dez
9
Fábula para treinamento: Os Quatro Animais

Os bichos da floresta estavam em polvorosa, pois estava aparecendo, por aquelas bandas, terríveis caçadores, que matavam quem encontrasse pelo caminho.

Certo dia estavam reunidos, à margem do lago, um pássaro,  um peixe, um coelho e um pato, conversando sobre o que cada poderia fazer, caso algum caçador aparecesse.

Dizia o pássaro: “- Ah, se aparecer algum caçador, eu voando como um foguete. Com toda a minha força e habilidade, tem como ele me acertar, pois, ninguém consegue voar mais rápido que eu.”

O peixe olhou para o pássaro e comentou: “- Quanto a se esse tal caçador aparecer, eu mergulho no lago e nado como nunca. Com a minha destreza e velocidade, ninguém nada melhor  que eu.”

O coelho, por sua vez, ponderou: “- No meu caso, não tem o que pensar. Corro o mais veloz que puder. Com toda a elasticidade e leveza, vocês acham que alguém me alcançaria?”

O pato, demonstrando um certo ar de superioridade, deu| passo à frente e declarou:

Coitados de vocês, companheiros! Tão  limitados! Se aparecer algum caçador, eu não terei problema pois eu sei fazer tudo isso que vocês dizem que fazem: eu nado, corro  e vôo. No momento certo, utilizo qualquer uma dessas habilidades.”

De repente, surge um caçador e, mais que depressa, o voou, o coelho saiu em disparada e o peixe entrou no lado e bem fundo. O pato, porém, foi apanhado. Literalmente, “pagou o  pato”. Mesmo tendo todas as habilidades dos demais, não tinha desenvolvido nenhuma com excelência.

 Objetivo

Essa fábula é excelente para ser contada logo no início de algum treinamento, onde o propósito seja reciclagem, busca de aperfeiçoamento, melhoria de habilidades, além de ser bastante “coringa”, ou seja, aplicável em situações bem diversas.

Sugestão de Aplicação

Leve o grupo a refletir sobre suas principais habilidades. Como anda sua empregabilidade? Que competências foram adquiridas durante os últimos doze meses? Quando você se ausenta da empresa, em que sua falta é sentida?

Obviamente alguém sempre indagará sobre a necessidade de hoje – ser multifuncional, polivalente. A questão não é fazer bem apenas uma coisa (a era dos especialistas já passou). É necessário que se busque e desenvolva várias habilidades.

Aprendizado

Em que você é excelente?

Experimente fazer essa pergunta pra você. E, avaliando a sua resposta, busque o aperfeiçoamento.

O pato é medíocre nadador, voa com dificuldade e corre pior ainda. Fazer tudo e não ser excelente em nada, é suicídio profissional.

Como sugestão, ainda, aplique a dinâmica-vivência “Competências & Carências”, do livro “Jogos, Dinâmicas & Vivências Grupais”, página 190-Qualitymark Editora – Albigenor & Rose Militão.

Fonte: MILITÃO, ALBIGENOR. Histórias e Fábulas aplicadas a Treinamento. RJ.Ed Qualimark, 2007. p 28-29

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dez
2
A Filosofia e a Felicidade

Por Francisco Renaldo Costa

Desde o nascimento  da filosofia, o  pensamento ocidental têm se preocupado com a  origem da felicidade.

Um dos primeiros a fazer a pergunta “o que é felicidade?” foi Aristóteles, que, de uma maneira típica de filósofos, antes de fornecer uma resposta,  insistiu em fazer uma distinção entre duas perguntas. Sua primeira pergunta foi o que significava a palavra ‘felicidade’… sua origem é  grega:  eudaimonia. Sua segunda pergunta foi onde a felicidade pode ser  encontrada, ou seja, o que é que nos faz verdadeiramente felizes.
Para ele  era inútil tentar responder à segunda questão, sem ter questionado a primeira.

Segundo o filósofo  Epicuro um dos maiores prazeres da vida encontrava-se na amizade. Entende que bons amigos são relativamente fáceis de se  obter, e contribui para um fluxo quase infinito de prazer. Uma grande mansão cheia de luxos, mas vazia de amizade traria menos prazer do que uma pequena casa que é compartilhada com amigos de verdade. Ser feliz para  viver uma vida simples,  buscando experiências que proporcionem prazer (este entendido como ausência da dor e sem excessos , visando  a virtude como guia).

Recordo-me neste momento de Stephen R. Covey em Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, quando faz a distinção entre a Ética da Personalidade (pós Primeira Guerra Mundial), onde a visão básica do sucesso está na personalidade, ou seja, na imagem pública, nas atitudes e nos comportamentos, é uma ética da habilidade e das técnicas que lubrificam o processo de interação humana. Do outro lado Ética do Caráter (150 anos atrás), partindo do pressuposto  os princípios são básicos para uma vida proveitosa, o sucesso e a felicidade acontece quando o indivíduo integra-se a estes princípios.

A felicidade onde está? Ela está dentro (ética do caráter) e não fora (ética da personalidade) dos indivíduos. E desatentos somos … insistimos em fundamentar  a  existência nas aparências, levando-nos para as decepções e frustações. Ser feliz significa vivenciar o momento presente e ser capaz de projetar-se no futuro. Senão fizermos este exercício tudo ficará efêmero.

O que podemos afirmar depois destas considerações: SER FELIZ É SIMPLES,  nós homo sapiens, exageramos em nossa racionalidade, a confundimos com o puro exercício da razão, esquecemos que somos também homo demens (Edgar Morin). Vivemos no labirinto da razão e nos deparamos com o mundo ainda desconhecido dos afetos, da loucura e paixão pela vida, que para sorrir afasta-se da sapiência.

Todo problema está no equilíbrio sapiens e demens.  A verdadeira felicidade encontra-se no cotidiano, não acima da razão e distante da emoção. O equilíbio é a palavra chave para vivenciarmos a verdadeira felicidade.

Um filósofo que deixou muito claro esta relação foi Friedrich Wilhelm Nietzsche. Nele, encontramos o ideal de ser humano  entre Apolo (deus da beleza, harmonia, equiíbrio, ordem) e Dionísio (deus do vinho, alegria, paixão, caos). Somente Apolo correremos o risco de não sorrir para a vida. Apenas Dionísio viveremos o impulso desordenado.

A vocês queridos leitores, amigos, alunos… sejam felizes!!!!!!!!!!! Sempre!!!!!

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dez
2
As Crianças são os verdadeiros filósofos!

Por Francisco Renaldo da Costa

Para falar a verdade, são as crianças os verdadeiros filósofos! Com elas aprendemos que perguntar é importante, a capacidade de duvidar… admirar-se e espantar-se com o mundo que nos cercam são elementos fundamentais para entrarmos no mundo da filosofia, diga-se, pensamento crítico! É uma pena mas com o tempo vamos nos acostumando com este mundo e as respostas ganham sua importância, isto quando não “matamos” a filosofia que está em nossas crianças(e em nós mesmos)! Sejamos sinceros, para muitos é  mais cômodo permanecer em nosso mundinho, perfeito” e “organizado”. Ensinaram para nós que a acomodação é essencial para vivermos bem!!

 

 

 

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