jun
28
Paródia de Filosofia – Festa de Grego

Festa de grego, pode vir pode chegar
Misturando as idéias.
Vamo ver no que é que dá.

Da Messênia a Aques
Delfos, Tebas e Plateia
Procurando a Arché
Água, terra, fogo e ar
Pra que?
É preciso perguntar
Porque o povo quer saber
De onde é que vem o céu e o mar
Vamos lá!Vamos lá!Vamos lá!Vamos lá!

E vamos para Grécia
Vamos lá!
O povo grego só quer perguntar

Autora: Fabiana Falconi, aluna do Educandário Nossa Senhora Aparecisa/SP – para a aula de filosofia

Original: Festa – Ivete Sangalo

Popularity: 2% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

jun
26
O verdadeiro sentido do trabalho

Precisamos rever nossos conceitos! Felicidade e trabalho estão juntos! Se não estão… ops… está na hora de …

Fonte: Blog do Galhardo

Popularity: 5% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

jun
25
Tecnologia X Inteligência

O título da charge é  do Blog Café Filosófico

Fonte: Blog do Galhardo

Popularity: 4% [?]

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

jun
25
Filosofia com Filmes: Sociedade dos Poetas Mortos

O filme em análise chama-se  “Sociedade dos Poetas Mortos”, direção de Peter Weir, EUA. No que se refere ao ano em que foi produzido, como as fitas que tive acesso fazem parte da videoteca “Caras”, não consegui encontrar o ano de sua produção; contudo, o cenário do filme, é de por volta da década de 1960.

Considerações iniciais

A análise realizada pode não seguir o roteiro proposto, uma vez que não tivemos acesso à Internet nos últimos dias, por razões de problemas técnicos e de não encontrarmos um outro ambiente que possibilitássemos devido acesso. Contudo, propomos uma organização baseado naquilo que entendemos estar próximo do ideal, posto que já havíamos lido o roteiro pela Internet a aproximadamente uns quinze dias atrás.  
A priore, é pois mister considerar que quase todas as cenas do filme se passam dentro de um colégio, com raras exceções de cenas externas. Os principais personagens que podemos destacar são: prof. Keating, Neil Perry, Meekes Steven, Knox Overstreet, Tod Anderson, Jefrey Anderson, Richard Cameron, Charlie Doblar e Gerard Pitts; os quais constituem, basicamente, uma sala de aula e , quase todos, fazem parte de um grupo de amigos que tentam restaurar a “Sociedade dos Poetas Mortos”. O objetivo do filme é, entretanto, confrontar  o modelo conservador e o progressista de educação, passando a idéia de que educar é um processo maiêutico de levar o discente a descobrir a verdade  que se encontra dentro de si e que, tudo passa, para sempre tudo se acaba, de modo que nada é mais importante do que refletir a vida, as paixões, os amores, tudo o que nos humaniza. Portanto,  “rapazes: aproveitem o dia! Façam de suas vidas algo de extraordinário”. Tudo isso são perceptíveis, contudo, a análise que faço pretende usar de cenas para a reflexão de alguns filósofos e idéias.

Breve sinopse

Quando o carismático professor Jonh Keating, estrelado por ROBIM WILLIAMS, chega com seus métodos de ensino a um colégio conservador, acaba despertando em seus alunos um novo questionamento, uma nova forma de vida. “Carpe Diem, rapazes: aproveitem o dia! Façam de suas vidas algo de extraordinário”; com estas palavras, ele estimulou a viverem cada minuto de suas vidas intensamente, suscitando nos próprios alunos um impacto muito grande em suas  relações com seus pais, professores e sociedade.
Com efeito, motivados pelas aulas do professor, os alunos passam a tomar posições por si próprios, a combater o autoritarismo da escola com argumentos e sátiras, a buscar viver intensamente em todos os lugares e situações, e, impossibilitado disso, Neil Perry  submete-se a prática do suicídio, em razão de que seu pai queria determinar a ele o que fazer o que ser. O suicídio de Neil foi a “gota d’água” que faltava para que o diretor conservador, insatisfeito com o professor, o mandasse embora , depois de uma “maquiavélica” armação que induziu os alunos a entregá-lo como sendo responsável pelo suicídio. Porém, no final, os alunos desafiam o autoritarismo do colégio Infernoton com práticas ensinadas pelo professor Keatng, ao se solidarizarem com ele no momento em que acabava de pegar seu material e saia da sala de aula para ir embora, expressa na frase “ Oh! Meu capitão! Meu capitão!”.

Análise

O filme aborda a questão educacional, auferindo uma crítica ao modelo tradicional e conservador, como sendo mero formador de pessoas quadradas, sem opiniões, uma vez que suas idéias são idéias de autores famosos. “É preciso rasgar as introduções e extinguir o ensino de técnicas de entendimento da poesia, criar a sua maneira de pensar” ( frase baseada  numa cena do filme)  e, sobretudo, a questão do viver intensamente a cada momento da vida expressa na frase “ carpe diem, rapazes: aproveitem o dia!”. Com efeito, o filme, sendo uma obra de arte, evidentemente, pode possibilitar aos telespectadores perspectivas diferentes, no que tange a sua análise. Para tanto, apresentamos uma análise que nos parece ser relevante com o filme e a própria filosofia. Analisaremos a questão da liberdade humana dentro da perspectiva sartriana e  a questão da construção de um pensamento próprio. A análise vislumbra, no primeiro momento, uma tentativa de associar às idéias de Sartre. Contudo, de maneira geral, pretendemos discorrer idéias de outros filósofos também. Para tanto, apresentamos uma análise, dentro de nossos limites, considerando o pouco tempo que tivemos para tal ( em razão de nossas atividades profissionais) “. É importante destacar que em momento nenhum do filme aparecem posições de filósofos de maneira definida, aparecem fatos e idéias que nos possibilitam tratá-las de maneira filosófica, sob a luz de alguns pensadores.
Uma das cenas mais dramáticas do filme, corresponde à qual um personagem de nome Neil Perry , motivado pela idéia da “Sociedade dos Poetas Mortos” (sociedade que existira quando o professor Keating foi estudante naquele colégio), de ser livre pensador, de ser construtor de sua própria saga, se descobre com dotes excepcionais para representar peças de teatro. Porém, tal capacidade, colidia com o que seu pai queria que o fosse. Depois de uma longa tentativa em convencer seu pai que o deixasse ser o que queria, sem êxito,  Neil, que se descobria livre, que não pensava mais segundo as convicções de outrem, revoltado com a atitude autoritária de seu pai, caí em desespero e prática o suicídio. Ora, a cena torna-se impreterivelmente necessária associá-la ao existencialismo, sobretudo às idéias de Sartre, uma vez que o filósofo enfatiza que o homem esta condenado a liberdade, que precisa assumir as próprias escolhas, posto que é responsável pela sua história. Com efeito, Neil, ao se descobrir que era o responsável pelas suas decisões, que nenhuma outra pessoa poderia salvá-lo de sua liberdade, por primeiro ele se angustia e vive num dilema profundo, pois seu pai o impedia de representar, em outras palavras, fazer sua escolha e, se o fizesse, bateria de frente com o seu pai. Angustiado, cai em desespero e não tendo equilíbrio suficiente para escolher a vida, escolhe a morte. O personagem Neil ao escolher a morte, não deixou de escolher em liberdade, pois a morte foi uma escolha: a de deixar de existir..
Observamos ainda na cena a capacidade humana de acabar com a vida humana, isto é, quando a sua liberdade é cerceada. Podemos entender o porque muitas pessoas em momentos de regimes autoritários, mesmo sabendo que suas idéias podem levá-los à morte, não se amedrontam e difundem suas idéias, de maneira cada vez mais intensa. Quando o personagem escolhe a morte, diferentemente de Sócrates que afirmava ser bom a morte, porém que não era justo praticá-la com sua própria mão, o jovem toma uma posição compreensível ao existencialismo que entende que o homem ao se perceber responsável pelo que é, que está desamparado no mundo e ninguém pode salvá-lo dessa situação, está, também, sujeito ao “suicídio” ( essa conclusão é baseado na leitura que faço acerca de Sartre), Porém, num determinado aspecto, o jovem igualmente a Sócrates, entrega sua vida pelos seus ideais, uma vez que a cena pode muito bem sensibilizar um pai a não ser semelhante ao pai do personagem; nesse sentido, a atitude do jovem engaja a toda a humanidade a lutarem por seus ideais, e, os pais, a entenderem melhor as vontades e desejos de seus filhos. Assim, a liberdade humana é o que o homem tem como riqueza imprescindível, pois se ele a negar, mesmo assim, tal atitude será fruto de sua liberdade. Portanto, é possível afirmar que a liberdade se manifesta na construção de um ser e, a saber, associa-se a um ideal que pretende engajar a toda humanidade, no caso da cena do filme, o de ser livre para escolher o que ser na vida.
Outro ponto extremamente interessante do filme, concerne a uma frase descrita num livro, no lugar da introdução, por um membro da sociedade dos poetas mortos, pelo professor Keating, que diz: “Fui a floresta porque queria viver profundamente e sugar a essência da vida. Eliminar tudo o que não era vida. E não, ao morrer, descobrir que não vivi”. A frase é um convite para que aproveitemos tudo aquilo de bom que a vida nos proporciona, como em todo o filme o professor Keating orienta seus alunos, dentro de princípios que exaltem e prevaleçam a vida, com isso, usamos a frase de Michel de Montaigne: “Qualquer que seja a duração da vida ela é completa. Sua utilidade não reside na duração e sim no emprego que lhe dais. Há quem viveu muito e não viveu. Meditai sobre isso enquanto o podeis fazer, pois depende de vós, e não do número de anos, terdes vivido bastante”. Portanto, é preciso aproveitar a viver, porém aquilo que pode implicar na negação da vida, deve ser banido, pois o viver bem está no emprego que lhe dais a vida. Com efeito, é preciso viver uma vida examinada, como dizia Sócrates, não obstante, dentro de uma perspectiva de se deixar envolver por aquilo de bom, que podemos sugar da vida, a fim de gerar mais vida..
É mister, entretanto, discorrer acerca de uma fala do professor Keating, em que enfoca que: “Há coisas que são necessárias para a vida, porém há outros que nos mantém em pé, que nos tornam humanos”. Tal frase é apresentada no filme pelo professor para justificar a importância da poesia, que expressa valores e idéias que são indissolúveis ao ser humano: como a liberdade, o ato de pensar por si, o amor, asa paixões, etc. Essa dominante remete-se também à própria filosofia, uma vez que ela procura aguçar no ser humano o intrépido desejo de reflexão acerca do mundo, na tentativa levar-nos à felicidade, posto que a matemática, a gramática, a física,.. apresentam coisas prontas, entendendo o ser humano como algo acabado, que se prende  a uma posição que no concernente à felicidade humana não tem implicação nenhuma, são coisas apenas necessárias para a vida. A história da filosofia prova muito bem que todo pensamento elaborado não teve outro objetivo que não fosse a felicidade. Por exemplo: Platão quando enfatizou a necessidade do ser humano em permear no sentido da epistéme, acreditava que ao alcançá-la, chegaria à felicidade; os liberais ao proporem o liberalismo como modelo político ideal, também entendiam que era a melhor maneira do homem encontrar a sua felicidade; Karl Marx ao propor o comunismo, acreditava ser o modelo político ideal para que o homem encontre sua felicidade, em virtude da supressão das classes, da propriedade privada, e, consequentemente da exploração do homem pelo homem.. A felicidade em sentido pleno é impossível, contudo, é possível obtermos “picos”, momentos para os quais toda conduta humana se dirigem e a filosofia se preocupa a nos auxiliar, através da reflexão radical metódica e sistemática. Não há nenhuma posição no sentido de tornar a filosofia auto-ajuda para a felicidade, uma vez que ela suscita no homem a reflexão, a busca pessoal e reflexiva e não o coloca num invólucro. Nada é mais importante do que a felicidade, é o que nos mantém vivo, tudo tem uma ligação com ela, por vezes, dialética:: o amor, a liberdade, as paixões, os vícios, etc.  

Conclusão

A análise, de maneira geral, suscitou uma reflexão sobre a questão da liberdade em Sartre, como algo que não escapamos em hipótese nenhuma, usando como ponto referencial o personagem Neil Perry, que se imbuiu de tal liberdade, em função até do aprendizado que obteve, ao ponto de entender que era o único responsável por ela e, tão livre se sentia, escolhe a própria morte que se configuraria na privação da própria liberdade, pois o deixaria de existir.
Outro ponto que consideramos interessante, tange às frases extraída no filme, de Montaigne e a de Sócrates (“uma vida que não é examinada não merece ser vivida”). Tais frases nos remetem a uma postura de que devemo-nos buscar viver intensamente a vida, aproveitando-a ao máximo, buscando entender as paixões, os amores, sob um prisma nosso mesmo, mas sempre de maneira examinada, isto é: “eliminando tudo o que não é vida”  

Autor: Professor Márcio José Proença  , trabalho feito para o projeto Filosofia  e Vida

Popularity: 8% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

jun
13
WebQuest de Filosofia: Ética no dia-a-dia

Em primeiro lugar vamos entender o que é um  WebQuest. Basicamente é uma atividade didática que pode ser utilizada a partir do Ensino Fundamental até o Ensino Superior. No Brasil este recurso é utilizado mais no nível superior de ensino. Desenvolve o pensamento crítico, a cooperação, reflexão,  e estimulando a criatividade e espírito de  pesquisa. A WebQuest torna-se uma metodologia de pesquisa orientada  em quase sua totalidade pela web, o que a torna atraente.

Para você compreender melhor leia a definição da professora Maria Aparecida Viana que é coordenadora do Serviço de Informática Educacional, mestranda em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas.

Então vamos trabalhar!!!  É só clicar na imagem abaixo e você será conduzido a WebQuest.

Popularity: 3% [?]

PDF    Enviar artigo em PDF   

jun
10
Filosofia com Filmes: A Vila

Do escritor e diretor: M. NIGHT SHYAMALAN

Elenco Principal:

Joaquin Phonix, Sigorney Weaver, Willian Hurt, Adrien Brody e Bryce Dallas Howard

 Resumo do Filme.

“A Vila”  refere-se a um povoado onde um grupo de pessoas (famílias) decidem viver isoladas de qualquer ambiente externo, em função de algumas ocorrências (evidentes no final do filme) com membros dessas famílias.

A  Vila encontra-se em meio a uma floresta e em função de um acordo com “aqueles dos quais não falamos” (Ser Misterioso) existe uma delimitação que não pode ser ultrapassada por nenhum habitante da vila. O não cumprimento do estabelecido provoca o ataque aterrorizador de estranho ser que habita a floresta.

Em meio a suspense, surge o amor entre Lucius e Ivy que provoca ciúmes em Noah (sofredor de problemas mentais). Noah num determinado momento tenta eliminar Lucius por assassinato. Lucius  não morre, entretanto, sua sobrevivência  está condicionada a medicamentos que só é possível ser encontrado na cidade.

Movida pelo amor a Lucius e após muita insistência junto ao  pai, Ivy é autorizada a ir procurar recursos para salvar Lucius, quebrando assim o pacto com “aqueles dos quais não falamos”.

Em sua caminhada Ivy e atacada por Noah que se veste com as vestes do “Ser Misterioso” . Apesar de cega Ivy consegue vencer Noah e este é morto.

Livre de Noah a jovem supera todas as dificuldades, chega a cidade e consegue o remédio que possibilitará  a recuperação de Lucius, o que não fica evidente no final do filme.

Noah é tido como aquele que transformou em realidade a ficção do “Ser Misterioso” criado por SR Walker pai de Ivy quando era professor de história.

 Utilização em sala de aula.

O filme apresenta uma série de situações possíveis de relacionamento com a Filosofia, com possibilidade de utilização em sala de aula, até porque já o fiz.

Vejamos algumas propostas:

-          em filosofia da linguagem por exemplo é possível trabalhar com  a linguagem simbólica. No filme aparecem cenas onde a cor vermelha representa mal presságio ou a evidência de que algo de mal poderia ocorrer, como por exemplo o ataque do “Ser Misterioso”. O vermelho representado portanto pelas folhagens flores ou frutos simbolicamente é bastante forte e pode ser perfeitamente desenvolvido em sala de aula;

-          o conhecimento  perceptivo e intuitivo também é muito evidente nas ações e atitudes da jovem cega. Fica muito claro a percepção, quando em algumas cenas ela diz perceber pela cor alguém se aproximando. Mas o fato mais marcante é o de ser ela a responsável por ir até a cidade em busca de recursos;

-          outras propostas pode-se destacar, como a quebra de paradigmas no momento que se rompe o pacto estabelecido, mas, penso que a maior relação que se possa fazer, é com o “Mito da Caverna”. O pacto firmado estabelecendo delimitações para os que vivem na vila pode ser relacionado sem dúvidas com os acorrentados da caverna. Como os acorrentados, existe uma geração de habitantes da vila que não conhecem nenhuma outra realidade a não ser aquele mundo delimitado. O sair da vila representa romper com a barreira imposta pela floresta e descobrir que além dela existe uma  outra realidade.

 Conclusão

Penso portanto ser uma boa possibilidade de trabalho para ser desenvolvido em sala de aulas. Se alguém se propuser a utiliza-lo, espero que obtenham sucesso, pois como já comentei, obtive uma experiência gratificante.

Autor: Professor Moisés José de Lima  , trabalho feito para o projeto Filosofia  e Vida , da DE de Mauá/SP

Popularity: 4% [?]

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

jun
8
Caça-Palavras: Primeiros Filósofos (Pré-Socráticos)

OS PRIMEIROS FILÓSOFOS

Sabemos como a Filosofia nasceu, sabemos também o que motiva uma pessoa a filosofar. Mas quais foram os primeiros filósofos? O que fizeram?

    O primeiro deles foi Tales de Mileto (cerca de 625/4-558/6 a.C.) e, infelizmente, o tempo não conservou nenhum de seus fragmentos, aliás, segundo John Burnet, Tales jamais escreveu; porém, alguns pensadores antigos escreveram o que pensavam outros: veja, por exemplo, o que Aristóteles escreveu sobre Tales:

 “A maior parte dos primeiros filósofos considerava como os únicos princípios de todas as coisas os que são de natureza da matéria. Aquilo de que todos os seres são constituídos, e de que primeiro são gerados e em que por fim se dissolvem, enquanto a substância subsiste mudando-se apenas as afecções, tal é, para eles, o elemento, tal é o princípio dos seres; e por isso julgam que nada se gera nem se destrói, como se tal natureza subsistisse sempre… Pois deve haver uma natureza qualquer, ou mais do que uma, donde as outras coisas se engendram, mas continuando ela mesma. Quanto ao número e à natureza destes princípios, nem todos dizem o mesmo. Tales, o fundador da filosofia, diz ser água [o princípio] (é por este motivo também que ele declarou que a terra está sobre água), levando sem dúvida a esta concepção por ver que o alimento de todas as coisas é o úmido, e que o próprio quente dele procede e dele vive (ora aquilo de que as coisas vem e, para todos, o seu princípio. Por tal observar adotou esta concepção, e pelo fato de as sementes de todas as coisas terem a natureza úmida; e a água é o princípio da natureza para as coisas úmidas (…).”ARISTÓTELES. Metafísica, I, 3.983 b6 .

      Note a força das palavras atribuídas a Tales: a água, ou o úmido, é o princípio de todas as coisas. Você já parou para pensar qual é o princípio (arch) das coisas? Tal era a ambição de Tales: desvendar o segredo do mundo, o seu princípio. Há alguns motivos que levaram Tales a pensar que o princípio de todas as coisas fosse a água: a) na própria mitologia grega, há a idéia de que o rio Oceano estava envolta do mundo e o formou; b) a passagem da água de um estado a outro pôde fazer Tales pensar que ela está por trás de todas as coisas; c) segundo Simplício, Tales teria observado que os seres vivos são úmidos e, ao morrerem, secam; d) na sua viagem pelo Egito, Tales observou que, após a cheia, as plantas apareciam; e) restos de animais marinhos encontrados em regiões montanhosas da época, reforçaram a idéia em Tales de que, um dia, tudo era água.

    Certas ou erradas, as idéias de Tales expressavam um novo modo de explicar o mundo: a água como princípio de tudo funciona como um deus (qeoz – a palavra deus, na época de Tales, podia ser usada com um sentido não-religioso, significando uma espécie de princípio ativo presentes nas coisas), um princípio vital e que se movimenta, provocando mudança (kínesis) nas coisas. Assim, ao surgirem da água, as coisas não podem surgir do nada e nem retornar a ele, mas apenas da e para a água. A grande questão é resolver como que, a partir da água, todo o resto foi formado?

      Por isso, lembre-se, o pensamento de Tales é uma cosmologia, explicando o mundo racionalmente a partir das observações sobre ele.  Outros filósofos da mesma época explicavam o mundo da mesma forma, mas com outros elementos como princípio: Anaximandro de Mileto apostou no ilimitado, Anaxímenes de Mileto no ar, Pitágoras de Samos o número… Enfim, seria interessante você fazer uma pesquisa e verificar como os primeiros filósofos, também chamados de pré-socráticos e de filósofos da natureza, explicavam o mundo. Além dos nomes já citados, procure por Heráclito de Éfeso, Parmênides de Eléia, Zenão de Eléia, Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazómena, Demócrito.

Encontre o nome dos primeiros filósofos citados no final do texto sobre Os primeiros filósofos.

Fonte: Consciência.org

Popularity: 2% [?]

PDF    Enviar artigo em PDF   

jun
8
Dinâmica de grupo: filosofia antiga

Que tal filosofar na quadra de esportes da escola? Com a sala dividida em dois grupos, deixe uma bola no centro da quadra e cada um dos grupos nas linhas que demarcam o fundo da mesma, quando o professou fizer uma das perguntas abaixo e gritar “já”, corra até a bola e tente tocá-la com o pé antes de seu colega e responda “falso” ou “verdadeiro” à pergunta feita. Acertando, sua equipe pontua; errando, a outra equipe pontua.

( ) A palavra Filosofia significa amor à sabedoria.
( ) A Filosofia teve origem no ano 600 d.C.
( ) Foi na Grécia que a Filosofia nasceu.
( ) Filosofia e mito são as mesmas coisas.
( ) Perseu é um mito que narra a tentativa do homem em mudar o seu destino.
( ) O mito de Perseu não aponta porque existem muitas serpentes na Líbia.
( ) Aracne conseguiu escapar da deusa Atena e não foi punida.
( ) Cosmogonia e cosmologia são as mesmas coisas.
( ) Explicação sobre a origem do mundo pela relação ente os deuses significa cosmogonia.
( ) Explicação racional sobre a origem do mundo significa cosmologia.
( ) As navegações em nada contribuíram para a origem da Filosofia.
( ) A moeda não contribuiu para a origem da Filosofia, apenas o calendário.
( ) A escrita contribuiu para aumentar a capacidade de abstração do homem antigo.
( ) A política é a principal causa para a origem da Filosofia na Grécia.
( ) A Filosofia nasce no campo e não da polis.
( ) Um universo espiritual novo na polis foi fundamental para a origem da Filosofia.
( ) Para Aristóteles, o que leva uma pessoa a filosofar é a admiração.
( ) Para Aristóteles, quem está acostumado demais com o mundo também filosofa.
( ) Para Aristóteles, filosofar não é reconhecer-se um ignorante.
( ) O primeiro filósofo da história foi Tales de Mileto.
( ) Buscar o princípio de todas as coisas é filosofar.
( ) Para Tales, o princípio de todas as coisas é o ar.
( ) Uma das coisas que ajudaram Tales a pensar que a água era a origem de todas as coisas foram as cheias do rio Nilo.
( ) O pensamento de Tales é uma cosmologia.
( ) Fragmentos da obra de Tales resistiram ao tempo e, até hoje, podemos lê-los.

Fonte: Consciência.org

Popularity: 8% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

jun
3
Dicas para Educar os Filhos!
Clic para AMPLIAR a IMAGEM

 Do blog Bar da Filosofia, acesso em 03/06/11

Via Caipira.com

Popularity: 5% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

jun
3
O Poder e a Política

As teorias contratualistas enfatizam o caráter racional e laico (não-religioso) da origem do poder: é o próprio indivíduo que dá o consentimento para a instauração do poder, reafirmando-se o valor do cidadão.

THOMAS HOBBES (1588-1679): advertindo que no estado natural a guerra é inevitável, conclui que a única maneira de garantir a paz consiste na delegação de um poder absoluto e soberano.

 JOHN LOCKE (1632-1704): como arauto do liberalismo, critica o absolutismo. Para ele, o consentimento dos homens ao aceitarem o poder do corpo político instituído não retira o direito de inssurreição, caso haja necessidade de limitar o poder do governante. Além disso, o Parlamento se fortalece como legítimo canal de representação da sociedade e deve ter força suficiente para controlar os excessos do Executivo.

 JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712-1778): atribuindo a soberania ao “povo incorporado”, isto é, ao povo como corpo coletivo, capaz de decidir o que é melhor para o todo social. Dessa forma, Rousseau desenvolve a concepção radical da democracia direta – em que o cidadão é ativo, participando, fazendo ele próprio as leis nas assembléias públicas – e antecipa algumas das críticas que no século seguinte os socialistas farão ao liberalismo. Denuncia a propriedade como uma das causas da origem da desigualdade e, ao desenvolver os conceitos de vontade geral e cidadania ativa, rejeita o elitismo da tradição burguesa do seu tempo.

 O Contrato Social

         “Sendo homens… por natureza, todos livres, iguais e independentes, ninguém pode ser expulso de sua propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar consentimento. A maneira única em virtude da qual uma pessoa qualquer renuncia à liberdade natural e se reveste dos laços da sociedade civil consiste em concordar com outras pessoas em juntar-se e unir-se em comunidade para viverem em segurança, conforto e paz uma com as outras, gozando garantidamente das propriedades que tiverem e desfrutando de maior proteção contra quem quer que não faça parte dela. Qualquer número de homens pode fazê-lo, porque não prejudica a liberdade dos demais; ficam como estavam na liberdade do estado de natureza. Quando qualquer número de homens consentiu desse modo em constituir uma comunidade ou governo, ficam, de fato, a ela incorporados e formam um corpo político no qual a maioria tem o direito de agir e resolver por todos.

***

            O motivo que leva os homens a entrarem em sociedade é a preservação da propriedade; e o objetivo para o qual escolhem a autorizam um poder legislativo é tornar possível a existência de leis  e regras estabelecidas como guarda e proteção às propriedades de todos os membros da sociedade, a fim de limitar o poder e moderar o domínio de cada parte e de cada membro da comunidade; pois não se poderá nunca supor seja vontade  da sociedade de que o legislativo possua o poder de destruir o que todos intentam assegurar-se entrando em sociedade e para o que  o povo se submeteu a legisladores por eles mesmos criados.

***

         … o poder legislativo não pode transferir o poder de elaborar leis a outras mãos quaisquer,; portanto, sendo tão só poder delegado pelo povo, os que o têm não podem transferi-los a terceiros. Somente o povo pode indicar a forma da comunidade, a qual consiste em constituir o legislativo e indicar em que mãos deve estar. E quando  o povo disser, sujeitar-nos-emos a regras e seremos governados por leis  feitas por estes homens e, dessa forma, ninguém mais poderá dizer que outros homens lhes façam leis; nem pode o povo ficar obrigado por quaisquer leis senão as que forem promulgadas pelos que escolheu e autorizou fazê-las. Sendo o poder do legislativo derivado do povo por concessão ou instituição positiviva e voluntária, o qual importa somente em fazer leis e não terá o poder de transferir a própria autoridade de fazer leis, colocando-os em outras mãos. “

LOCKE, Jonh. Segundo tratado sobre o governo. São Paulo, Abril Cultural, 1973. P. 77, 127 e 96. (col. Os Pensadores)

Related Posts with Thumbnails

Popularity: 4% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF