Você já se perguntou de onde o veio o mundo? Se uma máquina poderia pensar? Se outras pessoas poderiam realmente ser robôs sem mentes? Se Deus existe? Se a viagem no tempo faz sentido?
Então, você já começou a fazer questões filosóficas.
Os filósofos tentam responder essas questões, é certo. Mas, é claro, eles não exatamente criam respostas que, de qualquer modo, teriam de ser como são. Afinal, eu poderia dizer que o universo foi criado por uma enorme banana amarela chamada “Duffy”. Mas quem acreditará nisso? Ninguém. E, também, seria bem certo assim agir. Como filósofos, estamos interessados no que é verdadeiro. E assim estamos interessados em alcançar muito boas razões para sustentar nossas respostas como verdadeiras.
Este o “jogo” da filosofia: tentar responder uma dessas grandes e assombrosas questões da melhor forma que pudermos, usando nosso poder de razão.
Filósofos pensam como detetives. Estou certo de que você ouviu falar de Sherlock Holmes, o detetive famoso, seu ajudante Dr. Watson. Sherlock Holmes resolvia mistérios como o caso do Cão de Baskervilles usando os poderes de sua razão. Holmes ponderou cuidadosamente as evidências e examinou os argumentos até que ele, finalmente, calculou os que eram verdadeiros. Também, isto é o que os filósofos tentam fazer. A diferença é que os mistérios que nós filósofos enfrentamos não são a respeito de crimes. Eles são absolutamente os maiores mistérios que há.
O que particularmente interessa nesses mistérios é que eles não se parecem com o tipo de mistérios que a ciência poderia solucionar. Considere a questão “qual a origem do universo?”, por exemplo. Um cientista contará a você que o universo começou há 14 milhões de anos. Ele começou com uma explosão cataclísmica chamada de “O Big Bang”. Mas isso, realmente, soluciona o mistério? Pois então, agora, queremos saber: “e porque houve o Big Bang?” Porque um “bang”, uma explosão, em vez de … nenhuma explosão? Apenas empurramos o mistério um passo para trás. Pelo jeito, é trata-se da ciência de responder como surgiu tudo.
Ou considere questões morais: questões sobre o que deveríamos ou não deveríamos fazer. E certo matar outro ser humano? É errado permitir ação de programadores de bebês? Cientistas podem tornar possível a existência de programadores de bebês, é claro. Mas eles não conseguem nos dizer se deveríamos ou não fazer isso. Questões morais são tão importantes que a ciência não pode respondê-las. Elas também são questões filosóficas.
Assim, há várias questões profundas e especiais que são importantes e que a ciência realmente não pode ser útil para nós em relação a elas. São as questões que os filósofos enfrentam.
É claro, pode ser que alguns desses mistérios nunca possam ser solucionados (embora eu esteja bem certo de que alguns deles são possíveis de serem solucionados). Mas mesmo se não podemos solucioná-los, ao menos poderíamos ser capazes de compreender porque algumas respostas não são válidas. Podemos, ainda, fazer progressos. De qualquer maneira, é divertido pensar sobre se nossos pais seriam robôs sem mentes, ou se a viagem no tempo é algo possível ou se Deus existe, mesmo se não podemos formular a resposta.
A filosofia é pensar sem rede de segurança. Mesmo tudo aquilo que normalmente tomamos por aceito, pode ser aberto para dúvidas. É claro, algumas pessoas ficam muito irritadas quando suas crenças cotidianas são questionadas. Elas começam a ter vertigens. Preferem ficar onde se sentem seguras. Mas se você é de certo modo como eu, você terá prazer em saborear o desafio de pensar filosoficamente.
A filosofia é, se você desejar, uma aventura do pensamento.
P.S.: Encontrei esse texto nos meus arquivos pessoais, porém não salvei a fonte. Se conhecerem o autor do texto , por favor, entre em contato, para eu ceder os devidos créditos.
Popularity: 4% [?]


Conhecimento e idéias Devem ser compartilhados! Gostou dos artigos publicados aqui? Fico muito feliz, OS ASSINADOS são de minha autoria. Se você quer publicá-los em seu blog ou site, fique a vontade, apenas basta me avisar e conceder os devidos créditos. Entre em contato! 
























11.04.11
às 20:27









