Por Francisco Renaldo da Costa
Primeiramente ao invés de conceituarmos o senso comum e a ciência, vamos a partir do texto e de uma reflexão pessoal acerca do mesmo, afirmar com toda clareza que tanto um como o outro são necessidades de sobrevivência, ou melhor dizendo uma aprendizagem do viver bem, saber viver com dinamicidade num mundo que nos assusta a cada momento.O senso comum não é inferior à ciência, nem esta última está acima do senso comum.O que acontece é que ambos se interagem.E nós seres humanos, dotados de atitude ciêntifica e também de senso comum, a todo momento estamos imersos nesses dois mundos. A dona de casa possui vastos conhecimentos ciêntificos e por sua vez o cientista precisou de uma base para fazer ciência e, esta base foi o senso comum.O conclui-se é que entre existe uma relação dialética.
Quando chegamos a este mundo, nos deparamos com um mundo que nos foi dado.E o aceitamos. Façamos um pequena lista: o ar que repiramos, as cores, os animais, o nosso corpo, a religião, a natureza, a terra, a lua, o sol, as estações do ano, a família(quem de nós quando crianças em pleno uso da razão , perguntamo-nos se os nossos pais são verdadeiramente nossos pais?, as leis, a regras, a ética, etec.
O que acabamos de dizer é que somos jogados num mundo que nos foi dado e o que é mais importante, num mundo organizado, basta “olharmos” a nossa volta e dentro do nosso próprio corpo e veremos que existe uma perfeita organização.Tudo está em ordem
Sabemos que somos dotados de razão.Mas será que perguntamos para nós mesmos o que nos faz pensar?Se tudo está organizado, certinho como costumanos dizer, será que pensamos?Não. O que faz-nos pensar é a desordem. São os problemas( o espanto) que apresentam-nos a todo momento que incita-nos a pensar. Essa é a lei da natureza.Pensando, chegaremos novamente à ordem. Pensando solucionaremos os problemas.Neste sentido todo ser humano pensa. Tanto a pessoa mais simples como o mais conceituado cientista. O pensar capacita-nos a adaptarmos no meio que vivemos. E se acontece alguma mudança no nosso habitat, estaremos nós nos adaptando ao novo habitat. E quando os problemas surgirem na nossa vida procuraremos resolvê-los segundo à nossa capacidade, conhecimento. Na verdade temos em nossa mente um modelo ideal para todo e qualquer tipo de problema-desordem. O real só existe porque antes dele, houve um ideal(projeto) para ele tornar-se real. E tanto o cientista como o senso comum tem já formulados e idealizados a ordem. E o mecanismo, o caminho de atuação frente a esses fatos que induzem-nos a pensar, a reorganizar, é o mesmo. Pensa-se no projeto primário, no ideal. Ambos tem conceitos de como funcionam as coisas, os objetos, etc. E mais uma vez o cientista e o senso comum estão lado a lado.
Reflexão a partir do Livro Filosofia da Ciência/Rubem Alves
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29.03.11
às 22:47







