mai
16
Karl Marx – filosofia para a vida

Karl Marx (1818-1883)

 • Filósofo de ação.

• Revolucionou nosso modo de pensar com relação à sociedade.

• História como “luta  de classes”.

 Karl Marx é o filósofo com uma missão. Quando pensamos em Karl Marx, pensamos em revolução, poder e sofrimento humano. A imagem de um elitista acadê­mico, zumbindo sobre coisas absolutamente irrelevantes, não vem à mente quando pensamos em Marx. Pensamos em um homem cuja filosofia tinha sido posta em ação, e cuja relevância permanece até hoje.

 Marx é o terceiro a vir a este mundo de uma família de nove filhos em Trier, Alemanha. Seus pais eram de descendência judaica, mas eles se haviam convertido ao Protestantismo para proteger o emprego do seu pai como advogado do governo. Marx, o filósofo atípico, não era um estudante modelo. Gastava a maior parte de seu tempo bebendo, enquanto estava na Universidade de Bonn. Ele acabou com esse costume e começou a concentrar-se nos estudos, finalmente chegando ao doutorado em Filoso­fia na Universidade de Jena.

 Sua política esquerdista dificultou-lhe a obtenção de um emprego como profes­sor. Mudou-se para Cologne, onde se tornou editor de jornal de muito sucesso; depois foi para Paris, onde se uniu a outros socialistas da época. Lá encontrou seu amigo de longa data, colaborador e patrocinador, Frederick Engels. Marx finalmente se mudou para Londres, onde se esforçou para ganhar a vida devido à sua pobre condição finan­ceira. Posteriormente, quando já estava mais estabilizado, sofreu, entretanto, com bo­lhas por todo corpo, tratando-as em vão com arsênico e ópio. Ele morreu de bronquite em 1883.

 A grande ideia de Marx: estamos vivendo em um mundo material

 Como Hegel, Marx pensava que a história deveria ser um processo dial ético. Entretanto, de acordo com Marx, esse processo não era guiado por um Espírito Abso­luto, mas pelas forças económicas e pelas lutas de classes da humanidade. Marx é um materialista – assim como Aristóteles colocou abaixo as formas platônicas do céu e as colocou nas próprias coisas, Marx toma a dialética histórica de Hegel e a põe abai­xo no mundo material.

 Marx afirma que fora do conflito entre a classe mais alta e a classe mais baixa surge um novo sistema econômico e uma nova classe: a burguesia. Os proprietários capitalistas exploravam e alienavam o proletariado (classe de trabalho), provocando então o que Marx considera o conflito final de classes.

 A alienação dos trabalhadores no período industrial devia-se à natureza do pró­prio labor, de acordo com Marx. Os trabalhadores não tinham ligação com o produto (em oposição aos fazendeiros e camponeses, que tinham uma conexão com a terra em que trabalhavam). Além disso, os interesses de uma das classes sempre contradizem os interesses de outra. Essa intensificação da dialética, de acordo com Marx, era urna indicação do que era a batalha final.

 Marx é geralmente mal-interpretado como pensador político que propôs o co­munismo como “a sociedade ideal”. É verdade que Marx acreditava que o comunis­mo, uma sociedade sem classes, sem propriedade privada, seria uma sociedade melhor. Mas sua alegação era mais forte que essa. Marx afirmava que era historicamente inevitável que o capitalismo destruísse a si mesmo e que o proletariado aumentaria. Além disso, em sua visão dialética, cada período de história era necessário e inevitá­vel, mesmo o sistema capitalista de que ele não gostava.

 O capitalismo forneceu os meios e o método para o crescimento da quantidade da produção. Era uma fase necessária, porque seu oposto completo, o comunismo, poderia surgir, e esta riqueza e capacidade produtiva poderiam ser igualmente distri­buídas e apropriadas publicamente. Marx diz que o Estado comunista seria o oposto do capitalista, um oposto que ele achava que seria a época final da dialética histórica, uma época final que beneficiaria toda a humanidade.

  A  con­tribuição que Marx faz ao pensamento filosófico é que, enquanto outros filósofos e historiadores tinham daí em diante olhado para a filosofia, religião e literatura passada para entender a sociedade, Marx considerou que a base da organização social eram as forças econômicas de troca, distribuição e consumo. O legado de seu pensamento está hoje em todo lugar, como muitos pensadores modernos olham para essas forças para explicar o passado, o presente, assim como as estruturas econômicas alternativas que podem melhorar nossas vidas.

Adaptado do livro Filosofia de Banheiro. Autor: Gregory Bergman. Editora Madras.

Popularity: 5% [?]

PDF    Enviar artigo em PDF   

mai
11
A busca da felicidade… Dalai Lama

Recebi essa mensagem por e-mail… é uma mensagem que merece ser publicada. Trata da busca do ser humano pela felicidade. Penso que nesta busca ficamos como que perdidos… sem saber o que desejar. Eu já a conhecia com o título: Entrevista com Deus. Aqui o importante não é o autor, mas a reflexão que a mesma nos leva.

Popularity: 12% [?]

PDF Creator    Enviar artigo em PDF   

mai
8
Edith Stein – Parte II

Por Francisco Renaldo Costa

A FENOMENOLOGIA DE EDMUND  HUSSERL

De maneira consciente se incorpora Edith Stein à corrente fenomenológica. Ela estava convencida de que Husserl  era o filósofo de seu tempo. Em parte, desemboca neste movimento pelo desencanto que provou ao estudar a psicologia. É na fenomenologia e na sombra de seu fundador, onde Edith Stein se forma como filósofa.[1] Muitas são as vezes que saltam à vista nos relatos autobiográficos a simpatia e a satisfação da jovem universitária frente este novo modo de ver o mundo e as coisas que ele contêm. O atrativo foi grande, e o enriquecimento não será menor. Se identifica plenamente, até cair configurando seu pensamento  pelo espírito fenomenológico. Se converterá em reprodução inapagável por mais que assimile com o passar do tempo outras escolas. A conversão ao catolicismo não supõe  renúncia à fenomenologia. Quando em 1936, redige sua obra filosófica Endliches Und Ewiges Sein (Ser finito e Ser eterno) da cela de carmelita, recordará que sua pátria filosófica é a escola de Husserl e que sua língua materna continua sendo a dos fenomenólogos.

Dentro do movimento fenomenológico, a empatia de Edith Stein vai coincidir as contribuições sobre o mundo intersubjetivo, questão básica para superar o eterno problema do solipsismo. Sua primeira produção filosófica[2] está centrada em aplicar a redução fenomenológica a esse momento em que dois sujeitos são capazes de convergir tanto, que a vivência de um é integrada na experiência do outro. Não se trata senão do fenômeno da empatia, fenômeno que vai mais além do que o simples acordo em sintonia de criaturas – este seria o nível da simpatia -, enquanto que aquele afeta o núcleo mais íntimo da pessoa, sem querer e sentir. Esta capacidade de compreensão da experiência alheia estaria a base da sociabilidade humana. Porque podemos compreender, conviver e estabelecer relações intra-pessoais. O elemento que vincula esta experiência é a capacidade; não é o   Körper, senão  Leib[3].

 


[1] STEIN, Edith. Ser Finito y Ser Eterno. México, Fondo de Cultura Económica, 1994,  p. 30.

[2] Aos três de agosto de 1916 defende sua Tese Doutoral em Filosofia na Universidade de Friburgo, tendo como orientador Edmund Husserl. Escolhera um tema exigente e não muito explorado: “ Zum Problem der Einfuhrung”( Sobre o Problema da Empatia).

[3] Na língua alemã Körper se refere ao corpo material e Leib ao corpo animado.

Popularity: 3% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

mai
7
Ser o que somos

“Ser o que somos, e tornarmo-nos o que somos capazes de ser, é a única finalidade da vida.” (Baruch Spinoza)

Popularity: 5% [?]

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

abr
25
Edith Stein – Parte I

edith stein

Por Francisco Renaldo Costa

Como sabem, sou formado em filosofia pela PUC de Belo Horizonte. No ano de 2001, apresentei um trabalho científico, onde abordei o pensamento de uma filósofa não  muito conhecida no mundo acadêmico, contudo, aos poucos ganha seu espaço.

Na verdade sou apaixonado pela biografia e obras dessa mulher fantástica, coragem imensurável.

Hoje em dia é mais conhecida como Santa Benecdita da Cruz (mulher hebréia, monja carmelita, filósofa e santa) da Ordem dos Frades Carmelitas Descalços.

A vida desta grande mulher hebréia não é somente de relevância ad intra, mas também, ad extra. Em outras palavras, a mensagem de  Edith Stein não só tem importância para a Igreja e os membros de   sua Ordem Religiosa,   o Carmelo Descalço  , mas tornou-se patrimônio da Humanidade inteira. Oferece uma mensagem atual para as relações entre fé e ciência; diálogo ecumênico; posição da mulher na sociedade; vida consagrada e formação da pessoa humana.

Neste post publico uma parte do  segundo capítulo.

Aos poucos e conforme o interesse de vocês leitores, publicarei alguns capítulos dessa monografia, que tem como título:

O  Homem na visão de Edith Stein: ser racional, livre e espiritual

CAPÍULO 2

EDITH STEIN E AS CORRENTES FILOSÓFICAS DE SUA ÉPOCA

      Para uma melhor compreensão do pensamento de Edith Stein, neste primeiro capítulo procuraremos situá-la em seu tempo. Desde suas primeiras investigações filosóficas, vemos de forma explícita ou velada, que a pessoa humana encontra seu espaço privilegiado.

     É próprio da filosofia indagar a verdade, aceitando que nenhum sistema a possuí em sua perfeição; daí a necessidade de escutar novos horizontes e de servir-se de quanto se oferece a reflexão. Neste sentido encaixam-se perfeitamente com planejamento filosófico de Edith Stein uma multiplicidade de fontes, influências, referências e projeções.

     Passemos a resenhar aquelas escolas e tendências dominantes em centro-europa e, que contribuíram  na construção da figura de Edith Stein. As idéias e os princípios não só se aprendem nas aulas; com freqüência estas modelam aos indivíduos pelos simples fato de formar parte de uma sociedade em que estão vigentes tácita ou abertamente.

   2.1. O ATEÍSMO

 O século XX se abre com a morte de Nietzsche, um dos pensadores mais influentes nas gerações dos tempos modernos. Se propõe levar adiante uma autêntica revolução filosófica, invertendo os valores e princípios vigentes até então. Tal ação tem sua expressão máxima na proclamação da morte de Deus. O século XX entra ateu na história. Na realidade o que aquele louco se atreveu a gritar na praça pública, era já desde séculos verdade implícita tanto do saber científico como filosófico.

     Tanto na vida como na obra de Edith Stein fazem ato de presença e atitudes agnósticas de ausência de Deus. Suas decisões pessoais são tomadas sem a inervenção de uma força superior; a razão basta-lhe. São os ecos do Niilismo nietzscheano presentes em boa parte da juventude alemã. Algo disto se deixa traduzir em sua autobiografia. Narrando certos momentos acontecidos em torno dos seus 15 anos, quando a liberdade punha para tomar assento na personalidade , todavia ainda imatura, escreve: “Já é contudo como perdi a minha fé infantil e como, que se ao mesmo tempo comecei a me estranhar, como pessoa independente a toda tutela de minha mãe e irmãos”[1]. À mãe julga o papel da substância divina.


[1] STEIN, Edith. Estrellas Amarillas. Madrid,  Ed. Espiritualidad, 1973 , p. 201.

Popularity: 11% [?]

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

abr
24
Epicteto: um caminho para a felicidade

soleil-11

Ultimamente minhas energias estão focadas na produção do meu artigo científico, este necessário para a conclusão do MBA em Gestão de Pessoas. É claro que não poderia deixar a oportunidade de aproximar o universo da filosofia com o corporativo. Um dos fios norteadores deste trabalho cientifico é a liderança e motivação. Nesta semana debrucei-me com os escritos de Epicteto e resolvi partilhar com vocês alguns de seus pensamentos, para que assim possamos re-pensar nossos atos e nos posicionarmos diante do ambiente em que vivemos e descobrirmos talvez que o único responsável pelo sucesso e fracasso de nossa vida, pode ser nós mesmos. Contudo insistimos em jogar a responsabilidade para outros, ficando assim ilesos e temporariamente felizes.

Mas o que é mesmo a felicidade?

Acredito que quando entendermos que felicidade se conquista no coletivo – na sua família, no seu emprego, na sua religião, com seus amigos… – e não exclusivamente no poder de sua vontade e desejos individuais seremos mais humanos, construiremos uma verdadeira gestão de pessoas, pautada na passagem do eu ao nós. Onde o “eu” não perde-se no “nós”, mas pelo contrário, entra em um processo dialético, entendendo a si mesmo a partir do olhar crítico do outro.

Ladies and Gentlemen, (Senhoras e Senhores) com a palavra Epicteto:

Existe apenas um caminho para a felicidade: deixar de se preocupar com as coisas que estão além do poder de nossa vontade.

Todos os acontecimentos contêm algo vantajoso para você – se você quiser procurar!

A autêntica felicidade é sempre independente de condições externas.

A liberdade é o único objetivo que tem valor na vida.

As pessoas ficam perturbadas, não pelas coisas, mas pela imagem que formam delas.

É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.

Nada de grande se cria de repente.

Perturbam aos homens não as coisas, senão a opinião que delas têm.

Não busque a felicidade fora, mas, sim, dentro de você; caso contrário nunca a encontrará.

Qualquer pessoa capaz de irritá-lo se torna seu mestre; ela consegue exasperá-lo somente quando você se permite ser perturbado por ela.

Aprenda sobre a vontade da Natureza. Estude-a, preste atenção a ela e, então, torne-a sua.

A vida não é uma série de episódios aleatórios e sem sentido, mas um todo ordenado e refinado que segue leis, em última análise, compreensíveis [e justas, ainda que essa justiça não possa ser compreendida pela maioria dos seres humanos].

A felicidade e a liberdade começam com a clara compreensão de um princípio: algumas coisas estão sob nosso controle, outras não. Só depois de lidar com essa questão fundamental e aprender a distinguir entre o que você pode e o que você não pode controlar, é que a tranqüilidade interna e a eficácia externa se tornam possíveis.

Dedique ao menos metade de suas energias para se livrar de desejos ocos, e muito breve verá que ao fazê-lo há de receber maior realização e mais felicidade.

Desconfie das convenções sociais. Assuma a sua própria maneira de pensar. Desperte do entorpecimento causado pelos hábitos adotados sem reflexão.

* Procure, pesquise, leia mais sobre Epicteto.

Popularity: 7% [?]

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

abr
11
Cícero e a Ética

Por Breno de Magalhães Bastos

stoa-attalou

A parte da filosofia que mais interessa a Cícero, como já observamos mais de uma vez, é a ética (e não é, pois, sem razão que as suas obras mais vivas são Sobre o Fim dos Bens e dos Males e, sobretudo, a Sobre os Deveres): mais do que nunca é verdade que, para Cícero, que, não a aristotélica atividade contemplativa pura, mas a atividade social prática é a rainha. Eis uma passagem muito eloquente:

“Considero que sejam mais conformes à natureza os deveres que emanam do sentimento social, não os que emanam da sabedoria, e isso pode ser afirmado pelo seguinte argumento: se a um homem sábio coubesse uma condição de vida tal que, afluindo-lhe as mais variadas riquezas, ele pudesse dedicar-se com plena tranquilidade ao estudo e à contemplação de todas as coisas dignas de serem conhecidas, todavia, se a solidão fosse tão grande que a ninguém pudesse ver, ele preferiria morrer [...]. Efetivamente, o conhecimento e a contemplação (da natureza) seriam de certo modo inacabados e imperfeitos, se não lhes seguisse alguma atividade concreta; e essa atividade manifesta-se especialmente em assegurar a utilidade dos homens; refere-se, pois, à sociedade do gênero humano; por isso ela deve ser anteposta à ciência.” 1

Mas, mesmo nesse âmbito específico, busca-se em vão novidades em Cícero. Ele discute as éticas dos sistemas epicuristas, estóico, acadêmico e peripatético; rejeita em bloco a moral epicurista e procede a ecléticos acomodamentos entre as outras. De um lado, ele é levado a admirar sobretudo a moral estóica, de outro, faz concessões à moral acadêmica e à peripatética (por ele consideradas substancialmente idênticas). Cícero não pode, com efeito, aceitar o princípio estóico de que só o sábio é bom e todos os outros são viciosos, porque, observa ele, a sabedoria do sábio estóico é tal, que “nenhum mortal ainda a alcançou”, e, por isso, ele propõe que se considere o que existe no costume e na vida comum, não o que existe nas puras aspirações e nos puros desejos. 2

Também para ele o princípio fundamental da moral é seguir a nossa natureza individual no respeito pela grande natureza humana. 3

Essa remissão à natureza do homem, que é alma e corpo, permite-lhe temperar a moral estóica e reinvindicar também os direitos do corpo, pois é necessário viver biologiclamente, isto é, satisfazer as exigências do corpo, justamente para poder ulteriormente satisfazer as da razão. E, assim, por este aspecto, ele se alinha da parte dos peripatéticos, como já Panécio e Posidônio em parte faziam.

Mas, depois, volta aos estóicos, ao remeter a virtude inteiramente à razão, discordando da típica acepção aristotélica da virtude ética como via intermediária entre paixões opostas. E como os estóicos, considera a virtude autárquica e bastante para a vida feliz. Ele parece aliar-se aos estóicos também na concepção do sábio como isento de paixões e imperturbável.

 Enfim, também as reinvindicada humana liberdade, na obra Sobre o Destino, vão muito pouco além da pura afirmação de uma liberdade intuitivamente captada: os movimentos voluntários da alma não têm causas externas, mas dependem de nós, no sentido de que a própria natureza da nossa alma é a sua causa.

 E quando Cícero desce dos princípios à análise dos deveres intermediários (os kathékonta dos estóicos), então revela todo o seu senso prático; mas aqui não estamos mais no cmapo da filosofia em slentido estrito, mas, antes, no da fenomenologia moral. Assim, é inevitável que todas as notações e observações originais encontradas em Cícero, no âmbito das análises morais, não ultrpassem o plano fenomenológico e fiquem teoricamente informes. As ambíguas respostas aos problemas ontológicos e antropológicos do ecletismo não lhe permitem, por razões estruturais, lançar-lhe mais além.

 Como justamente disse Marchesi 4, “Cícero não deu novas idéias ao mundo [...]. O seu mundo interior é pobre porque dá abriga a todas as vozes”. A sua maior contribuição está, pois, na difusão e divulgação da cultura antiga e, nesse âmbito, ele é verdadeiramente uma figura essencial na história espiritual do Ocidente. “Mesmo aqui – escreve ainda Marchesi – manifesta-se a força divulgadora e animadora do gênio latino: porque nenhum grego teria sido capaz de difundir, como fez Cícero, o pensamento grego pelo mundo”. 5
Notas: 

1. De Officiis, I, 43

2. De Amicitia, 5, 18

 3. Cf. De Officiis, I, 31, 110

 4. C. Marchesi, Storia della latteratura latina, Milão 1978, I, p. 317

 REALE, Giovanni. História da Filosofia Antiga. Vol. III. Edição Loyola. p. 462-464

Colaborador Breno de Magalhães Bastos

Portal Veritas

Popularity: 4% [?]

PDF    Enviar artigo em PDF   

abr
11
Tudo Flui…

Por Francisco Renaldo

“Nada do que foi será/De novo do jeito que já foi um dia/Tudo passa/Tudo sempre passará…” (Lulu Santos)

 Como afirma Heráclito (filósofo pré-socrático aprox. 540 a.C. – 470 a.C.) “O homem não entra duas vezes no mesmo rio, da segunda vez á não é o mesmo homem e nem o mesmo rio” , na verdade “tudo flui”. Significa então que tudo é devir, movimento, mudança. E nós… cidadãos do século XXI estamos preparados para estas mudanças? Ou melhor, entendemos o que se passa em nossa sociedade veementemente tecnológica? 

 Precisamos adaptar-nos, mudar nossos paradigmas, compreender  o devir tecnológico  para  elaborarmos estratégias  (diga-se aqui, em todas as áreas do ser humano: profissional, familiar, espiritual, relações…) que melhor nos realize como pessoas e não como máquinas, auxiliando-nos na busca da felicidade que é tornar-se cada vez mais humano!

Quando  olhamos para a história da humanidade e  comparamos a sociedade contemporânea com a tradicional, percebemos que a mudança é um eixo norteador. A primeira, muda lentamente, o que permite às novas gerações a adaptação segura à herança recebida. A nossa,  a extrema rapidez das mudanças, ultimamente tem nos deixados atordoados.

As crenças  antes  solidificadas perderam sua força. Por sua vez, as decisões importantes encontram o caminho das possibilidades, outrora não conhecido por nós. A “verdade absoluta” deu lugar ao relativo.

Vivemos em um  período privilegiado:  de quebra de paradigma ( parâmetros que orientam a compreensão de mundo e de nós mesmos, estruturando assim uma “visão de mundo”). De uma maneira simples podemos afirmar que os paradigmas são como os nossos óculos… é a forma que enxergamos.

Se ontem as empresas eram máquinas e as pessoas engrenagens, hoje, as empresas são um sistema dinâmico/integrado e as pessoas seu principal patrimônio. Ontem não se mexia em time que está ganhando, hoje, devemos estar sempre abertos e rever nossos produtos, serviços e formas de agir. 

É o momento de perguntar: que óculos você usa como ferramenta para alcançar seus objetivos?

Você está preparado para as mudanças que ocorrem a todo instante? 

Você escolhe a Gabriela que  diz  ”eu nasci assim, eu vivi assim“… ou Heráclito :tudo flui, tudo muda.

Popularity: 6% [?]

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

mar
28
A Verdade

verdade 1

verdade2

Fonte: Aventuras na História e Uol Mais – adaptado em 28/03/10

Popularity: 2% [?]

PDF    Enviar artigo em PDF   

mar
15
Jesus e Sócrates

santa_ceiasocrates

Conexão Filosófica

 Um paralelo interessante pode ser feito entre a filosofia grega e a religião cristã. Ambas têm como momento decisivo um martírio: o de Sócrates e o de Jesus Cristo.

Jesus e Sócrates eram considerados pessoas surpreendentes; tinham autoconfiança e poder de linguagem suficientes tanto para arrebatar quanto para irritar seus ouvintes. Nada deixaram registrado por escrito e a seus discípulos coube a tarefa de divulgar suas idéias. Ambos acreditavam falar em nome de algo que era maior do que eles mesmos. Não abriam mão de seus princípios morais, questionaram o poder vigente na época e a aceitação pacífica das injustiças. De certa forma, no processo de acusação, ambos poderiam ter pedido clemência e, com isso, ter salvo suas vidas. Mas, ao contrário, morreram para não deixar morrer a missão que abraçaram. No entender deles, era melhor morrer do que permitir que as idéias de amor e de felicidade que divulgavam morressem. Dessa maneira morreria uma geração.

Essa relação não significa uma relação direta entre os dois, separados por vários séculos. O que os aproxima é a crença de que se deve lutar pelos ideais nos quais se acredita. E isso com toda a coragem e paixão que marcaram a vida de Sócrates e Jesus Cristo.

 Fonte: do Livro Vivendo a Filosofia de Gabriel Chalita

 

Popularity: 16% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

jan
29
O Mito da Caverna de Platão

mitodacavernaave1

mitodacavernaave2

 mitodacavernaave3

Popularity: 91% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

jan
12
A felicidade e o outro

dalai-lama-pointing1

Considere o seguinte.

Nós, seres humanos somos seres sociais. Nós viemos ao mundo como o resultado das ações dos outros. Por isso necessitamos sobreviver “aqui” na dependência dos outros. Quer queiramos ou não, dificilmente haverá um momento de nossas vidas em que não nos beneficiemos das ações dos outros. Por esta razão, não é de surpreender que uma parte maior de nossa onda de felicidade os nossos relacionamentos com outros.

Também não é tão notável que a nossa maior alegria deve vir quando somos motivados pela preocupação com  os outros.

Mas isso não é tudo.

(leia mais…)

Related Posts with Thumbnails

Popularity: 4% [?]