mai
20
Ser e Existir!

A 2ª aula de Filosofia


Estes primeiros contactos com o estranho mundo da Filosofia são sempre muito arriscados. Aliás, trata-se de uma actividade radical e, como tal, devem-se correr riscos. Para fugir ao hábito de receber os conhecimentos direitinhos, prontos a guardar e consumir (diga-se memorizar e reproduzir), conduzi a aula de modo a desestabilizar a tendência para as ideias feitas. Por exemplo, siga-se este diálogo:
Professor (P): -Qual a diferença entre ser e existir? Existem cavalos com asas?
Aluno (A): – Não.
P: – Mas eu penso em cavalos com asas, logo para mim eles existem.
A: – Mas existem como? Que cavalos são esses?
P: – São ideias, são imagens.
A: – Mas, imagens e ideias não são cavalos.
P: – Por isso mesmo, cavalos com asas não existem enquanto cavalos. Só existem as imagens que eu deles crio. Mas esses cavalos, apesar de só existirem como ideias, eu penso neles logo são seres; ou não serão eles mesmo nada?
A: – Não são nada, porque não existem.
P: – Se assim é, como poderia eu pensar neles, se é impossível pensar em nada?
A: – Então, eles são seres porque eu penso neles, mas não existem enquanto cavalos com asas reais. É isso?

P: – Claro! Quando pensas nesses seres eles só existem enquanto fruto da tua imaginação, como ideias ou como imagens. Ora, ideias e imagens não são cavalos com asas reais. Esses são seres em que tu pensas mas dos quais ainda não tens nenhum dado que te convença de que realmente existem enquanto verdadeiros cavalos com asas. No entanto tu pensas neles. São seres que para já não existem, porque ainda não os descobriste.
Conclusão: ser é tudo; existir é ser para si (ou seja, para mim). Nem tudo o que é existe, mas tudo o que existe é. O que não é é nada e nada é impensável. Só se consegue pensar no ser, afirmando-o ou negando-o: o ser é e o não-ser não é.
Eis um exemplo de como o professor tentou “dar um nó” no raciocínio dos alunos, logo na segunda aula.
É para que sintam que, na Filosofia, não interessa tanto saber se os cavalos têm ou não asas, mas sim libertar o pensamento para que ele possa ser mais crítico e criativo. Os alunos devem descobrir, na prática, como se preparam para a vida através dos exercícios de reflexão e argumentação filosófica.

Fonte: http://poize.blogs.sapo.pt/776.html

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mai
20
Humor Filosófico…

PENSAR DORES !

- NIETZSCHE! – Saúde.
- Obrigado.
- Tá Marx heim?!
- Tô com uma Adorno corpo danada…
- Cuidado eim, com mosquito da Heidegger.
- Arquimedes que eu tenho de ficar doente…
- Estou brincando.
- Acho que foi o Schopenhaeur de ontem?
- Quânticos? – Sete, e cinco Pasteur de Bacon.
- Nossa! Fosse eu teria posto os Boff pra fora.

- Sabe como é… Um tira Agostinho aqui outro ali…
- Sei, e acaba no Soren…
- É só uma Wittgenstein.
- Quer um Karl de fruta?
- Zenão, obrigado.
- Você precisa parar com essa mania de Feuerbach todo dia…
- Pascal é o problema?
- A coisa pode ficar Rousseau pro teu lado.
- Que nada… Só preciso tirar uma Sêneca e tudo bem…
- Sartre dessa vida!
- O problema é que eu Goethe tanto de cantar num Karl o que…
- Hannah?
- É isso mesmo… Quem Kant seus Tales espanta.
- Ora, me Popper!
- Vai me dizer que não Goethe de Tomás de Aquino com os amigos?
- Gustav, não Goethe mais.
- Nem Jung golinho?
- Não! – Max por quê?
- Gustav, até o dia que não pude Voltaire pra casa sem ajuda…
- Isso é Freud mesmo…
- Anaxágoras mudei o Foucault da minha vida.
- É?
- Por isso, Newton nem aí se quiser se acabar, mas não Comte comigo.
- Spinoza senhora! Senti uma Pitágoras de amargura aí…
- Problema Ptolomeu.
- Calma! Einstein com algum problema?
- Desculpe… Ando me sentindo Schleiermacher…
- hum, hum…
- Tenho medo de ficar Sócrates…
- Besteira.
- O médico disse…
- Pode falar, o Kierkegaard que seja…
- O médico disse que estou com… Strauss.
- Puxa! Que nada a ver… Mas não Descartes a possibilidade.
- Platão Confúcio pra mim.
- Hegel a cabeça rapaz!
- Acho que eu é que estou precisando de um Schopenhaeur…
- É assim que se fala! Quer do claro ou Epicuro?
- Epicuro.
- NIETZSCHE!
- Zeus te crie.
- Arendt.

Fonte: Blog Verticontes

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mai
19
O conceito de Filosofia

Em busca de uma definição da Filosofia…

Quando começamos a estudar Filosofia, somos logo levados a buscar o que ela é. Nossa primeira surpresa surge ao descobrirmos que não há apenas uma definição da Filosofia, mas várias. A segunda surpresa vem ao percebermos que, além de várias, as definições parecem contradizer-se. Eis porque muitos, cheios de perplexidade, indagam: afinal, o que é a Filosofia que sequer consegue dizer o que ela é? Uma primeira aproximação nos mostra pelo menos quatro definições gerais do que seria a Filosofia:

1. Visão de mundo de um povo, de uma civilização ou de uma cultura. Filosofia corresponde, de modo vago e geral, ao conjunto de idéias, valores e práticas pelos quais uma sociedade apreende e ompreende o mundo e a si mesma, definindo para si o tempo e o espaço, o sagrado e o profano, o bom e o mau, ojusto e o injusto, o belo e o feio, o verdadeiro e o falso, o possível e o impossível, o contingente e o necessário. Qual o problema dessa definição? Ela é tão genérica e tão ampla que não permite, por exemplo, distinguir a Filosofia e religião, Filosofia e arte, Filosofia e ciência. Na verdade, essa definição identifica Filosofia e Cultura, pois esta é uma visão de mundo coletiva que se exprime em idéias, valores e práticas de uma sociedade. A definição, portanto, não consegue acercar-se da especificidade do trabalho filosófico e por isso não podemos aceitá-la.

2. Sabedoria de vida. Aqui, a Filosofia é identificada com a definição e a ação de algumas pessoas que pensam sobre a vida moral, dedicando-se à contemplação do mundo para aprender com ele a controlar e dirigir suas vidas de modo ético e sábio. A Filosofia seria uma contemplação do mundo e dos homens para nos conduzir a uma vida justa, sábia e feliz, ensinando-nos o domínio sobre nós mesmos, sobre nossos impulsos, desejos e paixões. É nesse sentido que se fala, por exemplo, numa filosofia do budismo. Esta definição, porém, nos diz, de modo vago, o que se espera da Filosofia (a sabedoria interior), mas não o que é e o que faz a Filosofia e, por isso, também não podemos aceitá-la.

3. Esforço racional para conceber o Universo como uma totalidade ordenadae dotada de sentido.Nesse caso, começa-se distinguindo entre Filosofia e religião e até mesmo opondo uma à outra, pois ambas possuem o mesmo objeto (compreender o Universo), mas a primeira o faz através do esforço racional, enquanto a segunda, por confiança (fé) numa revelação divina. Ou seja, a Filosofia procura discutir até o fim o sentido e o fundamento da realidade, enquanto a consciência religiosa se baseia num dado primeiro e inquestionável, que é a revelação divina indemonstrável. Pela fé, a religião aceita princípios indemonstráveis e até mesmo aqueles que podem ser considerados irracionais pelo pensamento, enquanto a Filosofia não admite indemonstrabilidade e irracionalidade. Pelo contrário, a consciência filosófica procura explicar e compreender o que parece ser irracional e inquestionável.No entanto, esta definição também é problemática, porque dá à Filosofia a tarefa de oferecer uma explicação e uma compreensão totais sobre o Universo, elaborando um sistema universal ou um sistema do mundo, mas sabemos, hoje, que essa tarefa é impossível. Há pelo menos duas limitações principais a esta pretensão totalizadora: em primeiro lugar, porque a explicação sobre a realidade também é oferecida pelas ciências e pelas artes, cada uma das quais definindo um aspecto e um campo da realidade para estudo (no caso das ciências) e para a expressão (no caso das artes), já não sendo pensável uma única disciplina que pudesse abranger sozinha a totalidade dos conhecimentos; em segundo lugar, porque a própria Filosofia já não admite que seja possível um sistema de pensamento único que ofereça uma única explicação para o todo da realidade. Por isso, esta definição também nãopode ser aceita.

4. Fundamentação teórica e crítica dos conhecimentos e das práticas.A Filosofia, cada vez mais, ocupa-se com as condições e os princípios do conhecimento que pretenda ser racional e verdadeiro; com a origem, a forma e o conteúdo dos valores éticos, políticos, artísticos e culturais; com a compreensão das causas e das formas da ilusão e do preconceito no plano individual e coletivo; com as transformações históricas dos conceitos, das idéias e dos valores. A Filosofia volta-se, também, para o estudo da consciência em suas várias modalidades: percepção, imaginação, memória, linguagem, inteligência, experiência, reflexão, comportamento, vontade, desejo e paixões, procurando descrever as formas e os conteúdos dessas modalidades de relação entre o ser humano e o mundo, do ser humano consigo mesmo e com os outros. Finalmente, a Filosofia visa ao estudo e à interpretação de idéias ou significações gerais como: realidade, mundo, natureza, cultura, história, subjetividade, objetividade, diferença, repetição, semelhança, conflito, contradição, mudança, etc. Sem abandonar as questões sobre a essência da realidade, a Filosofia procura diferenciar-se das ciências e das artes, dirigindo a investigação sobre o mundo natural e o mundo histórico (ou humano) num momento muito preciso: quando perdemos nossas certezas cotidianas e quando as ciências e as artes ainda não ofereceram outras certezas para substituir as que perdemos. Em outras palavras, a Filosofia se interessa por aquele instante em que a realidade natural (o mundo das coisas) e a histórica (o mundo dos omens) tornam-se estranhas, espantosas, incompreensíveis e enigmáticas, quando o senso comum já não sabe o que pensar e dizer e as ciências e as artes ainda não sabem o que pensar e dizer. Esta última descrição da atividade filosófica capta a Filosofia como análise (das condições da ciência, da religião, da arte, da moral), como reflexão (isto é, volta da consciência para si mesma para conhecer-se enquanto capacidade para o conhecimento, o sentimento e a ação) e como crítica (das ilusões e dos preconceitos individuais e coletivos, das teorias e práticas científicas, políticas e artísticas), essas três atividades (análise, reflexão e crítica) estando orientadas pela elaboração filosófica de significações gerais sobre a realidade e os seres humanos. Além de análise, reflexão e crítica, a Filosofia é a busca do fundamento e do sentido da realidade em suas múltiplas formas indagando o que são, qual sua permanência e qual a necessidade interna que as transforma em outras. O que é o ser e o aparecer-desaparecer dos seres? A Filosofia não é ciência: é uma reflexão crítica sobre os procedimentos e conceitos científicos. Não é religião: é uma reflexão crítica sobre as origens e formas das crenças religiosas. Não é arte: é uma interpretação crítica dos conteúdos, das formas, das significações das obras de arte e do trabalho artístico.Não é sociologia nem psicologia, mas a interpretação e avaliação crítica dos conceitos e métodos da sociologia e da psicologia. Não é política, mas interpretação, compreensão e reflexão sobre a origem, a natureza e as formas do poder. Não é história, mas interpretação do sentido dos acontecimentos enquanto inseridos no tempo e compreensão do que seja o próprio tempo. Conhecimento do conhecimento e da ação humanos, conhecimento da transformação temporal dos princípios do saber e do agir, conhecimento da mudança das formas do real ou dos seres, a Filosofia sabe que está na História e que possui uma história.

Fonte: Convite a Filosofia de Marilena Chauí

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abr
28
Atenção alunos do 1EMA do Colégio Bom Jesus!!

  • Conforme combinamos hoje em sala, vocês Devem fazer uma ATIVIDADE 2: O MITO DA CAVERNA, até o dia 30 de abril (sexta-feira)!
  • Se Você tem dúvidas de como fazer uma postagem na atividade, veja no Arquivo do Blog de fevereiro uma postagem com o título: Como fazer um nas atividades Comentário (é só clicar!).
  • É sempre bom lembrar, vocês apenas Devem fazer uma postagem no Blog, não é nada para entregar por escrito e sempre sala e colocar seu nome na postagem e em seguida uma sigla BJ, por exemplo: Francisco 1EMA-BJ.
  • Para encontrar essa atividade procurem-na no Arquivo do Blog (08 de março).
  • Não esqueçam: essa atividade ajuda soma da média de vocês.

 

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abr
21
O que é o Amor?
  Por Francisco Renaldo Costa
DICIONÁRIO DE FILOSOFIA…
Este termo remete para uma pluralidade de sentimentos que diferem tanto pelo seu objeto (amor maternal, amor da pátria…) como pela sua finalidade (do desejo sexual ao «amor puro» dos teólogos que, totalmente desinteressado, visa o próprio Deus). Tentando um ponto comum, poderíamos encontrá-lo numa tendência de se unir com o outro, isto é, de o possuir de modo contínuo, ou formar um todo com ele (ex.: “amor a Deus”) — ou no facto de levar o sujeito para um «objeto» considerado como «bom».

Freud (cfr. Eros) mostra que a sexualidade está no fundo de todas estas manifestações, mas com isso ele não faz mais do que retomar uma tradição filosófica: já Empédocles via no amor sexual (ou «concórdia») o princípio de união momentânea dos elementos do Mundo; no Banquete Platão (para quem o amor é aspiração ao belo e ao bom, isto é, ao absoluto; o amor é por excelência o motor da filosofia, definida à partida como «amor à sabedoria») assinala-a como o ponto de partida das formas mais intelectualizadas ou místicas do amor; os escolásticos vão isolá-la sob a designação de «amor de concupiscência» para o opor ao «amor de benevolência» o único que, a seus olhos, tem um alcance moral.
Afirmando que o amor é a principal motivação da filosofia (O Banquete), Platão descobre o lugar central deste conceito. Mas convém distinguir cuidadosamente o amor egoísta e possessivo que persegue o outro como um objecto a devorar (“o amante ama o amado como o lobo ama o cordeiro”, escreve Platão) e o amor autêntico que liberta do sofrimento e do
desejo e conduz a alma ao banquete divino. Pois o amor verdadeiro – rapidamente saciado pelos alimentos sensíveis – só pode ser satisfeito pela contemplação, para além do belo, do verdadeiro e do bem.
A tradição filosófica retomará de um modo geral esta oposição entre o amor e o egoísmo (cf. Leibniz: «Amar é regozijar-se com a felicidade de outrem»), entre o amor-paixão (egoísta) e o amor-acção (altruísta) — desde os
estóicos que condenam sem apelo o amor-paixão, a Kant que (distinguindo duas formas de amor: o amor patológico, ligado à nossa sensibilidade e interesse, e o amor prático, preocupação verdadeira e desinteressada pelo bem do outro) demonstra que só o “amor prático” é moralmente aceitável, enquanto o “amor patológico” (impossível de controlar) é desatino e desprezo pelo outro. Todavia é possível pôr em causa esta dicotomia e defender “que existe entre a consciência moral e a consciência amorosa uma afinidade secreta” (Alain Finkiekraut, La Sagesse de l’amour)”.
(texto construído a partir do Dicionário Prático de Filosofia e do Dicionário de Filosofia de G. Durozoi e A. Roussel)
 
O AMOR SEGUNDO DRUMMOND…

Fonte do vídeo: Youtube

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abr
9
O último discurso

“Sinto, mas não quero ser imperador, não é meu trabalho. Não pre­tendo governar nem conquistar nada. Gostaria de ajudar – se fosse possível – a judeus e gentios, negros e brancos.
Todos desejamos ajudar-nos. Os humanos são assim. Queremos vi­ver para a felicidade dos outros e não para fazê-los desgraçados. Por que tenderíamos a odiar e a menosprezar? Neste mundo há lugar para todos. A Terra, que é generosa e rica, pode abastecer todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, mas, apesar de tudo, nos termos perdido. A cobiça envenena a alma dos homens… levanta muralhas de ódio no mundo… está fazendo avançar a miséria e a morte. (…)
Não necessitamos de máquinas sem humanidade. Não necessitamos de inteligência sem amor e ternura. Sem estas virtudes tudo é violên­cia e tudo se perde. (…)
Neste momento a minha voz chega a milhões de pessoas de todo o mundo… milhões de desesperados, homens, mulheres, crianças, vítimas de um sistema que tortura os humanos e encarcera os inocentes. (…)
Me escutas? Onde estiveres, levanta os olhos! Podes ver? O sol rompe as nuvens que se espalham! Saímos da obscuridade e vamos à luz! En­tremos em um mundo novo, em um mundo melhor, em que os homens estejam acima da cobiça, do ódio, da hostilidade! Olha para cima.
A alma dos homens conseguiu asas e já começa a voar. Voa até o arco-íris, até a luz da esperança. (…)
(Charles Chaplin, em “O último discurso”, de O grande ditador)

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abr
4
Atividade 4: Brasil e Wal Disney
Assista ao Desenho Animado feito pela Disney onde o tema central é a Música Aquarela do Brasil (também conhecida como “Aquarela Brasileira”) é uma da mais populares canções brasileiras de todos os tempos, escrita pelo compositor mineiro Ary Barroso em 1939.

(fonte: http://2.bp.blogspot.com/)

É só clicar no link:

http://www.youtube.com/watch?v=Py1XwF6k_rY

Agora é com você:
Atribua uma nota de 0 a 10 para este vídeo.
O critério de avalição é pessoal e não precisa justificar sua nota.

Data limite para a postagem: 11 de abril.

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mar
28
Filosofia: para que serve?
O conhecimento sem finalidade utilitária?


Visão frontal de O Pensador, de Rodin.

Enquanto esperavam o próximo discurso na ágora, a praça das feiras e das discussões, os gregos do século 6 a.C. devem ter se perguntado: “Essa filosofia que apareceu por aí. Serve para quê?”É próprio da filosofia perguntar, questionar, buscar explicações. Por que haveria ela de escapar à indagação sobre sua própria existência? Ela, que tanto preza a interrogação, não poderia mesmo se furtar a seu próprio porquê.Vinte e cinco séculos se passaram e a velha pergunta não cala: para que serve a filosofia? Na opinião da maior parte das pessoas, no mundo utilitarista em que vivemos, tudo tem de ter uma razão de ser e uma finalidade. Então, a resposta ainda é necessária. E ela seria: a filosofia não serve para nada!
Sem finalidadeMas você já pensou que muitas outras coisas não têm finalidade específica e nem por isso são desimportantes? A arte, por exemplo, serve para quê? Qual a finalidade da natureza, do mundo físico? Não é por não serem utilitárias que a arte, a natureza e também a filosofia deixam de ter sua razão de ser.Se você já estuda filosofia na escola, deve estar se perguntando: “Por que estou lendo sobre filosofia, se ela não serve para nada? Para que vai me servir isso?” Você acaba de se questionar. Talvez tenha arranjado uma resposta, mesmo que provisória, e outra pergunta surgiu. É assim que se começa a filosofar. Perguntando sobre o mundo, sobre si e o outro.
O que sou?O que sou? Essa é uma das primeiras perguntas que surgem para quem quer filosofar. Quer continuar? Pois saiba que vai se iniciar uma história de perguntas sem fim. Veja como Marilena Chauí, filósofa brasileira, descreve o pensamento filosófico:”Eu imagino que a filosofia busca uma atitude precisa: perguntar. E perguntar, não para encontrar imediatamente respostas. Perguntar para que respostas sejam dadas e voltar a fazer perguntas sobre as respostas que foram dadas. É nunca abrir mão da atitude crítica, sabendo que é uma atitude desgraçada, na medida em que não teremos nunca a vantagem de quem, em um navio, possui um mapa, uma bússola, todos os aparelhos eletrônicos, de tal modo que o piloto possa até mesmo dormir e o navio vá sozinho para o seu destino. A idéia de assumir até o fim um pensamento crítico é aceitar que navegamos sem mapa, sem bússola, no máximo talvez com uma estrela, e que essa estrela seja: continuar perguntando.” (in, Lorieri e Rios, 2004, págs.29-30)
“Só sei que nada sei”Isso lhe parece desesperador? Pense bem. Se quer continuar no caminho da filosofia, vai precisar se distanciar um pouco das certezas. A filosofia não lhe trará segurança a respeito de muita coisa.
Sócrates, por exemplo, o primeiro filósofo, dizia: “Só sei que nada sei”.Ele punha por terra tudo o que julgava mais certo, para então construir o seu conhecimento. Se você for aceitar o desafio de filosofar, vai perceber que a filosofia é assim meio fugidia, atiça nossas incertezas. Ela é sedutora como as sereias que quase encantaram Ulisses na “Odisséia”. Mas, ao contrário do que acontece nessa história, a filosofia não põe em risco a aventura de navegar, sem mapas nem bússolas.

(Fonte: Carlos Zanchetta- http://educacao.uol.com.br/filosofia/ult3323u46.jhtm )

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mar
20
Para testar seus conhecimentos!

Fonte/imagem: http://dentesabio.files.wordpress.com

A partir de hoje teremos Palavras Cruzadas Filosóficas on line!

Veja no link ao lado…

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mar
10
Atividade 3: É preciso sonhar…

Para onde caminha a juventude?

Colocamos uma televisão na sala. Alguns pais, com mais recursos, colocaram uma televisão e um computador no quarto de cada filho. Outros encheram seus filhos de atividades, matriculando-os em cursos de inglês, computação, música.
Tiveram uma excelente intenção, só não sabiam que as crianças precisavam ter infância, que necessitavam inventar, correr riscos, frustrar-se, ter tempo para brincar e se encantar com a vida. Não imaginavam o quanto a criatividade, a felicidade, a ousadia e a segurança do adulto dependem das matrizes da memória e da energia emocional da criança. Não compreenderam que a TV, os brinquedos manufaturados, a Internet e o excesso de atividades obstruíam a infância dos seus filhos.
Criamos um mundo artificial para as crianças e pagamos um preço caríssimo.

Os jovens são preparados para lidar com decepções? Não! Eles são treinados apenas para o sucesso. Viver sem problemas é impossivel! O sofrimento nos constrói ou nos destrói. Devemos usar o sofrimento para construir a sabedoria. Mas quem se importa com a sabedoria na era da informática..

Nossa geração produziu informações que nenhuma outra jamais produziu, mas não sabemos o que fazer com elas. Raramente usamos essas informações para expandir nossa qualidade de vida. Você faz coisas fora da sua agenda que lhe dão prazer? Você procura administrar seus pensamentos para ter mente mais tranquila? Nós nos tornamos máquinas de trabalhar e estamos transformando nossas crianças em máquinas de aprender.

Os jovens conhecem cada vez mais o mundo em que estão, mas quase nada sobre o mundo que são. No máximo conhecem a sala de visitas da sua própria personalidade. Quer pior solidão do que esta? O ser humano é um estranho para si mesmo! Os jovens raramente sabem pedir perdão, reconhecer seus limites, se colocar no lugar dos outros. Qual é o resultado?

Nunca o conhecimento médico e psiquiátrico foi tão grande, e nunca as pessoas tiveram tantos transtornos emocionais e tantas doenças psicossomáticas. A depressão raramente atingia as crianças. Hoje há muitas crianças deprimidas e sem encanto pela vida. Pré-adolescentes e adolescentes estão desenvolvendo obsessão, síndrome do pânico, fobias, timidez, agressividade e outros transtornos ansiosos. *Resumo do Livro: PAIS BRILHANTES, PROFESSORES FASCINANTES (Augusto Cury) – Ed. Sextante

No livro “Nunca desista dos seus sonhos” Augusto Cury diz:

“A juventude mundial está perdendo a capacidade de sonhar. Os jovens têm muitos desejos, mas poucos sonhos. Desejos não resistem às dificuldades da vida, sonhos são projetos de vida, sobrevivem ao caos. A culpa, porém, não é dos jovens. Os adultos criaram uma estufa intelectual que lhes destruiu a capacidade de sonhar. Eles estão adoecendo coletivamente: são agressivos, mas introvertidos; querem muito, mas se satisfazem pouco. Os sonhos trazem saúde para a emoção, equipam o frágil para ser autor da sua história, renovam as forças do ansioso, animam os deprimidos, transformam os inseguros em seres humanos de raro valor. Os sonhos fazem os tímidos terem golpes de ousadia e os derrotados serem construtores de oportunidades.

(CURY, Augusto Jorge, 2004, p.8).

O vídeo que segue foi extraído do Youtobe e pode nos auxiliar nesta reflexão.

Para pensar e responder…

1.Você concorda a idéia central do texto?
2. Por que a juventude atual perdeu a capacidade de sonhar?
3. Como a Filosofia pode nos auxiliar na problemática levantada pelo escritor Augusto Cury?
Importante: data limite da postagem 31 de março

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mar
8
Atividade 2: O Mito da Caverna
A Alegoria (Mito) da Caverna de Platão

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. As suas pernas e os seus pescoços estão acorrentados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo a que se possa, na semi-obscuridade, ver o que se passa no interior.

A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros – no exterior, portanto – há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguido um muro, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetas. Ao longo desse muro/palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.

Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros vêem na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.

Como nunca viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que vêem porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.

Que aconteceria, pergunta Platão, se alguém libertasse um dos prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, o muro, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, por ele seguiria.

Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira no mundo verdadeiro é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, veria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projectadas no fundo da caverna) e que somente agora está a contemplar a própria realidade.

Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.

Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros tentariam ridicularizá-lo, não acreditariam nas suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com os seus gracejos, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.

O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das ideias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A interrogação. O que é a visão do mundo real iluminado? A filosofia. Por que é que os prisioneiros ridicularizam, espancam e matam o filósofo (Platão está a referir-se à condenação de Sócrates à morte pela assembleia ateniense?)? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro.
(Marilena Chaui)

Atividades

1. Cite três argumentos presentes no texto que justifiquem o surgimento/origem da filosofia.

2. No texto é citado que a caverna representa o mundo em que vivemos. Você concorda com essa afirmação? Justifique a sua resposta, contrapondo com as idéias sustentadas no texto.

* Atividade adaptada do Livro Convite à Filosofia e site http://filosofia.platanoeditora.pt/

Data limite da postagem: 24 de março

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fev
26
Este é um desafio cultural!

Vejam o trabalho incrível desse artista, ao pintar Famosos do Mundo – reunião de personalidades.
Quantas personalidades Você consegue identificar?
São mais de cem! O ideal é ficar acima de 20!
Clique na imagem para aumenta-la. Portanto, o quadro é grande, não desanimem!
Deixem nos comentários quantas conseguiram achar vocês!
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