abr
30
Filosofia com Filmes: Kirikú e a Feiticeira

    

    O filme Kirikú e a Feiticeira de produção Francesa, conta uma história de um Menino inteligente, guerreiro, que morava em uma aldeia indígena, em Senegal, África.

         O destaque do filme é de uma personagem heróica que nasceu para lutar contra uma feiticeira do mal. Com características adultas, manifestando inteligência, coragem, esperteza, sabedoria, pois é um menino, a Mãe compreensiva e sempre do seu lado, existia na aldeia um contador de histórias medroso, os moradores da aldeia zombavam de Kirikú e que depois reconheceram o seu valor. A mãe lhe falou de um sábio da montanha o seu avô que iria lhe dar conselhos, pois ele representava serenidade, é caridoso e nobre. A Rainha Karabá uma feiticeira poderosa, má e linda, vivia fora da aldeia e que sofria muito.

         Kirikú, apesar de pequeno procurou com todas as suas forças acabar com o mal, procurou de todo jeito salvar a aldeia da feiticeira do mal, usando a sua inteligência, descobre que a feiticeira tinha um problema e vivia em grande sofrimento, e indagava muito porque ela é malvada, pois o sábio lhe informou tudo sobre ela.

         Na aldeia as pessoas eram medrosas, inseguras, alimentavam falta de esperança, em Kirikú não havia medo e ele sempre salvando a aldeia dos perigos da feiticeira do mal. Com isto observamos que o mal sempre estará ao redor onde você vive, devemos perceber tudo que nos cerca e com sabedoria virá o livramento.

         Kirikú procurou de todas a s formas vencer o mal com o bem, mesmo sendo muito criticado pela aldeia, observa-se que os homens procuraram a defesa da aldeia e não conseguiram pois a violência gera a morte, Kiriku com a sua inteligência procurou transmitir a aldeia que não tivessem medo e que ele iria fazer de tudo para desfazer as maldades da feiticeira. Ele tão pequeno que era mais tinha um coração grande, tinha alta confiança, sempre de olho no futuro e com a verdade iria vencer.

          Kiriku, procurou estratégias e encontrou como vencer a feiticeira, orientado, aconselhado  pelo seu avo, na montanha, sobre o sofrimento de karaba e ele usando de esperteza conseguiu dobra-la, aliviando as dores dela, retirando o feitiço sendo libertada do mal. Resolvendo o problema da aldeia, através do feitiço quebrado ele cresceu e casou-se com  karaba,os homens foram libertos, a luz clareou a floresta, a aldeia, era celebrado vitórias em nome de kirikú era festejado era um herói, a sua mãe, avo, e  seu pai celebravam cantando a sua coragem, sabedoria do novo rei da aldeia e assim todos os que foram contra o pequeno Kiriku valorizavam agora as suas atitudes, kariba libertada e kiriku o grande.

         Na  vida passamos por tudo que houve na aldeia devemos construir uma vida saudável regida pelo amor, generosidade e tolerância , pois na vida real nem todos são bons e maus. A realidade Política de hoje demonstra atitudes incoerentes, exemplos ruins afetando só aqueles que se deixam levar; mais vamos mudar com as nossas atitudes, foi o que kiriku fez com as suas atitudes mudou a vida da aldeia, tanto política como religiosa e assim houve valorização da sua pessoa.. o filme tenha vários contextos filosóficos com bastantes perguntas, respostas, indagações, reflexões, kiriku perguntava muito a sua mãe e ao avô e ia amadurecendo no cotidiano o seu avô era um bom conselheiro, diferente do contador de historia que era submisso a feiticeira, pois não havia um conselheiro na aldeia porem não era sincero para as crianças.

          No filme aprendemos a agir no tempo certo, o amor que kiriku tinha pela aldeia, a mãe um grande exemplo de amor e paciência, o desejo de vencer a batalha contra o mal, mudanças de vidas e o conhecimento pratico na vida.

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fev
2
As crianças e suas dúvidas

Para falar a verdade, são as crianças os verdadeiros filósofos! Com elas aprendemos que perguntar é importante, a capacidade de duvidar… admirar-se e espantar-se com o mundo que nos cercam são elementos fundamentais para entrarmos no mundo da filosofia, diga-se, pensamento crítico! É uma pena mas com o tempo vamos nos acostumando com este mundo e as respostas ganham sua importância, isto quando não “matamos” a filosofia que está em nossas crianças(e em nós mesmos)! Sejamos sinceros, para muitos é mais cômodo permanecer em nosso mundinho, perfeito” e “organizado”. Ensinaram para nós que a acomodação é essencial para vivermos bem!! 

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jul
6
Crianças aprendem a filosofar desde cedo
Quem melhor do que as crianças para, naturalmente, olhar o mundo como se fosse a primeira vez, se surpreendendo e se atrevendo a perguntar por que as coisas são do jeito que são? Estudiosos de uma metodologia criada pelo filósofo Matthew Lipman, em 1960, acreditam que mais do que ensinar a história da filosofia e suas teorias, o importante, com as crianças, é estimular o pensamento.

A metodologia está sendo aplicada em escolas públicas e privadas brasileiras há mais de 20 anos. Há experiências em várias cidades do interior de São Paulo como Lorena e Campos do Jordão, em São José (SC), Ilhéus (BA), Brasília (DF), Estremoz (RN) e Cariacica (ES).

Mais recentemente, o projeto foi realizado no Rio de Janeiro. No ano passado, a professora Vanise Dutra Gomes decidiu encarar o desafio proposto por um grupo de estudos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Formada em pedagogia, ela utilizou o método de Lipman com os alunos da segunda série da Escola Municipal Joaquim da Silva Peçanha, localizada em Duque de Caxias (RJ).

Para iniciar o projeto, a escola reformou uma sala inteira. Uma vez por semana a professora Vanise se direcionava com uma turma de 25 alunos para o que logo se tornou a “sala do pensamento”. “Pintamos a sala de lilás porque estimula o pensamento e colocamos pufes para as crianças sentarem em círculo”, conta. Parte do currículo escolar, a disciplina durava em média 60 minutos, durante os quais as crianças se sentiam mais à vontade para discutir os mais variados temas.

Com a ajuda de textos, músicas, obras de arte e expressão corporal, a professora trazia de forma lúdica temas como preconceito, vida, quem somos, vontade, morte, entre outros. “A gente tem que ser professor e artista, ao mesmo tempo, porque ao ensinar filosofia não basta planejar a aula, temos que estar preparados para o imprevisto nas discussões”, explica. Segundo ela, inicialmente, as crianças tinham dificuldade para formular as perguntas e para prestar atenção nos argumentos dos demais alunos. Porém, no decorrer do curso, a evolução dos diálogos foi natural.

De acordo com Vanise, além de desenvolver a comunicação dos estudantes, o ensino da filosofia melhorou a escrita, a leitura e o funcionamento da sala de aula. Ao longo do ano, ela mesma reviu as próprias regras de convivência que havia estabelecido com a turma no início do ano. “Eu pensei que estava sendo democrática, mas na verdade estava sendo autoritária porque aquelas regras não tinham sido discutidas antes com os alunos e, sim, impostas por mim”, afirma. Empolgada com a experiência, ela decidiu aprofundar seus conhecimentos e fazer um mestrado para estudar o ensino da filosofia para crianças.

Coordenador do Núcleo de Estudos Filosóficos da Infância (NEFI) da UERJ, o professor Walter Omar Kohan destaca que o principal objetivo da metodologia de Lipman é justamente propiciar as condições para que a criança filosofe. “Trata-se de um método rigoroso baseado numa forma de “comunidade de investigação”, um espaço democrático de troca de idéias, onde todos têm o mesmo direito à palavra e que deve orientar a formação de pessoas que pensem de forma crítica, criativa e com cuidado a realidade que os rodeia”, elucida.

Kohan ressalta que os professores devem observar em primeiro lugar seu próprio papel. “Eles não devem pensar que são os detentores do saber ou das respostas verdadeiras. O ideal é que estejam mais propícios simplesmente a cuidar que a investigação flua de maneira cooperativa e profunda”, explica. Para ele, o mais importante para poder ensinar filosofia às crianças é apresentar sensibilidade filosófica e atenção à infância das crianças.

Segundo Kohan, o método criado por Lipman não é o único. Há outras metodologias que de forma geral respeitam os seguintes princípios: a pergunta, como forma de abrir e problematizar idéias, saberes e valores; o debate participativo, como forma de construir coletivamente saberes; a crítica radical, como modo de compreender e avaliar pressupostos e implicações; o diálogo, com e contra uma história de perguntas e pensamentos filosóficos; a criação, que permita a irrupção de novos conceitos; a resistência, como prática reflexiva de autonomia e de liberdade.

(Renata Chamarelli)

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