nov
19
Dica de Estudo: Quiz

Ensinar significa sair do nosso mundinho e ir em direção ao mundo do seu aluno. Acredito que só aprendemos, quando somos capazes de unir aprendizado e vida. Tudo fica mais fácil quando encontramos  ferramentas que unem o lúdico ao aprendizado. Trabalhar com  Quiz é uma boa dica.”O uso do quiz motiva o aluno a se apropriar do conhecimento e reelaborá-lo. Além disso, promove a contextualização do aluno, que deve pensar em uma situação problema e sugerir respostas.”(Marco Amaral).

Sempre usei o quiz em sala de aula. Os alunos em seu próprio caderno montam as questões e depois organiza-se uma gincana. Nesta semana fomos além, criamos um quiz on-line.

Quer testar seus conhecimentos em História  da Roma Antiga ou entender mais sobre a  Cultura & Sociedade do Século XIX?  Visite o menu MEUS ALUNOS e divirta-se. Quanto a vocês meus alunos, parabéns  e bons estudos!

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set
23
Carta ao aprendiz de Filosofia
Aprender é uma coisa que sempre fazemos, queiramos ou não.
Estudar é, ou pelo menos deveria ser, uma forma especial de aprendizagem porquanto é aprendizagem consciente e rigorosa. Isso significa que sempre somos aprendizes, mas que apenas somos estudantes quando sistematizamos nossa aprendizagem. Segue uma carta na qual ofereço um convite à filosofia em forma de “boas-vindas” e “provocação”.
“Meu caro aluno! considero-me um aprendiz e espero que esteja falando para um igual. Desejo-te boa saúde e plena posse de suas faculdades mentais porque, acredite, vai precisar delas.
Não estou trazendo novidades porque a nova-idade depende exclusivamente de você, de seu próprio tempo. Uma pessoa só é aprendiz de verdade quando fica admirada ou espantada diante de algo. Sem isso não se sente aquela angústia que força a gente a solucionar nossos problemas. Quando a angústia vem, é hora de começar a refletir sobre a nossa real-idade e partir para buscar a nova-idade. A filosofia é um modo digno de lidar com a angústia.
O problema é que toda vez que se buscam coisas novas começa-se também a incomodar. Essa busca que perturba a paz é filosofia. Você já sentiu angústia e tentou resolvê-la apelando para uma mudança radical do seu modo de ver as coisas? Isso incomodou você mesmo e/ou outros? Se a resposta é sim, então você já filosofou.
Escrevo para dizer que estou admirado e espantado com nossa acomodação diante dessa instituição denominada escola. Costumamos achar lindas as palavras que propõem a filosofia, dizemos que o certo é isso e que a filosofia deve ser o centro de todo projeto educacional, mas os anos passam e essas coisas jamais saem do papel. O que está acontecendo? O que nos impede de seguir em frente? A sala de aula, o professor, a disciplina… Essas coisas me angustiam.
Chamamos sala de aula a essa caixa grande com seres humanos dentro, laterais com janelas feitas para respirar e ver o mundo do lado de fora.
Mas ninguém olha para o mundo do lado de fora porque deve prestar atenção ao que acontece dentro da sala. No nosso caso, mesmo que você quisesse olhar para o mundo exterior não poderia porque as janelas estão fechadas enquanto um aparelho funciona para fazer o ar entrar. É um paradoxo que a educação se dê num espaço como esse. Apesar de não haver coisa mais contraditória, essacaixa quase toda fechada é considerada um espaço privilegiado de onde se entende o que há fora dela. É do interior desse espaço que se deve compreender o mundo exterior, que não se consegue ver porque está tudo fechado.
Você está prestando atenção ao que eu estou lhe dizendo? É bom prestar atenção uns aos outros porque nossa sobrevivência depende disso. Mas, porque estou um professor e você um aluno no meio de tantos outros, dizem que a atenção que você deve prestar a mim é maior. Por quê? Porque presume-se que o professor deve enxergar a realidade melhor do que o aluno. Mas não passa de uma presunção. Saramago conta a história fictícia de um único ser humano que enxergava enquanto todos os outros estavam cegos. Desconfio que ele falava do professor e dos alunos porque a palavra a-luno parece dizer sem-luz.
Homens-professores que guiam homens-alunos é uma presunção bastante perigosa, não acha?
Há tantos professores e tantas disciplinas… Essa palavra, a disciplina, é uma mistura de instrução e vigilância. O professor instrui, mas deve se preocupar com a vigilância, com o comportamento dos alunos. Penso na imagem da comporta, a porta que impede a passagem das águas represadas. Às vezes o professor deve ser como as comportas impedindo que as águas presas na cela de aula se irrompam violenta e desorganizadamente. Esse é outro fator que me angustia pois sou incapaz de ser comporta mesmo em relação aos simplórios e arrogantes que nunca se angustiam e vêem na filosofia a mais completa inutilidade. Nas escolas essas criaturas costumam ficar pavlovianamente felizes quando ouvem o toque da sirene que as libera para mastigar guloseimas com seus estômagos e cérebros. Eles são a menoridade culpada nesta aconchegante e tecnológica cela em que vivemos. Culpados porque abriram mão da sua
liberdade e por isso todos os seus fins perseguidos aparecerão para eles como
arbitrários e inúteis. Se pregam a absoluta vanidade da filosofia é porque querem acreditar nisso, porque não suportariam a explosão do absurdo de uma vida que procura fora de si as justificações que só eles se podiam dar.
Por tudo isso, espero que sua boa saúde e a posse das faculdades mentais sirvam-lhe agora para abrir seus próprios olhos – se você ainda é um aluno.
No mais, seja bem-vindo ao mundo da filosofia, meu caro… aprendiz.”
Por Israel de Alexandria (http://ialexandria.sites.uol.com.br/)
Crédito da Imagem (
http://natrodrigo.wordpress.com/)

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set
13
Atividade de Filosofia: Música e Mamonas Assassinas

Uma dica, vamos aprender as principais características da filosofia cantando uma paródia!

Música:Professor Ricardo M. / Blumenau
Original: Sábado de sol / Mamonas Assassinas

Filosofia busca
fundamentação.
Da realidade
quer compreensão.

É rigorosa,
na reflexão.
Abre nossos olhos,
contra alienação.

Sócrates, Platão
Nietzsche e o tal Zenão,
são filósofos
que fugiram da prisão.

De qual? do quê?
Da falta de noção.
Para onde foram?
Usar a razão!!!

Vamos agora enumerar as caracterísitcas da filosofia?

Radical: exige-se que o problema seja colocado em termos radicais, entendida a palavra radical no seu sentido mais próprio e imediato. É preciso que se vá às raízes da questão, até seus fundamentos.
Rigorosa: para garantir a primeira exigência, deve-se proceder com rigor, ou seja, sistematicamente, segundo métodos determinados, colocando-se em questões as conclusões da sabedoria popular e as generalizações apressadas que a ciência pode ensejar.
De conjunto: o problema não pode ser examinado de modo parcial, mas numa perspectiva de conjunto, relacionando-se ao aspecto em questão com os demais aspectos do contexto que estão inserido. É neste ponto que a filosofia se distingue da ciência de modo mais marcante. A filosofia não tem objeto determinado, ela dirige-se a qualquer aspecto da realidade, desde que seja problemático; seu campo é o problema, esteja onde estiver. A filosofia é a busca, seu campo de ação é o problema enquanto não se sabe onde ele está.”(SAVIANI)

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set
8
Filosofia no Ensino Médio? E agora?
A recente incorporação da Filosofia à grade curricular das escolas do Ensino Médio de todo o país, na condição de disciplina obrigatória, por força da Lei 11.684, constitui um significativo avanço na formação humanística e crítica de jovens brasileiros na medida mesma em que procura satisfazer, concretamente, o dispositivo constitucional que fixa como objetivo da Educação Nacional o preparo do educando para “o exercício da cidadania” (Constituição Federal, Art. 205), bem como o disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN/1996), que confia essa tarefa à Educação Básica (Art. 22), particularmente ao Ensino Médio (Art. 35), reconhecendo explicitamente a necessidade do domínio de conteúdos de Filosofia e Sociologia para a consecução daquele objetivo (Art. 36, parágrafo 1º, Inciso III).
O aludido avanço, porém, traz consigo grandes desafios aos professores de Filosofia, os quais, atuando em condições frequentemente adversas, precisam dar conta não só de lecionar os conteúdos da disciplina mas também de assegurar a especificidade e a qualidade de tal ensino, além disso com olhos sempre voltados para a realização dos objetivos que a legislação supramencionada lhe atribui e estipula.
É para fazer frente a tais desafios que o Grupo de Estudos e Pesquisas PAIDÉIA, através de sua Linha Ensino de Filosofia, propõe realizar o II Simphilo (Segundo Simpósio sobre Ensino de Filosofia), cujo tema central traduz concreta e exatamente a preocupação implícita no parágrafo anterior: FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO: E AGORA?
Do tema geral
FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO: E AGORA?
Eixos Temáticos
1. Ensino de Filosofia no Nível Médio: aspectos históricos;
2. Ensino de Filosofia no Nível Médio: aspectos de conteúdo e metodologia;
3. Propostas para o Ensino de Filosofia no Nível Médio.
Local: Unicamp – Campinas
Para saber mais

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ago
31
Atividade de Filosofia: Ética e Moral

Relacione os textos e elabore uma reflexão a partir dos estudos em sala de aula.
*Não esqueça de contextualizar e produzir argumentos para expor seu ponto de vista.
TEXTO 1

Ética e Moral
O que é ética, o que é moral? É a mesma coisa ou há distinções a serem feitas? Há muita confusão a respeito disso. (…) Na linguagem comum, do cotidiano, e mesmo culta, ética e moral são sinônimos. Assim dizemos: “aqui há um problema ético” ou “um problema moral”. Com isso emitimos um juízo de valor sobre alguma prática pessoal ou social, ou seja, afirmamos se essa prática é boa, má ou duvidosa. Isso é emitir um juízo de valor. Mas, aprofundando a questão, percebemos que ética e moral não são sinônimos. A moral trata (…) dos costumes, hábitos e valores aceitos por uma determinada sociedade. Por isso, não é correto afirmar que exista uma única moral e sim várias, pois ela muda de acordo com a cultura de uma determinada sociedade. (…) Sendo assim, o que é moralmente aceito em uma sociedade pode não ser em outra. (…) No caso da ética, pode-se afirmar que ela é parte da filosofia. O que significa essa afirmação? Significa dizer que ela está pautada em princípios e valores que orientam pessoas e sociedades. Nesse caso, a ética analisa e questiona a conduta humana. A ética faz as seguintes perguntas: isto é correto? Isto é justo? Esta prática está de acordo com o bem comum? Ela é como se fosse um juiz que vai dar a sentença entre aquilo que está correto ou não. Nesse caso, uma pessoa é ética quando se orienta por princípios e convicções que não agridem o bem-estar da sociedade, pois enriquecem a vida em grupo. Dizemos, então, que essa pessoa é ética, pois tem caráter e boa índole.
Fonte: http://alainet.org/active/4005&lang=es

TEXTO 2

Fonte: Blog Sorriso Pensante -http://ivancabral.blogspot.com/2007/06/charge-ou-cartum.html

É sempre bom lembrar, vocês devem apenas fazer a postagem no Blog, não é para entregar nada por escrito e colocar seu nome e série na postagem, por exemplo: Francisco 8A.

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ago
28
Recado para a 6a.B e 6a.C – ENSA
Conforme combinamos em sala ontem vamos fazer uma atividade onde possamos dar continuidade à nossa reflexão sobre Sócrates, que é considerado o Pai da Filosofia.

O que faremos? É fácil!

1. Leia o Post: Quem foi Sócrates? ( é o artigo que segue logo abaixo). Para ler todo texto, clic em LEIA MAIS.

2.Escolha três idéias que você considere importante e comente.

3.Os comentários devem ser feitos no próprio Blog.

É sempre bom lembrar, vocês devem apenas fazer a postagem no Blog, não é para entregar nada por escrito e colocar seu nome e série na postagem, por exemplo: Francisco 6B.
Importante: essa atividade deverá se realizada até o dia 24 de setembro

Está em duvida?
Não sabe como fazer os comentários?

Siga as instruções abaixo:

Se você está com dificuldades em postar um comentário nas atividades, siga as instruções abaixo:
1. Leia a atividade proposta2.No final da atividade você verá o ícone:

5. Digite o seu comentário

6.Na opção COMENTAR COMO, escolha NOME/URL

7.Abrirá uma nova janela

8.Digite seu nome e série*No espaço destinado a URL, você não precisa digitar nada

9.Pronto é só clicar em POSTAR COMENTÁRIO

Um abraço!

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ago
8
Ensinando Filosofia com Filmes
Professor francês arranjou um método que está funcionando muito bem: ele ensina filosofia aos seus alunos assistindo a filmes, como Colateral, com Tom Cruise
Basta entrar em qualquer escola – não precisa ser da periferia – para perceber que boa parte dos alunos não se interessa em aprender hoje em dia, embora, claro, se interesse em ingressar numa faculdade para ter diploma, profissão, enfim.
Uma parcela pequena da população estudantil leva o aprendizado a sério, a maior parte para pelo caminho e nem chega a cogitar entrar numa faculdade. Os números não mentem. Pode parecer ambíguo, mas é real.
Aluno estudioso hoje em dia é maltratado por colegas, visto de forma pejorativa, chamado por expressões rancorosas como CDF, caxias e nerd, ainda que seja o orgulho de qualquer pai e professor.Como enfrentar uma galera sem interesse propondo ensinar filosofia, matéria que pode arrancar risos, deboche ou bocejos dos tipos mais radicais da sala? É preciso ser criativo. E muito.
O professor Ollivier Pourriol desceu do pedestal e foi ao encontro dos alunos. Se os tipos gostam de filmes como Clube da luta, o professor foi descobrir o que havia de filosofia no filme, para, a partir dele, transmitir conhecimento aos alunos.
Se os tipos gostam de Matrix, procurou no filme questões filosóficas para, numa tradução curta e grossa, unir o útil ao agradável. No cardápio cinematográfico também entram Sexto sentido, Colateral, Beleza americana, Forrest Gump, Coração valente, Gladiador, Blade runner, entre outros, que ajudam a disseminar conceitos como liberdade, noções de método, fronteiras entre consciência e percepção, além da diferença entre imortalidade e eternidade, neste caso, claro, pegando o filme Highlander em que o herói não morre nem a pauladas.Pourriol começou a desenvolver o seu método em sala de aula em 2006, no último ano do colegial. Depois continuou numa sala de cinema, no cineclube MK2 da Biblioteca de Paris. O sucesso imediato o levou a fazer quatro conferências sobre a experiência.
O professor diz que não se trata simplesmente de ensinar filosofia por meio do cinema, mas de confrontar cinema com filosofia. Assim como ocorre na ficção científica em relação à física e outras ciências, ele diz que muitas vezes o cinema esclarece mais sobre filosofia graças a seu poder de identificação.E foi assim que ele levou a sua galera para a sala de cinema e ensinou noções de dois grandes nomes da filosofia moderna: o francês René Descartes (1596-1650), pai do racionalismo e quem deu o pontapé inicial na Idade Moderna, com a expressão lapidar “Penso, logo existo”.
O outro filósofo em questão é o holandês Baruch Spinoza (1632-1677), que, ao contrário de Descartes, achava que a emoção só pode ser superada pela emoção e nunca pela razão. Um duelo de gigantes, aliás, também nome de filme.
Pourriol, jovem francês com cara de jovem professor francês de filosofia, introduziu elementos de cultura pop e botou Brad Pitt, Tom Cruise, Bruce Willis e Cristopher Lambert para ensinar filosofia para a galera. Pourriol começou com Descartes e Spinoza porque ambos procuraram universalizar o seu pensamento, conferindo uma forma mais acessível, democrática. No caso de Descartes, em vez de escrever suas obras em latim, ele optou pelo francês.
No caso de Spinoza, escreveu à maneira dos geômetras. Os dois também utilizam a metáfora do olho e da visão para falar sobre o espírito. Em Descartes, a luz da razão e em Spinoza “os olhos da alma”. Segundo o professor, estas questões se relacionam com o mundo do cinema, através de metáfora, com os movimentos de câmera.E como é que se dá isso na prática? Em Colateral, de Michael Mann, Tom Cruise personifica um matador profissional. Há uma cena numa boate em que cada movimento de câmera, de acordo com Pourriol, corresponde a um preceito do método cartesiano.
Está tudo ali: “Idéia clara e distinta (do desfocado à definição), divisão da dificuldade (zoom), invenção de uma ordem não natural (montagem), enumeração (panorâmica).
É delicado resumir, ainda mais sem estar assistindo ao filme, e eis por que no livro proponho uma montagem de trechos de filmes com descrições e diálogos, numa ordem que permite construir a idéia”, diz ele. Já no filme Matrix 2, num encontro com o Oráculo, o personagem Neo ouve: “Todos nós temos um papel, e cada um de nós deve desempenhar esse papel. Apenas uma coisa me interessa, o futuro”.
O professor comenta: “O Oráculo, com essa pitada de ironia socrática que a caracteriza, uma vez que reivindica o Conhece-te a ti mesmo, está sempre um tempo à frente de Neo”.
Todos percebem o problema. Cabe a cada um verificar. “É o que Descartes nos intima a fazer em seu Discurso do Método”, sentencia. Como diria o aluno mais encardido da turma: “É bem doido, hein professor!”. E o professor poderia responder: “É, mas funciona”. O método de Pourriol virou sucesso e ele, como bom francês, passou tudo para o livro Cine Filô – As mais belas questões da filosofia no cinema (Tradução de André Telles, 257 páginas, Jorge Zahar Editor), que está chegou este mês às livrarias, como parte dos eventos do Ano da França no Brasil, que se comemora este ano.
Em vez de choramingar as agruras da profissão, Pourriol foi em frente, inventivo e ainda ganhou notoriedade. A vida é para quem tem tutano e não para quem fica chorando. Não dispensando um trocadilho, ele poderia dizer que não descarta, jamais, uma missão espinhosa. O Le Monde considerou Pourriol “um professor original”, para Elle o resultado é “assombroso” (um pouco de exagero na declaração de Elle, mas tudo bem: deixemos a revista se assombrar em paz com o rapaz) e Le Figaro diz que “as teorias dos pensadores, aparentemente complexas, ilustradas por cenas ou diálogos memoráveis, se tornam mais claras e mais concretas”.
Francês gosta de moda até na filosofia, mas parece que Pourriol andou acertando o alvo. Usar o cinema como instrumento de apoio pedagógico não chega a ser novidade, principalmente em disciplinas como história, arte, entre outras.
Mas dissecar os mecanismos do cinema para ensinar filosofia, não deixa de ser ousado; no mínimo uma tentativa de tirar do marasmo alunos que nas salas de aula insistem em ignorar todo o patrimônio que representa o conhecimento humano. E Pourriol não pretende parar por aí. Ele já anunciou que tem planos de escalar outros filósofos em seus próximos projetos. Já tem roteiro na medida para Hegel, Kant, Rousseau, Michel Foucault, René Girard, Michel Serres e outros, para levar a seus alunos questões sobre temas como a representação das catástrofes, a manipulação na democracia, a saúde, a criação nas artes cênicas e na arte e assim por diante. Se o aluno não vai à filosofia, a filosofia vai ao aluno. É uma paródia de um ditado árabe, mas que caiu bem na França de Pourriol.Claro que o livro não se resume ao produto de uma relação entre professor e alunos, de filosofia e cinema. Para quem gosta dos filmes citados, é também uma oportunidade de conferir questões que angustiam os personagens – por consequência o espectador -, resolvidas de forma pouca clara para o público.
Ou seja: é uma maneira de aprofundar uma discussão sobre filmes, servindo também de método para compreender outros. Então é uma questão de método? Sim, diria Jean-Paul Sartre, também filósofo francês. É uma questão de método.
Fonte: http://www.parana-online.com.br/editoria/almanaque/news/377154/

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jul
6
Último vôo da andorinha solitária

…futuro da filosofia no ensino médio está na parceria com outras disciplinas

Renato Janine Ribeiro*

A volta da filosofia ao ensino médio tem história. Em 1976, quando começava a lecionar filosofia na USP, fui dos que defenderam essa bandeira. A matéria constou do currículo até o fim da década de 60, quando o ensino médio – então chamado de “colegial” e dividido em “científico” e “clássico”, sendo que o primeiro tinha mais classes e alunos – sofreu um golpe em sua qualidade. A razão era óbvia. O regime militar não queria que os jovens pensassem. Daí, aliás, o destaque dado aos vestibulares “de cruzinhas”. Mais tarde, vim a saber qual a boa razão para saírem as provas dissertativas e entrarem as questões de múltipla escolha. Respostas em forma de redação eram uma loteria: a nota dependia do que “caísse” na prova. Lembro o medo que tínhamos, crianças, de sair o ponto que conhecíamos menos. Por isso, um exame com maior número de assuntos, cobrindo todo o programa, é mais justo. Gera poucas notas máximas, mas poucas distorções. Hoje, podemos chegar a uma síntese entre os dois modos de prova. O teste é útil para aferir conhecimentos obtidos. A prova dissertativa mede bem a capacidade de reflexão. O risco das múltiplas questões é ficar só na informação: o bom examinador é o que exige, mesmo nelas, um trabalho de reflexão. Já a dissertação é uma bobagem se for usada para avaliar apenas a informação adquirida. Seu melhor uso é quando a pergunta é inesperada – e se vê como o aluno elabora o imprevisto.

Discutíamos o ensino médio opondo conhecimento formativo e meramente informativo. A filosofia, como a sociologia, representava a qualidade. A alternativa seriam informações sem análise. Vendo de longe, estávamos no olho do furacão. A pior repressão se deu entre 1969 e 1974. A filosofia, em 1970, tinha saído das escolas. Mas daí a meros seis anos já víamos o ensino médio como degradado. Uma das causas disso foi, curiosamente, democrática. Existia um “exame de admissão” para entrar no ginásio, isto é, para passar do 4.º para o 5.º ano do primeiro grau. Era cruel: um vestibular feito por crianças de 10 anos. A esse preço, o ensino público era bom. Tínhamos colégios públicos melhores que os privados – mas eram poucos. Na zona sul de São Paulo havia o Alberto Levy, o Ennio Voss, o Alberto Conte. Ora, a ditadura arrebentou essa tranca e deu aos pobres acesso ao ginásio público, mas, degradando sua qualidade, acabou com o papel que ele tinha, de gerar elites.

Nesse quadro, muitos – entre outros, Marilena Chauí – nos mobilizamos pela volta da filosofia ao ensino médio. Queríamos espaço para a reflexão. Quem conhecia bem o assunto era Celso Favaretto, professor da PUC e, depois, da USP. Celso fez uma observação importante – e inquietante: o professor de filosofia, quando bom, tinha-se tornado o professor de reflexão. Mas com isso ele discutia qualquer assunto: cinema, comportamento, MPB. Daí vinha um problema. Embora filosofia seja uma atitude, um estilo, uma simpatia maior pela pergunta do que pela resposta, essa atitude não se constrói no vazio. Supõe um corpus de 2.500 anos. Sem isso, temos só um animador cultural. Mesmo ele, para funcionar, precisa ter adquirido um “estilo” que passa pelos nossos clássicos. Estudar estes últimos, aos 15 anos de idade, não é trivial. Requer cultura. Exige o domínio da língua, não só para ler, mas também para escrever. Quem domina todos esses matizes, quando a educação é degradada? Vivemos esse nó. Ele continua vivo e não é fácil desatá-lo. Por isso, perdi a fé no papel pujante da filosofia no ensino médio. Não adianta querer que os jovens “pensem” em abstrato: é preciso pensarem a partir de uma formação intelectual concreta. Isso não é fácil, quando a mídia deprecia o conhecimento – e quando o discurso escrito destoa tanto do mundo de imagens e sons em que, cada vez mais, vivemos.

Mas isso não quer dizer que a filosofia não tenha papel no ensino médio. Há um problema: dá para ensiná-la sem conteúdos filosóficos? E como evitar que eles sejam pesados e até incompreensíveis? O que defendo é que a filosofia não seja, no ensino médio, uma andorinha solitária. Se os alunos não conhecerem as riquezas da língua, não entenderão a precisão de um texto filosófico. A primeira parceria é, pois, com o professor de português. É parceria de mão dupla, porque a filosofia também pode ajudar, com os conceitos, a estudar a literatura. Como estudar o romantismo sem a filosofia romântica – uma filosofia que vá além das generalidades sobre Madame de Stael visitando a Alemanha? As outras parcerias podem variar. Penso na história, associando a filosofia com a política, a cultura, as descobertas; nas ciências, discutindo o “espírito científico” e suas mudanças no século 20 e 21; até na educação física, pois os filósofos pensaram muito o corpo (e muito contra o corpo…). Podemos desenhar programas de filosofia a partir dessas parcerias. Só receio uma filosofia sem aliados – e isso porque duas ou três horas semanais, o que me parece o mínimo razoável, é pouco, se não ressoarem no resto do ambiente. (Para comparar, no clássico tive três horas de filosofia por semana no 1.º ano, quatro no 2.º e cinco no 3.º. Era a matéria mais presente. No científico, ela aparecia só duas horas semanais, no 2.º ano). Também, desde que se preserve um conteúdo duro que seja filosófico, simpatizo com discussões sobre temas da vida atual. Mas essas discussões, nascendo da política ou da cultura ou do comportamento, não podem dispensar conteúdos filosóficos nem se pulverizar: gosto da idéia de ciclos de filmes, que dialoguem entre si, falando, por exemplo, na condição social dos personagens, no amor que vivem, na vinda do imigrante, na luta contra a opressão. Há muito espaço para pensar e, portanto, para a filosofia.

*Doutor em filosofia, Renato Janine Ribeiro é professor titular do Departamento de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP).

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jul
6
Teorias se aplicam ao cotidiano dos alunos
No livro O que é a filosofia?, Gilles Deleuze e Félix Guattari sustentam a seguinte definição para filosofia: atividade que consiste na criação de conceitos. Entretanto, como os professores podem trabalhar essa disciplina com os alunos do ensino médio? Denunciada pelo próprio Friederich Nietzche, no ensaio Schopenhauer como Educador, escrito em 1874, a educação filosófica realizada de forma “enciclopédica” pode levar ao desprezo pela disciplina. A saída, segundo professores, é partir para um ensino mais dinâmico que traga os conceitos filosóficos para o cotidiano dos alunos.

Para o professor de filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Silvio Gallo, o ensino de filosofia não deve se limitar à transmissão dos conhecimentos filosóficos produzidos ao longo dos séculos. “Isto acrescentaria muito pouco à formação de nossos jovens. É preciso tomar a filosofia como um exercício de pensamento que é estimulado a partir de problemas”, defende.

Ele sugere quatro passos didáticos para facilitar o processo de ensino e aprendizagem da disciplina. Primeiro, é necessário sensibilizar os alunos em relação ao tema escolhido. Em seguida, inicia-se a fase da problematização, na qual o professor estimula o questionamento em cima do assunto em debate. O terceiro passo consiste na pesquisa de conceitos criados por diferentes filósofos para enfrentar aquele problema. Ao final, o estudante deve se sentir livre para recriar um conceito ou criar um novo.

Segundo Gallo, adotando esses passos, as aulas expositivas se tornam apenas uma parte do processo. Os estudantes são chamados a participar ativamente da aula. “A exposição do professor será sempre importante, mas ela será um momento, uma complementação a um processo muito mais amplo, em que o estudante desempenha um papel ativo”, ressalta.

No Ginásio Pernambucano de Recife, colégio com mais de 182 anos, a metodologia escolhida foi justamente a temática. Professor de história, Adriano de Araújo Santos, 28, foi convidado a dar aulas de filosofia em 2006. Com o desafio de mostrar a importância da disciplina, o professor enfrentou uma turma de 50 alunos empolgado. Para despertar o interesse dos estudantes pelo assunto, buscou jornais, revistas, livros e músicas. “Procurei trazer fatos do cotidiano deles para buscar um tema já estudado pelos grandes filósofos”, afirma.

No início, com pouco domínio sobre o assunto, o professor sacrificou até o fim de semana para planejar suas aulas. “Mergulhei de cabeça na filosofia. Como são muitos conceitos e teorias, até hoje separo as manhãs de sábado para pesquisar os assuntos que vou trabalhar com os alunos durante a semana ”, acrescenta. Dedicado, ele já fez inclusive uma especialização em filosofia oferecida pela secretaria de educação estadual.

De acordo com Araújo, um dos temas que mais atrai a atenção dos alunos nos debates é “trabalho”. “Por que trabalhamos? Pelo dinheiro ou pela realização pessoal?“, exemplifica, ao ressaltar que procura evitar trazer respostas prontas nas discussões. Outros temas muito abordados são política, ética, arte, beleza e moral.

(Renata Chamarelli)

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jul
6
Escolha do método é importante no ensino de filosofia
Aguardando ser chamado para dar aulas de filosofia no ensino médio de escolas públicas do Distrito Federal, após ser aprovado em concurso público para a carreira de magistério, José Moura de Araújo, 38 anos, espera descobrir um método que desperte a curiosidade e o interesse e cause espanto entre seus futuros alunos.

Formado em filosofia pela Universidade Católica de Brasília, com pós-graduação na área, Moura já lecionou em instituições particulares, tanto de nível básico quanto superior. Sua experiência em escola pública ocorreu durante o estágio universitário. Foi um período curto, onde pode perceber um maior encantamento dos alunos pelos conteúdos apresentados.

Ele conta que sua experiência como professor de filosofia tem sido dualista. Em primeiro lugar, segundo ele, porque o ensino dessa matéria carrega um estigma de inútil, no sentido pragmático, em relação ao sistema econômico capitalista que avalia o homem pelo que tem e não pelo que é. E em segundo lugar, porque encontrou um campo apto à provocação, à descoberta. “Tudo depende do método utilizado,” diz.

Na visão de Moura, o grande e precioso segredo na arte de ensinar está na laboriosa e extenuante procura pelo método certo. “O professor que acertar o método conveniente para a realidade do grupo se sentirá realizado no final”, acredita. Para ele, a grande satisfação é sentir o progresso no modo de ver o mundo da parte dos alunos.

Ele nunca esquece a observação feita por um aluno do oitavo ano do ensino fundamental (sétima série): “não sei para que estudar filosofia, ela não dá dinheiro!” Segundo Moura, essa é a sociedade construída pelo colonialismo, o capitalismo, o positivismo, o neo-liberalismo. “O homem é uma máquina que produz e consome. Os efeitos estão revelados e se mostram psico-socialmente desastrosos.”

Em sua opinião, para que a formação humana possa ser completa, não só a filosofia, mas as ciências humanas em geral deveriam reger o ensino.

Moura acredita que a educação em geral, seja na família, nas ruas, nas escolas, ou nos meios de comunicação está relapsa, cansada e distante do possível. “Não é suficiente existir, mas sim viver uma existência conscientes de seus valores e prazeres”, ressalta.

(Fátima Schenini)

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mai
22
O que é estudar filosofia?

por Nigel Warburton

A filosofia é diferente de muitas outras disciplinas das Letras porque para estudar filosofia é necessário fazer filosofia. Para ser um historiador de arte, não é necessário pintar; para estudar poesia, não é necessário ser um poeta; e podemos estudar música sem tocar um instrumento. Contudo, para estudar filosofia é necessário que nos entreguemos à argumentação filosófica (argumentar é apresentar razões ou indícios que conduzem a uma conclusão). Não se trata de operar ao nível dos grandes filósofos do passado; mas quando se estuda filosofia faz-se o mesmo tipo de coisa que eles fizeram. Podemos jogar futebol sem chegar ao nível do Pelé, e podemos obter muita satisfação intelectual filosofando sem a originalidade ou o brilhantismo de Wittgenstein. Mas em ambos os casos será necessário desenvolver algumas das competências usadas pelos grandes praticantes. Essa é uma das razões pelas quais a filosofia pode ser uma área de estudos imensamente compensadora.

A palavra “filosofia” deriva do grego “amor da sabedoria”. Mas isto não é particularmente útil para a compreensão do modo como a palavra é agora usada. A filosofia é uma disciplina nuclear relativamente à maior parte dos cursos de humanidades. Centra-se em questões abstratas como “Será que Deus existe?”, “Será o mundo realmente como nos parece que é?”, “Como devemos viver?”, “O que é a arte?”, “Teremos uma liberdade de escolha genuína?”, “O que é a mente?”, e assim por diante.

Estas questões muito abstratas podem surgir na nossa experiência cotidiana. Algumas pessoas fazem uma caricatura da filosofia como se fosse uma disciplina sem relevância para a vida, uma disciplina para estudar em casa unicamente por satisfação intelectual, o equivalente acadêmico de fazer palavras cruzadas. Mas isto é uma representação gravemente errada de grande parte da disciplina. Por exemplo, o caloroso debate sobre se o boxe deve ser proibido só pode responder-se enfrentando questões abstratas importantes. Quais são os limites aceitáveis da liberdade individual num país civilizado? Quais são as justificações para o paternalismo, para forçar as pessoas a comportar-se de uma certa forma para o seu próprio bem? Por outras palavras, este debate não é apenas sobre reações emocionais ao boxe; depende antes de pressupostos filosóficos fundamentais (um pressuposto é uma afirmação a favor da qual não se avança qualquer argumento; uma afirmação que se aceita para permitir a argumentação).

A análise de razões e argumentos é uma área própria da filosofia. De fato, se a filosofia tem um método distintivo, é este: a construção, crítica e análise de argumentos. As competências filosóficas são aplicáveis em qualquer área em que os argumentos sejam importantes, e não apenas nos domínios da especulação abstrata. São particularmente úteis quando se escreve ensaios, dado que se espera habitualmente que se defenda conclusões, e não apenas que as afirmemos. Por esta razão, uma formação básica em filosofia é extremamente importante, seja qual for a disciplina acadêmica que se tenha em mente seguir.

Nigel Warburton
Tradução de Desidério Murcho
Original: http://www.open.ac.uk/Arts/philos/whatis.htm

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mai
20
Ser e Existir!

A 2ª aula de Filosofia


Estes primeiros contactos com o estranho mundo da Filosofia são sempre muito arriscados. Aliás, trata-se de uma actividade radical e, como tal, devem-se correr riscos. Para fugir ao hábito de receber os conhecimentos direitinhos, prontos a guardar e consumir (diga-se memorizar e reproduzir), conduzi a aula de modo a desestabilizar a tendência para as ideias feitas. Por exemplo, siga-se este diálogo:
Professor (P): -Qual a diferença entre ser e existir? Existem cavalos com asas?
Aluno (A): – Não.
P: – Mas eu penso em cavalos com asas, logo para mim eles existem.
A: – Mas existem como? Que cavalos são esses?
P: – São ideias, são imagens.
A: – Mas, imagens e ideias não são cavalos.
P: – Por isso mesmo, cavalos com asas não existem enquanto cavalos. Só existem as imagens que eu deles crio. Mas esses cavalos, apesar de só existirem como ideias, eu penso neles logo são seres; ou não serão eles mesmo nada?
A: – Não são nada, porque não existem.
P: – Se assim é, como poderia eu pensar neles, se é impossível pensar em nada?
A: – Então, eles são seres porque eu penso neles, mas não existem enquanto cavalos com asas reais. É isso?

P: – Claro! Quando pensas nesses seres eles só existem enquanto fruto da tua imaginação, como ideias ou como imagens. Ora, ideias e imagens não são cavalos com asas reais. Esses são seres em que tu pensas mas dos quais ainda não tens nenhum dado que te convença de que realmente existem enquanto verdadeiros cavalos com asas. No entanto tu pensas neles. São seres que para já não existem, porque ainda não os descobriste.
Conclusão: ser é tudo; existir é ser para si (ou seja, para mim). Nem tudo o que é existe, mas tudo o que existe é. O que não é é nada e nada é impensável. Só se consegue pensar no ser, afirmando-o ou negando-o: o ser é e o não-ser não é.
Eis um exemplo de como o professor tentou “dar um nó” no raciocínio dos alunos, logo na segunda aula.
É para que sintam que, na Filosofia, não interessa tanto saber se os cavalos têm ou não asas, mas sim libertar o pensamento para que ele possa ser mais crítico e criativo. Os alunos devem descobrir, na prática, como se preparam para a vida através dos exercícios de reflexão e argumentação filosófica.

Fonte: http://poize.blogs.sapo.pt/776.html
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