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24
Filosofia com Filmes: A Odisséia

Nome do filme: “A Odisséia

Produção: Francis Ford Coppola

Direção: Dyson Lovell

Local de produção: São Francisco- EUA

Ano de produção: 1997

SINOPSE DO FILME:

 

              O filme retrata a história do  herói  Odisseu (Ulisses), rei de Ítaca, que luta contra o rei Agamenon e, sob sua liderança, ocupam a cidade de Tróia, numa duradoura batalha;

              Odisseu (Ulisses) se revolta com os deuses e acusa-os de o terem abandonado, recebe uma maldição de Posseidon, deus do mar, de que Odisseu não retornaria à Ítaca.

              Em suas tentativas de retorno, o destino (a maldição) o leva a ilhas desconhecida, onde experimenta muitas dificuldades, o que fará com que ele se pacifique com os deuses para que Poseidon, deus dos mares, possa permitir-lhe retornar à sua ilha, retomar o seu reino, rever sua esposa Penélope e seu filho Telêmaco, que o deixara quando recém nascido.

 

CONTEXTUALIZAÇÃO DO FILME:

 

              O período histório que o filme se reporta é o da civilização micênica  – sécs. XX ao XII  a. C., quando por volta de 1250 a. C. partem  Aquiles e Odisseu (Ulisses) – para sitiar e conquistar Tróia.

              Os mitos gregos eram preservados pela tradição e transmitidos oralmente pelos aedos e rapsodos, cantores ambulantes que davam forma poética aos relatos populares e os recitavam de cor em praça pública.

              Homero teria sido o provável autor de dois poemas épicos, as epopéias Ilíada e Odisséia, a primeira  trata da guerra de Tróia e a Odisséia relata  o retorno de Odisseu (Ulisses) a Ítaca, após a guerra de Tróia. Alguns intérpretes acham que essas obras foram elaboradas por diversos autores, em razão da diversidade de estilos dos dois poemas e de passagens indicativas de períodos históricos diferentes.

 

O QUE O FILME ABORDA:

 

              O filme mostra a função didática das epopéias na vida dos gregos, descrevendo o período da civilização micênica, transmitindo os valores da cultura por meio das histórias dos deuses e antepassados, expressando uma determinada concepção de vida.

              As ações heróicas mostram a constante intervenção dos deuses, ora para auxiliar o protegido, ora perseguir o inimigo. O herói vive na dependência dos deuses e do destino e sua virtude se manifesta pela coragem e pela força, sobretudo em batalhas. É a virtude do guerreiro belo e bom, objetivo supremo do herói.

              As forças da natureza se divinizam, transformam-se nas próprias divindades: o mar (Poseidon), o vento (Eolo), o fogo(Hefesto), o que reina no mundo dos mortos (Hades), o tempo (Moiras). O mensageiro dos deuses é Hermes que  ora traz as mensagens dos deuses a Odisseu, ora ele mesmo fala diretamente com eles.

 

 

TEMAS-PROBLEMA PARA A REFLEXÃO FILOSÓFICA:

 

-          Dentro da Mitologia grega, os deuses estão na origem de todos os poemas e sagas épicas, determinando as escolhas e a liberdade individuais. Os deuses possuem comportamentos humanos, iram-se contra as desobediências humanas e são aplacados na ira perante o arrependimento e oferecimento de sacrifícios de animais.

-          O homem não pode se colocar no lugar dos deuses ou dispensar a sua assistência. Os deuses não têm o intuito de exterminar o homem que assim aja, mas agem didaticamente castigando o homem para que se coloque em seu lugar de homem, para que possa compreender, buscar a sabedoria.

-          O amor: O desejo de Odisseu é rever sua esposa Penélope que, apesar de todas as mulheres que conhecera em suas aventuras, nunca se esqueceu de seu grande amor pela sua amada e nunca esconteu isso de nenhuma delas. Principalmente, por parte de Penélope, guardou-se para seu marido, mesmo que tivesse feito o juramento de desposar outro homem à sua partida e na dúvida se estaria ou não vivo. Esperou contra toda desesperança.

-          O herói Odisseu não suporta em seus companheiros de jornada a traição, por desejo de riqueza. A eles são negados o alimento e a confiança diante do fato de terem aberto o saco do vento enquanto o mestre dormia, esperando ali encontrarem ouro. Por causa desse desejo foram extraviados do objetivo de alcançarem a ilha de Ítaca, que já se vislumbrava e se fazia próxima. Da mesma forma, o herói não suporta aos que desejavam desposar sua esposa por desejo de poder e riqueza, matando-os todos quando da sua volta, com a ajuda de seu filho Telêmaco.

-          A ação ao seu devido tempo: O homem deve agir no tempo certo, saber aplacar sua ira ou Ter qualquer atitude  em vista de um objetivo. Deve agir com sabedoria reunindo elementos e motivos para produzir sua ação. Isso faz parte de seu aprendizado e do ato de compreender, sob o conselho dos deuses.

-          Persistência: O herói não se desvia de seu objetivo, mesmo que tenha que passar por dificuldades.

 

 

COMENTÁRIOS FINAIS:

 

- Os lugares externos são as cenas que predominam no filme;

- Odisseu (Ulisses), o herói; Penélope (sua esposa); Telêmaco (seu filho), o deus Poseidon são os personagens centrais;

- A deusa Atena (deusa da estratégia militar), Eolo (deus do vento); o cíclope (Polifemo); Circe (a feiticeira); o profeta Tirésias; a rainha Calipso; seus amigos de aventuras; sua mãe; Hector(defensor de Tróia); Agamenon , o rei de Tróia são os personagens secundários;

 

 

CONCLUSÃO:

 

              A “Odisséia” é uma obra trágica,  marcada por mortes, flagelos, feitiços, armadilhas, surpresas dos deuses do Olimpo, amor, determinação de propósitos, posicionamentos éticos. Os efeitos especiais são espetaculares. É um filme que pode ajudar muito no estudo do mundo grego e seus mitos como também introduzir aos temas vitais que a filosofia aborda no tocante aos valores, crenças, modos de compreensão da vida; a relatividade das coisas.

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mai
12
O senso comum e a ciência – Parte II

Por Francisco Renaldo da Costa

Espanto e admiração com algo que nós não havíamos visto antes.Surge observação(esta não resolve).Porém, quando começamos a imaginar o problema veremos que temos a solução para chegarmos novamente à ordem desejada.Por meio da imaginação chegamos à ordem das coisas, ordem essa que está oculta.

O que é o conhecimento, tão almejado pelos cientistas e pelo senso comum?Já dissemos. A partir de Rubem Alves, descobrimos o que o conhecimento apenas acontece em situações problemáticas. O “velho” não nos surpreende, já o “novo”, este muitas vezes nos desajusta, não estamos acostumados com ele, então é o “novo” que possibilita-nos a pensar. E para chegarmos à solução do problema devemos pensar sempre a partir do fim. Essa é a dinâmica do conhecimento. E é com a imaginação que somos capazes de pensar no fim. “É o sair de onde se está, para se chegar aonde devemos chegar”. Este é o caminho a ser percorrido mediante os problemas. Não basta vermos, temos que , temos que procurar organizar o desorganizado.E só organizo se eu tenho a imagem da ordem na minha mente.Então mais uma vez teremos que concordar que tanto o cientista como o feiticeiro, para resolverem seus “problemas” cada um do seu jeito, usam a previsão.

O ser humano traz dentro de si uma busca desenfreada da ordem. Estaremos sempre procurando harmonizarmos com tudo o que nos cerca: trabalho, natureza, família, namorado, amigos, enfim, tudo o quanto necessitamos para sobreviver.A ordem está intríseca ao ser humano. Biologicamente somos formados assim.

Podemos defrontar-nos com uma outra questão. A visão de ordem do cientista é diferente da visão do senso comum. Por que? Veladamente até agora foi-nos colocado que “algo”move a ordem.Esse algo é o desejo. Somos seres desejantes. Desejamos tudo…basta pensarmos na nossa experiência diária. Contudo o desejo, elemento essencial para nossa sobrevivência pode colocar-nos em situações boas e más. É por isso que a ciência procura tirar o desejo de suas investigações. Na verdade o desejo jamais impediu o conhecimento, ao contrário, ele é mola propulsora para o conhecimento objetivo.

Reflexão a partir do Livro Filosofia da Ciência/Rubem Alves

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mai
9
As crianças são os verdadeiros filósofos

Por Francisco Renaldo da Costa

Para falar a verdade, são as crianças os verdadeiros filósofos! Com elas aprendemos que perguntar é importante, a capacidade de duvidar… admirar-se e espantar-se com o mundo que nos cercam são elementos fundamentais para entrarmos no mundo da filosofia, diga-se, pensamento crítico! É uma pena mas com o tempo vamos nos acostumando com este mundo e as respostas ganham sua importância, isto quando não “matamos” a filosofia que está em nossas crianças(e em nós mesmos)! Sejamos sinceros, para muitos é  mais cômodo permanecer em nosso mundinho, perfeito” e “organizado”. Ensinaram para nós que a acomodação é essencial para vivermos bem!!

“Segundo os filósofos Platão e Aristóteles, a admiração é o princípio da filosofia. Para os filósofos antigos e também para os modernos como Descartes, a admiração está na raiz da dúvida, da interrogação e da investigação, portanto, no início do filosofar. É próprio do pensar infantil a imensa capacidade de admirar o mundo, no processo de construção de significados e valores. O adulto já tem suas certezas e seus valores e está em meio a tantas preocupações cotidianas, a tantos desencantamentos, que perde a capacidade de admirar-se perante a existência.”

Os desenhos animados também nos ensinam muito sobre a principal característica da filosofia: o saber pensar… duvidar… questionar! Vejamos alguns exemplos:

 
Ni Hao, Kai-lan

“Pense pra valer para entender o porque!”

Pink Dink Doo

“Se tenho um problema e não sei o que fazer, eu penso, penso, penso e penso até eu resolver”.

Castelo Ra-tim-bum

Zezinho: “Por que sim, não é resposta”

E você? Conhece algum desenho animado da sua infância ou atual que possa nos ajudar a entender melhor a filosofia?

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