nov
2
Filosofia com Filmes: O fabuloso destino de Amélie Poulain

Título
original: (Le Fabuleux Destind’Amélie Poulain)

Lançamento: 2001 (França)

Direção:Jean-Pierre Jeunet

Atores:Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz,  Rufus, Yolande Moreau.

Duração: 120 min

Gênero: Comédia

Análise do filme

Questões que podem ser trabalhadas pelo o educando:

O tempo;

O espaço;

O acontecimento das coisas;

As manias pessoais;

Os sentidos e os significados;

A vida;

O psicológico;

O medo;

O cotidiano;

A solidariedade, etc.

O filme começa mostrando a questão do tempo e do espaço. Independentemente de qualquer coisa, é o tempo que passa sobre a natureza e sobre a vida da das pessoas. Acontece de tudo no decorrer do tempo
independentemente de qualquer for o espaço.

As pessoas também estão inseridas no tempo e no espaço, e muitas vezes não percebem ou não dão contas sobre o que esta acontecendo, nem com o mundo externo e nem mesmo com suas próprias vidas. Elas são tomadas pelo movimento contínuo do tempo no espaço que e por isso não são notados de conceber uma compreensão clara sobre o mundo externo e a si mesmas.

Por outro lado, podemos também notar que há pessoas que acabam sendo envolvidas por situações simples, mas que vivida por determinadas pessoas torna-se como que algo que trazem muitas satisfações. Que são os casos das manias pessoais. Manias essas que são praticadas como que algo para alcançar a satisfação própria da vida, num cotidiano comum na vida das pessoas. O que percebemos é que as pessoas que tem essas manias gostam muito de viver suas manias. Porem, o que parece é que a satisfação que essas pessoas têm não são num sentido mais abrangente com a vida, isto é, de ter maior dimensão para com o mundo, de ter uma melhor compreensão de tudo aquilo que esta envolvido, de ter uma maior felicidade, de ter melhor convívio com as outras pessoas, de estar aberto ao mundo externo e aos outros. Percebemos também que estas manias muitas vezes são restritas a sentidos próprios a vida das pessoas que as vivem,
não havendo uma relação maior com o mundo externo é como que o “resto” exterior não tem importância, e ao mesmo tempo em que aqueles que estão no mundo externo parece não notar a satisfação vivida daquelas pessoas que vivem suas manias.

Outra questão muito perceptível no filme é a questão dos sentidos, isto é, o significado que damos as coisas, também há questão do sentido da vida com a afetividade. Percebe-se a presença da questão vida em vários momentos porem sobre a vida mão se tem os cuidados para o melhor convívio, muitas são os que não tem a compreensão sobre os sentidos e significado das coisas, com isso cria-se a noção do medo e as pessoas passam a viver com isso. O medo mostrado no filme não é simplesmente o medo de o homem de
preservar sua vida perante as diversas situações que o meio natural lhe impõem, isto é, o medo segundo a psicologia pode ter propósitos diferentes por um lado serve para preservação natural do homem, e por outro lado o medo é o provocador nos homens de insegurança por não compreender a vida, o medo de tentar coisas novas, o medo da própria “vida” por não saber o que pode acontecer. O filme mostra muito bem o medo da insegurança das pessoas.

O filme é um grande instrumento para despertar nos educandos o interesse par a reflexões aqui apontadas como também possibilitam trabalhar outros temas inclusivel. O importante é que os professores preparem
as condições favoráveis para o educando desenvolver suas habilidades analíticas e reflexivas.

Trabalhar um bom filme é possível incentivar os educandos a buscarem as varias questões que podem ser trabalhas para que possam a partir dos assuntos encontrados possam analisa-los refletir sobre eles e até se
possível for fazer criticas para transforma-los. Para isso penso que o professor de se preparar com antecedência como por exemplo:

- preparar a sala de exibição com antecedência;

- fazer com que os alunos percebam qual é a “visão” do assunto que o diretor pretendeu passar no filme;

- o professor pode pedir aos educandos que levantem temas ou assuntos tratados no filme;

- um trabalho continuo do professor, deve explicar que o filme tem que ser “lido” e interpretado;

- refletir com os alunos as representações e signos ou emblemas usados nos filmes porque para compreendê-los temos que conhecer sua linguagem ou decodificar seus elementos narrativos;

- os professores devem contextualizar os filmes utilizados, para os educandos.

A discussão analítica descrita sobre o filmo é apenas uma amostra superficial as questões que podemos trabalhar junto aos educandos e também as sugestões dadas poderão ser acrescidas de outras que o professor considere importante ser trabalhada durante o processo de ensino-aprendizagem.

 Fonte: Texto produzido para o projeto Filosofia e Vida, Curso da Unicamp com o Governo do Estado de SP, 2006.

 

Popularity: 3% [?]

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

jul
2
Filosofia com Filmes: Gênio Indomável

Objetivo: Problematização

“Quem se dedica à filosofia põe-se á procura do homem, e escuta o que ele diz, observa o que ele faz e se interessa por sua palavra e ação, desejoso de partilhar, com seus concidadãos, do destino comum da humanidade”. Karl Jaspers

- Para que ou por que existimos?

- O que devemos ou podemos fazer de nossas vidas?

- Interrogando-se sobre a própria existência: a busca do sentido de ser humano.

Filme:

1- a) Nome: “Gênio Indomável”
b) Diretor: Gus Van Sant

c) Ano de produção: 1997

2 – O filme mostra a realidade de um colégio no qual, os alunos ali matriculados, são desafiados a resolverem questões de matemática, o que não conseguem. As questões eram colocadas no Mural, em um dos corredores do colégio, e na outra face da moeda, um jovem, faxineiro da casa, sem que mingúem soubesse, resolvia as questões. Como havia um prêmio para quem conseguisse a resolução e, sendo assim, ninguém se apresentou para recebê-lo. Até que um dia o jovem faxineiro foi flagrado naquele local finalizando a resolução do problema que nem mesmo o professor conseguia fazê-lo.

Obviamente, o jovem faxineiro passa a ser interessante para o corpo docente daquele colégio. Após passar por vários psicólogos sem êxito, eis que surge um que, desafiando a identidade do discípulo consegue, enfim, direcioná-lo no desenvolvimento de seu potencial.

3- A história é narrada dentro de um percurso linear, alternando cenas externas e em estúdio, os personagens que se destacam são os professores, o jovem faxineiro e sua namorada também estudante do colégio. São silenciados os alunos do colégio, as cenas são cadenciadas no inicio e um tanto frenéticas no final; pretendem encenar a possibilidade da descoberta de um gênio em matemática, e o tema central é percebido sem grandes dificuldades.

4-     O filme aborda um problema de Identidade: “quem sou eu?”
Esse é o referencial filosófico: como saber quem sou eu? Como, de que maneira, através de quem descobrir minha identidade?

5- A filosofia vê esse tema-problema, dentro mesmo da questão da Identidade (quem sou eu?), numa visão holística, isto é, o ser humano em seu contexto histórico, em todas as suas dimensões (amor, desejo, ética, violência, conhecimento, tempo, etc.).

Conclusão

A questão do sentido da própria vida, como por exemplo, por que existo? Por que estou aqui neste mundo? Para que viver? E quem sou eu? São questões de ordem filosófica muito profundas. Descobrir-se, conhecer-se, sobretudo nos dias atuais, implica um trabalho muito complexo. Da mesma forma podemos direcionar a pergunta no geral, ou seja, na existência da própria humanidade, qual tem sido o seu papel no mundo? Que tipo de fruto tem produzido? Refletindo sobre suas ações no planeta, seu modo de tratar a vida e tudo o que vive – certamente fica ainda mais difícil encontrar respostas.

Fonte: Texto produzido  para o projeto Filosofia  e Vida, Curso da Unicamp com o Governo do Estado de SP, 2006.

Popularity: 4% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

jun
25
Filosofia com Filmes: Sociedade dos Poetas Mortos

O filme em análise chama-se  “Sociedade dos Poetas Mortos”, direção de Peter Weir, EUA. No que se refere ao ano em que foi produzido, como as fitas que tive acesso fazem parte da videoteca “Caras”, não consegui encontrar o ano de sua produção; contudo, o cenário do filme, é de por volta da década de 1960.

Considerações iniciais

A análise realizada pode não seguir o roteiro proposto, uma vez que não tivemos acesso à Internet nos últimos dias, por razões de problemas técnicos e de não encontrarmos um outro ambiente que possibilitássemos devido acesso. Contudo, propomos uma organização baseado naquilo que entendemos estar próximo do ideal, posto que já havíamos lido o roteiro pela Internet a aproximadamente uns quinze dias atrás.  
A priore, é pois mister considerar que quase todas as cenas do filme se passam dentro de um colégio, com raras exceções de cenas externas. Os principais personagens que podemos destacar são: prof. Keating, Neil Perry, Meekes Steven, Knox Overstreet, Tod Anderson, Jefrey Anderson, Richard Cameron, Charlie Doblar e Gerard Pitts; os quais constituem, basicamente, uma sala de aula e , quase todos, fazem parte de um grupo de amigos que tentam restaurar a “Sociedade dos Poetas Mortos”. O objetivo do filme é, entretanto, confrontar  o modelo conservador e o progressista de educação, passando a idéia de que educar é um processo maiêutico de levar o discente a descobrir a verdade  que se encontra dentro de si e que, tudo passa, para sempre tudo se acaba, de modo que nada é mais importante do que refletir a vida, as paixões, os amores, tudo o que nos humaniza. Portanto,  “rapazes: aproveitem o dia! Façam de suas vidas algo de extraordinário”. Tudo isso são perceptíveis, contudo, a análise que faço pretende usar de cenas para a reflexão de alguns filósofos e idéias.

Breve sinopse

Quando o carismático professor Jonh Keating, estrelado por ROBIM WILLIAMS, chega com seus métodos de ensino a um colégio conservador, acaba despertando em seus alunos um novo questionamento, uma nova forma de vida. “Carpe Diem, rapazes: aproveitem o dia! Façam de suas vidas algo de extraordinário”; com estas palavras, ele estimulou a viverem cada minuto de suas vidas intensamente, suscitando nos próprios alunos um impacto muito grande em suas  relações com seus pais, professores e sociedade.
Com efeito, motivados pelas aulas do professor, os alunos passam a tomar posições por si próprios, a combater o autoritarismo da escola com argumentos e sátiras, a buscar viver intensamente em todos os lugares e situações, e, impossibilitado disso, Neil Perry  submete-se a prática do suicídio, em razão de que seu pai queria determinar a ele o que fazer o que ser. O suicídio de Neil foi a “gota d’água” que faltava para que o diretor conservador, insatisfeito com o professor, o mandasse embora , depois de uma “maquiavélica” armação que induziu os alunos a entregá-lo como sendo responsável pelo suicídio. Porém, no final, os alunos desafiam o autoritarismo do colégio Infernoton com práticas ensinadas pelo professor Keatng, ao se solidarizarem com ele no momento em que acabava de pegar seu material e saia da sala de aula para ir embora, expressa na frase “ Oh! Meu capitão! Meu capitão!”.

Análise

O filme aborda a questão educacional, auferindo uma crítica ao modelo tradicional e conservador, como sendo mero formador de pessoas quadradas, sem opiniões, uma vez que suas idéias são idéias de autores famosos. “É preciso rasgar as introduções e extinguir o ensino de técnicas de entendimento da poesia, criar a sua maneira de pensar” ( frase baseada  numa cena do filme)  e, sobretudo, a questão do viver intensamente a cada momento da vida expressa na frase “ carpe diem, rapazes: aproveitem o dia!”. Com efeito, o filme, sendo uma obra de arte, evidentemente, pode possibilitar aos telespectadores perspectivas diferentes, no que tange a sua análise. Para tanto, apresentamos uma análise que nos parece ser relevante com o filme e a própria filosofia. Analisaremos a questão da liberdade humana dentro da perspectiva sartriana e  a questão da construção de um pensamento próprio. A análise vislumbra, no primeiro momento, uma tentativa de associar às idéias de Sartre. Contudo, de maneira geral, pretendemos discorrer idéias de outros filósofos também. Para tanto, apresentamos uma análise, dentro de nossos limites, considerando o pouco tempo que tivemos para tal ( em razão de nossas atividades profissionais) “. É importante destacar que em momento nenhum do filme aparecem posições de filósofos de maneira definida, aparecem fatos e idéias que nos possibilitam tratá-las de maneira filosófica, sob a luz de alguns pensadores.
Uma das cenas mais dramáticas do filme, corresponde à qual um personagem de nome Neil Perry , motivado pela idéia da “Sociedade dos Poetas Mortos” (sociedade que existira quando o professor Keating foi estudante naquele colégio), de ser livre pensador, de ser construtor de sua própria saga, se descobre com dotes excepcionais para representar peças de teatro. Porém, tal capacidade, colidia com o que seu pai queria que o fosse. Depois de uma longa tentativa em convencer seu pai que o deixasse ser o que queria, sem êxito,  Neil, que se descobria livre, que não pensava mais segundo as convicções de outrem, revoltado com a atitude autoritária de seu pai, caí em desespero e prática o suicídio. Ora, a cena torna-se impreterivelmente necessária associá-la ao existencialismo, sobretudo às idéias de Sartre, uma vez que o filósofo enfatiza que o homem esta condenado a liberdade, que precisa assumir as próprias escolhas, posto que é responsável pela sua história. Com efeito, Neil, ao se descobrir que era o responsável pelas suas decisões, que nenhuma outra pessoa poderia salvá-lo de sua liberdade, por primeiro ele se angustia e vive num dilema profundo, pois seu pai o impedia de representar, em outras palavras, fazer sua escolha e, se o fizesse, bateria de frente com o seu pai. Angustiado, cai em desespero e não tendo equilíbrio suficiente para escolher a vida, escolhe a morte. O personagem Neil ao escolher a morte, não deixou de escolher em liberdade, pois a morte foi uma escolha: a de deixar de existir..
Observamos ainda na cena a capacidade humana de acabar com a vida humana, isto é, quando a sua liberdade é cerceada. Podemos entender o porque muitas pessoas em momentos de regimes autoritários, mesmo sabendo que suas idéias podem levá-los à morte, não se amedrontam e difundem suas idéias, de maneira cada vez mais intensa. Quando o personagem escolhe a morte, diferentemente de Sócrates que afirmava ser bom a morte, porém que não era justo praticá-la com sua própria mão, o jovem toma uma posição compreensível ao existencialismo que entende que o homem ao se perceber responsável pelo que é, que está desamparado no mundo e ninguém pode salvá-lo dessa situação, está, também, sujeito ao “suicídio” ( essa conclusão é baseado na leitura que faço acerca de Sartre), Porém, num determinado aspecto, o jovem igualmente a Sócrates, entrega sua vida pelos seus ideais, uma vez que a cena pode muito bem sensibilizar um pai a não ser semelhante ao pai do personagem; nesse sentido, a atitude do jovem engaja a toda a humanidade a lutarem por seus ideais, e, os pais, a entenderem melhor as vontades e desejos de seus filhos. Assim, a liberdade humana é o que o homem tem como riqueza imprescindível, pois se ele a negar, mesmo assim, tal atitude será fruto de sua liberdade. Portanto, é possível afirmar que a liberdade se manifesta na construção de um ser e, a saber, associa-se a um ideal que pretende engajar a toda humanidade, no caso da cena do filme, o de ser livre para escolher o que ser na vida.
Outro ponto extremamente interessante do filme, concerne a uma frase descrita num livro, no lugar da introdução, por um membro da sociedade dos poetas mortos, pelo professor Keating, que diz: “Fui a floresta porque queria viver profundamente e sugar a essência da vida. Eliminar tudo o que não era vida. E não, ao morrer, descobrir que não vivi”. A frase é um convite para que aproveitemos tudo aquilo de bom que a vida nos proporciona, como em todo o filme o professor Keating orienta seus alunos, dentro de princípios que exaltem e prevaleçam a vida, com isso, usamos a frase de Michel de Montaigne: “Qualquer que seja a duração da vida ela é completa. Sua utilidade não reside na duração e sim no emprego que lhe dais. Há quem viveu muito e não viveu. Meditai sobre isso enquanto o podeis fazer, pois depende de vós, e não do número de anos, terdes vivido bastante”. Portanto, é preciso aproveitar a viver, porém aquilo que pode implicar na negação da vida, deve ser banido, pois o viver bem está no emprego que lhe dais a vida. Com efeito, é preciso viver uma vida examinada, como dizia Sócrates, não obstante, dentro de uma perspectiva de se deixar envolver por aquilo de bom, que podemos sugar da vida, a fim de gerar mais vida..
É mister, entretanto, discorrer acerca de uma fala do professor Keating, em que enfoca que: “Há coisas que são necessárias para a vida, porém há outros que nos mantém em pé, que nos tornam humanos”. Tal frase é apresentada no filme pelo professor para justificar a importância da poesia, que expressa valores e idéias que são indissolúveis ao ser humano: como a liberdade, o ato de pensar por si, o amor, asa paixões, etc. Essa dominante remete-se também à própria filosofia, uma vez que ela procura aguçar no ser humano o intrépido desejo de reflexão acerca do mundo, na tentativa levar-nos à felicidade, posto que a matemática, a gramática, a física,.. apresentam coisas prontas, entendendo o ser humano como algo acabado, que se prende  a uma posição que no concernente à felicidade humana não tem implicação nenhuma, são coisas apenas necessárias para a vida. A história da filosofia prova muito bem que todo pensamento elaborado não teve outro objetivo que não fosse a felicidade. Por exemplo: Platão quando enfatizou a necessidade do ser humano em permear no sentido da epistéme, acreditava que ao alcançá-la, chegaria à felicidade; os liberais ao proporem o liberalismo como modelo político ideal, também entendiam que era a melhor maneira do homem encontrar a sua felicidade; Karl Marx ao propor o comunismo, acreditava ser o modelo político ideal para que o homem encontre sua felicidade, em virtude da supressão das classes, da propriedade privada, e, consequentemente da exploração do homem pelo homem.. A felicidade em sentido pleno é impossível, contudo, é possível obtermos “picos”, momentos para os quais toda conduta humana se dirigem e a filosofia se preocupa a nos auxiliar, através da reflexão radical metódica e sistemática. Não há nenhuma posição no sentido de tornar a filosofia auto-ajuda para a felicidade, uma vez que ela suscita no homem a reflexão, a busca pessoal e reflexiva e não o coloca num invólucro. Nada é mais importante do que a felicidade, é o que nos mantém vivo, tudo tem uma ligação com ela, por vezes, dialética:: o amor, a liberdade, as paixões, os vícios, etc.  

Conclusão

A análise, de maneira geral, suscitou uma reflexão sobre a questão da liberdade em Sartre, como algo que não escapamos em hipótese nenhuma, usando como ponto referencial o personagem Neil Perry, que se imbuiu de tal liberdade, em função até do aprendizado que obteve, ao ponto de entender que era o único responsável por ela e, tão livre se sentia, escolhe a própria morte que se configuraria na privação da própria liberdade, pois o deixaria de existir.
Outro ponto que consideramos interessante, tange às frases extraída no filme, de Montaigne e a de Sócrates (“uma vida que não é examinada não merece ser vivida”). Tais frases nos remetem a uma postura de que devemo-nos buscar viver intensamente a vida, aproveitando-a ao máximo, buscando entender as paixões, os amores, sob um prisma nosso mesmo, mas sempre de maneira examinada, isto é: “eliminando tudo o que não é vida”  

Autor: Professor Márcio José Proença  , trabalho feito para o projeto Filosofia  e Vida

Popularity: 8% [?]

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

jun
10
Filosofia com Filmes: A Vila

Do escritor e diretor: M. NIGHT SHYAMALAN

Elenco Principal:

Joaquin Phonix, Sigorney Weaver, Willian Hurt, Adrien Brody e Bryce Dallas Howard

 Resumo do Filme.

“A Vila”  refere-se a um povoado onde um grupo de pessoas (famílias) decidem viver isoladas de qualquer ambiente externo, em função de algumas ocorrências (evidentes no final do filme) com membros dessas famílias.

A  Vila encontra-se em meio a uma floresta e em função de um acordo com “aqueles dos quais não falamos” (Ser Misterioso) existe uma delimitação que não pode ser ultrapassada por nenhum habitante da vila. O não cumprimento do estabelecido provoca o ataque aterrorizador de estranho ser que habita a floresta.

Em meio a suspense, surge o amor entre Lucius e Ivy que provoca ciúmes em Noah (sofredor de problemas mentais). Noah num determinado momento tenta eliminar Lucius por assassinato. Lucius  não morre, entretanto, sua sobrevivência  está condicionada a medicamentos que só é possível ser encontrado na cidade.

Movida pelo amor a Lucius e após muita insistência junto ao  pai, Ivy é autorizada a ir procurar recursos para salvar Lucius, quebrando assim o pacto com “aqueles dos quais não falamos”.

Em sua caminhada Ivy e atacada por Noah que se veste com as vestes do “Ser Misterioso” . Apesar de cega Ivy consegue vencer Noah e este é morto.

Livre de Noah a jovem supera todas as dificuldades, chega a cidade e consegue o remédio que possibilitará  a recuperação de Lucius, o que não fica evidente no final do filme.

Noah é tido como aquele que transformou em realidade a ficção do “Ser Misterioso” criado por SR Walker pai de Ivy quando era professor de história.

 Utilização em sala de aula.

O filme apresenta uma série de situações possíveis de relacionamento com a Filosofia, com possibilidade de utilização em sala de aula, até porque já o fiz.

Vejamos algumas propostas:

-          em filosofia da linguagem por exemplo é possível trabalhar com  a linguagem simbólica. No filme aparecem cenas onde a cor vermelha representa mal presságio ou a evidência de que algo de mal poderia ocorrer, como por exemplo o ataque do “Ser Misterioso”. O vermelho representado portanto pelas folhagens flores ou frutos simbolicamente é bastante forte e pode ser perfeitamente desenvolvido em sala de aula;

-          o conhecimento  perceptivo e intuitivo também é muito evidente nas ações e atitudes da jovem cega. Fica muito claro a percepção, quando em algumas cenas ela diz perceber pela cor alguém se aproximando. Mas o fato mais marcante é o de ser ela a responsável por ir até a cidade em busca de recursos;

-          outras propostas pode-se destacar, como a quebra de paradigmas no momento que se rompe o pacto estabelecido, mas, penso que a maior relação que se possa fazer, é com o “Mito da Caverna”. O pacto firmado estabelecendo delimitações para os que vivem na vila pode ser relacionado sem dúvidas com os acorrentados da caverna. Como os acorrentados, existe uma geração de habitantes da vila que não conhecem nenhuma outra realidade a não ser aquele mundo delimitado. O sair da vila representa romper com a barreira imposta pela floresta e descobrir que além dela existe uma  outra realidade.

 Conclusão

Penso portanto ser uma boa possibilidade de trabalho para ser desenvolvido em sala de aulas. Se alguém se propuser a utiliza-lo, espero que obtenham sucesso, pois como já comentei, obtive uma experiência gratificante.

Autor: Professor Moisés José de Lima  , trabalho feito para o projeto Filosofia  e Vida , da DE de Mauá/SP

Popularity: 4% [?]

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

mai
24
Filosofia com Filmes: A Odisséia

Nome do filme: “A Odisséia

Produção: Francis Ford Coppola

Direção: Dyson Lovell

Local de produção: São Francisco- EUA

Ano de produção: 1997

SINOPSE DO FILME:

 

              O filme retrata a história do  herói  Odisseu (Ulisses), rei de Ítaca, que luta contra o rei Agamenon e, sob sua liderança, ocupam a cidade de Tróia, numa duradoura batalha;

              Odisseu (Ulisses) se revolta com os deuses e acusa-os de o terem abandonado, recebe uma maldição de Posseidon, deus do mar, de que Odisseu não retornaria à Ítaca.

              Em suas tentativas de retorno, o destino (a maldição) o leva a ilhas desconhecida, onde experimenta muitas dificuldades, o que fará com que ele se pacifique com os deuses para que Poseidon, deus dos mares, possa permitir-lhe retornar à sua ilha, retomar o seu reino, rever sua esposa Penélope e seu filho Telêmaco, que o deixara quando recém nascido.

 

CONTEXTUALIZAÇÃO DO FILME:

 

              O período histório que o filme se reporta é o da civilização micênica  – sécs. XX ao XII  a. C., quando por volta de 1250 a. C. partem  Aquiles e Odisseu (Ulisses) – para sitiar e conquistar Tróia.

              Os mitos gregos eram preservados pela tradição e transmitidos oralmente pelos aedos e rapsodos, cantores ambulantes que davam forma poética aos relatos populares e os recitavam de cor em praça pública.

              Homero teria sido o provável autor de dois poemas épicos, as epopéias Ilíada e Odisséia, a primeira  trata da guerra de Tróia e a Odisséia relata  o retorno de Odisseu (Ulisses) a Ítaca, após a guerra de Tróia. Alguns intérpretes acham que essas obras foram elaboradas por diversos autores, em razão da diversidade de estilos dos dois poemas e de passagens indicativas de períodos históricos diferentes.

 

O QUE O FILME ABORDA:

 

              O filme mostra a função didática das epopéias na vida dos gregos, descrevendo o período da civilização micênica, transmitindo os valores da cultura por meio das histórias dos deuses e antepassados, expressando uma determinada concepção de vida.

              As ações heróicas mostram a constante intervenção dos deuses, ora para auxiliar o protegido, ora perseguir o inimigo. O herói vive na dependência dos deuses e do destino e sua virtude se manifesta pela coragem e pela força, sobretudo em batalhas. É a virtude do guerreiro belo e bom, objetivo supremo do herói.

              As forças da natureza se divinizam, transformam-se nas próprias divindades: o mar (Poseidon), o vento (Eolo), o fogo(Hefesto), o que reina no mundo dos mortos (Hades), o tempo (Moiras). O mensageiro dos deuses é Hermes que  ora traz as mensagens dos deuses a Odisseu, ora ele mesmo fala diretamente com eles.

 

 

TEMAS-PROBLEMA PARA A REFLEXÃO FILOSÓFICA:

 

-          Dentro da Mitologia grega, os deuses estão na origem de todos os poemas e sagas épicas, determinando as escolhas e a liberdade individuais. Os deuses possuem comportamentos humanos, iram-se contra as desobediências humanas e são aplacados na ira perante o arrependimento e oferecimento de sacrifícios de animais.

-          O homem não pode se colocar no lugar dos deuses ou dispensar a sua assistência. Os deuses não têm o intuito de exterminar o homem que assim aja, mas agem didaticamente castigando o homem para que se coloque em seu lugar de homem, para que possa compreender, buscar a sabedoria.

-          O amor: O desejo de Odisseu é rever sua esposa Penélope que, apesar de todas as mulheres que conhecera em suas aventuras, nunca se esqueceu de seu grande amor pela sua amada e nunca esconteu isso de nenhuma delas. Principalmente, por parte de Penélope, guardou-se para seu marido, mesmo que tivesse feito o juramento de desposar outro homem à sua partida e na dúvida se estaria ou não vivo. Esperou contra toda desesperança.

-          O herói Odisseu não suporta em seus companheiros de jornada a traição, por desejo de riqueza. A eles são negados o alimento e a confiança diante do fato de terem aberto o saco do vento enquanto o mestre dormia, esperando ali encontrarem ouro. Por causa desse desejo foram extraviados do objetivo de alcançarem a ilha de Ítaca, que já se vislumbrava e se fazia próxima. Da mesma forma, o herói não suporta aos que desejavam desposar sua esposa por desejo de poder e riqueza, matando-os todos quando da sua volta, com a ajuda de seu filho Telêmaco.

-          A ação ao seu devido tempo: O homem deve agir no tempo certo, saber aplacar sua ira ou Ter qualquer atitude  em vista de um objetivo. Deve agir com sabedoria reunindo elementos e motivos para produzir sua ação. Isso faz parte de seu aprendizado e do ato de compreender, sob o conselho dos deuses.

-          Persistência: O herói não se desvia de seu objetivo, mesmo que tenha que passar por dificuldades.

 

 

COMENTÁRIOS FINAIS:

 

- Os lugares externos são as cenas que predominam no filme;

- Odisseu (Ulisses), o herói; Penélope (sua esposa); Telêmaco (seu filho), o deus Poseidon são os personagens centrais;

- A deusa Atena (deusa da estratégia militar), Eolo (deus do vento); o cíclope (Polifemo); Circe (a feiticeira); o profeta Tirésias; a rainha Calipso; seus amigos de aventuras; sua mãe; Hector(defensor de Tróia); Agamenon , o rei de Tróia são os personagens secundários;

 

 

CONCLUSÃO:

 

              A “Odisséia” é uma obra trágica,  marcada por mortes, flagelos, feitiços, armadilhas, surpresas dos deuses do Olimpo, amor, determinação de propósitos, posicionamentos éticos. Os efeitos especiais são espetaculares. É um filme que pode ajudar muito no estudo do mundo grego e seus mitos como também introduzir aos temas vitais que a filosofia aborda no tocante aos valores, crenças, modos de compreensão da vida; a relatividade das coisas.

Popularity: 2% [?]

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

abr
30
Filosofia com Filmes: Kirikú e a Feiticeira

    

    O filme Kirikú e a Feiticeira de produção Francesa, conta uma história de um Menino inteligente, guerreiro, que morava em uma aldeia indígena, em Senegal, África.

         O destaque do filme é de uma personagem heróica que nasceu para lutar contra uma feiticeira do mal. Com características adultas, manifestando inteligência, coragem, esperteza, sabedoria, pois é um menino, a Mãe compreensiva e sempre do seu lado, existia na aldeia um contador de histórias medroso, os moradores da aldeia zombavam de Kirikú e que depois reconheceram o seu valor. A mãe lhe falou de um sábio da montanha o seu avô que iria lhe dar conselhos, pois ele representava serenidade, é caridoso e nobre. A Rainha Karabá uma feiticeira poderosa, má e linda, vivia fora da aldeia e que sofria muito.

         Kirikú, apesar de pequeno procurou com todas as suas forças acabar com o mal, procurou de todo jeito salvar a aldeia da feiticeira do mal, usando a sua inteligência, descobre que a feiticeira tinha um problema e vivia em grande sofrimento, e indagava muito porque ela é malvada, pois o sábio lhe informou tudo sobre ela.

         Na aldeia as pessoas eram medrosas, inseguras, alimentavam falta de esperança, em Kirikú não havia medo e ele sempre salvando a aldeia dos perigos da feiticeira do mal. Com isto observamos que o mal sempre estará ao redor onde você vive, devemos perceber tudo que nos cerca e com sabedoria virá o livramento.

         Kirikú procurou de todas a s formas vencer o mal com o bem, mesmo sendo muito criticado pela aldeia, observa-se que os homens procuraram a defesa da aldeia e não conseguiram pois a violência gera a morte, Kiriku com a sua inteligência procurou transmitir a aldeia que não tivessem medo e que ele iria fazer de tudo para desfazer as maldades da feiticeira. Ele tão pequeno que era mais tinha um coração grande, tinha alta confiança, sempre de olho no futuro e com a verdade iria vencer.

          Kiriku, procurou estratégias e encontrou como vencer a feiticeira, orientado, aconselhado  pelo seu avo, na montanha, sobre o sofrimento de karaba e ele usando de esperteza conseguiu dobra-la, aliviando as dores dela, retirando o feitiço sendo libertada do mal. Resolvendo o problema da aldeia, através do feitiço quebrado ele cresceu e casou-se com  karaba,os homens foram libertos, a luz clareou a floresta, a aldeia, era celebrado vitórias em nome de kirikú era festejado era um herói, a sua mãe, avo, e  seu pai celebravam cantando a sua coragem, sabedoria do novo rei da aldeia e assim todos os que foram contra o pequeno Kiriku valorizavam agora as suas atitudes, kariba libertada e kiriku o grande.

         Na  vida passamos por tudo que houve na aldeia devemos construir uma vida saudável regida pelo amor, generosidade e tolerância , pois na vida real nem todos são bons e maus. A realidade Política de hoje demonstra atitudes incoerentes, exemplos ruins afetando só aqueles que se deixam levar; mais vamos mudar com as nossas atitudes, foi o que kiriku fez com as suas atitudes mudou a vida da aldeia, tanto política como religiosa e assim houve valorização da sua pessoa.. o filme tenha vários contextos filosóficos com bastantes perguntas, respostas, indagações, reflexões, kiriku perguntava muito a sua mãe e ao avô e ia amadurecendo no cotidiano o seu avô era um bom conselheiro, diferente do contador de historia que era submisso a feiticeira, pois não havia um conselheiro na aldeia porem não era sincero para as crianças.

          No filme aprendemos a agir no tempo certo, o amor que kiriku tinha pela aldeia, a mãe um grande exemplo de amor e paciência, o desejo de vencer a batalha contra o mal, mudanças de vidas e o conhecimento pratico na vida.

Popularity: 6% [?]

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

ago
12
O que é Mitologia? Que tal Percy Jackson?

Mitologia  é uma maneira de explicar o mundo, por meio de narrativas míticas, possuindo dentre outras funções,  afugentar nossos medos, sejam dos fenômenos naturais, como em séculos distantes,  como também da violêcia, nos dias atuais. O recurso utilizado está  “fora do ser humano”,  já que é com a  ajuda de deuses e entes sobrenaturais que passamos a entender o mundo que nos cerca e a nós mesmos.

Baseado no primeiro de uma série de romances de sucesso, PERCY JACKSON – O LADRÃO DE RAIOS é ambientado no mundo atual, onde os doze deuses do Olimpo (instalados 600 andares acima do planeta, no edifício Empire State Building, em Nova York) estão vivos e criando uma nova raça de jovens heróis mitológicos que são semideuses – metade mortais, metade imortais. Zeus suspeita que Percy, filho adolescente de Poseidon, tenha roubado seu raio, a arma mais poderosa do universo. Para provar sua inocência e evitar uma guerra devastadora entre os deuses, Percy embarca numa odisséia transcontinental com o objetivo de encontrar o verdadeiro ladrão. Ao longo do caminho, ele enfrenta inimigos cruéis decididos a detê-lo, e salva sua mãe das garras assassinas de outro deus grego, Hades.

Popularity: 98% [?]

PDF    Enviar artigo em PDF   

ago
7
Filme A Origem

Você sabe distinguir qual é a diferença entre sonho e realidade? Resposta: A Origem

“Muito se disse pela crítica estrangeira sobre as semelhanças entre A Origem e Matrix. Há semelhanças, sim, principalmente porque os dois filmes tratam da percepção da realidade (o que é real? o que é virtual? e, agora, o que é sonho?). Mas, sobretudo, há diferenças. A relação entre real/virtual de Matrix é mais profunda, e muito mais dependente. Um é o outro, e vice-versa, mas o outro vive às custas do um. No real, tudo é belo. No virtual, tudo são trevas. Os debates sobre internet e vida real e entre os teóricos de Comunicação ganharam outro status depois de Matrix. Por outro lado, durante o sono de A Origem, essa relação real/virtual é completamente instável, com perigo de tremores de terra dependendo da condição física e ambiental de quem sonha.”  Fonte: Época, Blog Mente Aberta

Related Posts with Thumbnails

Popularity: 12% [?]

PDF Download    Enviar artigo em PDF