jul
5
Filosofia para Crianças: O Jabuti

Era uma vez um jabuti muito engraçadinho. Ele adorava passear por toda a floresta e se metia em todo e qualquer buraco, mas tinha a sua própria casinha. Uma casinha muito linda!

Um dia, ele andou, andou e andou… De repente, viu-se numa clarei­ra, cercada de altas árvores. Olhou para um lado e outro e não con­seguia mais saber em que direção ficava a sua casa.

Botou a sua cabecinha pra dentro da carapaça e se pôs a chorar. Pou­co a pouco, vários animais foram se aproximando do jabuti, com muita pena dele. Perguntaram-lhe o que acontecera, e ele só sabia resmungar e chorar. Nisso, chegou Dona Coruja, sempre cheia de sabedoria, e acabou por fazê-lo falar. E ele disse:

-Estou perdido e não sei o que fazer. Ele respondeu:

— Senhor Jabuti, a gente precisa saber quando é necessário pôr a ca­beça para fora e quando é preciso pô-la para dentro. Você tem que ohar ao redor e pensar. Lembre-se disto!

O jabuti, então, olhou, olhou para todos os lados e, depois, recolheu sua cabecinha, colocando-se a pensar. Aí, lembrou-se.

Todos os animais se alegraram. Cada um tomou seu rumo e o jabuti, o mais depressa que pôde, dirigiu-se para sua casa.

Daí por diante, não passou mais aperto, pois sabia quando devia olhar para fora e quando devia olhar bem para dentro…

Fonte: Do livro Filosofia para Crianças e Adolescentes. Autora: Maria Luis S. Teles.  Ed Vozes

(para quem interessa-se pelo tema, o livro ajuda bastante!)

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jul
2
Filosofia com Filmes: Gênio Indomável

Objetivo: Problematização

“Quem se dedica à filosofia põe-se á procura do homem, e escuta o que ele diz, observa o que ele faz e se interessa por sua palavra e ação, desejoso de partilhar, com seus concidadãos, do destino comum da humanidade”. Karl Jaspers

- Para que ou por que existimos?

- O que devemos ou podemos fazer de nossas vidas?

- Interrogando-se sobre a própria existência: a busca do sentido de ser humano.

Filme:

1- a) Nome: “Gênio Indomável”
b) Diretor: Gus Van Sant

c) Ano de produção: 1997

2 – O filme mostra a realidade de um colégio no qual, os alunos ali matriculados, são desafiados a resolverem questões de matemática, o que não conseguem. As questões eram colocadas no Mural, em um dos corredores do colégio, e na outra face da moeda, um jovem, faxineiro da casa, sem que mingúem soubesse, resolvia as questões. Como havia um prêmio para quem conseguisse a resolução e, sendo assim, ninguém se apresentou para recebê-lo. Até que um dia o jovem faxineiro foi flagrado naquele local finalizando a resolução do problema que nem mesmo o professor conseguia fazê-lo.

Obviamente, o jovem faxineiro passa a ser interessante para o corpo docente daquele colégio. Após passar por vários psicólogos sem êxito, eis que surge um que, desafiando a identidade do discípulo consegue, enfim, direcioná-lo no desenvolvimento de seu potencial.

3- A história é narrada dentro de um percurso linear, alternando cenas externas e em estúdio, os personagens que se destacam são os professores, o jovem faxineiro e sua namorada também estudante do colégio. São silenciados os alunos do colégio, as cenas são cadenciadas no inicio e um tanto frenéticas no final; pretendem encenar a possibilidade da descoberta de um gênio em matemática, e o tema central é percebido sem grandes dificuldades.

4-     O filme aborda um problema de Identidade: “quem sou eu?”
Esse é o referencial filosófico: como saber quem sou eu? Como, de que maneira, através de quem descobrir minha identidade?

5- A filosofia vê esse tema-problema, dentro mesmo da questão da Identidade (quem sou eu?), numa visão holística, isto é, o ser humano em seu contexto histórico, em todas as suas dimensões (amor, desejo, ética, violência, conhecimento, tempo, etc.).

Conclusão

A questão do sentido da própria vida, como por exemplo, por que existo? Por que estou aqui neste mundo? Para que viver? E quem sou eu? São questões de ordem filosófica muito profundas. Descobrir-se, conhecer-se, sobretudo nos dias atuais, implica um trabalho muito complexo. Da mesma forma podemos direcionar a pergunta no geral, ou seja, na existência da própria humanidade, qual tem sido o seu papel no mundo? Que tipo de fruto tem produzido? Refletindo sobre suas ações no planeta, seu modo de tratar a vida e tudo o que vive – certamente fica ainda mais difícil encontrar respostas.

Fonte: Texto produzido  para o projeto Filosofia  e Vida, Curso da Unicamp com o Governo do Estado de SP, 2006.

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jul
1
Dica de Filosofia: Elogio do aprendizado
 
 
by: Pierre-Auguste Renoir
A visão de um poeta e dramaturgo: Bertold Brecht (1898-1956)

Aprenda o mais simples! Para aqueles

cuja hora chegou

Nunca é tarde demais!

Aprenda o ABC; não basta, mas

Aprenda! Não desanime!

Comece! É preciso saber tudo!

Você tem que assumir o comando!

Aprenda, homem no asilo!

Aprenda, homem na prisão!

Aprenda, mulher na cozinha!

Aprenda, ancião!

Você tem que assumir o comando!

Freqüente a escola, você que não tem casa!

Adquira conhecimento, você que sente frio!

Você que tem fome, agarre o livro: é uma arma.

Você tem que assumir o comando.

Não se envergonhe de perguntar, camarada!

Não se deixe convencer

Veja com seus olhos!

O que não sabe por conta própria

Não sabe.

Verifique a conta

É você quem vai pagar.

Ponha o dedo sobre cada item

Pergunte: O que é isso?

Você tem que assumir o comando.

(Bertold Brecht, Elogio do aprendizado, In: Poemas 1913-1956, São Paulo, Brasiliense,

1986, p.121)

*Comentário: O “Elogio do aprendizado”, de Bertold Brecht, apresenta a mesma perspectiva da dúvida que liberta. Esta atitude reflexiva e questionadora da realidade pode ser relacionada com o texto propriamente filosófico, mostrando que a poesia também pode provocar questionamentos e atitudes filosóficas. O poema, ao suscitar o exercício do perguntar e do “assumir o comando”, coloca o desafio de se ter uma postura crítica diante dos acontecimentos. Aqui seria bastante pertinente trabalhar essas questões relacionando-as com os conceitos de alienação e ideologia. Bertold Brecht é um dos autores alemães mais importantes do século XX, especialmente nas suas facetas de dramaturgo e de poeta. De formação marxista, dava grande importância à dimensão pedagógica das suas obras de teatro: contrário à passividade do espectador, sua intenção era formar e estimular o pensamento crítico do público.

Fonte: Filosofia – Volume 5- Propostas de Planos de Curso e Atividades,/Governo do Estado de São Paulo/Secretaria de Educação/Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, 2006

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jul
1
Gestão de Pessoas e Liderança: O mito da Posição

Liderança é algo dinâmico, e o direito de liderar deve ser conquistado individualmente com cada pessoa que você conhece. Onde você está na “escada da liderança” depende de sua história com essa pessoa. E com todas as pessoas, começamos pelo último dos cinco passos ou níveis.

Esse último nível é a posição. Você só pode começar com a po­sição que lhe foi dada, seja ela qual for: operário da linha de produção, assistente administrativo, vendedor, chefe de seção, pastor, gerente adjunto, e assim por diante. Não importa qual é a sua posição. Desse lugar você tem certos direitos que vêm com seu título. Mas, se você li­dera as pessoas usando somente sua posição, e não faz nada mais para tentar aumentar sua influência, então as pessoas irão segui-lo somente porque têm de fazê-lo. Irão segui-lo obedecendo somente aos limites da descrição de seu trabalho. Quanto mais baixa for sua posição declarada, menos autoridade na posição você tem. A boa notícia é que você pode fazer com que sua influência vá além de seu título e posição. Você pode “subir” na escada da liderança para níveis mais altos.

Se passar para o segundo nível, você começará a liderar além de sua posição porque terá construído relacionamentos com as pessoas das quais deseja ser líder. Você as trata com dignidade e respeito, Valoriza-as como seres humanos, Preocupa-se com elas, não apenas com o trabalho que podem fazer para você ou para a organização. Uma vez que você se preocupa com elas, elas começam a confiar mais em você. Consequentemente, elas lhe dão permissão para liderá-las. Em outras palavras, começam a segui-lo porque querem.

O terceiro nível é o nível de produção. Você passa para essa fase da liderança com os outros por causa dos resultados que alcança no tra­balho. Se as pessoas que você lidera têm sucesso no término do trabalho porque você contribuiu com a equipe, então elas irão depender cada vez mais de você no sentido de mostrar-lhes o caminho. Elas o seguem em razão daquilo que você fez pela organização.

Para chegar ao quarto nível de liderança, você deve concentrar-se no desenvolvimento dos outros. Consequentemente, esse se chama o nível de liderança de desenvolvimento pessoal. Sua pauta é doar-se aos indivíduos a quem lidera — ser mentor deles, ajudá-los a desenvolve­rem suas habilidades e estimular a habilidade de liderança deles. O que você está fazendo, em essência, é  a reprodução da liderança. Você os valoriza, agrega valor a eles c os torna mais valiosos. Nesse nível, eles o seguem em razão daquilo que você fez por eles.

O quinto e último nível é o nível da personalidade, mas não é u m nível que você pode tentar alcançar, pois está fora de seu controle. Somente os outros podem colocá-lo nesse nível, e eles o fazem porque você sobressaiu ao liderá-los desde os quatro primeiros níveis por um longo tempo. Você conseguiu a reputação de um líder do quinto nível.

Fonte: do livro Líder 360 Graus ( Jonh C. Maxwell , ed. Thomas Nelson Brasil), Capítulo: Mito 1, o Mito da Posição

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