nov
8
Filosofia para Crianças: Valores e contravalores

Há valores situados fora do tempo e do espaço, como a paz, a justiça, a generosidade, o diálogo, a sinceridade, etc. Já nos diálogos de Platão vamos descobrir a discussão destes mesmos valores, o que vem corroborar a afirmação que principia este parágrafo.

Descobrir, incorporar e realizar estes valores positivos deve ser, pois, uma das tarefas básicas da filosofia para crianças e adolescentes.

Devemos começar pensando: “Quais os critérios para se viver em sociedade?”

Veremos que temos:

- o sentimento de crítica que nos permite analisar a realidade;

- o sentimento de alteridade que nos permite sair de nós mesmos para estabelecer relações com o outro;

- o conhecimento e o respeito pêlos direitos humanos, que nos traz harmonia;

- o compromisso pessoal e o espírito de responsabilidade para que os outros critérios não caiam no vazio.

O que é um valor?

Algo que estimamos, a convicção de que alguma coisa é boa ou ruim (contravalor). A organização destas convicções vai se fazer em nós, através dos valores dos pais, dos educadores, da religião e da so­ciedade, durante o nosso processo de desenvolvimento.

De onde vêm os valores?

 A filosofia vai contribuir para que estes valores já estabelecidos se­jam passados pelo crivo da razão e   ajuda-nos a definir, com clareza, os objetivos de vida e assumir, livremente, valores autênticos que evidentemente  ajudarão a aceitar e amar como é, facilitando uma relação equilibrada com o outro, com a vida e com o mundo.

Fonte: Do livro Filosofia para Crianças e Adolescentes.  Autora: Maria Luis S. Teles. Ed Vozes

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nov
8
Filosofia e Poesia: Recomeçar

RECOMEÇAR

Não importa onde você parou…

em que momento da vida você cansou…

o que importa é que sempre é possível e

necessário “Recomeçar”.

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo…

é renovar as esperanças na vida e o mais importante…

acreditar em você de novo.

Sofreu muito nesse período?

foi aprendizado…

Chorou muito?

foi limpeza da alma…

Ficou
com raiva das pessoas?

foi para perdoá-las um dia…

Sentiu-se
só por diversas vezes?

é porque fechaste a porta até para os anjos…

Acreditou que tudo estava perdido?

era o início da tua melhora…

Pois é…agora é hora de reiniciar…de
pensar na luz…

de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Que tal

Um corte de cabelo arrojado…diferente?

Um novo curso…ou aquele velho desejo de aprender a

pintar…desenhar…dominar o computador…

ou qualquer outra coisa…

Olha quanto desafio…quanta coisa nova nesse mundão de
meu Deus te esperando.


se sentindo sozinho?

besteira…tem tanta gente que você afastou com o

seu “período de isolamento”…

tem tanta gente esperando apenas um sorriso teu

para “chegar” perto de você.

Quando
nos trancamos na tristeza…

nem nós mesmos nos suportamos…

ficamos horríveis…

o mal humor vai comendo nosso fígado…

até a boca fica amarga.

Recomeçar…hoje é um bom dia para começar
novos

desafios.

Onde você quer chegar? ir alto…sonhe alto… queira o

melhor do melhor… queira coisas boas para a vida… pensando assim

trazemos prá nós aquilo que desejamos… se pensamos pequeno…

coisas pequenas teremos…

já se desejarmos fortemente o melhor e principalmente

lutarmos pelo melhor…

o melhor vai se instalar na nossa vida.

E é hoje o dia da faxina mental…

joga fora tudo que te prende ao passado… ao mundinho

de coisas tristes…

fotos…peças de roupa, papel de bala…ingressos de

cinema, bilhetes de viagens… e toda aquela tranqueira que guardamos

quando nos julgamos apaixonados… jogue tudo fora… mas principalmente… esvazie
seu coração… fique pronto para a vida… para um novo amor… Lembre-se somos
apaixonáveis… somos sempre capazes de amar muitas e muitas vezes… afinal de
contas… Nós somos o “Amor”…

” Porque sou do tamanho daquilo que vejo, e não do

tamanho da minha altura.”

( CarlosDrummond de Andrade )

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nov
2
Filosofia com Filmes: O fabuloso destino de Amélie Poulain

Título
original: (Le Fabuleux Destind’Amélie Poulain)

Lançamento: 2001 (França)

Direção:Jean-Pierre Jeunet

Atores:Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz,  Rufus, Yolande Moreau.

Duração: 120 min

Gênero: Comédia

Análise do filme

Questões que podem ser trabalhadas pelo o educando:

O tempo;

O espaço;

O acontecimento das coisas;

As manias pessoais;

Os sentidos e os significados;

A vida;

O psicológico;

O medo;

O cotidiano;

A solidariedade, etc.

O filme começa mostrando a questão do tempo e do espaço. Independentemente de qualquer coisa, é o tempo que passa sobre a natureza e sobre a vida da das pessoas. Acontece de tudo no decorrer do tempo
independentemente de qualquer for o espaço.

As pessoas também estão inseridas no tempo e no espaço, e muitas vezes não percebem ou não dão contas sobre o que esta acontecendo, nem com o mundo externo e nem mesmo com suas próprias vidas. Elas são tomadas pelo movimento contínuo do tempo no espaço que e por isso não são notados de conceber uma compreensão clara sobre o mundo externo e a si mesmas.

Por outro lado, podemos também notar que há pessoas que acabam sendo envolvidas por situações simples, mas que vivida por determinadas pessoas torna-se como que algo que trazem muitas satisfações. Que são os casos das manias pessoais. Manias essas que são praticadas como que algo para alcançar a satisfação própria da vida, num cotidiano comum na vida das pessoas. O que percebemos é que as pessoas que tem essas manias gostam muito de viver suas manias. Porem, o que parece é que a satisfação que essas pessoas têm não são num sentido mais abrangente com a vida, isto é, de ter maior dimensão para com o mundo, de ter uma melhor compreensão de tudo aquilo que esta envolvido, de ter uma maior felicidade, de ter melhor convívio com as outras pessoas, de estar aberto ao mundo externo e aos outros. Percebemos também que estas manias muitas vezes são restritas a sentidos próprios a vida das pessoas que as vivem,
não havendo uma relação maior com o mundo externo é como que o “resto” exterior não tem importância, e ao mesmo tempo em que aqueles que estão no mundo externo parece não notar a satisfação vivida daquelas pessoas que vivem suas manias.

Outra questão muito perceptível no filme é a questão dos sentidos, isto é, o significado que damos as coisas, também há questão do sentido da vida com a afetividade. Percebe-se a presença da questão vida em vários momentos porem sobre a vida mão se tem os cuidados para o melhor convívio, muitas são os que não tem a compreensão sobre os sentidos e significado das coisas, com isso cria-se a noção do medo e as pessoas passam a viver com isso. O medo mostrado no filme não é simplesmente o medo de o homem de
preservar sua vida perante as diversas situações que o meio natural lhe impõem, isto é, o medo segundo a psicologia pode ter propósitos diferentes por um lado serve para preservação natural do homem, e por outro lado o medo é o provocador nos homens de insegurança por não compreender a vida, o medo de tentar coisas novas, o medo da própria “vida” por não saber o que pode acontecer. O filme mostra muito bem o medo da insegurança das pessoas.

O filme é um grande instrumento para despertar nos educandos o interesse par a reflexões aqui apontadas como também possibilitam trabalhar outros temas inclusivel. O importante é que os professores preparem
as condições favoráveis para o educando desenvolver suas habilidades analíticas e reflexivas.

Trabalhar um bom filme é possível incentivar os educandos a buscarem as varias questões que podem ser trabalhas para que possam a partir dos assuntos encontrados possam analisa-los refletir sobre eles e até se
possível for fazer criticas para transforma-los. Para isso penso que o professor de se preparar com antecedência como por exemplo:

- preparar a sala de exibição com antecedência;

- fazer com que os alunos percebam qual é a “visão” do assunto que o diretor pretendeu passar no filme;

- o professor pode pedir aos educandos que levantem temas ou assuntos tratados no filme;

- um trabalho continuo do professor, deve explicar que o filme tem que ser “lido” e interpretado;

- refletir com os alunos as representações e signos ou emblemas usados nos filmes porque para compreendê-los temos que conhecer sua linguagem ou decodificar seus elementos narrativos;

- os professores devem contextualizar os filmes utilizados, para os educandos.

A discussão analítica descrita sobre o filmo é apenas uma amostra superficial as questões que podemos trabalhar junto aos educandos e também as sugestões dadas poderão ser acrescidas de outras que o professor considere importante ser trabalhada durante o processo de ensino-aprendizagem.

 Fonte: Texto produzido para o projeto Filosofia e Vida, Curso da Unicamp com o Governo do Estado de SP, 2006.

 

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