jun
25
Tecnologia X Inteligência

O título da charge é  do Blog Café Filosófico

Fonte: Blog do Galhardo

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jun
25
Filosofia com Filmes: Sociedade dos Poetas Mortos

O filme em análise chama-se  “Sociedade dos Poetas Mortos”, direção de Peter Weir, EUA. No que se refere ao ano em que foi produzido, como as fitas que tive acesso fazem parte da videoteca “Caras”, não consegui encontrar o ano de sua produção; contudo, o cenário do filme, é de por volta da década de 1960.

Considerações iniciais

A análise realizada pode não seguir o roteiro proposto, uma vez que não tivemos acesso à Internet nos últimos dias, por razões de problemas técnicos e de não encontrarmos um outro ambiente que possibilitássemos devido acesso. Contudo, propomos uma organização baseado naquilo que entendemos estar próximo do ideal, posto que já havíamos lido o roteiro pela Internet a aproximadamente uns quinze dias atrás.  
A priore, é pois mister considerar que quase todas as cenas do filme se passam dentro de um colégio, com raras exceções de cenas externas. Os principais personagens que podemos destacar são: prof. Keating, Neil Perry, Meekes Steven, Knox Overstreet, Tod Anderson, Jefrey Anderson, Richard Cameron, Charlie Doblar e Gerard Pitts; os quais constituem, basicamente, uma sala de aula e , quase todos, fazem parte de um grupo de amigos que tentam restaurar a “Sociedade dos Poetas Mortos”. O objetivo do filme é, entretanto, confrontar  o modelo conservador e o progressista de educação, passando a idéia de que educar é um processo maiêutico de levar o discente a descobrir a verdade  que se encontra dentro de si e que, tudo passa, para sempre tudo se acaba, de modo que nada é mais importante do que refletir a vida, as paixões, os amores, tudo o que nos humaniza. Portanto,  “rapazes: aproveitem o dia! Façam de suas vidas algo de extraordinário”. Tudo isso são perceptíveis, contudo, a análise que faço pretende usar de cenas para a reflexão de alguns filósofos e idéias.

Breve sinopse

Quando o carismático professor Jonh Keating, estrelado por ROBIM WILLIAMS, chega com seus métodos de ensino a um colégio conservador, acaba despertando em seus alunos um novo questionamento, uma nova forma de vida. “Carpe Diem, rapazes: aproveitem o dia! Façam de suas vidas algo de extraordinário”; com estas palavras, ele estimulou a viverem cada minuto de suas vidas intensamente, suscitando nos próprios alunos um impacto muito grande em suas  relações com seus pais, professores e sociedade.
Com efeito, motivados pelas aulas do professor, os alunos passam a tomar posições por si próprios, a combater o autoritarismo da escola com argumentos e sátiras, a buscar viver intensamente em todos os lugares e situações, e, impossibilitado disso, Neil Perry  submete-se a prática do suicídio, em razão de que seu pai queria determinar a ele o que fazer o que ser. O suicídio de Neil foi a “gota d’água” que faltava para que o diretor conservador, insatisfeito com o professor, o mandasse embora , depois de uma “maquiavélica” armação que induziu os alunos a entregá-lo como sendo responsável pelo suicídio. Porém, no final, os alunos desafiam o autoritarismo do colégio Infernoton com práticas ensinadas pelo professor Keatng, ao se solidarizarem com ele no momento em que acabava de pegar seu material e saia da sala de aula para ir embora, expressa na frase “ Oh! Meu capitão! Meu capitão!”.

Análise

O filme aborda a questão educacional, auferindo uma crítica ao modelo tradicional e conservador, como sendo mero formador de pessoas quadradas, sem opiniões, uma vez que suas idéias são idéias de autores famosos. “É preciso rasgar as introduções e extinguir o ensino de técnicas de entendimento da poesia, criar a sua maneira de pensar” ( frase baseada  numa cena do filme)  e, sobretudo, a questão do viver intensamente a cada momento da vida expressa na frase “ carpe diem, rapazes: aproveitem o dia!”. Com efeito, o filme, sendo uma obra de arte, evidentemente, pode possibilitar aos telespectadores perspectivas diferentes, no que tange a sua análise. Para tanto, apresentamos uma análise que nos parece ser relevante com o filme e a própria filosofia. Analisaremos a questão da liberdade humana dentro da perspectiva sartriana e  a questão da construção de um pensamento próprio. A análise vislumbra, no primeiro momento, uma tentativa de associar às idéias de Sartre. Contudo, de maneira geral, pretendemos discorrer idéias de outros filósofos também. Para tanto, apresentamos uma análise, dentro de nossos limites, considerando o pouco tempo que tivemos para tal ( em razão de nossas atividades profissionais) “. É importante destacar que em momento nenhum do filme aparecem posições de filósofos de maneira definida, aparecem fatos e idéias que nos possibilitam tratá-las de maneira filosófica, sob a luz de alguns pensadores.
Uma das cenas mais dramáticas do filme, corresponde à qual um personagem de nome Neil Perry , motivado pela idéia da “Sociedade dos Poetas Mortos” (sociedade que existira quando o professor Keating foi estudante naquele colégio), de ser livre pensador, de ser construtor de sua própria saga, se descobre com dotes excepcionais para representar peças de teatro. Porém, tal capacidade, colidia com o que seu pai queria que o fosse. Depois de uma longa tentativa em convencer seu pai que o deixasse ser o que queria, sem êxito,  Neil, que se descobria livre, que não pensava mais segundo as convicções de outrem, revoltado com a atitude autoritária de seu pai, caí em desespero e prática o suicídio. Ora, a cena torna-se impreterivelmente necessária associá-la ao existencialismo, sobretudo às idéias de Sartre, uma vez que o filósofo enfatiza que o homem esta condenado a liberdade, que precisa assumir as próprias escolhas, posto que é responsável pela sua história. Com efeito, Neil, ao se descobrir que era o responsável pelas suas decisões, que nenhuma outra pessoa poderia salvá-lo de sua liberdade, por primeiro ele se angustia e vive num dilema profundo, pois seu pai o impedia de representar, em outras palavras, fazer sua escolha e, se o fizesse, bateria de frente com o seu pai. Angustiado, cai em desespero e não tendo equilíbrio suficiente para escolher a vida, escolhe a morte. O personagem Neil ao escolher a morte, não deixou de escolher em liberdade, pois a morte foi uma escolha: a de deixar de existir..
Observamos ainda na cena a capacidade humana de acabar com a vida humana, isto é, quando a sua liberdade é cerceada. Podemos entender o porque muitas pessoas em momentos de regimes autoritários, mesmo sabendo que suas idéias podem levá-los à morte, não se amedrontam e difundem suas idéias, de maneira cada vez mais intensa. Quando o personagem escolhe a morte, diferentemente de Sócrates que afirmava ser bom a morte, porém que não era justo praticá-la com sua própria mão, o jovem toma uma posição compreensível ao existencialismo que entende que o homem ao se perceber responsável pelo que é, que está desamparado no mundo e ninguém pode salvá-lo dessa situação, está, também, sujeito ao “suicídio” ( essa conclusão é baseado na leitura que faço acerca de Sartre), Porém, num determinado aspecto, o jovem igualmente a Sócrates, entrega sua vida pelos seus ideais, uma vez que a cena pode muito bem sensibilizar um pai a não ser semelhante ao pai do personagem; nesse sentido, a atitude do jovem engaja a toda a humanidade a lutarem por seus ideais, e, os pais, a entenderem melhor as vontades e desejos de seus filhos. Assim, a liberdade humana é o que o homem tem como riqueza imprescindível, pois se ele a negar, mesmo assim, tal atitude será fruto de sua liberdade. Portanto, é possível afirmar que a liberdade se manifesta na construção de um ser e, a saber, associa-se a um ideal que pretende engajar a toda humanidade, no caso da cena do filme, o de ser livre para escolher o que ser na vida.
Outro ponto extremamente interessante do filme, concerne a uma frase descrita num livro, no lugar da introdução, por um membro da sociedade dos poetas mortos, pelo professor Keating, que diz: “Fui a floresta porque queria viver profundamente e sugar a essência da vida. Eliminar tudo o que não era vida. E não, ao morrer, descobrir que não vivi”. A frase é um convite para que aproveitemos tudo aquilo de bom que a vida nos proporciona, como em todo o filme o professor Keating orienta seus alunos, dentro de princípios que exaltem e prevaleçam a vida, com isso, usamos a frase de Michel de Montaigne: “Qualquer que seja a duração da vida ela é completa. Sua utilidade não reside na duração e sim no emprego que lhe dais. Há quem viveu muito e não viveu. Meditai sobre isso enquanto o podeis fazer, pois depende de vós, e não do número de anos, terdes vivido bastante”. Portanto, é preciso aproveitar a viver, porém aquilo que pode implicar na negação da vida, deve ser banido, pois o viver bem está no emprego que lhe dais a vida. Com efeito, é preciso viver uma vida examinada, como dizia Sócrates, não obstante, dentro de uma perspectiva de se deixar envolver por aquilo de bom, que podemos sugar da vida, a fim de gerar mais vida..
É mister, entretanto, discorrer acerca de uma fala do professor Keating, em que enfoca que: “Há coisas que são necessárias para a vida, porém há outros que nos mantém em pé, que nos tornam humanos”. Tal frase é apresentada no filme pelo professor para justificar a importância da poesia, que expressa valores e idéias que são indissolúveis ao ser humano: como a liberdade, o ato de pensar por si, o amor, asa paixões, etc. Essa dominante remete-se também à própria filosofia, uma vez que ela procura aguçar no ser humano o intrépido desejo de reflexão acerca do mundo, na tentativa levar-nos à felicidade, posto que a matemática, a gramática, a física,.. apresentam coisas prontas, entendendo o ser humano como algo acabado, que se prende  a uma posição que no concernente à felicidade humana não tem implicação nenhuma, são coisas apenas necessárias para a vida. A história da filosofia prova muito bem que todo pensamento elaborado não teve outro objetivo que não fosse a felicidade. Por exemplo: Platão quando enfatizou a necessidade do ser humano em permear no sentido da epistéme, acreditava que ao alcançá-la, chegaria à felicidade; os liberais ao proporem o liberalismo como modelo político ideal, também entendiam que era a melhor maneira do homem encontrar a sua felicidade; Karl Marx ao propor o comunismo, acreditava ser o modelo político ideal para que o homem encontre sua felicidade, em virtude da supressão das classes, da propriedade privada, e, consequentemente da exploração do homem pelo homem.. A felicidade em sentido pleno é impossível, contudo, é possível obtermos “picos”, momentos para os quais toda conduta humana se dirigem e a filosofia se preocupa a nos auxiliar, através da reflexão radical metódica e sistemática. Não há nenhuma posição no sentido de tornar a filosofia auto-ajuda para a felicidade, uma vez que ela suscita no homem a reflexão, a busca pessoal e reflexiva e não o coloca num invólucro. Nada é mais importante do que a felicidade, é o que nos mantém vivo, tudo tem uma ligação com ela, por vezes, dialética:: o amor, a liberdade, as paixões, os vícios, etc.  

Conclusão

A análise, de maneira geral, suscitou uma reflexão sobre a questão da liberdade em Sartre, como algo que não escapamos em hipótese nenhuma, usando como ponto referencial o personagem Neil Perry, que se imbuiu de tal liberdade, em função até do aprendizado que obteve, ao ponto de entender que era o único responsável por ela e, tão livre se sentia, escolhe a própria morte que se configuraria na privação da própria liberdade, pois o deixaria de existir.
Outro ponto que consideramos interessante, tange às frases extraída no filme, de Montaigne e a de Sócrates (“uma vida que não é examinada não merece ser vivida”). Tais frases nos remetem a uma postura de que devemo-nos buscar viver intensamente a vida, aproveitando-a ao máximo, buscando entender as paixões, os amores, sob um prisma nosso mesmo, mas sempre de maneira examinada, isto é: “eliminando tudo o que não é vida”  

Autor: Professor Márcio José Proença  , trabalho feito para o projeto Filosofia  e Vida

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jun
13
WebQuest de Filosofia: Ética no dia-a-dia

Em primeiro lugar vamos entender o que é um  WebQuest. Basicamente é uma atividade didática que pode ser utilizada a partir do Ensino Fundamental até o Ensino Superior. No Brasil este recurso é utilizado mais no nível superior de ensino. Desenvolve o pensamento crítico, a cooperação, reflexão,  e estimulando a criatividade e espírito de  pesquisa. A WebQuest torna-se uma metodologia de pesquisa orientada  em quase sua totalidade pela web, o que a torna atraente.

Para você compreender melhor leia a definição da professora Maria Aparecida Viana que é coordenadora do Serviço de Informática Educacional, mestranda em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas.

Então vamos trabalhar!!!  É só clicar na imagem abaixo e você será conduzido a WebQuest.

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jun
10
Filosofia com Filmes: A Vila

Do escritor e diretor: M. NIGHT SHYAMALAN

Elenco Principal:

Joaquin Phonix, Sigorney Weaver, Willian Hurt, Adrien Brody e Bryce Dallas Howard

 Resumo do Filme.

“A Vila”  refere-se a um povoado onde um grupo de pessoas (famílias) decidem viver isoladas de qualquer ambiente externo, em função de algumas ocorrências (evidentes no final do filme) com membros dessas famílias.

A  Vila encontra-se em meio a uma floresta e em função de um acordo com “aqueles dos quais não falamos” (Ser Misterioso) existe uma delimitação que não pode ser ultrapassada por nenhum habitante da vila. O não cumprimento do estabelecido provoca o ataque aterrorizador de estranho ser que habita a floresta.

Em meio a suspense, surge o amor entre Lucius e Ivy que provoca ciúmes em Noah (sofredor de problemas mentais). Noah num determinado momento tenta eliminar Lucius por assassinato. Lucius  não morre, entretanto, sua sobrevivência  está condicionada a medicamentos que só é possível ser encontrado na cidade.

Movida pelo amor a Lucius e após muita insistência junto ao  pai, Ivy é autorizada a ir procurar recursos para salvar Lucius, quebrando assim o pacto com “aqueles dos quais não falamos”.

Em sua caminhada Ivy e atacada por Noah que se veste com as vestes do “Ser Misterioso” . Apesar de cega Ivy consegue vencer Noah e este é morto.

Livre de Noah a jovem supera todas as dificuldades, chega a cidade e consegue o remédio que possibilitará  a recuperação de Lucius, o que não fica evidente no final do filme.

Noah é tido como aquele que transformou em realidade a ficção do “Ser Misterioso” criado por SR Walker pai de Ivy quando era professor de história.

 Utilização em sala de aula.

O filme apresenta uma série de situações possíveis de relacionamento com a Filosofia, com possibilidade de utilização em sala de aula, até porque já o fiz.

Vejamos algumas propostas:

-          em filosofia da linguagem por exemplo é possível trabalhar com  a linguagem simbólica. No filme aparecem cenas onde a cor vermelha representa mal presságio ou a evidência de que algo de mal poderia ocorrer, como por exemplo o ataque do “Ser Misterioso”. O vermelho representado portanto pelas folhagens flores ou frutos simbolicamente é bastante forte e pode ser perfeitamente desenvolvido em sala de aula;

-          o conhecimento  perceptivo e intuitivo também é muito evidente nas ações e atitudes da jovem cega. Fica muito claro a percepção, quando em algumas cenas ela diz perceber pela cor alguém se aproximando. Mas o fato mais marcante é o de ser ela a responsável por ir até a cidade em busca de recursos;

-          outras propostas pode-se destacar, como a quebra de paradigmas no momento que se rompe o pacto estabelecido, mas, penso que a maior relação que se possa fazer, é com o “Mito da Caverna”. O pacto firmado estabelecendo delimitações para os que vivem na vila pode ser relacionado sem dúvidas com os acorrentados da caverna. Como os acorrentados, existe uma geração de habitantes da vila que não conhecem nenhuma outra realidade a não ser aquele mundo delimitado. O sair da vila representa romper com a barreira imposta pela floresta e descobrir que além dela existe uma  outra realidade.

 Conclusão

Penso portanto ser uma boa possibilidade de trabalho para ser desenvolvido em sala de aulas. Se alguém se propuser a utiliza-lo, espero que obtenham sucesso, pois como já comentei, obtive uma experiência gratificante.

Autor: Professor Moisés José de Lima  , trabalho feito para o projeto Filosofia  e Vida , da DE de Mauá/SP

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jun
8
Caça-Palavras: Primeiros Filósofos (Pré-Socráticos)

OS PRIMEIROS FILÓSOFOS

Sabemos como a Filosofia nasceu, sabemos também o que motiva uma pessoa a filosofar. Mas quais foram os primeiros filósofos? O que fizeram?

    O primeiro deles foi Tales de Mileto (cerca de 625/4-558/6 a.C.) e, infelizmente, o tempo não conservou nenhum de seus fragmentos, aliás, segundo John Burnet, Tales jamais escreveu; porém, alguns pensadores antigos escreveram o que pensavam outros: veja, por exemplo, o que Aristóteles escreveu sobre Tales:

 “A maior parte dos primeiros filósofos considerava como os únicos princípios de todas as coisas os que são de natureza da matéria. Aquilo de que todos os seres são constituídos, e de que primeiro são gerados e em que por fim se dissolvem, enquanto a substância subsiste mudando-se apenas as afecções, tal é, para eles, o elemento, tal é o princípio dos seres; e por isso julgam que nada se gera nem se destrói, como se tal natureza subsistisse sempre… Pois deve haver uma natureza qualquer, ou mais do que uma, donde as outras coisas se engendram, mas continuando ela mesma. Quanto ao número e à natureza destes princípios, nem todos dizem o mesmo. Tales, o fundador da filosofia, diz ser água [o princípio] (é por este motivo também que ele declarou que a terra está sobre água), levando sem dúvida a esta concepção por ver que o alimento de todas as coisas é o úmido, e que o próprio quente dele procede e dele vive (ora aquilo de que as coisas vem e, para todos, o seu princípio. Por tal observar adotou esta concepção, e pelo fato de as sementes de todas as coisas terem a natureza úmida; e a água é o princípio da natureza para as coisas úmidas (…).”ARISTÓTELES. Metafísica, I, 3.983 b6 .

      Note a força das palavras atribuídas a Tales: a água, ou o úmido, é o princípio de todas as coisas. Você já parou para pensar qual é o princípio (arch) das coisas? Tal era a ambição de Tales: desvendar o segredo do mundo, o seu princípio. Há alguns motivos que levaram Tales a pensar que o princípio de todas as coisas fosse a água: a) na própria mitologia grega, há a idéia de que o rio Oceano estava envolta do mundo e o formou; b) a passagem da água de um estado a outro pôde fazer Tales pensar que ela está por trás de todas as coisas; c) segundo Simplício, Tales teria observado que os seres vivos são úmidos e, ao morrerem, secam; d) na sua viagem pelo Egito, Tales observou que, após a cheia, as plantas apareciam; e) restos de animais marinhos encontrados em regiões montanhosas da época, reforçaram a idéia em Tales de que, um dia, tudo era água.

    Certas ou erradas, as idéias de Tales expressavam um novo modo de explicar o mundo: a água como princípio de tudo funciona como um deus (qeoz – a palavra deus, na época de Tales, podia ser usada com um sentido não-religioso, significando uma espécie de princípio ativo presentes nas coisas), um princípio vital e que se movimenta, provocando mudança (kínesis) nas coisas. Assim, ao surgirem da água, as coisas não podem surgir do nada e nem retornar a ele, mas apenas da e para a água. A grande questão é resolver como que, a partir da água, todo o resto foi formado?

      Por isso, lembre-se, o pensamento de Tales é uma cosmologia, explicando o mundo racionalmente a partir das observações sobre ele.  Outros filósofos da mesma época explicavam o mundo da mesma forma, mas com outros elementos como princípio: Anaximandro de Mileto apostou no ilimitado, Anaxímenes de Mileto no ar, Pitágoras de Samos o número… Enfim, seria interessante você fazer uma pesquisa e verificar como os primeiros filósofos, também chamados de pré-socráticos e de filósofos da natureza, explicavam o mundo. Além dos nomes já citados, procure por Heráclito de Éfeso, Parmênides de Eléia, Zenão de Eléia, Empédocles de Agrigento, Anaxágoras de Clazómena, Demócrito.

Encontre o nome dos primeiros filósofos citados no final do texto sobre Os primeiros filósofos.

Fonte: Consciência.org

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jun
8
Dinâmica de grupo: filosofia antiga

Que tal filosofar na quadra de esportes da escola? Com a sala dividida em dois grupos, deixe uma bola no centro da quadra e cada um dos grupos nas linhas que demarcam o fundo da mesma, quando o professou fizer uma das perguntas abaixo e gritar “já”, corra até a bola e tente tocá-la com o pé antes de seu colega e responda “falso” ou “verdadeiro” à pergunta feita. Acertando, sua equipe pontua; errando, a outra equipe pontua.

( ) A palavra Filosofia significa amor à sabedoria.
( ) A Filosofia teve origem no ano 600 d.C.
( ) Foi na Grécia que a Filosofia nasceu.
( ) Filosofia e mito são as mesmas coisas.
( ) Perseu é um mito que narra a tentativa do homem em mudar o seu destino.
( ) O mito de Perseu não aponta porque existem muitas serpentes na Líbia.
( ) Aracne conseguiu escapar da deusa Atena e não foi punida.
( ) Cosmogonia e cosmologia são as mesmas coisas.
( ) Explicação sobre a origem do mundo pela relação ente os deuses significa cosmogonia.
( ) Explicação racional sobre a origem do mundo significa cosmologia.
( ) As navegações em nada contribuíram para a origem da Filosofia.
( ) A moeda não contribuiu para a origem da Filosofia, apenas o calendário.
( ) A escrita contribuiu para aumentar a capacidade de abstração do homem antigo.
( ) A política é a principal causa para a origem da Filosofia na Grécia.
( ) A Filosofia nasce no campo e não da polis.
( ) Um universo espiritual novo na polis foi fundamental para a origem da Filosofia.
( ) Para Aristóteles, o que leva uma pessoa a filosofar é a admiração.
( ) Para Aristóteles, quem está acostumado demais com o mundo também filosofa.
( ) Para Aristóteles, filosofar não é reconhecer-se um ignorante.
( ) O primeiro filósofo da história foi Tales de Mileto.
( ) Buscar o princípio de todas as coisas é filosofar.
( ) Para Tales, o princípio de todas as coisas é o ar.
( ) Uma das coisas que ajudaram Tales a pensar que a água era a origem de todas as coisas foram as cheias do rio Nilo.
( ) O pensamento de Tales é uma cosmologia.
( ) Fragmentos da obra de Tales resistiram ao tempo e, até hoje, podemos lê-los.

Fonte: Consciência.org

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jun
3
Dicas para Educar os Filhos!
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 Do blog Bar da Filosofia, acesso em 03/06/11

Via Caipira.com

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jun
3
O Poder e a Política

As teorias contratualistas enfatizam o caráter racional e laico (não-religioso) da origem do poder: é o próprio indivíduo que dá o consentimento para a instauração do poder, reafirmando-se o valor do cidadão.

THOMAS HOBBES (1588-1679): advertindo que no estado natural a guerra é inevitável, conclui que a única maneira de garantir a paz consiste na delegação de um poder absoluto e soberano.

 JOHN LOCKE (1632-1704): como arauto do liberalismo, critica o absolutismo. Para ele, o consentimento dos homens ao aceitarem o poder do corpo político instituído não retira o direito de inssurreição, caso haja necessidade de limitar o poder do governante. Além disso, o Parlamento se fortalece como legítimo canal de representação da sociedade e deve ter força suficiente para controlar os excessos do Executivo.

 JEAN-JACQUES ROUSSEAU (1712-1778): atribuindo a soberania ao “povo incorporado”, isto é, ao povo como corpo coletivo, capaz de decidir o que é melhor para o todo social. Dessa forma, Rousseau desenvolve a concepção radical da democracia direta – em que o cidadão é ativo, participando, fazendo ele próprio as leis nas assembléias públicas – e antecipa algumas das críticas que no século seguinte os socialistas farão ao liberalismo. Denuncia a propriedade como uma das causas da origem da desigualdade e, ao desenvolver os conceitos de vontade geral e cidadania ativa, rejeita o elitismo da tradição burguesa do seu tempo.

 O Contrato Social

         “Sendo homens… por natureza, todos livres, iguais e independentes, ninguém pode ser expulso de sua propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar consentimento. A maneira única em virtude da qual uma pessoa qualquer renuncia à liberdade natural e se reveste dos laços da sociedade civil consiste em concordar com outras pessoas em juntar-se e unir-se em comunidade para viverem em segurança, conforto e paz uma com as outras, gozando garantidamente das propriedades que tiverem e desfrutando de maior proteção contra quem quer que não faça parte dela. Qualquer número de homens pode fazê-lo, porque não prejudica a liberdade dos demais; ficam como estavam na liberdade do estado de natureza. Quando qualquer número de homens consentiu desse modo em constituir uma comunidade ou governo, ficam, de fato, a ela incorporados e formam um corpo político no qual a maioria tem o direito de agir e resolver por todos.

***

            O motivo que leva os homens a entrarem em sociedade é a preservação da propriedade; e o objetivo para o qual escolhem a autorizam um poder legislativo é tornar possível a existência de leis  e regras estabelecidas como guarda e proteção às propriedades de todos os membros da sociedade, a fim de limitar o poder e moderar o domínio de cada parte e de cada membro da comunidade; pois não se poderá nunca supor seja vontade  da sociedade de que o legislativo possua o poder de destruir o que todos intentam assegurar-se entrando em sociedade e para o que  o povo se submeteu a legisladores por eles mesmos criados.

***

         … o poder legislativo não pode transferir o poder de elaborar leis a outras mãos quaisquer,; portanto, sendo tão só poder delegado pelo povo, os que o têm não podem transferi-los a terceiros. Somente o povo pode indicar a forma da comunidade, a qual consiste em constituir o legislativo e indicar em que mãos deve estar. E quando  o povo disser, sujeitar-nos-emos a regras e seremos governados por leis  feitas por estes homens e, dessa forma, ninguém mais poderá dizer que outros homens lhes façam leis; nem pode o povo ficar obrigado por quaisquer leis senão as que forem promulgadas pelos que escolheu e autorizou fazê-las. Sendo o poder do legislativo derivado do povo por concessão ou instituição positiviva e voluntária, o qual importa somente em fazer leis e não terá o poder de transferir a própria autoridade de fazer leis, colocando-os em outras mãos. “

LOCKE, Jonh. Segundo tratado sobre o governo. São Paulo, Abril Cultural, 1973. P. 77, 127 e 96. (col. Os Pensadores)

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mai
24
Filosofia com Filmes: A Odisséia

Nome do filme: “A Odisséia

Produção: Francis Ford Coppola

Direção: Dyson Lovell

Local de produção: São Francisco- EUA

Ano de produção: 1997

SINOPSE DO FILME:

 

              O filme retrata a história do  herói  Odisseu (Ulisses), rei de Ítaca, que luta contra o rei Agamenon e, sob sua liderança, ocupam a cidade de Tróia, numa duradoura batalha;

              Odisseu (Ulisses) se revolta com os deuses e acusa-os de o terem abandonado, recebe uma maldição de Posseidon, deus do mar, de que Odisseu não retornaria à Ítaca.

              Em suas tentativas de retorno, o destino (a maldição) o leva a ilhas desconhecida, onde experimenta muitas dificuldades, o que fará com que ele se pacifique com os deuses para que Poseidon, deus dos mares, possa permitir-lhe retornar à sua ilha, retomar o seu reino, rever sua esposa Penélope e seu filho Telêmaco, que o deixara quando recém nascido.

 

CONTEXTUALIZAÇÃO DO FILME:

 

              O período histório que o filme se reporta é o da civilização micênica  – sécs. XX ao XII  a. C., quando por volta de 1250 a. C. partem  Aquiles e Odisseu (Ulisses) – para sitiar e conquistar Tróia.

              Os mitos gregos eram preservados pela tradição e transmitidos oralmente pelos aedos e rapsodos, cantores ambulantes que davam forma poética aos relatos populares e os recitavam de cor em praça pública.

              Homero teria sido o provável autor de dois poemas épicos, as epopéias Ilíada e Odisséia, a primeira  trata da guerra de Tróia e a Odisséia relata  o retorno de Odisseu (Ulisses) a Ítaca, após a guerra de Tróia. Alguns intérpretes acham que essas obras foram elaboradas por diversos autores, em razão da diversidade de estilos dos dois poemas e de passagens indicativas de períodos históricos diferentes.

 

O QUE O FILME ABORDA:

 

              O filme mostra a função didática das epopéias na vida dos gregos, descrevendo o período da civilização micênica, transmitindo os valores da cultura por meio das histórias dos deuses e antepassados, expressando uma determinada concepção de vida.

              As ações heróicas mostram a constante intervenção dos deuses, ora para auxiliar o protegido, ora perseguir o inimigo. O herói vive na dependência dos deuses e do destino e sua virtude se manifesta pela coragem e pela força, sobretudo em batalhas. É a virtude do guerreiro belo e bom, objetivo supremo do herói.

              As forças da natureza se divinizam, transformam-se nas próprias divindades: o mar (Poseidon), o vento (Eolo), o fogo(Hefesto), o que reina no mundo dos mortos (Hades), o tempo (Moiras). O mensageiro dos deuses é Hermes que  ora traz as mensagens dos deuses a Odisseu, ora ele mesmo fala diretamente com eles.

 

 

TEMAS-PROBLEMA PARA A REFLEXÃO FILOSÓFICA:

 

-          Dentro da Mitologia grega, os deuses estão na origem de todos os poemas e sagas épicas, determinando as escolhas e a liberdade individuais. Os deuses possuem comportamentos humanos, iram-se contra as desobediências humanas e são aplacados na ira perante o arrependimento e oferecimento de sacrifícios de animais.

-          O homem não pode se colocar no lugar dos deuses ou dispensar a sua assistência. Os deuses não têm o intuito de exterminar o homem que assim aja, mas agem didaticamente castigando o homem para que se coloque em seu lugar de homem, para que possa compreender, buscar a sabedoria.

-          O amor: O desejo de Odisseu é rever sua esposa Penélope que, apesar de todas as mulheres que conhecera em suas aventuras, nunca se esqueceu de seu grande amor pela sua amada e nunca esconteu isso de nenhuma delas. Principalmente, por parte de Penélope, guardou-se para seu marido, mesmo que tivesse feito o juramento de desposar outro homem à sua partida e na dúvida se estaria ou não vivo. Esperou contra toda desesperança.

-          O herói Odisseu não suporta em seus companheiros de jornada a traição, por desejo de riqueza. A eles são negados o alimento e a confiança diante do fato de terem aberto o saco do vento enquanto o mestre dormia, esperando ali encontrarem ouro. Por causa desse desejo foram extraviados do objetivo de alcançarem a ilha de Ítaca, que já se vislumbrava e se fazia próxima. Da mesma forma, o herói não suporta aos que desejavam desposar sua esposa por desejo de poder e riqueza, matando-os todos quando da sua volta, com a ajuda de seu filho Telêmaco.

-          A ação ao seu devido tempo: O homem deve agir no tempo certo, saber aplacar sua ira ou Ter qualquer atitude  em vista de um objetivo. Deve agir com sabedoria reunindo elementos e motivos para produzir sua ação. Isso faz parte de seu aprendizado e do ato de compreender, sob o conselho dos deuses.

-          Persistência: O herói não se desvia de seu objetivo, mesmo que tenha que passar por dificuldades.

 

 

COMENTÁRIOS FINAIS:

 

- Os lugares externos são as cenas que predominam no filme;

- Odisseu (Ulisses), o herói; Penélope (sua esposa); Telêmaco (seu filho), o deus Poseidon são os personagens centrais;

- A deusa Atena (deusa da estratégia militar), Eolo (deus do vento); o cíclope (Polifemo); Circe (a feiticeira); o profeta Tirésias; a rainha Calipso; seus amigos de aventuras; sua mãe; Hector(defensor de Tróia); Agamenon , o rei de Tróia são os personagens secundários;

 

 

CONCLUSÃO:

 

              A “Odisséia” é uma obra trágica,  marcada por mortes, flagelos, feitiços, armadilhas, surpresas dos deuses do Olimpo, amor, determinação de propósitos, posicionamentos éticos. Os efeitos especiais são espetaculares. É um filme que pode ajudar muito no estudo do mundo grego e seus mitos como também introduzir aos temas vitais que a filosofia aborda no tocante aos valores, crenças, modos de compreensão da vida; a relatividade das coisas.

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mai
12
O senso comum e a ciência – Parte II

Por Francisco Renaldo da Costa

Espanto e admiração com algo que nós não havíamos visto antes.Surge observação(esta não resolve).Porém, quando começamos a imaginar o problema veremos que temos a solução para chegarmos novamente à ordem desejada.Por meio da imaginação chegamos à ordem das coisas, ordem essa que está oculta.

O que é o conhecimento, tão almejado pelos cientistas e pelo senso comum?Já dissemos. A partir de Rubem Alves, descobrimos o que o conhecimento apenas acontece em situações problemáticas. O “velho” não nos surpreende, já o “novo”, este muitas vezes nos desajusta, não estamos acostumados com ele, então é o “novo” que possibilita-nos a pensar. E para chegarmos à solução do problema devemos pensar sempre a partir do fim. Essa é a dinâmica do conhecimento. E é com a imaginação que somos capazes de pensar no fim. “É o sair de onde se está, para se chegar aonde devemos chegar”. Este é o caminho a ser percorrido mediante os problemas. Não basta vermos, temos que , temos que procurar organizar o desorganizado.E só organizo se eu tenho a imagem da ordem na minha mente.Então mais uma vez teremos que concordar que tanto o cientista como o feiticeiro, para resolverem seus “problemas” cada um do seu jeito, usam a previsão.

O ser humano traz dentro de si uma busca desenfreada da ordem. Estaremos sempre procurando harmonizarmos com tudo o que nos cerca: trabalho, natureza, família, namorado, amigos, enfim, tudo o quanto necessitamos para sobreviver.A ordem está intríseca ao ser humano. Biologicamente somos formados assim.

Podemos defrontar-nos com uma outra questão. A visão de ordem do cientista é diferente da visão do senso comum. Por que? Veladamente até agora foi-nos colocado que “algo”move a ordem.Esse algo é o desejo. Somos seres desejantes. Desejamos tudo…basta pensarmos na nossa experiência diária. Contudo o desejo, elemento essencial para nossa sobrevivência pode colocar-nos em situações boas e más. É por isso que a ciência procura tirar o desejo de suas investigações. Na verdade o desejo jamais impediu o conhecimento, ao contrário, ele é mola propulsora para o conhecimento objetivo.

Reflexão a partir do Livro Filosofia da Ciência/Rubem Alves

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mai
9
As crianças são os verdadeiros filósofos

Por Francisco Renaldo da Costa

Para falar a verdade, são as crianças os verdadeiros filósofos! Com elas aprendemos que perguntar é importante, a capacidade de duvidar… admirar-se e espantar-se com o mundo que nos cercam são elementos fundamentais para entrarmos no mundo da filosofia, diga-se, pensamento crítico! É uma pena mas com o tempo vamos nos acostumando com este mundo e as respostas ganham sua importância, isto quando não “matamos” a filosofia que está em nossas crianças(e em nós mesmos)! Sejamos sinceros, para muitos é  mais cômodo permanecer em nosso mundinho, perfeito” e “organizado”. Ensinaram para nós que a acomodação é essencial para vivermos bem!!

“Segundo os filósofos Platão e Aristóteles, a admiração é o princípio da filosofia. Para os filósofos antigos e também para os modernos como Descartes, a admiração está na raiz da dúvida, da interrogação e da investigação, portanto, no início do filosofar. É próprio do pensar infantil a imensa capacidade de admirar o mundo, no processo de construção de significados e valores. O adulto já tem suas certezas e seus valores e está em meio a tantas preocupações cotidianas, a tantos desencantamentos, que perde a capacidade de admirar-se perante a existência.”

Os desenhos animados também nos ensinam muito sobre a principal característica da filosofia: o saber pensar… duvidar… questionar! Vejamos alguns exemplos:

 
Ni Hao, Kai-lan

“Pense pra valer para entender o porque!”

Pink Dink Doo

“Se tenho um problema e não sei o que fazer, eu penso, penso, penso e penso até eu resolver”.

Castelo Ra-tim-bum

Zezinho: “Por que sim, não é resposta”

E você? Conhece algum desenho animado da sua infância ou atual que possa nos ajudar a entender melhor a filosofia?

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abr
30
Filosofia com Filmes: Kirikú e a Feiticeira

    

    O filme Kirikú e a Feiticeira de produção Francesa, conta uma história de um Menino inteligente, guerreiro, que morava em uma aldeia indígena, em Senegal, África.

         O destaque do filme é de uma personagem heróica que nasceu para lutar contra uma feiticeira do mal. Com características adultas, manifestando inteligência, coragem, esperteza, sabedoria, pois é um menino, a Mãe compreensiva e sempre do seu lado, existia na aldeia um contador de histórias medroso, os moradores da aldeia zombavam de Kirikú e que depois reconheceram o seu valor. A mãe lhe falou de um sábio da montanha o seu avô que iria lhe dar conselhos, pois ele representava serenidade, é caridoso e nobre. A Rainha Karabá uma feiticeira poderosa, má e linda, vivia fora da aldeia e que sofria muito.

         Kirikú, apesar de pequeno procurou com todas as suas forças acabar com o mal, procurou de todo jeito salvar a aldeia da feiticeira do mal, usando a sua inteligência, descobre que a feiticeira tinha um problema e vivia em grande sofrimento, e indagava muito porque ela é malvada, pois o sábio lhe informou tudo sobre ela.

         Na aldeia as pessoas eram medrosas, inseguras, alimentavam falta de esperança, em Kirikú não havia medo e ele sempre salvando a aldeia dos perigos da feiticeira do mal. Com isto observamos que o mal sempre estará ao redor onde você vive, devemos perceber tudo que nos cerca e com sabedoria virá o livramento.

         Kirikú procurou de todas a s formas vencer o mal com o bem, mesmo sendo muito criticado pela aldeia, observa-se que os homens procuraram a defesa da aldeia e não conseguiram pois a violência gera a morte, Kiriku com a sua inteligência procurou transmitir a aldeia que não tivessem medo e que ele iria fazer de tudo para desfazer as maldades da feiticeira. Ele tão pequeno que era mais tinha um coração grande, tinha alta confiança, sempre de olho no futuro e com a verdade iria vencer.

          Kiriku, procurou estratégias e encontrou como vencer a feiticeira, orientado, aconselhado  pelo seu avo, na montanha, sobre o sofrimento de karaba e ele usando de esperteza conseguiu dobra-la, aliviando as dores dela, retirando o feitiço sendo libertada do mal. Resolvendo o problema da aldeia, através do feitiço quebrado ele cresceu e casou-se com  karaba,os homens foram libertos, a luz clareou a floresta, a aldeia, era celebrado vitórias em nome de kirikú era festejado era um herói, a sua mãe, avo, e  seu pai celebravam cantando a sua coragem, sabedoria do novo rei da aldeia e assim todos os que foram contra o pequeno Kiriku valorizavam agora as suas atitudes, kariba libertada e kiriku o grande.

         Na  vida passamos por tudo que houve na aldeia devemos construir uma vida saudável regida pelo amor, generosidade e tolerância , pois na vida real nem todos são bons e maus. A realidade Política de hoje demonstra atitudes incoerentes, exemplos ruins afetando só aqueles que se deixam levar; mais vamos mudar com as nossas atitudes, foi o que kiriku fez com as suas atitudes mudou a vida da aldeia, tanto política como religiosa e assim houve valorização da sua pessoa.. o filme tenha vários contextos filosóficos com bastantes perguntas, respostas, indagações, reflexões, kiriku perguntava muito a sua mãe e ao avô e ia amadurecendo no cotidiano o seu avô era um bom conselheiro, diferente do contador de historia que era submisso a feiticeira, pois não havia um conselheiro na aldeia porem não era sincero para as crianças.

          No filme aprendemos a agir no tempo certo, o amor que kiriku tinha pela aldeia, a mãe um grande exemplo de amor e paciência, o desejo de vencer a batalha contra o mal, mudanças de vidas e o conhecimento pratico na vida.

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