jan
2
Palestras para Empresas e Escolas

Leciono em dois colégios particulares, ambos situados em São Paulo

Colunista do  Jornal Gosto de Ler  do Portal Parnanet. Escrevo nas colunas Educação e Empresarial

Escrevo artigos para o site R.H.Com

Colaborador do Blog Banein – Ideias e Investimentos

Projeto de assessoria focado em Treinamento e Desenvolvimento - Empresas e Escolas

Palestras:

Liderança

Trabalho em Equipe

Motivação

Relações Humanas

Gestão de Conflitos

Comunicação

Acredito na aproximação entre filosofia e  empresas. Penso que a filosofia  é uma das ferramentas necessárias para tornarmos o mercado de trabalho mais competitivo. Quando o “pensar”  torna-se meta, horizontes surgem, e passamos a olhar para a organização e para nós mesmos com outros olhares, muda-se o paradigma e todos ganham!

Humanizar as Empresas. Precisamos falar mais de nossos sentimentos… sermos mais humanos, gente de verdade. Empresas… precisam humanizar… talentos são desperdiçados, colaboradores escondem-se atrás papéis que lhe dão segurança… a mudança acontece quando nos damos conta de quem somos, a mudança começa pela liderança. Líderes humanos, e…quipe mais humana. Passar da teoria para a prática esse é o desafio.

Penso que não dá mais para imaginarmos o ser  humano como um predador, lutando sozinho… olhando apenas para si mesmo, com uma certa dose de egoísmo, temos a necessidade de re-pensarmos nossas atitudes. Ninguém é feliz sozinho… sucesso não ocorre por acaso, sempre trazemos alguém conosco. É como a carreira profissional, crescemos quando levamos em consideração o outro. Está na hora de re-educarmos nossas atitudes… educar para a sensibilidade. Uma educação que nos mostre que além de nós existe o outro com quem aprendemos a ser o que somos!

 

 

Popularity: 3% [?]

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

mar
29
O Senso Comum e a Ciência – Parte I

Por Francisco Renaldo da Costa

Primeiramente ao invés de conceituarmos o  senso comum e a ciência, vamos a partir do texto e de uma reflexão pessoal acerca do mesmo, afirmar com toda clareza que  tanto um como o outro são necessidades de sobrevivência, ou melhor dizendo uma aprendizagem do viver bem, saber viver com dinamicidade num mundo que nos assusta a cada momento.O senso comum não é inferior à ciência, nem esta última está acima do senso comum.O que acontece é que ambos se interagem.E nós seres humanos, dotados de atitude ciêntifica e também de senso comum, a todo momento estamos imersos nesses dois mundos. A dona de casa possui vastos conhecimentos ciêntificos e por sua vez o cientista precisou de uma base para fazer ciência e, esta base foi o senso comum.O conclui-se é que entre existe uma relação dialética.

Quando chegamos a este mundo,  nos deparamos com  um mundo que nos foi dado.E o aceitamos. Façamos um pequena lista: o ar que repiramos, as cores, os animais, o nosso  corpo, a religião, a natureza, a terra, a lua, o sol, as estações do ano, a família(quem de nós quando crianças em pleno uso da razão    , perguntamo-nos se os nossos pais são verdadeiramente nossos pais?, as leis, a regras, a ética, etec.

O que acabamos de dizer é que somos jogados num mundo que nos foi dado e o que é mais importante, num mundo organizado, basta “olharmos” a nossa volta e dentro do nosso próprio corpo e veremos que existe uma perfeita organização.Tudo está em ordem

Sabemos que somos dotados de razão.Mas será que perguntamos para nós mesmos o que nos faz pensar?Se tudo está organizado, certinho como costumanos dizer, será que pensamos?Não. O que faz-nos pensar é a desordem. São os problemas( o espanto) que apresentam-nos a todo momento que incita-nos a pensar. Essa é a lei da natureza.Pensando, chegaremos novamente à ordem. Pensando solucionaremos os problemas.Neste sentido todo ser humano pensa. Tanto a pessoa mais simples como o  mais conceituado cientista. O pensar capacita-nos a adaptarmos no meio que vivemos. E se acontece alguma mudança no nosso habitat, estaremos nós nos adaptando ao novo habitat. E quando os problemas surgirem na nossa vida procuraremos resolvê-los segundo à nossa capacidade, conhecimento. Na verdade temos em nossa mente um modelo ideal para todo e qualquer tipo de problema-desordem. O real só existe  porque antes dele, houve um ideal(projeto) para ele tornar-se real. E tanto o cientista como o senso comum tem já formulados e idealizados a ordem. E o mecanismo, o caminho de atuação frente a esses fatos que induzem-nos a pensar, a reorganizar, é o mesmo. Pensa-se no projeto primário, no ideal. Ambos tem conceitos de como funcionam as coisas, os objetos, etc. E mais uma vez o cientista e o senso comum estão lado a lado.

Reflexão a partir do Livro Filosofia da Ciência/Rubem Alves

Popularity: 10% [?]

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

nov
17
Aristóteles, Ética a Nicômaco e… sucesso é um ato de coragem!

Por Francisco Renaldo da Costa

Ontem à tarde, depois de duas semanas sem impressora, resolvi levá-la para o conserto e aproveitei para iniciar a realização de um sonho, matricular-me em uma escola de teatro. Como professor, percebo que devo agregar diferencial, senão fico obsoleto no mercado, além do mais, fora da sala de aula, sou tímido, numa sociedade onde o QI (Quem Interage) é fundamental, a dificuldade na comunicação pode ser um entrave. Mas essa é outra conversa…

Objetivo cumprido, impressora entregue para o orçamento, matrícula efetuada com início no dia seguinte… ansiedade, expectativa, curiosidade e um “pouquinho” de vergonha já começaram. Mas essa é outra conversa…

Voltando para casa, garoa, trânsito complicado, filho e esposa esperando o retorno do papai e maridão, avaliações bimestrais para corrigir, artigo científico da pós para começar. Mas essa é outra conversa…

Paro no semáforo e à frente do carro um garoto apresenta um número de malabares como um exímio artista. Na calçada outro sentado esperando a sua vez. Chamo este:

- Boa noite, tudo bom, vem cá por favor.

- Tudo bom, senhor?

- Tudo.

- Você também sabe malabares?

- (com um sorriso contagiante no semblante) Sei, por quê?

- É que sempre tive vontade de aprender e nunca consegui.

- Senhor, eu também não sabia, comecei sozinho e quase optei por outra coisa, meu irmão me ensinou, tentei e consegui.

- É só tentar senhor!

Agradeci pela breve conversa e cheguei a uma conclusão: sucesso é um ato de coragem!

Quantas vezes sonhamos, elaboramos projetos de vida, colocamos no papel e desistimos porque estava difícil?

Pense nas propostas, objetivos do início do ano. Empolgados coletivamente nos projetamos como vencedores,  meses passaram-se, estamos em novembro e já não lembramos mais, ficaram no papelzinho colocado na carteira ou em um canto qualquer da casa.  Os quilinhos continuam os mesmos, o mau humor também, nossa timidez, a vontade de mudar não deu em nada e continuamos na mesmice de sempre, em nosso mundinho bonitinho e organizado, zona de conforto é o que interessa.

Fica a pergunta: como transformar sonhos em realidade?  Passar do “mundo ideal” para o “mundo concreto”?  Aristóteles, amigo e discípulo de Platão, pode nos auxiliar. Não que tenha escrito diretamente para o mundo corporativo, proponho uma breve interpretação a partir de alguns trechos  de sua obra Ética a Nicômaco.

Admite-se geralmente que toda arte e toda investigação, assim como toda ação e toda escolha, têm em mira um bem qualquer, e por isso foi dito, com muito acerto, que o bem é aquilo a que todas as coisas tendem. (Ética a Nicômaco)

A vida está repleta de desafios, estes por sua vez, antes de enfrentados, devem ser entendidos. Em primeiro lugar compreender que nossas ações sempre visam um fim. Falo das minhas opções, como também das suas. Independente das minhas opções, todas visam um único alvo. Acontece é que agimos como verdadeiros perdidos, não temos foco na vida, sendo assim, nossas ações perdem sentido, conseqüentemente os resultados não aparecem, apenas frustrações.

“Se, pois para as coisas que fazemos existe um fim que desejamos por ele mesmo e tudo o mais é desejado no interesse desse fim; e se é verdade que nem toda coisa que desejamos com vistas em outra (porque, então, o processo se repetiria ao infinito, e inútil e vão seria nossos desejos, evidentemente tal fim seria o bem, ou antes o sumo bem [...]

Mas não terá o seu conhecimento, por ventura grande influência sobre a nossa vida?” (Ética a Nicômaco)

Conhecer nossos desejos , já que nem todos possuem condições de serem realizados, torna-se fator essencial na busca da realização de nossos sonhos.  Mais do que conhecer, saber direcioná-los para um fim. Chamem esse fim do que quiserem, eu o chamo de projeto de vida.

“A felicidade é, portanto, algo absoluto e auto-suficiente, sendo também a finalidade da ação” (Ética a Nicômaco)

Sou feliz, logo sou. Essa seria a máxima  de Aristóteles nos dias atuais. O sentido da existência está na busca da felicidade. Ser feliz para ele é  realizar-se dentro da polis (comunidade). Diferente  pensamos nós, acreditamos que felicidade é uma busca individual, meramente solitária. Aliás, sejamos honestos, o outro é nosso inimigo público número um, ameaça constante.

Aristóteles nos ensina que somos felizes juntos. Quando você colabora no grupo com o que você tem de melhor, sem reservas, todos alcançam o sucesso, seu líder e inclusive você. Lembremos da história do início desse artigo, o garoto tentava aprender malabrares sozinho, só aprendeu quando recebeu ajuda do irmão, antes pensava em desistir.

A felicidade é uma atividade na visão aristotélica, somos felizes enquanto vivemos. Significa escolher levando em conta o outro. A polis é o palco para o sucesso.

Se felicidade é atividade, pode-se afirmar com segurança que sonhar significa agir. Impulsionados pelos desejos que merecem ser realizados, tendo como partida a ação racional pautada na coletividade estamos preparados para o sucesso profissional.

Notem que a chave para o sucesso apontado por Aristóteles requer uma mudança de paradigma. Já que a sociedade atual prega justamente o inverso.  No lugar do individualismo Aristóteles chama a atenção para   virtude,  torna-se por sua vez,  a chave para a felicidade.

Como adquiri-las? Basta habituarmos a conviver com elas! Este é o legado de Aristóteles para nós, homens e mulheres do século XXI.

No cotidiano as virtudes estão presentes em nossos discursos. Não é preciso irmos longe para entendermos, voltemos o olhar para nós mesmos e, perceberemos que nossas atitudes, pelo menos em grande parte tendem para o individual. Pensemos nas empresas que sonham em unir  competitividade e cooperação. São competitivas entre si, está é a lógica do mercado, todavia, para transformarem grupos em equipes necessitam da cooperação.

Somos admitidos nas empresas pelo nosso QI e demitidos pelo QE; a consultora Waleska Farias, afirma que 80% das demissões no mundo corporativo são por causa do QE (comportamentais). Veja o vídeo.

O sucesso passa pela ordem comportamental. Não estamos habituados com a ética, pensar no outro. A moral foi a nossa preocupação. Desde pequenos somos preparados para o mercado de trabalho, passamos pela escola, onde adquirimos mais conhecimentos necessários para tal empreendimento e quando chegamos na empresa, onde deveríamos colocar tudo o que aprendemos para sermos felizes, pessoas de sucesso; entendemos que falta-nos o essencial: aprender a conviver, pensar no outro, partilhar… em suma, virtudes que nos levem a aventurar no caminho do sucesso.

A resposta está no hábito, para Aristóteles o  prazer aperfeiçoa a atividade. É mais um ato racional do que sentimental.  Toda a sua filosofia foca a educação do caráter humano, orientando suas ações  para o bem, adequando o indivíduo para a comunidade. As virtudes do indivíduo deveria ser um reflexo das virtudes da comunidade. As empresas hoje em dia aproximam-se dessa realidade quando organizam-se e trazem a público sua missão, visão e valores.

“A Virtude não é um dom e pode ser adquirida mediante o ensino[...] a natureza nos dá a capacidade de recebê-la, e esta capacidade se aperfeiçoa com o hábito” (Ética a Nicômaco).

A virtude é um hábito, essa á chave para chegarmos ao sucesso profissional. Sendo um hábito, vai exigir de nossa parte um ato de coragem, pois vimos, que  começaremos a navegar contra ao que é proposto. Por outro lado, percebo que já existe grande movimentação por aqueles que pensam o mundo corporativo.  A nossa cultura organizacional deve com urgência criar ferramentas para que empresa torne-se lugar de realização de sonhos, partilha, convivência. Empresa deve propor para o funcionário algo mais do que seu salário, a felicidade. Se não for assim, continuaremos com uma visão totalmente fragmentada. Podemos ser felizes sim no ambiente de trabalho. Está na hora de sermos a mesma pessoa em casa, no trabalho e com os amigos. E isso somente será viável, quando construirmos uma cultura organizacional pautada em virtudes. Não podemos esquivar-nos desse desafio.

“As coisas que temos que aprender antes de fazer, aprendemo-las fazendo-as – por exemplo, os homens tornam-se construtores construindo…” (Ética a Nicômaco), como o garoto do semáforo propôs:

- É só tentar senhor!

 

Popularity: 8% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

nov
2
Gestão de Pessoas: Quanto vale o seu conhecimento?

Por Francisco Renaldo da Costa

Começo com uma recordação da infância. Tempos do ginásio, minha professora de matemática criava um clima de solenidade e declamava: “Na vida, meus lindos, podem tirar tudo de vocês, menos o conhecimento. Por isso, estudem”. Confesso que essas palavras ficaram gravadas, talvez nem tanto pela importância, na ocasião, mas pelas vezes que ouvi. O tempo passou, decidi seguir um campo de conhecimento diferente daquele de minha professora de matemática, fui pelas trilhas das humanidades.

“Quanto mais existe sapiência, mais existe paciência”, nos adverte o provérbio chinês. Conhecer exige planejamento, nada acontece ou se adquire de uma hora para outra, a não ser a contingência que sempre chega sem nos avisar. A história pede um mínimo de planejamento, para os que desejam sobreviver, já para os que almejam o sucesso, a ordem é planejar, planejar e planejar.

Para os gregos, o mundo em que nos situamos está em constante devir, podemos traduzir esse conceito por movimento, mudança ou transformação. Tudo flui, o cenário é de constante mutação. Observe abaixo:

Século XIX – Era da Industrialização

Século XX – Era do Gerenciamento

Século XXI – Era do Capital Humano / Era do Conhecimento / Era do Ser

Onde as mudanças são constantes, velocidades são crescentes.

Lembremos que desde a década de 1990 a sociedade ficou conhecida como a Era da Informação, situação vivida até os dias atuais e, a principal característica dessa nova era são as mudanças, que se tornam rápidas, imprevistas, turbulentas e inesperadas (CHIAVENATO, 2004). Isto fica claro quando me dou conta que celular, hoje em dia, serve para tudo, até mesmo para efetuar e receber ligações. E que até alguns anos atrás, para escrever um texto, utilizava minha velha amiga máquina de escrever Olivett Tropical – que guardo como relíquia para meu filho conhecer – e hoje estou na sala com um computador portátil, pequenino, até parece mágica comparando com poucas décadas passadas.

Preocupamos-nos com tudo que está ao nosso redor e, esquecemos de conhecer tudo o que está ao nosso redor. Nos dias atuais, temos informações que estão presentes em todo lugar, aliás, em excesso, e pouca formação. E no final das contas desejamos acompanhar a velocidade das mudanças, o que humanamente é impossível, ficar por dentro de tudo o que acontece é loucura intelectual, já que tudo é muito rápido. Temos a tendência de nos conectar com tudo e deixamos de lado o essencial: nós mesmos. Perdemo-nos naquilo que deveria ser uma ferramenta para nos tornarmos mais humanos e estreitar as distâncias e diferenças na sociedade.

O erro está na visão que temos de nós mesmos e da sociedade. Uma visão fragmentada da realidade, ainda tecnicista e pautada meramente no ter. É através desse paradigma que filtramos a realidade. Imagine uma empresa onde vigora o ter exclusivamente. Não existem colaboradores e sim funcionários e, os líderes são denominados chefes. Nesse conceito de empresa o trabalho é totalmente alienado. As equipes dão lugar a simplesmente grupos. A lei que vigora é a do mais forte, a ética cede vez ao individualismo. Tudo se torna provisório e imediatista.

Empresas fundamentadas no ter estão fadadas ao fracasso e a criar empregados descontentes, descompromissados e desligados de si mesmos e da visão, missão e valores que os levarão a realização, aliás, estes últimos, tudo indica que existem apenas no papel.

O século XXI inaugurou a Era do Ser. O que é necessário para sermos felizes?

Na Era do Ter o esquema seria assim:

Faço – Tenho – Sou

O que proponho é:

Sou – Faço – Tenho

É caminho inverso. O papel da filosofia segundo Merleau-Ponty é “re-aprender a ver o mundo”. Este é o nosso desafio! Está na hora de revermos nossos conceitos, reeducarmos para reler o nosso papel no mercado de trabalho.

Se analisarmos as publicações atuais na área de Gestão de Pessoas, perceberemos que tudo indica para uma Gestão pautada na Era do Ser. Toda mudança exige um começo. Precisamos dar o primeiro passo, alguns diriam. No entanto, o primeiro passo damos, a vontade de mudar possuímos, falta-nos o segundo passo. O segundo passo é que nos colocará no caminho acertado da determinação.

A partir do segundo passo, voltamos à pergunta inicial: quanto vale o seu conhecimento?

O conhecimento na Era do Ser terá sentido quando estiver agregado aos valores. Ressalto que esses valores em primeiro lugar não são os valores da empresa que você está, mas os seus valores e a sua ética. Entenda-se aqui valor como faculdades que possibilitam viver bem em sociedade; já a ética é a capacidade de refletirmos sobre nossas ações, como nos lembra Humberto Eco: “a ética surge quando o outro entra em cena”. Na entrada do Templo de Delfos estava inscrito: “Conhece-te a ti mesmo”. Sócrates, o pai da Filosofia ocidental, compreendeu como ninguém esta inscrição e acrescentou: “Uma vida que não examinada, não vale a pena ser vivida”. Vivemos e não conhecemos a nós mesmos. Conhecemos todos e tudo, porém esquecemos de voltar o olhar para nossos atos. Imagine uma empresa onde seus colaboradores não sejam capazes de pensar na equipe, agem seguindo apenas seus princípios. Um dos princípios fundamentais da Era do Ser é a passagem do eu ao nós. O convite que faço é agirmos e pensarmos horizontalmente, a verticalização não conduz ao encontro do outro.

Quando entramos numa empresa o diploma sem dúvida possui seu valor, porém, a partir do instante que você faz parte da empresa ela exigirá algo mais de você: postura, valores, coletividade, ética, liderar suas emoções, capacidade de sonhar e, sobretudo, você deve estar em sintonia com a missão, visão e valores da mesma, ou se preferirem, adequação de perfil profissional.

Penso que não dá mais para imaginarmos o ser humano como um predador, lutando sozinho… olhando apenas para si mesmo, com uma certa dose de egoísmo, temos a necessidade de re-pensarmos nossas atitudes. Ninguém é feliz sozinho… sucesso não ocorre por acaso, sempre trazemos alguém conosco. É como a carreira profissional, crescemos quando levamos em consideração o outro. Está na hora de re-educarmos nossas atitudes… educar para a sensibilidade. Uma educação que nos mostre que além de nós existe o outro com quem aprendemos a ser o que somos!

Popularity: 1% [?]

PDF    Enviar artigo em PDF   

abr
24
Epicteto: um caminho para a felicidade

soleil-11

Ultimamente minhas energias estão focadas na produção do meu artigo científico, este necessário para a conclusão do MBA em Gestão de Pessoas. É claro que não poderia deixar a oportunidade de aproximar o universo da filosofia com o corporativo. Um dos fios norteadores deste trabalho cientifico é a liderança e motivação. Nesta semana debrucei-me com os escritos de Epicteto e resolvi partilhar com vocês alguns de seus pensamentos, para que assim possamos re-pensar nossos atos e nos posicionarmos diante do ambiente em que vivemos e descobrirmos talvez que o único responsável pelo sucesso e fracasso de nossa vida, pode ser nós mesmos. Contudo insistimos em jogar a responsabilidade para outros, ficando assim ilesos e temporariamente felizes.

Mas o que é mesmo a felicidade?

Acredito que quando entendermos que felicidade se conquista no coletivo – na sua família, no seu emprego, na sua religião, com seus amigos… – e não exclusivamente no poder de sua vontade e desejos individuais seremos mais humanos, construiremos uma verdadeira gestão de pessoas, pautada na passagem do eu ao nós. Onde o “eu” não perde-se no “nós”, mas pelo contrário, entra em um processo dialético, entendendo a si mesmo a partir do olhar crítico do outro.

Ladies and Gentlemen, (Senhoras e Senhores) com a palavra Epicteto:

Existe apenas um caminho para a felicidade: deixar de se preocupar com as coisas que estão além do poder de nossa vontade.

Todos os acontecimentos contêm algo vantajoso para você – se você quiser procurar!

A autêntica felicidade é sempre independente de condições externas.

A liberdade é o único objetivo que tem valor na vida.

As pessoas ficam perturbadas, não pelas coisas, mas pela imagem que formam delas.

É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.

Nada de grande se cria de repente.

Perturbam aos homens não as coisas, senão a opinião que delas têm.

Não busque a felicidade fora, mas, sim, dentro de você; caso contrário nunca a encontrará.

Qualquer pessoa capaz de irritá-lo se torna seu mestre; ela consegue exasperá-lo somente quando você se permite ser perturbado por ela.

Aprenda sobre a vontade da Natureza. Estude-a, preste atenção a ela e, então, torne-a sua.

A vida não é uma série de episódios aleatórios e sem sentido, mas um todo ordenado e refinado que segue leis, em última análise, compreensíveis [e justas, ainda que essa justiça não possa ser compreendida pela maioria dos seres humanos].

A felicidade e a liberdade começam com a clara compreensão de um princípio: algumas coisas estão sob nosso controle, outras não. Só depois de lidar com essa questão fundamental e aprender a distinguir entre o que você pode e o que você não pode controlar, é que a tranqüilidade interna e a eficácia externa se tornam possíveis.

Dedique ao menos metade de suas energias para se livrar de desejos ocos, e muito breve verá que ao fazê-lo há de receber maior realização e mais felicidade.

Desconfie das convenções sociais. Assuma a sua própria maneira de pensar. Desperte do entorpecimento causado pelos hábitos adotados sem reflexão.

* Procure, pesquise, leia mais sobre Epicteto.

Popularity: 7% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

abr
17
A influência dos filósofos na administração

filosofiafoto_consultoria2

   Por Charlyton Vasconcelos

Os filósofos buscam constantemente soluções para os problemas que o correm em seu meio podendo ser externo ou até mesmo interno. Eles buscaram em sua época o que as organizações buscam constantemente: planejamento, organização das tarefas, direção e controle, porém vemos que em um período tão desglobalizado, houve mais resultados positivos do que muitas empresas que existem hoje em dia.

Merece referências a influência dos filósofos gregos, como Platão (429 a.C. 347 a.C.) discípulo de Sócrates, e Aristóteles (384 a.C. 322 a.C.), discípulo de Platão. Ambos deixaram contribuições para o pensamento administrativo do Século XX. Platão preocupou-se com os problemas de natureza política e social relacionados ao desenvolvimento do povo grego. Aristóteles impulsionou o pensamento da Filosofia e no seu livro Política estudou a organização do Estado.

Outros filósofos deixaram importantes contribuições para a formação do pensamento administrativo: Nicolau Maquiavel (1469 – 1527) historiador e filósofo político italiano, seu livro mais famoso, O Príncipe (escrito em 1513 e publicado em 1532) refere-se à forma de como um governante deve se comportar. Segundo Maximiano (2000, p.146), Maquiavel pode ser entendido “como um analista do poder e do comportamento dos dirigentes em organizações complexas”. Certos princípios simplificados que sofreram popularização estão associados a Maquiavel (observa-se o adjetivo maquiavélico):

- “Se tiver que fazer o mal, o príncipe deve fazê-lo de uma só vez. O bem deve fazê-lo aos poucos”.

- “O príncipe terá uma só palavra. No entanto, deverá mudá-la sempre que for necessário”.

- “O príncipe deve preferir ser temido do que amado.”

Francis Bacon (1561 – 1626) filósofo e estadista inglês, considerado um dos pioneiros do pensamento científico moderno, fundador da Lógica Moderna baseada no método experimental e indutivo (do específico para o geral). Segundo Chiavenato (1983, p.22) com Bacon é que encontra-se a preocupação com a separação experimental do que é essencial em relação ao que é acidental. Antecipou-se ao princípio da Administração “prevalência do principal sobre o acessório”.

René Descartes (1596 – 1650) filósofo, matemático e físico francês, considerado fundador da Filosofia Moderna, celebrizado pela sua obra “O Discurso do Método”, em que descreve os principais preceitos do seu método filosófico, hoje denominado “método cartesiano” cujos princípios são:

- Princípio da Dúvida Sistemática ou da Evidência – não é verdadeiro até que se saiba com evidência, ou seja, como realmente verdadeiro.

- Princípio da Análise ou da Decomposição – dividir e decompor cada parte de um problema para analisar as suas partes separadamente.

- Princípio da Síntese ou da Composição – processo racional que consiste no ordenamento dos pensamentos, dos mais fáceis e simples para os mais difíceis e complexos.

- Princípio da Enumeração ou da Verificação – em tudo fazer recontagens, verificações e revisões de modo a tornar-se seguro de não ter havido qualquer omissão durante o processo de raciocínio (checklist).

Thomas Hobes (1588 – 1679) filósofo e teórico político inglês, segundo o qual o homem primitivo era um ser anti-social por definição, atirando-se uns contra os outros pelo desejo de poder, riquezas e propriedades – “o homem é o lobo do próprio homem”. O Estado surge como a resultante da questão, que, de forma absoluta, impõe a ordem e organiza a vida social.

Karl Marx (1818 – 1883) e Friedrich Engels (1820 – 1895) propuseram uma teoria da origem econômica do Estado. Chiavenato (1983, p.23) escreve que, de acordo com Marx e Engels a dominação econômica do homem pelo homem é a geradora do poder político do Estado, que vem a ser uma ordem coativa imposta por uma classe social exploradora. No Manifesto Comunista, ainda segundo Chiavenato, Marx e Engels afirmam que a história da humanidade sempre foi a história da luta de classes, resumidamente, entre exploradores e explorados.

Adam Smith (1723 – 1790) filósofo e economista escocês, considerado como criador da Escola Clássica da Economia, em 1776 publica a sua obra “Uma investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações”, mais conhecido como A Riqueza das Nações, já abordava o princípio da especialização dos operários e o princípio da divisão do trabalho em uma manufatura de agulhas para destacar a necessidade da racionalização da produção. Conforme Chiavenato (1983, p.30), para Adam Smith, a origem da riqueza das nações reside na divisão do trabalho e na especialização das tarefas, preconizando o estudo dos tempos e movimentos, pensamento que, mais tarde, Frederick Winslow Taylor e o casal Frank e Lilian Gilbreth viriam a desenvolver, fundamentando a Administração Científica.

Todo indivíduo necessariamente trabalha no sentido de fazer com que o rendimento anual da sociedade seja o maior possível. Na verdade, ele geralmente não tem intenção de promover o interesse público, nem sabe o quanto o promove. Ao preferir dar sustento mais à atividade doméstica que à exterior, ele tem em vista apenas sua própria segurança; e, ao dirigir essa atividade de maneira que sua produção seja de maior valor possível, ele tem em vista apenas seu próprio lucro, e neste caso, como em muitos outros, ele é guiado por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte de sua intenção. E o fato de este fim não fazer parte de sua intenção nem sempre é o pior para a sociedade. Ao buscar seu próprio interesse, freqüentemente ele promove o da sociedade de maneira mais eficiente do que quando realmente tem a intenção de promovê-lo. (“Adam Smith, A Riqueza das Nações, Livro IV, capítulo 2”).

David Ricardo (1772 – 1823) economista britânico, em sua obra “Princípios de Economia Política e Tributação”, publicada em 1817, tratava de teorias cujas bases residiam nos seus estudos sobre a distribuição da riqueza a longo prazo. Segundo David Ricardo o crescimento da população tenderia a provocar a escassez de terras produtivas. Tal Como Adam Smith, Ricardo admitia que a qualidade do trabalho contribuía para o valor de um bem. O trabalho era visto como uma mercadoria. Uma importante contribuição sua foi o princípio dos rendimentos decrescentes, devido à renda das terras. Tentou deduzir uma teoria do valor a partir da aplicação do trabalho. Ricardo tornou-se o clássico por excelência da Economia, apesar de se inspirar em grande parte da sua análise na obra de Adam Smith acabou por criticá-lo. Alterou o conceito de valor de uso de Adam Smith definindo-o como a Utilidade, ou seja, a capacidade do produto satisfazer as nossas necessidades. Como contribuições para a formação do pensamento administrativo, resumidamente, é possível destacar: suas posições a respeito do custo do trabalho e sobre os preços e mercados.

John Stuart Mill (1806 – 1873) filósofo e economista britânico publicou “Princípios de Economia Política” onde, segundo Chiavenato (1983, p.31) apresenta um conceito de controle objetivando evitar furtos nas empresas. Acrescenta duas qualidades importantes, a fidelidade e o zelo.

A partir do Séc. XX poderemos verificar no pensamento de Peter Drucker a crescente preocupação com as novas formas de atuação do administrador enquanto individuo e da administração enquanto prática para que tal indivíduo alcance e desenvolva a felicidade, zelo, controle do trabalho, utilidade do valor, a ordem, a organização, e outros aspectos já evidenciados pelos filósofos clássicos diante de um mundo tão complexo como o que vivenciamos hoje, chamado de mundo globalizado.

Fonte:  Administradores.com - Acesso em 17/04/10

Popularity: 4% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

abr
11
Tudo Flui…

Por Francisco Renaldo

“Nada do que foi será/De novo do jeito que já foi um dia/Tudo passa/Tudo sempre passará…” (Lulu Santos)

 Como afirma Heráclito (filósofo pré-socrático aprox. 540 a.C. – 470 a.C.) “O homem não entra duas vezes no mesmo rio, da segunda vez á não é o mesmo homem e nem o mesmo rio” , na verdade “tudo flui”. Significa então que tudo é devir, movimento, mudança. E nós… cidadãos do século XXI estamos preparados para estas mudanças? Ou melhor, entendemos o que se passa em nossa sociedade veementemente tecnológica? 

 Precisamos adaptar-nos, mudar nossos paradigmas, compreender  o devir tecnológico  para  elaborarmos estratégias  (diga-se aqui, em todas as áreas do ser humano: profissional, familiar, espiritual, relações…) que melhor nos realize como pessoas e não como máquinas, auxiliando-nos na busca da felicidade que é tornar-se cada vez mais humano!

Quando  olhamos para a história da humanidade e  comparamos a sociedade contemporânea com a tradicional, percebemos que a mudança é um eixo norteador. A primeira, muda lentamente, o que permite às novas gerações a adaptação segura à herança recebida. A nossa,  a extrema rapidez das mudanças, ultimamente tem nos deixados atordoados.

As crenças  antes  solidificadas perderam sua força. Por sua vez, as decisões importantes encontram o caminho das possibilidades, outrora não conhecido por nós. A “verdade absoluta” deu lugar ao relativo.

Vivemos em um  período privilegiado:  de quebra de paradigma ( parâmetros que orientam a compreensão de mundo e de nós mesmos, estruturando assim uma “visão de mundo”). De uma maneira simples podemos afirmar que os paradigmas são como os nossos óculos… é a forma que enxergamos.

Se ontem as empresas eram máquinas e as pessoas engrenagens, hoje, as empresas são um sistema dinâmico/integrado e as pessoas seu principal patrimônio. Ontem não se mexia em time que está ganhando, hoje, devemos estar sempre abertos e rever nossos produtos, serviços e formas de agir. 

É o momento de perguntar: que óculos você usa como ferramenta para alcançar seus objetivos?

Você está preparado para as mudanças que ocorrem a todo instante? 

Você escolhe a Gabriela que  diz  ”eu nasci assim, eu vivi assim“… ou Heráclito :tudo flui, tudo muda.

Popularity: 6% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

abr
11
Alain de Botton: Uma filosofia de sucesso mais bondosa e delicada

Clique em View Subtitles e escolha o idioma da  legenda!

Popularity: 4% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

abr
4
Filosofia em alta no ambiente corporativo

luzfilosofos

A ascensão do filósofo Luiz Carlos Trabucco Cappi à presidência do Bradesco sugere a valorização da Filosofia no mundo corporativo. Ele não é único executivo brasileiro a ter essa formação, seja em nível de graduação, mestrado ou por meio de cursos complementares. A questão, portanto, é saber o que mudou no mercado empresarial para trazer um conhecimento normalmente restrito ao ambiente acadêmico para o pragmatismo das empresas.

 A coordenadora de projetos da Fundação Itaú Social, Isabel Cristina Santana, é outra filósofa atuante em uma área corporativa. Na sua avaliação, uma das principais contribuições dos filósofos para as empresas é a forma de pensar, própria dessa carreira, que valoriza a reflexão aprofundada dos conceitos e das situações, o que permite ter uma visão mais abrangente da realidade. Segundo ela, é atributo da Filosofia pensar coisas complexas e estabelecer relações entre fatos e conceitos. Por isso, esses profissionais têm condições de ajudar as companhias a burilarem a arte de pensar. O que é muito útil, porque “as complexidades do mundo só aumentam”, lembra Isabel.

 Para ela, o que as empresas deveriam aproveitar melhor de seus funcionários filósofos – ou do conhecimento filosófico em geral – é a metodologia de investigação filosófica. “Essa metodologia envolve aspectos que muitas vezes faltam às empresas, como visão crítica, criatividade, busca de sentido e coerência de raciocínio”, explica.

 No entanto, Isabel não acredita que a ascensão dos profissionais advenha unicamente de sua formação em Filosofia, mas de um conjunto de atributos desenvolvidos ao longo da carreira. A mesma orientação segue o diretor de marketing e novos negócios da rede de drogarias Drogão, Nelson Luiz Guimarães de Paula, formado em Filosofia e Marketing e Comunicação. “Não acho relevante só a formação. Hoje há milhões de engenheiros que trabalham em Marketing, médicos em áreas promocionais e matemáticos que são vendedores de sucesso”, observa.

 Na avaliação de De Paula, a entrada dos filósofos no mercado corporativo advém de um processo natural da sociedade. “O filósofo contemporâneo está imerso no mundo corporativo; não é possível separar o pensamento acadêmico do mundo real”, diz e completa: “acredito no pensamento dentro do mundo, inserido no contexto”.

 Analisando a possibilidade de maior empregabilidade para filósofos no ambiente corporativo, o professor da PUC de SP, Eduardo Cruz, acredita haver uma mudança de paradigma operada no ambiente organizacional a partir dos anos 1990. Em sua avaliação, a chamada era da informação, instaurada a partir do início da década passada, fez com que as empresas demandassem profissionais mais pró-ativos, inteligentes, com habilidades mais sofisticadas e que precisam ser motivados. “A motivação não vem só do salário, mas inclui aspectos subjetivos e por isso a Filosofia entrou no vocabulário de gestão”, acredita.

Em um breve histórico, o professor explica que o processo de industrialização clássico do século XX perdurou até os anos 1950, quando as pessoas eram tratadas quase como robôs dentro das empresas. No período entre 1950 até 1990, houve a aplicação da visão Neoclássica ao trabalho e os colaboradores foram compreendidos como recursos organizacionais, o que ainda não incluía uma valorização da subjetividade, como passou a ocorrer no final do século passado.

 Na visão de Cruz, entretanto, não só a Filosofia é valorizada, mas todas as humanidades. Ele cita Psicologia, Arte e até Física, que embora seja uma disciplina exata confere a seus estudantes uma flexibilidade de pensamento que pode fazer diferença no dia-a-dia das empresas. “Hoje a empresa não quer mais um técnico titulado, mas alguém que tenha facilidade para transitar em várias áreas e pensar de maneira própria”, resume.

Para ele as principais contribuições que a Filosofia pode aportar ao mundo corporativo são uma compreensão maior da Ética, que pode contribuir para uma discussão ampla das decisões das empresas, e o raciocínio rigoroso desenvolvido por esses profissionais. “Quem estuda filosofia está atento a descobrir as lacunas do pensamento e encontrar respostas”, diz.

O filósofo e escritor Paulo Ghirardelli Jr., autor de vários livros, cujos mais recentes são “Folosofia e História da Educação no Brasil”, pela editora Manole, e “O Que é Filosofia Contemporânea”, pela Brasiliense, é ainda mais radical em avaliar a contribuição dos filósofos para companhias. Segundo ele, o filósofo autêntico é um bom administrador, bom negociador e bom homem prático porque, ao lidar com problemas do dia-a-dia, sabe aplicar os resultados das pesquisas em metafísica, epistemologia, ética, estética, pedagogia e política à vida cotidiana. “Caso não saiba, não é filósofo”, atesta. E pondera: “Caso saiba demais, também não é”.

 Giraldelli ressalta, entretanto, que a Filosofia não é uma profissão, mas uma condição de vida, uma vez que os filósofos são pessoas que investigam o que há a seu redor, e que, em geral, colocam perguntas para aquilo que parece ser o banal e, assim, “desbanalizam o banal”. É por essa condição que ele acredita que muitos profissionais, ao descobrirem o saber filosófico, podem tirar da mesmice vários outros saberes profissionais.

No caso específico das áreas de RH, Ghiraldelli acredita que os filósofos têm muito a contribuir, pois tem um conhecimento melhor das vocações e dos desejos das pessoas. Em sua avaliação a Psicologia, que é a profissão geralmente demandada por essa área, se prende demasiadamente a questões particulares de cada pessoa, enquanto a Filosofia tem condições de inserir os profissionais que passam pelo RH no campo social, humano, existencial e, com isso, avaliar melhor suas potencialidades.

Já para o especialista em treinamento e educação para empresa Luiz Carlos Moreno, a Filosofia contribui amplamente para o desenvolvimento pessoal, o que também se traduz profissionalmente. “Administrar organizações é muito mais do que saber aplicar regras e técnicas; é ser capaz de pensar, decidir e agir”, comenta. Na sua avaliação, o estudo filosófico tem a intenção de ampliar incessantemente a compreensão da realidade no sentido de aprendê-la na sua amplitude, buscando conceitos e classificações.

Embora considere muito pessoal a recomendação de leituras, Moreno sugere alguns livros como essenciais na biblioteca de executivos que tenham interesse por Filosofia. Entre os pensadores ocidentais destaca “O Banquete”, de Platão; “Ética a Nicômano”, de Aristóteles e “Além do Bem e do Mal”, de Nietzsche. Entre as obras orientais, ele sugere: “Os Anacletos”, de Confúcio; “Tao Te King”, de Lao-Tse e “A Arte da Guerra”, de Sun-Tsu.

Fonte: Canal RH

Popularity: 2% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

mar
21
Empresas X Pílulas Filosóficas

 

filosofiaempresas

Por Jacqueline Sobral

“Filosofia para a empresa pode ajudar a encontrar o melhor de cada um” segundo Jerry Walls

“Nada é mais valiosque este dia”. Então, curta o dia o máximo que você conseguir”. Goethe

Algumas dicas baseadas em lições filosóficas para um profissional que está em busca de sucesso:

-Estabeleça objetivos claros enraizados no autoconhecimento e na compreensão do que é bom para os outros e para você próprio.

- Construa uma forte autoconfiança no que você está fazendo, baseada em competências pessoais verdadeiras.

- Foque sua concentração no (leia mais…)

Popularity: 3% [?]


fev
21
Líderes Filósofos e “o destino reside no caráter”

filosofo e paternum

Dov Seidman ,o guru da virtude empresarial acredita que a filosofia deve ser disciplina obrigatória nos negócios e que as empresas deverão ter um “ginásio ético”, no qual se devem exercitar todos os dias. Chama-se Dov Seidman, cresceu em Israel, vive na Califórnia, estudou Filosofia e Direito e é fundador da LRN. A história de alguém que acredita que é a ética que pode mudar o mundo…

De acordo com Seidman, e no meio de crises climáticas e financeiras, hábitos de consumo globais e outros desafios magistrais que caracterizam o século XXI, é necessário encontrar uma nova “killer app”. E, para o consultor, a resposta está na filosofia.

Na rubrica mensal que assina na revista BusinessWeek, Seidman afirma que a filosofia nos ajuda a abordar, literalmente, os desafios existenciais com os quais o mundo da actualidade se confronta, especialmente nos cenários empresariais.

Os filósofos, como é sabido, exploram as mais profundas e vastas questões da vida – por que existimos, de que forma é que a sociedade se deve organizar, como é que as instituições se devem relacionar com esta e o propósito da iniciativa humana. E Seidman cita o livro de Adam Smith, “A Riqueza das Nações”, que serve como a plataforma intelectual para o capitalismo e que lança os fundamentos para a organização dos mercados e para a forma como as pessoas se devem comportar nesses mesmos mercados. Sublinhando o facto de que Adam Smith não era um economista, mas um filósofo – que, na altura em que escreveu a famosa obra, era presidente do Departamento de Filosofia Moral na Universidade de Glasgow – Seidman relembra que o trabalho de Smith, tal como o de outros filósofos, tentava criar uma nova estrutura de compreensão do mundo, abordando a forma como nós, enquanto humanos, procuramos um alinhamento nos nossos relacionamentos e também entre interesses concorrentes.

Para Seidman, a abordagem filosófica de Adam Smith é cada vez mais relevante à luz das crises enfrentadas pelas nossas organizações e países. É que, de acordo com a sua visão, as crises que afectam o crédito, o clima ou o consumo já não podem ser resolvidas somente através de competências especializadas. Ou seja, a interdependência existente entre todas estas questões dá origem a que todas elas se influenciem entre si e, tal como a abordagem filosófica faz, a ideia é ligar todos os pontos existentes entre os interesses em conflito numa tentativa de criar sinergias fortes entre os mesmos. E relacionar estes interesses opostos exige um olhar filosófico que os especialistas da actualidade ignoram vezes demais: e que reside nas crenças principais de cada um, na ética e no carácter.

Tal como os filósofos, tanto os indivíduos como as organizações precisam de manter vivos e em acção os valores, a ética, o carácter e toda a condição humana que os define em todas as alturas em que é necessário tomar decisões. E Seidman cita o filósofo grego Heraclito que, há mais de 2500 anos já afirmava que “o carácter é o destino”.

Para o consultor, a boa notícia é que são muitas as empresas que já estão a colocar em prática esta filosofia, criando um conceito de alinhamento em termos de visão do mundo, seja com um colega, com um parceiro de negócio ou com qualquer outro stakeholder. Estas organizações promovem já a noção de que a sua missão se estende para além do lucro, procurando novas estruturas – seja em que sector de actividade for – para melhorar a sua existência e a dos que as rodeiam. “No nosso mundo ligado e transparente, no qual qualquer pessoa pode facilmente ter acesso às nossas operações, tornou-se já claro que as empresas, e até as nações, têm carácter – e que o seu carácter é o seu destino”, sublinha.
No trabalho que mantém com as grandes empresas, Seidman afirma que as questões da integridade, da verdade e da transparência estão a ser cada vez mais consideradas como uma prioridade. Ao longo dos tempos, as empresas e os líderes sempre se esforçaram por passar uma mensagem que defendesse algum tipo de valores. Contudo, nos anos 80 e 90, se recordarmos as declarações dos grandes líderes de negócios, todas as suas preocupações sobre os valores que pretendiam transmitir eram de ordem prática: a excelência, a qualidade, o serviço ou a eficiência dos custos.

De acordo com o especialista, estamos a assistir, neste século XXI, a uma mudança significativa desses “valores”: cada vez mais a integridade e a confiança são os verdadeiros valores apregoados pelas empresas e da ordem prática das coisas passou-se para a ordem social, ambiental e, mais recentemente, humanista. Seidman dá alguns exemplos práticos desta viragem: a Dow Chemical paassou a ser a “empresa do elemento humano”, a Chevron “a companhia da energia humana” enquanto que a Toyota está a “humanizar os transportes”.
Esperemos é que, tal como a filosofia, esta mudança não sirva apenas para ser considerada como uma bonita teoria, mas antes como uma (boa) prática.

Leia o restante do artigo no Portal  Ver, valores, ética e Responsabilidade

Popularity: 7% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

jan
6
Você Sabia?

Por Francisco Renaldo

Como afirma Heráclito (filósofo pré-socrático aprox. 540 a.C. – 470 a.C.) “O homem não entra duas vezes no mesmo rio, da segunda vez á não é o mesmo homem e nem o mesmo rio” , na verdade “tudo flui”. Significa então que tudo é devir, movimento, mudança. E nós… cidadãos do século XXI estamos preparados para estas mudanças? Ou melhor, entendemos o que se passa em nossa sociedade veementemente tecnológica?  Precisamos adaptar-nos, mudar nossos paradigmas, compreender  o devir tecnológico  para  elaborarmos estratégias  (diga-se aqui, em todas as áreas do ser humano: profissional, familiar, espiritual, relações…) que melhor nos realize como pessoas e não como máquinas, auxiliando-nos na busca da felicidade que é tornar-se cada vez mais humano!

O vídeo abaixo faz-nos refletir sobre o caminho que estamos traçando para  a nossa felicidade. Fala sobre mudanças e teconologia.

Related Posts with Thumbnails

Popularity: 100% [?]

PDF    Enviar artigo em PDF