jan
3
Teste de Temperamento, escolha sua futura profissão

Jovem ou adulto, quando pensamos em escolher a futura profissão, devemos entender que o primeiro passo é olhar para si mesmo. O primeiro passo é olhar para si mesmo. O caminho inverso é utilizado por muitos e grande é a possibilidade de possíveis desilusões.

Para o Guia das Profissões (edminuano.com.br  –   jan/2012) é por meio destes tipos de testes que descortinamos nossos interesses e aspirações, os valores éticos e morais que defendemos e o “mundo” em que preferimos viver, em termos concreto ou abstrato.

Testes de temperamentos vem afirmar uma das preocupações do mundo corporativo na atualidade: comportamento.

“Indicadores de temperamentos são, atualmente, as ferramentas mais utilizadas, em todo o mundo, para que as pessoas possam escolher as futuras profissões. Temperamento é aquilo que chamamos comumente de humor, gênio etc. Psicologicamente, temperamento é algo muito mais profundo do que imaginamos: é o alicerce principal da nossa personalidade. O temperamento inclui a forma favorita de perceber as coisas e de fazer escolhas e, também, de nos relacionarmos com outras pessoas. Temperamentos estão na base dos nossos interesses e aspirações, dos valores que defendemos e da nossa visão de mundo.

As modernas teorias sobre temperamentos surgiram após os estudos do psicólogo suíço Carl Gustav Jung e do lançamento de sua obra “Tipos Psicológicos” (1920). Na década de 1980, as teorias sobre os processos mentais de percepção e de análise e tomada de decisão, que formam a base da Teoria dos Temperamentos, avançaram espetacularmente, graças às contribuições da Neurociência.

Nas últimas duas décadas, neurocientistas norte-americanos revolucionaram o conhecimento sobre temperamentos e talentos (inteligências). Eles comprovaram que o lado superior esquerdo do cérebro é solucionador de problemas, técnico e detalhista, enquanto o inferior esquerdo é planejador, lógico, organizacional e administrativo. O lado superior direito é conceitualizador, sintetizador, imaginoso e holista, enquanto o inferior direito é falante, espiritual, emocional e interpessoal.

O desenvolvimento maior ou menor dessas “áreas” explica por que algumas pessoas são ótimas em ocupações que requerem organização, comando e pensamento estratégico (raciocínio lógico), enquanto outras se destacam pela inteligência emocional, ou pela musical, pela corporal e cinestésica etc.

Os indicadores de temperamento demoraram a ser introduzidos no Brasil. A pedagoga e pesquisadora brasileira Maria da Luz Nunes Preto Calegari criou, recentemente, o IBTA-A (Indicador Brasileiro de Temperamentos para Adolescentes e Adultos), cuja versão para adolescentes está disponível neste site desde 2008. Consta de 13 situações, que possibilitam descobrir a qual dos 4 temperamentos universais o internauta pertence, e quais são as áreas mais indicadas para desenvolver uma carreira bem sucedida.” (Fonte: CIEE , acesso 03/01/12)

Para fazer o teste ACESSE AQUI

 

Popularity: 14% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

dez
2
As Crianças são os verdadeiros filósofos!

Por Francisco Renaldo da Costa

Para falar a verdade, são as crianças os verdadeiros filósofos! Com elas aprendemos que perguntar é importante, a capacidade de duvidar… admirar-se e espantar-se com o mundo que nos cercam são elementos fundamentais para entrarmos no mundo da filosofia, diga-se, pensamento crítico! É uma pena mas com o tempo vamos nos acostumando com este mundo e as respostas ganham sua importância, isto quando não “matamos” a filosofia que está em nossas crianças(e em nós mesmos)! Sejamos sinceros, para muitos é  mais cômodo permanecer em nosso mundinho, perfeito” e “organizado”. Ensinaram para nós que a acomodação é essencial para vivermos bem!!

 

 

 

Popularity: 7% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

nov
8
Filosofia para Crianças: Valores e contravalores

Há valores situados fora do tempo e do espaço, como a paz, a justiça, a generosidade, o diálogo, a sinceridade, etc. Já nos diálogos de Platão vamos descobrir a discussão destes mesmos valores, o que vem corroborar a afirmação que principia este parágrafo.

Descobrir, incorporar e realizar estes valores positivos deve ser, pois, uma das tarefas básicas da filosofia para crianças e adolescentes.

Devemos começar pensando: “Quais os critérios para se viver em sociedade?”

Veremos que temos:

- o sentimento de crítica que nos permite analisar a realidade;

- o sentimento de alteridade que nos permite sair de nós mesmos para estabelecer relações com o outro;

- o conhecimento e o respeito pêlos direitos humanos, que nos traz harmonia;

- o compromisso pessoal e o espírito de responsabilidade para que os outros critérios não caiam no vazio.

O que é um valor?

Algo que estimamos, a convicção de que alguma coisa é boa ou ruim (contravalor). A organização destas convicções vai se fazer em nós, através dos valores dos pais, dos educadores, da religião e da so­ciedade, durante o nosso processo de desenvolvimento.

De onde vêm os valores?

 A filosofia vai contribuir para que estes valores já estabelecidos se­jam passados pelo crivo da razão e   ajuda-nos a definir, com clareza, os objetivos de vida e assumir, livremente, valores autênticos que evidentemente  ajudarão a aceitar e amar como é, facilitando uma relação equilibrada com o outro, com a vida e com o mundo.

Fonte: Do livro Filosofia para Crianças e Adolescentes.  Autora: Maria Luis S. Teles. Ed Vozes

Popularity: 12% [?]

PDF    Enviar artigo em PDF   

nov
2
Filosofia com Filmes: O fabuloso destino de Amélie Poulain

Título
original: (Le Fabuleux Destind’Amélie Poulain)

Lançamento: 2001 (França)

Direção:Jean-Pierre Jeunet

Atores:Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz,  Rufus, Yolande Moreau.

Duração: 120 min

Gênero: Comédia

Análise do filme

Questões que podem ser trabalhadas pelo o educando:

O tempo;

O espaço;

O acontecimento das coisas;

As manias pessoais;

Os sentidos e os significados;

A vida;

O psicológico;

O medo;

O cotidiano;

A solidariedade, etc.

O filme começa mostrando a questão do tempo e do espaço. Independentemente de qualquer coisa, é o tempo que passa sobre a natureza e sobre a vida da das pessoas. Acontece de tudo no decorrer do tempo
independentemente de qualquer for o espaço.

As pessoas também estão inseridas no tempo e no espaço, e muitas vezes não percebem ou não dão contas sobre o que esta acontecendo, nem com o mundo externo e nem mesmo com suas próprias vidas. Elas são tomadas pelo movimento contínuo do tempo no espaço que e por isso não são notados de conceber uma compreensão clara sobre o mundo externo e a si mesmas.

Por outro lado, podemos também notar que há pessoas que acabam sendo envolvidas por situações simples, mas que vivida por determinadas pessoas torna-se como que algo que trazem muitas satisfações. Que são os casos das manias pessoais. Manias essas que são praticadas como que algo para alcançar a satisfação própria da vida, num cotidiano comum na vida das pessoas. O que percebemos é que as pessoas que tem essas manias gostam muito de viver suas manias. Porem, o que parece é que a satisfação que essas pessoas têm não são num sentido mais abrangente com a vida, isto é, de ter maior dimensão para com o mundo, de ter uma melhor compreensão de tudo aquilo que esta envolvido, de ter uma maior felicidade, de ter melhor convívio com as outras pessoas, de estar aberto ao mundo externo e aos outros. Percebemos também que estas manias muitas vezes são restritas a sentidos próprios a vida das pessoas que as vivem,
não havendo uma relação maior com o mundo externo é como que o “resto” exterior não tem importância, e ao mesmo tempo em que aqueles que estão no mundo externo parece não notar a satisfação vivida daquelas pessoas que vivem suas manias.

Outra questão muito perceptível no filme é a questão dos sentidos, isto é, o significado que damos as coisas, também há questão do sentido da vida com a afetividade. Percebe-se a presença da questão vida em vários momentos porem sobre a vida mão se tem os cuidados para o melhor convívio, muitas são os que não tem a compreensão sobre os sentidos e significado das coisas, com isso cria-se a noção do medo e as pessoas passam a viver com isso. O medo mostrado no filme não é simplesmente o medo de o homem de
preservar sua vida perante as diversas situações que o meio natural lhe impõem, isto é, o medo segundo a psicologia pode ter propósitos diferentes por um lado serve para preservação natural do homem, e por outro lado o medo é o provocador nos homens de insegurança por não compreender a vida, o medo de tentar coisas novas, o medo da própria “vida” por não saber o que pode acontecer. O filme mostra muito bem o medo da insegurança das pessoas.

O filme é um grande instrumento para despertar nos educandos o interesse par a reflexões aqui apontadas como também possibilitam trabalhar outros temas inclusivel. O importante é que os professores preparem
as condições favoráveis para o educando desenvolver suas habilidades analíticas e reflexivas.

Trabalhar um bom filme é possível incentivar os educandos a buscarem as varias questões que podem ser trabalhas para que possam a partir dos assuntos encontrados possam analisa-los refletir sobre eles e até se
possível for fazer criticas para transforma-los. Para isso penso que o professor de se preparar com antecedência como por exemplo:

- preparar a sala de exibição com antecedência;

- fazer com que os alunos percebam qual é a “visão” do assunto que o diretor pretendeu passar no filme;

- o professor pode pedir aos educandos que levantem temas ou assuntos tratados no filme;

- um trabalho continuo do professor, deve explicar que o filme tem que ser “lido” e interpretado;

- refletir com os alunos as representações e signos ou emblemas usados nos filmes porque para compreendê-los temos que conhecer sua linguagem ou decodificar seus elementos narrativos;

- os professores devem contextualizar os filmes utilizados, para os educandos.

A discussão analítica descrita sobre o filmo é apenas uma amostra superficial as questões que podemos trabalhar junto aos educandos e também as sugestões dadas poderão ser acrescidas de outras que o professor considere importante ser trabalhada durante o processo de ensino-aprendizagem.

 Fonte: Texto produzido para o projeto Filosofia e Vida, Curso da Unicamp com o Governo do Estado de SP, 2006.

 

Popularity: 3% [?]

PDF Download    Enviar artigo em PDF   

set
14
WebQuest: Geração Y
Como afirma Heráclito (filósofo pré-socrático aprox. 540 a.C. – 470 a.C.) “O homem não entra duas vezes no mesmo rio, da segunda vez á não é o mesmo homem e nem o mesmo rio” , na verdade “tudo flui”. Significa então que tudo é devir, movimento, mudança. E vocês jovens da Geração Y… cidadãos do século XXI estão preparados para estas mudanças? Ou melhor, entendemos o que se passa em nossa sociedade veementemente tecnológica?  Precisamos adaptar-nos, mudar nossos paradigmas, compreender  o devir tecnológico  para  elaborarmos estratégias  (diga-se aqui, em todas as áreas do ser humano: profissional, familiar, espiritual, relações…) que melhor nos realize como pessoas e não como máquinas, auxiliando-nos na busca da felicidade que é tornar-se cada vez mais humano!
Para conhecer mais sobre esse WebQuest clique no link abaixo ou na imagem!
WebQuest: Geração Y

Popularity: 9% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

ago
26
As 11 regras de Bill Gates

Esta é uma dessas mensagens que se espalham  por aí nos e-mails, redes sociais e sites.

O que importa é o conteúdo da mensagem. Vale a pena pensar um pouco.

Começemos…

Bill Gates foi convidado por uma escola secundária para uma palestra.

Chegou de helicóptero, tirou o papel do bolso onde havia escrito onze itens.

Leu tudo em menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero.

Eis o que ele proferiu que ficou conhecida como suas  famosas regras.

1. A vida não é fácil — acostume-se com isso.

2.  O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

3. Você não ganhará R$20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

4. Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.

5. Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.
6. Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA!!! Faça certo da primeira vez!

9. A vida não é dividida em semestres.Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

10. Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinhoou  a boate e ir trabalhar.

11. Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns
babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um
deles.

Popularity: 9% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

ago
8
As vantagens do estudo da lógica

 

Há duas vantagens principais conferidas pelo estudo da lógica. Primeiro, o indivíduo com conhecimento de lógica tem mais facilidade em organizar e apresentar suas ideias. Ele distingue entre o essencial e o não essencial, usando raciocínio claro e coerente para transmitir suas conclusões às outras pessoas. O uso da lógica na pesquisa facilita a fundamentação nas conclusões das investigações, nos dados obtidos, aumentando-se assim tanto a inteligibili­dade do relatório quanto a credibilidade das conclusões. Além disso, a lógica ajuda o indivíduo a aprimorar seu raciocínio, ao refletir sobre suas ideias.

Segundo, a lógica facilita a análise das ideias apresentadas por outros. O não iniciado frequentemente se perde em argumentos complexos e, mesmo em casos mais simples, confunde as premissas e as conclusões, rejeitando ou aceitando argumentos através de reações não bem refletidas. Não questiona­mos a naturalidade nem a importância de reações emocionais em diversas situações, inclusive como elementos importantes na argumentação. Às vezes, os sentimentos, emoções e percepções subjetivas de indivíduos devem ocupar um lugar central na argumentação. Muitas vezes, porém, a maneira pela qual se resolve questões reflete uma influência excessiva e negativa do envolvimento psicológico do indivíduo, o que pode levar a posições irrefletidas e distorcidas.

O principiante de lógica frequentemente contesta ideias não fundamentais num argumento e questiona casos apresentados para servirem apenas como exemplos ilustrativos que poderiam ser perfeitamente substituídos por outros, sem afetar basicamente a estrutura do argumento. Como no jogo de xadrez, o iniciante não tem uma visão clara da estrutura do jogo e do significado dos movimentos do outro, atacaiïdo peças protegidas e deixando de enxergar os pontos fracos – fazendo o que o grão-mestre enxadrista Bobby Fischer cha­mava de “empurrar os toquinhos” -, o neófito em argumentação deixa de compreender a estrutura subjacente às afirmações dos argumentos, tratando cada afirmação como uma
ideia isolada.

O pensador com experiência em argumentação, entretanto, reduz as ideias ao seu essencial, sabendo que, muitas vezes, um discurso de meia hora pode ser resumido em 5 ou 6 frases que “captam” aquilo que o falante argu­mentou. Quem tem essa capacidade terá muito mais facilidade em debater as ideias apresentadas e, se discordar de algumas delas, saberá refutá-las ao invés de atacar cegamente o argumento todo de uma vez.

Fonte: Artigo do Livro Senso Crítico, do dia-adia às ciências humanas. David W   Carraher. Ed Cengage Learnin.

Popularity: 9% [?]

Criar PDF    Enviar artigo em PDF   

jul
5
Filosofia para Crianças: O Jabuti

Era uma vez um jabuti muito engraçadinho. Ele adorava passear por toda a floresta e se metia em todo e qualquer buraco, mas tinha a sua própria casinha. Uma casinha muito linda!

Um dia, ele andou, andou e andou… De repente, viu-se numa clarei­ra, cercada de altas árvores. Olhou para um lado e outro e não con­seguia mais saber em que direção ficava a sua casa.

Botou a sua cabecinha pra dentro da carapaça e se pôs a chorar. Pou­co a pouco, vários animais foram se aproximando do jabuti, com muita pena dele. Perguntaram-lhe o que acontecera, e ele só sabia resmungar e chorar. Nisso, chegou Dona Coruja, sempre cheia de sabedoria, e acabou por fazê-lo falar. E ele disse:

-Estou perdido e não sei o que fazer. Ele respondeu:

— Senhor Jabuti, a gente precisa saber quando é necessário pôr a ca­beça para fora e quando é preciso pô-la para dentro. Você tem que ohar ao redor e pensar. Lembre-se disto!

O jabuti, então, olhou, olhou para todos os lados e, depois, recolheu sua cabecinha, colocando-se a pensar. Aí, lembrou-se.

Todos os animais se alegraram. Cada um tomou seu rumo e o jabuti, o mais depressa que pôde, dirigiu-se para sua casa.

Daí por diante, não passou mais aperto, pois sabia quando devia olhar para fora e quando devia olhar bem para dentro…

Fonte: Do livro Filosofia para Crianças e Adolescentes. Autora: Maria Luis S. Teles.  Ed Vozes

(para quem interessa-se pelo tema, o livro ajuda bastante!)

Popularity: 23% [?]

PDF    Enviar artigo em PDF   

jul
2
Filosofia com Filmes: Gênio Indomável

Objetivo: Problematização

“Quem se dedica à filosofia põe-se á procura do homem, e escuta o que ele diz, observa o que ele faz e se interessa por sua palavra e ação, desejoso de partilhar, com seus concidadãos, do destino comum da humanidade”. Karl Jaspers

- Para que ou por que existimos?

- O que devemos ou podemos fazer de nossas vidas?

- Interrogando-se sobre a própria existência: a busca do sentido de ser humano.

Filme:

1- a) Nome: “Gênio Indomável”
b) Diretor: Gus Van Sant

c) Ano de produção: 1997

2 – O filme mostra a realidade de um colégio no qual, os alunos ali matriculados, são desafiados a resolverem questões de matemática, o que não conseguem. As questões eram colocadas no Mural, em um dos corredores do colégio, e na outra face da moeda, um jovem, faxineiro da casa, sem que mingúem soubesse, resolvia as questões. Como havia um prêmio para quem conseguisse a resolução e, sendo assim, ninguém se apresentou para recebê-lo. Até que um dia o jovem faxineiro foi flagrado naquele local finalizando a resolução do problema que nem mesmo o professor conseguia fazê-lo.

Obviamente, o jovem faxineiro passa a ser interessante para o corpo docente daquele colégio. Após passar por vários psicólogos sem êxito, eis que surge um que, desafiando a identidade do discípulo consegue, enfim, direcioná-lo no desenvolvimento de seu potencial.

3- A história é narrada dentro de um percurso linear, alternando cenas externas e em estúdio, os personagens que se destacam são os professores, o jovem faxineiro e sua namorada também estudante do colégio. São silenciados os alunos do colégio, as cenas são cadenciadas no inicio e um tanto frenéticas no final; pretendem encenar a possibilidade da descoberta de um gênio em matemática, e o tema central é percebido sem grandes dificuldades.

4-     O filme aborda um problema de Identidade: “quem sou eu?”
Esse é o referencial filosófico: como saber quem sou eu? Como, de que maneira, através de quem descobrir minha identidade?

5- A filosofia vê esse tema-problema, dentro mesmo da questão da Identidade (quem sou eu?), numa visão holística, isto é, o ser humano em seu contexto histórico, em todas as suas dimensões (amor, desejo, ética, violência, conhecimento, tempo, etc.).

Conclusão

A questão do sentido da própria vida, como por exemplo, por que existo? Por que estou aqui neste mundo? Para que viver? E quem sou eu? São questões de ordem filosófica muito profundas. Descobrir-se, conhecer-se, sobretudo nos dias atuais, implica um trabalho muito complexo. Da mesma forma podemos direcionar a pergunta no geral, ou seja, na existência da própria humanidade, qual tem sido o seu papel no mundo? Que tipo de fruto tem produzido? Refletindo sobre suas ações no planeta, seu modo de tratar a vida e tudo o que vive – certamente fica ainda mais difícil encontrar respostas.

Fonte: Texto produzido  para o projeto Filosofia  e Vida, Curso da Unicamp com o Governo do Estado de SP, 2006.

Popularity: 4% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

jul
1
Dica de Filosofia: Elogio do aprendizado
 
 
by: Pierre-Auguste Renoir
A visão de um poeta e dramaturgo: Bertold Brecht (1898-1956)

Aprenda o mais simples! Para aqueles

cuja hora chegou

Nunca é tarde demais!

Aprenda o ABC; não basta, mas

Aprenda! Não desanime!

Comece! É preciso saber tudo!

Você tem que assumir o comando!

Aprenda, homem no asilo!

Aprenda, homem na prisão!

Aprenda, mulher na cozinha!

Aprenda, ancião!

Você tem que assumir o comando!

Freqüente a escola, você que não tem casa!

Adquira conhecimento, você que sente frio!

Você que tem fome, agarre o livro: é uma arma.

Você tem que assumir o comando.

Não se envergonhe de perguntar, camarada!

Não se deixe convencer

Veja com seus olhos!

O que não sabe por conta própria

Não sabe.

Verifique a conta

É você quem vai pagar.

Ponha o dedo sobre cada item

Pergunte: O que é isso?

Você tem que assumir o comando.

(Bertold Brecht, Elogio do aprendizado, In: Poemas 1913-1956, São Paulo, Brasiliense,

1986, p.121)

*Comentário: O “Elogio do aprendizado”, de Bertold Brecht, apresenta a mesma perspectiva da dúvida que liberta. Esta atitude reflexiva e questionadora da realidade pode ser relacionada com o texto propriamente filosófico, mostrando que a poesia também pode provocar questionamentos e atitudes filosóficas. O poema, ao suscitar o exercício do perguntar e do “assumir o comando”, coloca o desafio de se ter uma postura crítica diante dos acontecimentos. Aqui seria bastante pertinente trabalhar essas questões relacionando-as com os conceitos de alienação e ideologia. Bertold Brecht é um dos autores alemães mais importantes do século XX, especialmente nas suas facetas de dramaturgo e de poeta. De formação marxista, dava grande importância à dimensão pedagógica das suas obras de teatro: contrário à passividade do espectador, sua intenção era formar e estimular o pensamento crítico do público.

Fonte: Filosofia – Volume 5- Propostas de Planos de Curso e Atividades,/Governo do Estado de São Paulo/Secretaria de Educação/Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas, 2006

?

Popularity: 6% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

jun
25
Filosofia com Filmes: Sociedade dos Poetas Mortos

O filme em análise chama-se  “Sociedade dos Poetas Mortos”, direção de Peter Weir, EUA. No que se refere ao ano em que foi produzido, como as fitas que tive acesso fazem parte da videoteca “Caras”, não consegui encontrar o ano de sua produção; contudo, o cenário do filme, é de por volta da década de 1960.

Considerações iniciais

A análise realizada pode não seguir o roteiro proposto, uma vez que não tivemos acesso à Internet nos últimos dias, por razões de problemas técnicos e de não encontrarmos um outro ambiente que possibilitássemos devido acesso. Contudo, propomos uma organização baseado naquilo que entendemos estar próximo do ideal, posto que já havíamos lido o roteiro pela Internet a aproximadamente uns quinze dias atrás.  
A priore, é pois mister considerar que quase todas as cenas do filme se passam dentro de um colégio, com raras exceções de cenas externas. Os principais personagens que podemos destacar são: prof. Keating, Neil Perry, Meekes Steven, Knox Overstreet, Tod Anderson, Jefrey Anderson, Richard Cameron, Charlie Doblar e Gerard Pitts; os quais constituem, basicamente, uma sala de aula e , quase todos, fazem parte de um grupo de amigos que tentam restaurar a “Sociedade dos Poetas Mortos”. O objetivo do filme é, entretanto, confrontar  o modelo conservador e o progressista de educação, passando a idéia de que educar é um processo maiêutico de levar o discente a descobrir a verdade  que se encontra dentro de si e que, tudo passa, para sempre tudo se acaba, de modo que nada é mais importante do que refletir a vida, as paixões, os amores, tudo o que nos humaniza. Portanto,  “rapazes: aproveitem o dia! Façam de suas vidas algo de extraordinário”. Tudo isso são perceptíveis, contudo, a análise que faço pretende usar de cenas para a reflexão de alguns filósofos e idéias.

Breve sinopse

Quando o carismático professor Jonh Keating, estrelado por ROBIM WILLIAMS, chega com seus métodos de ensino a um colégio conservador, acaba despertando em seus alunos um novo questionamento, uma nova forma de vida. “Carpe Diem, rapazes: aproveitem o dia! Façam de suas vidas algo de extraordinário”; com estas palavras, ele estimulou a viverem cada minuto de suas vidas intensamente, suscitando nos próprios alunos um impacto muito grande em suas  relações com seus pais, professores e sociedade.
Com efeito, motivados pelas aulas do professor, os alunos passam a tomar posições por si próprios, a combater o autoritarismo da escola com argumentos e sátiras, a buscar viver intensamente em todos os lugares e situações, e, impossibilitado disso, Neil Perry  submete-se a prática do suicídio, em razão de que seu pai queria determinar a ele o que fazer o que ser. O suicídio de Neil foi a “gota d’água” que faltava para que o diretor conservador, insatisfeito com o professor, o mandasse embora , depois de uma “maquiavélica” armação que induziu os alunos a entregá-lo como sendo responsável pelo suicídio. Porém, no final, os alunos desafiam o autoritarismo do colégio Infernoton com práticas ensinadas pelo professor Keatng, ao se solidarizarem com ele no momento em que acabava de pegar seu material e saia da sala de aula para ir embora, expressa na frase “ Oh! Meu capitão! Meu capitão!”.

Análise

O filme aborda a questão educacional, auferindo uma crítica ao modelo tradicional e conservador, como sendo mero formador de pessoas quadradas, sem opiniões, uma vez que suas idéias são idéias de autores famosos. “É preciso rasgar as introduções e extinguir o ensino de técnicas de entendimento da poesia, criar a sua maneira de pensar” ( frase baseada  numa cena do filme)  e, sobretudo, a questão do viver intensamente a cada momento da vida expressa na frase “ carpe diem, rapazes: aproveitem o dia!”. Com efeito, o filme, sendo uma obra de arte, evidentemente, pode possibilitar aos telespectadores perspectivas diferentes, no que tange a sua análise. Para tanto, apresentamos uma análise que nos parece ser relevante com o filme e a própria filosofia. Analisaremos a questão da liberdade humana dentro da perspectiva sartriana e  a questão da construção de um pensamento próprio. A análise vislumbra, no primeiro momento, uma tentativa de associar às idéias de Sartre. Contudo, de maneira geral, pretendemos discorrer idéias de outros filósofos também. Para tanto, apresentamos uma análise, dentro de nossos limites, considerando o pouco tempo que tivemos para tal ( em razão de nossas atividades profissionais) “. É importante destacar que em momento nenhum do filme aparecem posições de filósofos de maneira definida, aparecem fatos e idéias que nos possibilitam tratá-las de maneira filosófica, sob a luz de alguns pensadores.
Uma das cenas mais dramáticas do filme, corresponde à qual um personagem de nome Neil Perry , motivado pela idéia da “Sociedade dos Poetas Mortos” (sociedade que existira quando o professor Keating foi estudante naquele colégio), de ser livre pensador, de ser construtor de sua própria saga, se descobre com dotes excepcionais para representar peças de teatro. Porém, tal capacidade, colidia com o que seu pai queria que o fosse. Depois de uma longa tentativa em convencer seu pai que o deixasse ser o que queria, sem êxito,  Neil, que se descobria livre, que não pensava mais segundo as convicções de outrem, revoltado com a atitude autoritária de seu pai, caí em desespero e prática o suicídio. Ora, a cena torna-se impreterivelmente necessária associá-la ao existencialismo, sobretudo às idéias de Sartre, uma vez que o filósofo enfatiza que o homem esta condenado a liberdade, que precisa assumir as próprias escolhas, posto que é responsável pela sua história. Com efeito, Neil, ao se descobrir que era o responsável pelas suas decisões, que nenhuma outra pessoa poderia salvá-lo de sua liberdade, por primeiro ele se angustia e vive num dilema profundo, pois seu pai o impedia de representar, em outras palavras, fazer sua escolha e, se o fizesse, bateria de frente com o seu pai. Angustiado, cai em desespero e não tendo equilíbrio suficiente para escolher a vida, escolhe a morte. O personagem Neil ao escolher a morte, não deixou de escolher em liberdade, pois a morte foi uma escolha: a de deixar de existir..
Observamos ainda na cena a capacidade humana de acabar com a vida humana, isto é, quando a sua liberdade é cerceada. Podemos entender o porque muitas pessoas em momentos de regimes autoritários, mesmo sabendo que suas idéias podem levá-los à morte, não se amedrontam e difundem suas idéias, de maneira cada vez mais intensa. Quando o personagem escolhe a morte, diferentemente de Sócrates que afirmava ser bom a morte, porém que não era justo praticá-la com sua própria mão, o jovem toma uma posição compreensível ao existencialismo que entende que o homem ao se perceber responsável pelo que é, que está desamparado no mundo e ninguém pode salvá-lo dessa situação, está, também, sujeito ao “suicídio” ( essa conclusão é baseado na leitura que faço acerca de Sartre), Porém, num determinado aspecto, o jovem igualmente a Sócrates, entrega sua vida pelos seus ideais, uma vez que a cena pode muito bem sensibilizar um pai a não ser semelhante ao pai do personagem; nesse sentido, a atitude do jovem engaja a toda a humanidade a lutarem por seus ideais, e, os pais, a entenderem melhor as vontades e desejos de seus filhos. Assim, a liberdade humana é o que o homem tem como riqueza imprescindível, pois se ele a negar, mesmo assim, tal atitude será fruto de sua liberdade. Portanto, é possível afirmar que a liberdade se manifesta na construção de um ser e, a saber, associa-se a um ideal que pretende engajar a toda humanidade, no caso da cena do filme, o de ser livre para escolher o que ser na vida.
Outro ponto extremamente interessante do filme, concerne a uma frase descrita num livro, no lugar da introdução, por um membro da sociedade dos poetas mortos, pelo professor Keating, que diz: “Fui a floresta porque queria viver profundamente e sugar a essência da vida. Eliminar tudo o que não era vida. E não, ao morrer, descobrir que não vivi”. A frase é um convite para que aproveitemos tudo aquilo de bom que a vida nos proporciona, como em todo o filme o professor Keating orienta seus alunos, dentro de princípios que exaltem e prevaleçam a vida, com isso, usamos a frase de Michel de Montaigne: “Qualquer que seja a duração da vida ela é completa. Sua utilidade não reside na duração e sim no emprego que lhe dais. Há quem viveu muito e não viveu. Meditai sobre isso enquanto o podeis fazer, pois depende de vós, e não do número de anos, terdes vivido bastante”. Portanto, é preciso aproveitar a viver, porém aquilo que pode implicar na negação da vida, deve ser banido, pois o viver bem está no emprego que lhe dais a vida. Com efeito, é preciso viver uma vida examinada, como dizia Sócrates, não obstante, dentro de uma perspectiva de se deixar envolver por aquilo de bom, que podemos sugar da vida, a fim de gerar mais vida..
É mister, entretanto, discorrer acerca de uma fala do professor Keating, em que enfoca que: “Há coisas que são necessárias para a vida, porém há outros que nos mantém em pé, que nos tornam humanos”. Tal frase é apresentada no filme pelo professor para justificar a importância da poesia, que expressa valores e idéias que são indissolúveis ao ser humano: como a liberdade, o ato de pensar por si, o amor, asa paixões, etc. Essa dominante remete-se também à própria filosofia, uma vez que ela procura aguçar no ser humano o intrépido desejo de reflexão acerca do mundo, na tentativa levar-nos à felicidade, posto que a matemática, a gramática, a física,.. apresentam coisas prontas, entendendo o ser humano como algo acabado, que se prende  a uma posição que no concernente à felicidade humana não tem implicação nenhuma, são coisas apenas necessárias para a vida. A história da filosofia prova muito bem que todo pensamento elaborado não teve outro objetivo que não fosse a felicidade. Por exemplo: Platão quando enfatizou a necessidade do ser humano em permear no sentido da epistéme, acreditava que ao alcançá-la, chegaria à felicidade; os liberais ao proporem o liberalismo como modelo político ideal, também entendiam que era a melhor maneira do homem encontrar a sua felicidade; Karl Marx ao propor o comunismo, acreditava ser o modelo político ideal para que o homem encontre sua felicidade, em virtude da supressão das classes, da propriedade privada, e, consequentemente da exploração do homem pelo homem.. A felicidade em sentido pleno é impossível, contudo, é possível obtermos “picos”, momentos para os quais toda conduta humana se dirigem e a filosofia se preocupa a nos auxiliar, através da reflexão radical metódica e sistemática. Não há nenhuma posição no sentido de tornar a filosofia auto-ajuda para a felicidade, uma vez que ela suscita no homem a reflexão, a busca pessoal e reflexiva e não o coloca num invólucro. Nada é mais importante do que a felicidade, é o que nos mantém vivo, tudo tem uma ligação com ela, por vezes, dialética:: o amor, a liberdade, as paixões, os vícios, etc.  

Conclusão

A análise, de maneira geral, suscitou uma reflexão sobre a questão da liberdade em Sartre, como algo que não escapamos em hipótese nenhuma, usando como ponto referencial o personagem Neil Perry, que se imbuiu de tal liberdade, em função até do aprendizado que obteve, ao ponto de entender que era o único responsável por ela e, tão livre se sentia, escolhe a própria morte que se configuraria na privação da própria liberdade, pois o deixaria de existir.
Outro ponto que consideramos interessante, tange às frases extraída no filme, de Montaigne e a de Sócrates (“uma vida que não é examinada não merece ser vivida”). Tais frases nos remetem a uma postura de que devemo-nos buscar viver intensamente a vida, aproveitando-a ao máximo, buscando entender as paixões, os amores, sob um prisma nosso mesmo, mas sempre de maneira examinada, isto é: “eliminando tudo o que não é vida”  

Autor: Professor Márcio José Proença  , trabalho feito para o projeto Filosofia  e Vida

Popularity: 8% [?]

PDF Printer    Enviar artigo em PDF   

jun
13
WebQuest de Filosofia: Ética no dia-a-dia

Em primeiro lugar vamos entender o que é um  WebQuest. Basicamente é uma atividade didática que pode ser utilizada a partir do Ensino Fundamental até o Ensino Superior. No Brasil este recurso é utilizado mais no nível superior de ensino. Desenvolve o pensamento crítico, a cooperação, reflexão,  e estimulando a criatividade e espírito de  pesquisa. A WebQuest torna-se uma metodologia de pesquisa orientada  em quase sua totalidade pela web, o que a torna atraente.

Para você compreender melhor leia a definição da professora Maria Aparecida Viana que é coordenadora do Serviço de Informática Educacional, mestranda em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas.

Então vamos trabalhar!!!  É só clicar na imagem abaixo e você será conduzido a WebQuest.

Related Posts with Thumbnails

Popularity: 3% [?]

PDF Creator    Enviar artigo em PDF