias, afirma que 80% das demissões no mundo corporativo são por causa do QE (comportamentais).

Related Posts with Thumbnails

Popularity: 5% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF